Por Euler de França Belém

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Seis políticos planejam disputar a Prefeitura de Ipameri. Clima é de renovação

Ludmila Cozac é apontada como favorita. Alisson Rosa representa a renovação. Caiado pode bancar nome. Prefeitura pode apostar no vice

Alisson Rosa, Bartolomeu Honório, Fauze Abdala Júnior, Jânio Pacheco,
José Roberto Costa Marot e Ludmila Cozac | Fotos: reprodução

Políticos não dormem no ponto e, por isso, já estão com os blocos nas ruas — sondando marqueteiros, fazendo pesquisas (abrangentes ou não). A eleição para prefeito será realizada daqui a um ano e sete meses e a desincompatibilização, para quem ocupa cargo público, deverá ser feita daqui a um ano. Noutras palavras, os políticos que estão nas ruas, dialogando e costurando alianças, estão certos e não querem perder o timing.

Em Ipameri, com a prefeita Daniela Vaz Carneiro fazendo uma gestão considerada apenas mediana, vários políticos colocaram seus nomes para discussão pública. Comenta-se, na cidade, que a favorita, neste momento, é Ludmila Cozac. Mas favoritismo agora não diz muita coisa, por isso outros pré-candidatos estão se organizando para disputar o pleito.

Os principais nomes, por ordem alfabética:

1 — Allison Rosa — O vereador pertence ao Partido Verde (PV), mas vai se filiar ao PSD. Ele defende transparência na gestão da coisa pública e uma oposição que é vista como “séria” e “equilibrada”, sem excessos. Ele se apresenta como o único candidato que realmente simboliza a renovação. Comenta-se que pode compor com Ludmilla Cozac e Jânio Pacheco. Aos aliados, frisa que é desprendido e que pesquisas podem definir o candidato. Não dialoga com a prefeita e com o empresário Bartolomeu Honório.

2 — Bartolomeu Honório — Bartô é empresário do ramo de supermercado (gera mais de 200 empregos) e pertence ao DEM. Na eleição de 2016, embora tenha feito uma campanha forte, com amplos recursos financeiros, ficou em terceiro lugar na disputa para prefeito. Políticos admitem que é um gestor competente, mas sugerem que falta empatia com o público.

3 — Fauze Abdala Júnior — O secretário da Saúde é filiado ao PSDB. A prefeita não decidiu se vai apoiá-lo. A cidade comenta que tem perfil mais para candidato a vereador.

4 — Jânio Pacheco — Vereador por seis vezes, é um político experimentado e respeitado. É o nome do PP, mas pode migrar para o DEM. Ele é o principal aliado do governador Ronaldo Caiado no município. Acompanha o líder do DEM há 25 anos. Pode surgir uma composição entre Ludmila Cozac, Jânio Pacheco e Alisson Rosa.

5 — José Roberto Costa Marot — O cardiologista pertence ao Partido Verde e é o vice-prefeito da cidade. A prefeita pode bancá-lo. Politicamente, não é considerado “forte”. Mas, ao contar com o peso da máquina pública, tem chance de ser eleito.

6 — Ludmila Cozac — A pré-candidata do MDB é, por enquanto, considerada favorita. Produtora de soja, já foi vereadora (duas vezes), presidente da Câmara Municipal e vice-prefeita. Perdeu duas vezes para a prefeita Daniela Vaz Carneiro. É popular. Nas ruas costuma-se dizer que talvez tenha chegado a hora de lhe dar a chance de administrar a cidade.

Líderes políticos de Ipameri dizem que o governador Ronaldo Caiado deve sugerir união entre Jânio Pacheco e Bartolomeu Honório. Já a prefeita Daniela Carneiro Vaz pode exigir que Fauze Abdala apoie José Roberto Marot.

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CNN Brasil vai contratar 400 jornalistas e Sérgio Aguiar e William Waack podem ser contratados

Douglas Tavolaro contratou o experimentado Américo Martins, ex-BBC, e estão dando sopa Cristina Serra, Mara Luquet, Thais Heredia, Evaristo Costa e Carla Vilhena [caption id="attachment_163734" align="alignnone" width="620"]americo e douglas Américo Martins e Douglas Tavolaro: os dois vão comandar o jornalismo na CNN Brasil | Fotos: divulgação[/caption]

O americano Jeff “Amazon” Bezos poderia comprar a “Folha de S. Paulo”? Só em parte. No Brasil nenhum grupo estrangeiro pode adquirir mais do que 30% de um meio de comunicação. Daí a possibilidade de “laranjas”. A lei precisa mudar, pois o capital externo pode contribuir para melhorar a imprensa patropi e, sobretudo, para torná-la menos infensa ao controle de políticos.

O jornalista Douglas Tavolaro, ex-vice-presidente de Jornalismo da TV Record, e o Rubens Menin, dono da Construtora MRV Engenharia e do Banco Inter — o primeiro entra com o trabalho e o segundo, com o dinheiro —, vão colocar no ar, em 2019, a CNN Brasil. Trata-se de uma parceria e não há evidência de que Tavolaro e Menin — que tem recursos financeiros suficientes — sejam laranjas dos americanos.

A CNN Brasil pretende contratar cerca de 400 jornalistas — o que sinaliza que vai cobrir ao menos a América do Sul. Para vice-presidente de Conteúdo, Tavolaro contratou Américo Martins, ex-diretor de Jornalismo da BBC para a Europa e Américas. “Ajudar a lançar a CNN Brasil é um privilégio para qualquer jornalista. Trata-se de uma das marcas mais importantes e com maior credibilidade no jornalismo mundial. Esse projeto é muito importante para a renovação da imprensa no Brasil e é um orgulho participar desse desafio”, afirma o profissional.

A CNN Brasil deve mesclar jornalistas experimentados com profissionais jovens mas com alguma experiência em televisão. Como a TV Globo está rescindindo contratos e alguns repórteres-apresentadores deixaram a empresa espontaneamente — como Mara Luquet e Alexandre Garcia —, a oferta de bons profissionais não é pequena.

[caption id="attachment_163737" align="alignnone" width="620"]evaristo sergio e carla Evaristo Costa, Sérgio Aguiar e Carla Vilhena: possíveis apostas da CNN no Brasil | Fotos: reprodução[/caption]

O Portal Imprensa, citando Cristina Padiglione, do blog Telepadi, sugere que Carla Vilhena, Evaristo Costa e Sérgio Aguiar podem ser os primeiros a fechar com a CNN Brasil. Sérgio Aguiar saiu recentemente da apresentação do “Em Pauta”, da GloboNews. Ele disse que não houve problema com (redução de) salário. Apesar de sua contestação, o que se comenta, nos bastidores da Globo, é que pediu aumento salarial e, não conseguindo, pediu demissão — tendo em vista que a CNN Brasil já estava de olho em seu passe.

Há outros nomes disponíveis no mercado, como André Luiz Azevedo, Mara Luquet, Cristina Serra, Thais Heredia e William Waack. Na verdade, eles se recolocaram no mercado, mas talvez não rejeitem um convite, com salário e condições de trabalho decentes, da CNN Brasil. Até porque quem trabalhar na CNN no Brasil pode alcançar voos mais altos no futuro.

Marcelo Cosme não consegue conectar comentaristas do Em Pauta

Marcelo Cosme é competente e experimentado, mas não consegue substituir Sérgio Aguiar

[caption id="attachment_163740" align="alignnone" width="620"]cosme Jornalista Marcelo Cosme | Foto: reprodução[/caption]

O melhor apresentador de um programa de televisão não é necessariamente aquele profissional mais intelectualizado. Sérgio Aguiar, de 49 anos, apresentava o “Em Pauta”, das GloboNews, com rara competência e empatia com os participantes. Não era o mais preparado do grupo, mas dificilmente errava a mão, exceto quando o assunto era mais denso. O público certamente o apreciava.

Marcelo Cosme é um profissional qualificado e conhece bem televisão. Mas não demonstra empatia com Gerson Camarotti, Guga Chacra, Eliane Cantanhêde, Bete Pacheco, Mônica Waldvogel e Jorge Pontual. Embora não seja inseguro, deixa a impressão de que não afina com os demais colegas. Fica parecendo um corpo estranho no “Em Pauta” e, deste modo, a “família” não parece uma família — irmãos, e sim vizinhos. A imagem cristalizada é que falta conexão entre os pares porque o “âncora” não consegue ligá-los. Talvez Bete Pacheco consiga.

Sites citam Leila Sterenberg, Cecília Flesch, Bete Pacheco, Marcelo Cosme, Samy Dana (com seu jeitão de cientista maluco), Márcio Gomes e Tiago Scheuer como nomes cotados para substituir Sérgio Aguiar e, agora, Marcelo Cosme.

Márcio Correia diz que MDB vai bancar candidato a prefeito em Anápolis

O presidente do partido afirma que composição com o PT de Antônio Gomide não está no radar do emedebismo

[caption id="attachment_137509" align="alignnone" width="620"]Marcio correia presidente mdb anapolis Márcio Correia | Foto: jornal Opção[/caption]

Ao contrário do que tem sido ventilado, o presidente do MDB de Anápolis, o dentista e empresário Márcio Correia, diz que o partido vai lançar candidato a prefeito. “Dizem que vamos lançar o vice de Antônio Gomide, do PT, quando, na verdade, não conversei nenhuma vez com o deputado. Somos adeptos da tese de que time que não joga não tem torcida. O MDB é um partido grande, com história, portanto lançará candidato na segunda mais importante cidade do Estado.”

No momento, o MDB tem dois nomes para a disputa — Márcio Correia e Marcelo Daher. E há um terceiro nome. “Importante mesmo é que estamos formatando uma forte chapa de candidatos a vereador”, afirma o emedebista.

Sobre o presidente regional do MDB, Daniel Vilela, Márcio Correia frisa que perdeu a eleição para governador, mas se mantém prestigiado na sociedade.

Políticos querem bancar Marcelo Baiocchi para a Prefeitura de Goiânia

Embora seu interesse seja exclusivamente a Fecomércio-Sesc, o empresário é apontado como o João Doria de Goiás

[caption id="attachment_123184" align="alignnone" width="620"]Marcelo Baiocchi 7 Marcelo Baiocchi, presidente da Fecomércio: nome novo para prefeito de Goiânia | Foto: arquivo[/caption]

Quem será o novo na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2020? Iris Rezende (MDB), obviamente, que disputa eleições já 60 anos e está desconectado da Goiânia moderna, não é. Elias Vaz, do PSB, está na política há vários anos. Francisco Júnior, do PSD, já disputou, assim como Adriana Accorsi, do PT, a Prefeitura de Goiânia. Major Araújo é deputado estadual e foi eleito vice de Iris Rezende em 2016. Portanto, é responsável por sua vitória, ainda que tenha renunciado ao cargo decorativo.

O novo pode ser um empresário? Pode. Um deles é Wilder Morais (DEM), que venceu pelos próprios méritos, longe da política. Saiu de baixo, filho de taxista, e se tornou um dos empresários mais ricos de Goiás. Ele é dono da Construtora Orca, de shoppings e constrói as unidades do Carrefour.

O segundo empresário é o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiocchi. Em conversas reservadas com amigos, ele diz que, apesar do assédio de políticos — que o avaliam como uma pessoa de “valor”, como o “novo” e “João Doria de Goiás” —, não pretende disputar. Prefere gerir a Fecomércio (com o Sesc) com eficiência, representando o empresariado e a sociedade.