A Força Aérea Brasileira (FAB) avalia que o contrato firmado para 36 caças F-39 Gripen não cobre plenamente as necessidades de vigilância e defesa do espaço aéreo nacional. Em documento encaminhado pelo Ministério da Defesa à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, foi indicado que o número considerado adequado seria de 66 aeronaves, quase o dobro do que está previsto atualmente.

Até agora foram entregues dez unidades, enquanto as outras 26 incluídas no acordo com a fabricante sueca Saab devem ser recebidas gradualmente até 2032. Parte da produção ocorre no Brasil, na planta da Embraer em Gavião Peixoto, em São Paulo, resultado da cooperação tecnológica estabelecida entre os dois países.

O relatório informa que já foram aplicados 28,7 bilhões de coroas suecas, cerca de 3 bilhões de dólares, no programa. Ainda restam 14,18 bilhões de coroas suecas, aproximadamente 1,47 bilhão de dólares, para a conclusão do contrato referente ao lote atual.

A Aeronáutica confirmou que pretende substituir diretamente os caças A-1 AMX, que serão desativados, por novas unidades do Gripen. A aquisição de um modelo intermediário foi descartada. Consultas realizadas no mercado internacional mostraram que o contexto de conflitos reduziu a oferta de aeronaves de combate modernas, com manutenção adequada e preço competitivo em curto prazo.

O governo já conduz negociações para um segundo lote de até 20 aeronaves, o que elevaria a frota para 56 caças, ainda abaixo do total considerado ideal pela FAB. O tema está diretamente ligado à Base Aérea de Anápolis, em Goiás, onde se encontra o 1º Grupo de Defesa Aérea, responsável pela operação dos F-39 Gripen no Brasil.

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