Quatro dias após a votação presidencial no Peru, que contou com a participação recorde de 35 candidatos, os resultados gerais ainda seguem indefinidos. Até o momento, no país, com 92,961% dos votos apurados, Keiko Fujimori aparece na frente com 17,065%, seguida por Roberto Sánchez (11,978%), Rafael López Aliaga (11,919%), Jorge Nieto (11,073%) e Ricardo Belmont (10,154%).

Em Goiânia, no entanto, o cenário foi diferente. O Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás, em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura, viabilizou uma seção eleitoral para os peruanos residentes na capital. Todos os votos já foram contabilizados e revelaram um resultado distinto do panorama nacional.

Na capital goiana, Rafael López Aliaga liderou com ampla vantagem, obtendo 33,333% dos votos. Keiko Fujimori ficou em segundo lugar com 17,949%, seguida por Carlos Álvarez (15,385%), Alfonso López Chau (10,256%) e Ricardo Belmont (8,974%). Roberto Sánchez, que aparece em segundo lugar no resultado nacional, ficou apenas na sexta posição em Goiânia, com 3,846%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 16, pelo Gabinete de Assuntos Internacionais do Governo de Goiás.

O segundo turno está marcado para o dia 7 de junho e deve colocar em disputa dois cenários possíveis, uma polarização entre direita e esquerda (Keiko Fujimori × Roberto Sánchez) ou uma disputa interna entre candidatos de direita (Keiko Fujimori × Rafael López Aliaga). Em Goiás, os resultados indicam uma preferência mais acentuada pelo campo conservador.

Com um discurso conservador e voltado para setores que rejeitavam mudanças sociais no modelo progressista, Rafael López Aliaga, do Renovação Popular, anunciou em 2020 sua candidatura à Presidência do Peru para as eleições de 2021 e se autoproclamou o “Bolsonaro peruano”.

A comparação reflete sua oposição ao enfoque de gênero e sua defesa de medidas de linha dura contra a corrupção, como a proposta de prisão perpétua para políticos e juízes condenados.

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