Por Euler de França Belém

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José Nelto vai propor uma PEC para cortar 50% do duodécimo das câmaras municipais

O deputado federal eleito, do Podemos, frisa que o dinheiro será repassado para o setor de saúde. “Legislativo não sairá abalado” [caption id="attachment_128248" align="alignright" width="620"] Deputado José Nelto: "O país não precisa de CPMF, pois pode obter dinheiro para a saúde cortando mordomias das câmaras municipais" [/caption] As câmaras municipais de parte dos municípios brasileiros “nadam” em mordomias sem fim. Vereadores fazem viagens dispendiosas e trabalham poucos dias por mês. Há câmaras que, mesmo torrando muito dinheiro, devolvem dinheiro para o Executivo. Dá para mudar isto? O deputado federal eleito José Nelto, do Podemos, acredita que sim. “Vou apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para cortar 50% do duodécimo de todas as câmaras municipais do Brasil.” José Nelto frisa que 50% cortados das câmaras deverão ser aplicados na área de saúde dos municípios. “São bilhões de reais por ano, que, com minha proposta, serão mais bem aplicados. É preciso cortar as mordomias e melhorar a qualidade de vida do povo. Salário de 20 mil reais para vereador chega a ser um absurdo.” O deputado sugere que, no lugar de recriar a CPMF, há uma saída mais prática e que não sacrifica a sociedade. Numa viagem a Lisboa, capital de Portugal, José Nelto (que estava acompanhado por Romilton Moraes) diz que ficou impressionado com o caráter espartano da Assembleia lusa. “Não havia nem gabinetes para os parlamentares. Há um gabinete da liderança do partido, que, com cerca de 10 assessores, que auxilia todos os deputados. Eles não têm carros oficiais.” O parlamentar ressalva: “Os vereadores vão continuar recebendo salários e vão manter seus assessores. O que estou propondo é um corte das mordomias. A estrutura de funcionamento do Legislativo será mantida”. Ele sublinha que a câmara que recebe 5 milhões de reais passará a receber 2,5 milhões de reais por mês. “E ainda é muito dinheiro.” Assim que assumir o mandato, em fevereiro, José Nelto afirma que vai apresentar o projeto ao colégio de líderes. “Depois, vou conversar com o chefe da Casa Civil e com o presidente Jair Bolsonaro.” Em seguida, José Nelto quer trabalhar para cortar mordomias nas assembleias legislativas e no Judiciário. “O Estado precisa ficar mais barato para o cidadão e, deste modo, sobrarão mais recursos para investir em saúde, educação e segurança pública. Se o Estado não ficar menor, não há dúvida de que os governos vão cobrar mais impostos.”

Marcos Caiado é cotado para presidir a Agência Brasil Central

O poeta não se interessa por cargos públicos, mas tem sido citado para dirigir a Televisão Brasil Central e a Rádio Brasil Central

Eleitores desconfiam que Iris Rezende não tem mais energia pra administrar Goiânia

Eleitores dizem que o prefeito não tem mais garra e se tornou história — não tem mais a ver com o presente

Flávia Morais pode transferir domicílio eleitoral para disputar Prefeitura de Goiânia

A deputada prefere concentrar energia em Trindade, onde pretende bancar George Morais para prefeito, mas pode não descartar migração para Capital

Daniel Vilela quer manter controle do MDB e deve trabalhar em multinacional chinesa

O passe do deputado federal está sendo disputado por duas grandes empresas e ele quer adquirir experiência na iniciativa privada

Caiado, Vanderlan, Kajuru, Zacharias e Waldir são os políticos mais respeitados em Goiânia

Francisco Júnior também aparece como um dos políticos respeitados na capital

PSDB prepara expulsão de Aécio Neves

A tese é mais ou menos a seguinte: ou o PSDB acaba com o senador Aécio Neves ou Aécio Neves acaba vez com o PSDB

DEM pode bancar Zacharias Calil para prefeito de Goiânia

Pesquisa mostra que o deputado federal eleito aparece praticamente empatado com Delegado Waldir e Vanderlan Cardoso

PSB deve bancar Elias Vaz para prefeito de Goiânia

O deputado federal aceita disputar se Jorge Kajuru se unir à senadora Lúcia Vânia para coordenar sua campanha

Foto: Divulgação

A vereadora Dra. Cristina Lopes, de saída do PSDB — não quer ser a última a apagar a luz do cemitério que se tornou o partido em Goiás —, é uma política respeitada, todo mundo gosta dela, mas, quando abrem as urnas, seus votos não são suficientes. De fato, ganhou para vereadora, mas perdeu duas eleições — uma para deputada estadual e uma para deputada federal. Por isso parte da cúpula do PSB, que quer conquistar seu passe político, desconfia que a política sempre “morre” na praia.

Como Cristina Lopes parece não ser mui amiga das urnas, o PSB tende a bancar Elias Vaz para prefeito de Goiânia. O vereador, recém-eleito deputado federal, até aceita a incumbência — desde que o senador eleito Jorge Kajuru participe, junto com a senadora Lúcia Vânia, como coordenador de sua campanha. Elias Vaz também pode conquistar o apoio de Vanderlan Cardoso, do PP. Se não no primeiro turno, ao menos na hipótese de um segundo turno.

27 políticos que são os grandes vencedores de 2018

No topo da lista figuram Ronaldo Caiado, Vanderlan Cardoso, Jorge Kajuru, Delegado Waldir, Henrique César, Flávia Morais e Zacharias Calil

Alexandre Garcia diz que não deixará jornalismo e vai escrever um livro

O diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, relata que o profissional afiançou que vai continuar escrevendo artigos

Jerônimo Teixeira substitui Thaís Oyama como redator-chefe da Veja

O mestre em teoria literária soma-se a Fábio Altman, Maurício Lima e Policarpo Júnior, sob a direção de André Petry

Mark Lilla explica a razão de Platão não ter se submetido à tirania e Sartre tê-la justificado

Professor de Columbia diz que há uma tendência entre os intelectuais à filotirania da qual poucos escapam. Raymond Aron não se submeteu ao fascismo e ao comunismo

Morre Amós Oz, o israelense que não ganhou o Nobel mas deixa uma grande literatura

O Amós Oz que vai ficar, na história da literatura e dos homens, é mesmo o escritor. O militante passa — com as circunstâncias que o geraram A Academia Sueca que concede o Nobel de Literatura cometeu pelo menos dois erros nos últimos anos: não deu o prêmio a dois grandes escritores — Philip Roth, americano, e Amós Oz, israelense. Roth morreu em maio, aos 85 anos. Amós Oz morreu na sexta-feira, 28, aos 79 anos. Sua filha Fania Oz-Salsberger disse no Twitter: “Meu amado pai acabou de morrer de câncer após um rápido declínio. Ele estava dormindo tranquilo e cercado por pessoas que amava”. Amós Oz é um grande escritor, mas, nos últimos anos, ficou mais conhecido como militante político. Pacifista, advogava um Estado israelense — o que desagradava a direita de Israel — e um Estado palestino. Na sua opinião, a existência de dois Estados poderia garantir a paz entre os dois povos. Era respeitado, admirado, mas não era ouvido pelo establishment de Israel. Os que se interessam pelo militante e intelectual certamente vão ler (ou já leram) “Como Curar um Fanático: Israel e Palestina — Entre o Certo e o Certo” (Companhia das Letras, 104 páginas, tradução de Paulo Geiger) e “Mais de uma Luz — Fanatismo, Fé e Convivência no Século XXI” (Companhia das Letras, 136 páginas, tradução de Paulo Geiger). Tratam-se de ensaios polêmicos e moderados. Moderação, por sinal, é o que falta na relação conflituosa e, quase sempre, insensata entre israelenses e palestinos. Os livros são curtos, mas perspicazes. Quase miniguias para a paz, que, espera-se, um dia nascerá no Oriente Médio. Mas “Como Curar um Fanático” e “Mais de uma Luz” não são o que Amós Oz escreveu de melhor. O que vai ficar mesmo deste grande escritor é sua literatura — que não ignora a história, mas a recria por meio de sua imaginação poderosa. Vale a leitura de “Rimas da Vida e da Morte”, “Meu Michel”, “A Caixa Preta”, “Conhecer uma Mulher”, “Pantera no Porão”, “O Mesmo Mar”, “Entre Amigos”, “O Monte do Mau Conselho”, “Uma Certa Paz”, “Cenas da Vida na Aldeia” e “De Amor e Trevas” (narrativa autobiográfica). O Amós Oz que vai ficar, na história da literatura e dos homens, é mesmo o escritor. O militante passa — com as circunstâncias que o geraram.

Alexandre Garcia deixa a Globo e deve assessorar Bolsonaro

O jornalista e o presidente eleito alinham-se com o pensamento da direita política e são críticos da esquerda