Ex-candidata à presidência, Luciana Genro volta a Goiânia na próxima quinta para discutir a conjuntura pós-eleições

Segundo os organizadores, estará em pauta o cenário política nacional, a chamada “onda conservadora” que tomou conta do país nos últimos meses e o papel que a esquerda deve assumir nos próximos anos

Foto: Reprodução

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Quarta colocada na disputa presidencial deste ano, Luciana Genro (Psol) vem a Goiânia na próxima quinta-feira (27/11) participar do debate sobre os rumos de seu partido daqui para frente. O evento está agendado para ocorrer às 9h30 no Auditório da Faculdade de Direito da UFG – Campus I.

Segundo os organizadores, estará em pauta a conjuntura política nacional pós-eleições, a chamada “onda conservadora” que tomou conta do país nos últimos meses, a economia nacional, a luta dos movimentos sociais, o papel que a esquerda deve assumir nos próximos anos, o segundo mandato de Dilma, entre outros.

O ex-candidato ao governo do Estado de Goiás pelo Psol, Weslei Garcia, afirma que, apesar de aberto ao público, o evento trata-se de um encontro da militância para fazer uma análise da conjuntura nacional após as eleições.

Questionado sobre um dos assuntos em pauta, o crescimento do conservadorismo nas Casas representativas do país, Weslei pontuou que o fenômeno se deve à crise na segurança pública. “O fato de termos o delegado Waldir Soares (PSDB) como o deputado mais bem votado é uma expressão de que a população busca aqueles que ofereçam possíveis soluções para o problema”, diz.

Outro fator preponderante, ressalta, é a “crescente da velha direita”, que não faz oposição programática. “É uma direita com a qual nem o PSDB concorda”, afirma. “A defesa pela volta da ditadura militar que eles fazem é muito preocupante.”

Em sua análise, com a derrocada nas urnas neste ano, a esquerda socialista precisa se reestruturar e buscar a unidade. “Precisamos promover uma aproximação para as lutas que virão. Se a esquerda não tiver paciência para se unir, corremos o risco de sofrermos um retrocesso de 50 anos em cinco”, conclui.

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