Goiás pode incluir no SUS vacina contra herpes-zóster que custa até R$ 900 na rede privada
20 maio 2026 às 08h09

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O presidente dana Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Bruno Peixoto (UB), apresentou, nesta terça-feira, 19, o projeto de lei nº 27189 de 2025, que assegura a disponibilização da vacina contra herpes-zóster na rede pública estadual para pessoas com 50 anos ou mais. A proposta busca tornar Goiás pioneiro na oferta da imunização, considerada a forma mais eficaz de prevenção da doença e de suas complicações.
Em coletiva de imprensa, Bruno disse que, embora cada dose da vacina possa custar cerca de R$ 900, a prevenção representa economia significativa para o sistema de saúde. “A vacinação é uma prevenção, ou seja, você vai reduzir o custo com a saúde. Então a vacinação tem, sim, que ser prioridade em nosso estado e em nosso país”, afirmou.
Ele explicou que a aquisição em larga escala pelo poder público deve reduzir os valores, tornando o acesso mais viável. O projeto enfatiza que o herpes-zóster é causado pela reativação do vírus varicelazoster, o mesmo da catapora.
Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer latente no organismo por décadas e se reativar em situações de baixa imunidade, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas. Os sintomas incluem dor intensa e lesões cutâneas, podendo evoluir para neuralgia pós-herpética, condição debilitante que compromete a qualidade de vida.
Bruno também explicou que já existem recomendações para a aplicação da vacina em pessoas acima de 60 anos, mas o projeto amplia a faixa etária para 50 anos ou mais, diante do aumento da incidência da doença nesse público. Ele também reforçou que a prevenção tem custo muito menor do que o tratamento, que pode envolver internações prolongadas e gastos elevados.
Ao ser questionado sobre a previsão orçamentária, o presidente da Assembleia afirmou que há recursos destinados à saúde, mas não especificamente para essa vacinação. “É uma questão de política pública e nós estamos dialogando nesse aspecto. Mas lembrando sempre, a prevenção tem um custo muito menor do que o tratamento da doença. Esse é o nosso objetivo”, disse.
O deputado revelou ainda que está em diálogo com o governador Daniel Vilela (MDB) e pretende ampliar a discussão junto ao Governo Federal, com a expectativa de que a vacina seja incluída futuramente no calendário nacional de imunização. “Goiás tem tudo para ser o pioneiro”, concluiu.
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