Grupo de Sem Terra faz greve de fome no hall da Assembleia Legislativa contra despejo de fazenda de senador

Os manifestantes representam um grupo de cerca de 3 mil famílias que estão acampadas na fazenda Santa Mônica, do senador Eunício de Oliveira (PMDB), que concorreu ao governo do Ceará neste ano e não foi eleito

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Um grupo do Movimento dos Sem Terra permanece acampado no hall de entrada da Assembleia Legislativa de Goiás desde esta terça-feira (18/11). As cerca de 22 pessoas no local iniciaram uma greve de fome pedindo a suspensão de um pedido de reintegração de posse contra o acampamento Dom Tomás Balduíno, do qual fazem parte.

Os manifestantes representam um grupo de cerca de 3 mil famílias que estão acampadas na fazenda Santa Mônica, do senador Eunício de Oliveira (PMDB), que concorreu ao governo do Ceará neste ano e não foi eleito. Eles vieram à Assembleia durante uma audiência pública para debater o leilão da fazenda Córrego Rico, próxima a Itauçu, onde outro grupo de Sem Terra também está acampado.

Segundo um dos representantes dos manifestantes, Ezídio Ribeiro da Silva, de 42 anos, uma liminar da Justiça determinou que os Sem Terra devem deixar a fazenda até o dia 24 deste mês. Desde então, as abordagens policiais, que já ocorriam, passaram a ser ainda mais intimidadoras.

“Nós não invadimos a sede e não mexemos com o gado. Estamos na beira de um riacho”, relatou. De acordo com ele, até o momento não houve qualquer confronto, mas há o temor de que ocorra um episódio de violência nos próximos dias.

Os Sem Terra, além do ato de protesto, entraram com liminar requerendo a suspensão do pedido de reintegração. O senador Eunício Oliveira tem 91 imóveis rurais apenas em Goiás, totalizando mais de 24 mil hectares de terras autodeclaradas como improdutivas.

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Marcha lenta

Os sem terra, tem que respeitar a decisão judicial. O senador deve ter trabalhado muito para adquirir esse patrimônio, por isso é que a justiça tem o dever de assegurar seus direitos.