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Complicou-se a avaliação de tendência na mais recente pesquisa presidencial do Ibope porque, além da estabilidade dos candidatos principais, a queda de três pontos nos votos brancos ou nulos é compensada de alguma forma pelo aumento de outros dois entre os eleitores indecisos. Na pesquisa de abril, os votos brancos ou nulos eram de um quarto dos eleitores, 24%. Desceram a 13% em junho e subiram a 16% em julho. Caíram a 13% agora em agosto. Os indecisos eram 13% em abril. Diminuíram para 8% em junho e foram a 9% em julho, Em agosto, são 11%, conforme o levantamento entre o último domingo e quarta-feira. Sempre na ponta, a reeleição da presidente Dilma manteve os 38% de julho. Aécio Neves (PSDB) subiu um degrau, estava com 22% e passou a 23. Eduardo Campos (PSB) também subiu um ponto, foi de 8% a 9. Todos os outros sete candidatos tinham, juntos, 7% por cento em julho e ficaram com 6 em agosto. Se dependesse da última pesquisa, a realização do segundo turno ficaria indefinida. Os 38% de Dilma empatam com os 38 pontos alcançados pelos outros nove candidatos. Mas, se houvesse o novo turno, Dilma teria 42% contra 36 de Aécio. A vantagem seria o dobro na disputa com Campos: 44% para Dilma e 32 para o adversário.
A assessoria presidencial encontrou uma fórmula para censurar a imprensa enquanto o governo não cria o controle social da mídia que o PT defende
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Lula da Silva: irritação com os baixos índices de seu candidato-poste Alexandre Padilha em São Paulo | Foto: Paulo Pinto/Analiticana[/caption]
A menos de dois meses das eleições, os nervos de Lula demonstram a revolta com que receberá a derrota de Alexandre Padilha, o candidato que indicou ao PT para a disputa do governo de São Paulo, mas não decola nas pesquisas apesar de todo o seu apoio. Ao lado da presidente Dilma, acusou a Globo de “sacanagem” ao tramar a derrota de Padilha.
Tudo porque a TV Globo iniciou a divulgação do dia de campanha de candidatos a governador em São Paulo. Mas, no “Jornal Nacional”, só entra quem tenha mais de 6% nas pesquisas do Ibope. No SP TV quem tiver mais de 10%. Padilha tem cinco.
Lula esbravejou na quinta-feira, quando participou de um encontro com centrais sindicais em São Paulo. “Decidiram que só vão colocar na televisão do principal jornal deste país os candidatos acima de seis por cento das intenções e não os pequenos”, indignou-se porque a ausência de Padilha prejudica também a reeleição de Dilma, que não recebe menção.
Em sua linguagem rude, Lula acusou a Globo, sem mencioná-la, de fazer oposição ao governo federal. “É porque, como eles estão com a política de criticar de manhã, de tarde e à noite, eles querem fazer os adversários crescerem”, acusou e reiterou com o caso do jornal local:
— Em São Paulo, a sacanagem é tamanha que eles decidiram que só vão colocar os candidatos acima de 10 por cento para tirar o Padilha da televisão. Cada eleição é uma sacanagem.
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Presidente da Petrobrás,
Graça Foster: manobra
para evitar bloqueio de bens | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil[/caption]
A disposição do Tribunal de Contas da União em bloquear os bens da presidente da Petrobrás, Graça Foster, era uma forma de o TCU se recuperar, na quarta-feira, do desgaste que sofreu, duas semanas antes, quando seus 11 ministros aceitaram uma sugestão de Lula e, absolveram os dez conselheiros da estatal que aprovaram a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas.
A absolvição dos conselheiros incluiu a presidente Dilma Rousseff, que presidia o conselho administrativo da Petrobrás ao liberar a operação, em 2006, responsável pelo prejuízo de 792,3 milhões de dólares no negócio mal sucedido. O TCU atribuiu a culpa a 11 diretores atuais e antigos da empresa. Todos tiveram seus bens bloqueados para o eventual ressarcimento do prejuízo.
A repercussão da absolvição soou mal no Ministério Público, autor de um recurso pela revisão do julgamento. Lembrou ao relator do processo no Tribunal, ministro José Jorge, que, além da conselheira Dilma, o TCU deixou fora dois diretores da Petrobrás que participaram do negócio. Um deles, a presidente Graça Foster, antiga diretora de Gás e Energia. Outro, Jorge Zelada, na época diretor internacional.
O relator Jorge tratou de corrigir o esquecimento. Providenciou a inclusão de Foster e Zelada no processo com o bloqueio dos respectivos bens. Preparou o processo que deveria ser levado à reunião do Tribunal da última quarta-feira. Junto com os papéis, o pedido do MP pelo reexame do julgamento.
Mas foi atropelada pelo Planalto, que enviou à sessão o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para defender Foster. Nunca antes o chefe da Advocacia Geral da União participou de um julgamento no TCU para defender ou denunciar um acusado. Adams discursou que não havia razão para o bloqueio dos bens de Foster porque a antiga ocupação dela não se confundia com a de outros acusados.
O discurso do advogado-geral ficou como marco da intervenção inédita e deixou uma dúvida. A quem cabe à AGU defender? Ao patrimônio da União ou aos diretores da Petrobrás? Mas o relator Jorge não pensou nisso e bastou a presença de Adam para o ministro retirar o processo de pauta antes de ser julgado.
Com a manobra, paralisa-se o processo e todos, julgadores e acusados, ganham tempo para examinar melhor a posição de cada um no processo. Como Jorge se aposenta em novembro para retornar à política, o Planalto espera que ele deixe a eleição presidencial passar e retome o processo quando estiver para sair do TCU.
Ao mesmo tempo, Graça Foster realizou outro movimento paralelo para ganhar tempo. Recorreu ao Supremo Tribunal Federal com o pedido para não permitir ao TCU o bloqueio de seus bens. Na prática, a presidente da Petrobrás se juntou ao mandado de segurança com que outros acusados recorreram ao Supremo na semana anterior.
Com isso, os acusados retardam o processo nesta campanha eleitoral, a 56 dias ou oito semanas da eleição presidencial. O bom para a reeleição da presidente seria Dilma congelar todo o julgamento que envolve a Petrobrás, mas sem deixar de acusar a oposição de desvalorizar a empresa. Se o PT continuar no poder, terá novos meios para esvaziar os efeitos Pasadena.
A atual composição do Supremo e o Tribunal de Contas possuem antecedentes recentes de cooperação com o governo. Mas os julgamentos assustam a campanha pela reeleição de Dilma, como ocorreu na intervenção de Lula e na presença do advogado-geral na sessão do TCU.
O campo de manobra à disposição do governo na campanha realimenta, porém, o discurso de palanque da oposição a partir da base social de insatisfação com escândalos. A Petrobrás, por exemplo, comunicou aos acusados de Pasadena que tem como pagar as multas e os advogados que eles escolherem para a defesa de cada um. O estatuto da empresa garante o pagamento de despesas judiciais na defesa de atos administrativos.
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Silvinho Pereira: ele aceitou veículo Land Rover como “presente” | Foto: Joedson Alves/AE[/caption]
O primeiro escândalo dos governos do PT depois do aparelhamento da Petrobrás se prepara para completar dez anos em novembro. Em 2004, antes que Lula chegasse aos dois anos de governo, o então secretário-geral do partido, Sílvinho Pereira, recebeu de presente da empreiteira baiana GDK um carro Land Rover zero-quilômetro ao preço na época de R$ 73,5 mil. A revelação do presente da GDK, prestadora de serviços à petroleira, ocorreu há sete anos no embalo da investigação do mensalão, que envolveu Silvinho como secretário-geral do partido sob a presidência de José Genoino - agora liberado pelo Supremo Tribunal Federal para deixar presídio da Papuda e cumprir em casa o restante da pena Silvinho não chegou a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal porque negociou previamente com o Ministério Púbico a conversão da pena em prestação de serviço comunitário alternativo, uma espécie de delação premiada. Graças a um habeas corpus da Justiça, também se livrou da obrigação de declarar seu patrimônio à CPI dos Correios, que investigou o mensalão. Antes que fosse expulso do PT pediu a desfiliação em julho de 2007. Na carta de despedida ao partido, reconheceu que “cometi um erro” ao aceitar o presente de César de Oliveira, “meu amigo pessoal, mas proprietário da empresa GDK”. Negou a realização de tráfico de influência na Petrobrás a favor do amigo.
“Nada ofereci ou me foi pedido em troca”, assegurou. Na época, o dono da GDK, César Santos Oliveira, afirmou que, espontaneamente, ofereceu o carro ao amigo quando Silvinho lhe “manifestou a intenção de adquirir um veículo usado da marca Land Rover”. Então decidiu presentear o amigo com um novo da linha Defender. Presente aceito prontamente.
Código Eleitoral diz que é proibido propaganda que “que calunie e difame quaisquer pessoas, bem como órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública”
A Secretaria de Administração da Presidência da República informou, em nota, que irá apurar o uso da rede de internet do Palácio do Planalto para alteração de perfis de jornalistas. Reportagem do jornal O Globo, publicada nessa sexta-feira (8) aponta que perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, ambos da Rede Globo, na Wikipédia, enciclopédia virtual, foram alterados, em maio do ano passado, a partir da rede de internet do Palácio do Planalto. Foram incluídas críticas às atuações dos profissionais como comentaristas econômicos. [relacionadas artigos="12010"] "No caso da alteração dos perfis dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, foi realizada a notificação de incidente e, a partir dos elementos colhidos pela Diretoria de Tecnologia da Presidência da República, será instalado no âmbito da Secretaria de Administração o procedimento apuratório adequado. O procedimento tem prazo de 60 dias para sua conclusão", diz a nota. De acordo com o órgão, o armazenamento dos registros de conexão foi regulamentado após a entrada em vigor da Lei 12.965, "tornando-se obrigatório 60 dias após a sanção do Marco Civil da Internet, momento a partir do qual todos os gestores de serviço de acesso à internet passaram a fazer o armazenamento dos registros de conexão". No Rio de Janeiro, o secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, classificou as alterações nos perfis dos profissionais de imprensa como um ato “abominável”. “Fui informado só hoje de manhã, não tive tempo de ver todos os detalhes. Da parte do governo federal, não há nenhum sentido de atribuir qualquer responsabilidade, não há nenhuma intenção nossa de fazer uma ação dessa que, no meu juízo, e abominável”. “Da nossa parte, nós faremos todo o possível para procurar encontrar uma responsabilidade e punir duramente, porque isso não é aceitável na democracia, contra qualquer cidadão, e sobretudo contra profissionais de imprensa que são expostos. Apurar nos interessa, porque uma situação dessa só faz mal para nós”, acrescentou o ministro. Mais cedo, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência havia dito, em nota, que era “tecnicamente impossível” identificar os responsáveis pelas modificações. “Os conteúdos da rede de internet de computadores do Palácio do Planalto, até julho deste ano, eram arquivados por no máximo seis meses. As alterações nos perfis dos jornalistas, citadas pela reportagem de O Globo, foram feitas em maio de 2013. Diante disso, não é possível identificar as máquinas utilizadas para estas alterações”, acrescentando que "qualquer pessoa, mesmo que estivesse em visita ao Palácio do Planalto, poderia, em tese, ter realizado as alterações”, A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou nota em que condenou “todo o ato de adulteração de dados ou informação falsa contra qualquer cidadão” e cobra a apuração do fato. De acordo com a nota, é inaceitável “quando um episódio objetiva atingir profissionais da imprensa”. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também expressou preocupação com o episódio. "A ABI entende que este fato insólito, sem precedentes no regime democrático em voga no país, é inaceitável e compromete o direito à liberdade de expressão", diz a nota. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) também condenou o episódio. No Congresso Nacional, partidos da oposição disseram que pretendem pedir investigação do episódio e esclarecimentos do Palácio do Planalto.
Ela, que é a única candidata ao Senado de toda a região Centro-Oeste, ressalta que, enquanto deputada federal, coordenou o grupo de trabalho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) criada para investigar a violência contra as mulheres
O direito de resposta ficou por conta do presidente regional do PSDB, Paulo de Jesus
O processo licitatório, alvo da denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), diz respeito ao programa Rodovida Manutenção
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Candidatos ao governo estadual cumprem agenda no sábado | Fotos: Reprodução e Jornal Opção[/caption]
Alexandre Magalhães (PSDC)
Manhã: visita a feiras de Goiânia
Tarde: almoço em família
Antônio Gomide (PT)
8h30: carreata com Parada 13 na Cidade Ocidental
15h: carreata com Parada 13 em Santo Antônio do Descoberto
Iris Rezende (PMDB)
9h: visita e carreata em Ipameri
11h: visita e carreata em Urutaí
12h: visita e carreata em Pires do Rio
14h: visita e carreata em Palmelo
15h: visita e carreata em Santa Cruz de Goiás
Marconi Perillo (PSDB)
9h: carreata em Aragoiânia
10h30: carreata em Mairipotaba
11h30: carreata em Cromínia
13h: carreata em Professor Jamil
14h30: carreata em Piracanjuba
16h30: carreata em Caldas Novas
19h30: reunião política em Goiânia
Marta Jane (PCB)
Manhã: gravação do programa de TV
Tarde: encontro com militantes da Reforma Agrária
Domingo: encontro com antigos militantes do Partido Comunista Brasileiro
Vanderlan Cardoso (PSB)
9h: encontro das Mulheres PSB/PSC/PRP – Unifan
12h: caminhada/Curriata em Valparaíso
Weslei Garcia (Psol)
9h: gravação do programa de TV com candidatos a deputado
Desde fevereiro deste ano o programa tem sido investigado por supostas irregularidades como abandono das atividades por parte dos médicos
Segundo ela, a crise não é isolada da Argentina e o baixo crescimento brasileiro é um dos motivos para os fracos resultados econômicos obtidos por dois trimestres seguidos
Ontem, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Genoino a cumprir o restante de sua pena em casa, por ter cumprido um sexto da pena de quatro anos e oito meses de prisão no regime semiaberto
Em mensagem no Twitter, o papa Francisco pediu nesta sexta-feira (8/8) "orações pelos cristãos iraquianos e por todas as comunidades perseguidas". Francisco comunicou também a nomeação do prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, cardeal Fernando Filoni, como seu enviado pessoal ao Iraque, para manifestar "proximidade espiritual" e levar a solidariedade da Igreja às populações que sofrem. O cardeal Filoni disse que sua indicação como enviado ao Iraque, mais que um gesto de confiança do papa, é um gesto que expressa a solidariedade do papa para com a situação de "cristãos que sofrem neste momento por ter deixado a própria casa e por ver suas raízes ceifadas, por terem sido humilhados, deixando suas casas assim como estavam e buscando refúgio em outro lugar". De acordo com Filoni, a viagem ainda está sendo organizada, porque não é fácil chegar ao lugar. "Mas não é necessário assustar-se, porque disporemos do que for necessário para fazer a viagem e ver de que modo por algum tempo podemos estar próximos desse povo." O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, informou que o cardeal Filoni foi núncio no Iraque e Jordânia durante seis anos: nos últimos anos do regime de Saddam Hussein, durante a guerra no Iraque e também nos primeiros anos sucessivos.Segundo Lombardi, durante a guerra, Filoni foi praticamente o único diplomata estrangeiro a permanecer na região.

