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Petista Devanir Ribeiro: ruim de conta e pressa para dar boa notícia ao governo (Jose Cruz/Agência Brasil)[/caption]
A oposição está se impondo aos governistas na batalha para evitar a aprovação pelo Congresso da nova Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sem exigir o superávit no fechamento das contas de 2014 — a economia que a Lei de Responsabilidade Fiscal impõe desde sua criação na era FHC para evitar que o governo gaste mais do que arrecada. Nas duas últimas semanas foram duas vitórias oposicionistas.
Na primeira, Dilma estava na Austrália para a reunião do grupo G20. O governo pediu urgência ao Congresso para a LDO. A oposição ameaçou recorrer ao Supremo Tribunal Federal se houvesse urgência. O governo recuou. Na volta de Dilma, os governistas chegaram a declarar a aprovação da emenda que suprime o superávit. A oposição prometeu ir ao tribunal. O governo voltou a recuar.
Assusta o governo a hipótese de recurso ao Supremo quanto ao orçamento para 2015 porque precisa que o Congresso aprove o projeto até 22 de dezembro, quando os congressistas saem em férias. Antes, o governo teria de aprovar a nova LDO. Sem ela, não se vota o orçamento. O Supremo não teria prazo para julgar o recurso e também sairia em férias na mesma época.
Nesse impasse, é duvidosa a eficácia da disposição de Dilma em negociar as posições de aliados no mercado de empregos da Esplanada apenas depois de aprovada a LDO com um texto que não a denuncie por crime de responsabilidade: o não cumprimento da exigência do superávit anual. Nem se fale no vexame de ser a primeira presidente a não conquistar a meta de economia fiscal.
O pior é que o planejamento parlamentar tático falhou nas duas derrotas em torno da aprovação da emenda da LDO. Na primeira, os governistas erraram ao recomendar ao Planalto o pedido de urgência na tramitação. Se aprovada, a pressa apenas travaria a pauta de votação até a urgência ser votada. Seria uma boa contribuição à disposição oposicionista em obstruir os trabalhos.
A segunda tentativa foi tão patética quanto à da semana anterior. No mesmo dia em que Dilma se reuniu com o PT para discutir a crise em geral, o presidente da Comissão Mista do Orçamento, o deputado Devanir Ribeiro, petista de São Paulo, proclamou a aprovação da emenda do superávit. Mas ele estava enganado.
No dia seguinte, a votação foi anulada quando a oposição provou que o gesto do companheiro Ribeiro era um erro aritmético dentro de um equívoco regimental, emoldurado pela ansiedade do deputado em anunciar o êxito de sua operação a favor do governo. Naquele momento, a emenda contava com o apoio de 15 votos. Ainda faltavam três: eram necessários 18 votos.
Os governistas que boicotaram a votação em protesto contra alguma coisa ganharam um argumento precioso: no espaço imenso do Congresso, eles estavam a caminho da sala de votação quando a pressa de Devanir Ribeiro encerrou a coleta de votos. Agora, cabe ao Planalto tentar a sorte pela terceira vez nesta semana.
A presidente? Com uma dose de ingenuidade, Dilma encomendou à equipe uma providência para conquistar votos a favor da LDO um pacote fiscal que deseja anunciar também nesta semana, quando a emenda à LDO retorna ao cartaz. A ideia é reunir um conjunto de corte de gastos que garanta a conquista do superávit primário nas contas públicas do próximo ano.
Seria uma aposta no mercado futuro para os governistas descontentes. No ano que vem, o novo perfil da Esplanada estará desenhado e em operação. Eles estão interessados é no mercado a curto prazo, com demandas e ofertas aqui e agora. O oportunismo político não se interessa por uma declaração de intenções da presidente. Mais valiosa é uma assinatura em nomeação ou liberação de verba.
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Presidente da Eletrobrás, José Costa Neto: “Vamos parar o País” Agência Brasil[/caption]
Os movimentos se tornaram perceptíveis nos últimos dias. Em busca de salvação para a Lei de Diretrizes Orçamentária sem o superávit primário, ministérios passaram a alertar associações que representam empresas para o risco de o orçamento de 2015 não ser aprovado ainda neste ano pelo Congresso. Com isso, pagamentos seriam atrasados e programas sociais reduzidos.
Sutilmente, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em vias de se retirar da Esplanada, alertou para a coincidência entre o impasse no orçamento e as prisões de empresários por conta do petrolão e os processos que implicam bloqueio de contas bancárias, multa e restituição de dinheiro arrecadado na pilhagem sobre a Petrobrás.
A construção civil, mais modesta, por exemplo, depende de obras do programa Minha Casa Minha Vida e não dispõe de fôlego para suportar atrasos compridos de pagamento. A Caixa Econômica Federal financia programas sociais e conhece as necessidades de sua clientela. O banco é organicamente enredado com empresas e fregueses da assistência social.
O Ministério da Fazenda vaza informações sobre o congelamento do dinheiro distribuído pelo Bolsa Família, um mês depois de o governo acusar amplamente o presidenciável tucano Aécio Neves de pretende eliminar o programa se fosse eleito. Salários seriam congelados. O salário mínimo seria reajustado no limite da inflação, sem ganho real.
Entre outras coisas, o seguro desemprego e os benefícios da previdência social diminuiriam. Não seriam renovados no próximo ano os pacotes que reduzem a taxação tributária para estimular a produção e o consumo social. A contratação de servidores públicos seria suspensa – não se menciona a redução dos cargos de confiança do governo.
A sério, a presidente Dilma alertou o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, sobre a paralisação de obras públicas por causa da punição a grandes empreiteiras. “O país não pode parar”, afirmou e advertiu sobre as obras de transposição do São Francisco. O governador é do PSB e pode influenciar políticos quanto à LDO e o petrolão.
“Vamos parar o país”, alertou o presidente da Eletrobrás, José Costa Neto, sobre o que pode acontecer se, de uma hora para outra, as empreiteiras e seus trabalhadores suspenderem as atividades como decorrência do petrolão. “Por enquanto, acho que a atuação dessas empreiteiras tem de ser preservada”, recomendou diante de repórteres.
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Governo cogita passar obras públicas para empreiteiras menores Foto: Edson Rodrigues[/caption]
Por causa de encrencas com o petrolão, a presidente Dilma terá de repensar a sua antiga ideia em promover o desenvolvimento com programas como o pré-sal e a concessão de serviços públicos de infraestrutura em escala. Hoje, estão em xeque a Petrobrás e grandes empresas nacionais que poderiam disputar novas concessões, que não deverão sair tão cedo, pelo menos para as gigantes.
Com a crise de confiança, interna e externa, na economia nacional, mais a participação em corrupção, as maiores empreiteiras teriam dificuldade em captar investimentos com o lançamento de debêntures no mercado de capitais. A falta de credibilidade na política fiscal se acentua com a manobra do Planalto para esconder a falta de superávit nas contas públicas.
Há uma ideia na equipe econômica em deixar de lado as oito empreiteiras enrascadas com o petrolão e voltar-se para a presença de empresas abaixo das gigantes na disputa de concessões. Mas é preciso saber se elas receberiam a atenção de bancos para a captação de investimentos e se suportariam pagar juros altos por causa do rebaixamento da nota de risco.
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Foto: Anderson Pierre[/caption]
A presidente Dilma confiou no poder como uma arma de sedução capaz convencer o banqueiro Luiz Carlos Trabuco a ficar mais perto do Planalto como novo ministro da Fazenda. Depois de todo o cerco ao seu favorito, esperava que ele cedesse. Não cedeu. Pesou em Trabuco a rejeição pessoal ao modo ríspido com que a presidente trata sua equipe em momento de crise.
Quem disse isso foi o próprio Trabuco a íntimos, dias atrás. Poder por poder, ele também o tem como presidente do Bradesco. De sua cadeira pode se entender com qualquer autoridade pública ou privada do país. Conhece bem a casa onde trabalha e nela ascendeu sem depender de gentilezas de políticos ou dos chefes internos.
Porém, a rejeição não foi apenas à pessoa da presidente e à máquina política. O chefe da Casa Civil, economista Aloizio Mercadante, tratou com desenvoltura da adoção de uma nova política econômica desde que se soube que o atual ministro Guido Mantega não ficaria em sua cadeira até o fim do primeiro mandato de Dilma. Trabuco e Mercadante poderiam trombar.
Emocionados, familiares e amigos puderam dar o último adeus ao líder petista
Um homem que foi preso após estuprar a enteada de oito anos morreu dentro de um presídio em Belo Horizonte. Ele foi preso após a mãe da criança filmar o ato sexual e denunciá-lo. A Polícia Civil confirmou a morte nesta sexta-feira (21/11). Alexandre Apolônio, de 51 anos, foi preso no último dia 11 e confessou o crime. A Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social), está apurando as circunstâncias da morte e ainda não informou em qual unidade o preso estava. A mãe da vítima chegou em casa e encontrou o homem abusando de sua filha. Para incriminar o homem, ela filmou, depois pegou a sua filha e saiu de casa. A vítima afirmou que era abusada pelo padrasto há cinco anos, e disse que não contava nada por sofrer ameaças. Em seu depoimento, Alexandre alegou que a culpa era da criança.
A beleza ideal inalcançável é um desafio diário principalmente para as mulher. A tentativa de ser linda e jovem chega como uma ditadura com mãos de ferro. "Quando tem morte gera repercussão, mas o massacre é cotidiano”, disse o mestre em Filosofia Silvio Costa
A felizarda é a modelo síria Soraja Vucelic
Esta é a sexta entrega de escrituras que acontece na região
Quase metade dos candidatos inscritos irá concorrer pelo sistema de cotas
Novas provas divulgadas pela DIH confirmam que a mesma arma foi utilizada nos crimes cometidos pelo vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, preso em 14 de outubro
Na segunda-feira (24/11), Francisco Ribeiro Telles participa de encontro na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg)
Dados indicam que 7% das mulheres correm o risco de sofrer violência em algum momento das suas vidas
Comissão deveria se encerrar até o próximo domingo (23), mas parlamentares pretendem ouvir novos depoimentos e analisar sigilos fiscal, bancário e telefônico que serão quebrados
Nove motoclubes já confirmaram participação no evento, que será realizado no HGG neste sábado (22/11).
O Hemocentro de Goiás realiza, neste sábado (22/11), em parceria com o IdTech - Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano, a abertura da Semana do Doador de Sangue. No Hospital Alberto Rassi (Hospital Geral de Goiânia - HGG), a partir das 9 horas, membros dos principais clubes motociclistas do Estado se reuniram para provar que, além de aventureiros, são companheiros daqueles que precisam de ajuda para "continuar na estrada".
O ato de solidariedade contará com trilha sonora rock'n'roll e, de acordo com o instituto, são esperados cerca de 200 motociclistas de nove motoclubes. Além dos aficionados pelas duas rodas, o grupo de escoteiros Clube da Flor de Lis também confirmou presença no evento, que será realizado na recepção do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do hospital. O espaço servirá como uma estrutura provisória de coleta de sangue, composta por cadastro, pré-triagem, entrevista, sala de coleta e outra para o lanche.
Para a coordenadora de coleta do Hemocentro de Goiás, Katiuscia Freitas, o evento envolvendo os motociclistas ajudará a quebrar preconceitos sobre os doadores de sangue. “Muita gente acredita que pessoas com tatuagem por exemplo não podem doar. Mas podem, desde que tenha sido feita em um período superior a um ano”, explica. São outros requisitos para a doação: ter acima de 50 quilos, ter até 69 anos e gozar de boa saúde.
O Hemocentro de Goiás, que abastece os hospitais públicos do Estado, como o Hospital Geral de Goiânia, precisa constantemente de doações. De acordo com a chefe do Serviço de Hematologia, Yana Rabelo, o HGG utiliza cerca de 400 bolsas de sangue por mês para a realização de cirurgias, terapia intensiva e tratamento clínico. "Todos os pacientes estão sujeitos a transfusão de sangue. E este é um tipo de material exclusivamente humano, que não existe para comprar ou qualquer outro substituto”, explica a médica.


