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Medidas preventivas podem evitar 90% dos acidentes com crianças

Acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos e atingem passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 33% das mortes no País  No Dia Nacional de Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes, celebrado neste sábado (30/8), especialistas alertam que 90% desses casos que resultam em morte e internação poderiam ser evitados com atitudes simples. A Rede Primeira Infância e a organização não governamental (ONG) Criança Segura lançaram um relatório sobre prevenção de acidentes na primeira infância (até 9 anos), levando em conta dados de 2012 do Datasus. Principal causa de morte com crianças a partir de um ano de idade no Brasil, os acidentes nessa faixa etária foram responsáveis por 3.142 mortes e mais de 75 mil hospitalizações de meninos e meninas, naquele ano. Os acidentes de trânsito, que incluem atropelamentos e atingem passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 33% das mortes, seguidos de afogamento (23%) sufocamento (23%), queimaduras (7%) e quedas (6%). Os atendimentos em hospitais passam a contar a partir de 24 horas de internação, ou seja, não são típicos de prontos-socorros. “Existem políticas públicas que podem ser estabelecidas para prevenção, uso de produtos mais seguros e treinamento em primeiros-socorros, por exemplo, mas é uma situação que só pode ser revertida por cada um, adequando os ambientes das casas, usando a cadeirinha, brincando em espaços seguros”, destaca a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia. “São atitudes simples, mas que precisam fazer parte do dia a dia.” Para a médica Renata Dejtiar Waksman, do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), todos os atores sociais são responsáveis pelas crianças, e o trabalho de prevenção tem que começar já no consultório do obstetra, com a chamada prevenção primária. “As pessoas subestimam a criança, acham que ela não consegue fazer as coisas, não consegue colocar o dedo na tomada, não consegue rolar da cama, acham que ela não é capaz disso. Falta conhecimento das características e habilidades das crianças, além da falta de supervisão e a distração dos cuidadores”, ressalta Renata. Análises feitas com base no estudo mostram que alguns elementos estão ligados ao aumento da exposição das crianças aos riscos de acidentes. Entre eles, está a falta de informação, de infraestrutura adequada, de espaços de lazer, creches e escolas e de políticas públicas direcionadas à prevenção. Fatores como a pobreza, o fato de a mãe ser solteira e jovem e ter baixo nível de educação e as habitações precárias, além das famílias numerosas, também estão associados aos riscos de acidentes. A pediatra Renata Waksman diz que é preciso encarar o problema como uma epidemia. “Acidentes podem ocorrer em todos os níveis sociais. Aquela criança que tem acesso direto à rua corre risco, mas a outra, que mora em um condomínio, pode ser atropelada na porta da garagem. Infelizmente, [o risco de acidente] está se tornando uma situação muito democrática”. O relatório mostra ainda que, a cada morte, mais quatro crianças ficam com sequelas permanentes, capazes de gerar consequências emocionais, sociais e financeiras na família e na sociedade. De acordo com o governo brasileiro, cerca de R$ 70 milhões são gastos na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) com o atendimento de crianças que sofreram acidentes. “O queimado é um paciente caríssimo, por exemplo. Precisa de muito tempo de internação, várias cirurgias reparadoras e estéticas. Os custos social e econômico são muito grandes, sem contar o custo emocional para as famílias”, enfatiza a presidenta do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, Marislaine Lumena. Para ela, os acidentes com crianças são um grave problema de saúde pública. “A criança é curiosa, não tem noção do perigo, ela explora os ambientes e se expõe ao risco. Além da mudança de comportamento e das medidas educativas e legislativas, é preciso mais fiscalização das leis”, recomenda. Marislaine cita como exemplo o álcool líquido e os andadores infantis, que tiveram a venda proibida, mas que, segundo ela, continuam sendo comercializados livremente.

Polícia de Porto Alegre identifica dois torcedores acusados de atos racistas contra o goleiro do Santos

Por bem ou por mal, o ataque sofrido pelo goleiro Aranha trouxe novamente o tema da (in)tolerância de volta ao centro dos debates [caption id="attachment_13890" align="alignleft" width="638"]aranha O goleiro sofreu ataques de torcedores na última quarta-feira[/caption] A Polícia Civil do Rio Grande do Sul trabalha na identificação dos torcedores acusados de agredir verbalmente o goleiro Aranha, do Santos, na última quarta-feira (27/8), em partida disputada em Porto Alegre. Até o momento, dois torcedores e sócios do Grêmio foram identificados, entre eles a jovem que apareceu em vídeos chamando o atleta de “macaco”. Mais três pessoas foram identificadas pelo Grêmio. [relacionadas artigos="13889"] Para ter mais efetividade na investigação, a polícia solicitou as imagens do circuito interno do estádio no dia seguinte ao do jogo (28). De acordo com Santos, até agora, os vídeos não foram entregues aos investigadores. A expectativa é que o inquérito seja concluído em 30 dias. A torcedora flagrada ofendendo o goleiro foi afastada do trabalho. Ela é funcionária de uma empresa prestadora de serviços ao centro médico e atuava como auxiliar de saúde bucal. “A autoridade policial que preside o inquérito ainda não cogitou essa hipótese”, afirmou o comissário Sousa, da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Para ele, primeiro, é preciso identificar qual foi a participação de cada torcedor nos fatos. "Tudo tem que ser provado no inquérito, não pode se provar na imprensa”, alertou, acrescentando que as investigações estão bem encaminhadas e seguem o procedimento padrão da polícia. Nesta sexta-feira (29), a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) informou que processará o Grêmio por injúria racial, já que o clube, conforme o Estatuto do Torcedor e o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), é responsável também pelos torcedores. Por sua vez, o clube divulgou nota em que repudia o que classificou como ato de racismo e afirma que busca identificar os torcedores que agrediram o goleiro santista. Veja abaixo os insultos de uma das torcedoras: https://www.youtube.com/watch?v=2rc_u7SDU-A

Equipe de Marina Silva elimina algumas propostas voltadas para a comunidade gay

O plano anterior da candidata, que é fiel da igreja Assembleia de Deus, trazia pontos polêmicos envolvendo questões relacionadas à comunidade LGBT [caption id="attachment_13769" align="alignleft" width="655"]marina silva Candidata à presidência da República Marina Silva elimina trechos de seu plano de governo[/caption]   A coordenação de campanha da candidata à Presidência da República, Marina Silva (PSB-REDE), alterou neste sábado (30/8) o texto de seu programa de governo em parte que mostrava suas propostas para a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais). O programa da presidenciável havia sido divulgado nesta sexta-feira (29). O plano da candidata, que é fiel da igreja Assembleia de Deus, é dividido em seis eixos principais e trazia pontos polêmicos envolvendo questões relacionadas à comunidade gay. Agora, foram eliminados os trechos em que a candidata, caso eleita, se comprometia a colaborar com a aprovação da lei de identidade de gênero e em articular no Congresso a aprovação de leis que criminalizassem a homofobia. Outra parte que foi excluída foi a que previa a distribuição de material didático "destinado a conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e às novas formas de família". Em nota divulgada pela equipe da presidenciável, o programa anterior foi classificado como "falha processual na editoração" e que não "não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo". A nota afirmou também que o programa inicial é um "contratempo indesejável" e que o novo é o "correto". A coligação da candidata ressaltou, no entanto, que permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis da comunidade gay e com a promoção de ações que “eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos”.

Marconi Perillo afirma que Iris Rezende não fez o que deveria ter feito pela Segurança Pública

Violência tem pautado os debates dos candidatos ao governo de Goiás. Desta fez o tucano criticou a última gestão do peemedebista e disse que o armamento da polícia e as viaturas eram da pior qualidade

Para ministra do Meio Ambiente, Antônio Gomide é um grande aliado do governo federal

Comitiva petista participou de caminhada no Jardim Nova Esperança, em Goiânia e viajou para o interior, onde realizou carreatas em Goianira, Itauçu e Inhumas [caption id="attachment_14152" align="alignleft" width="620"]unnamed À esquerda Marina Sant'Anna, candidata ao Senado, ao meio Antônio Gomide e à direita a ministra do Meio Ambiente | Foto: Divulgação[/caption] A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, desembarcou em Goiânia neste sábado e acompanhou os compromissos de campanha do governadoriável Antônio Gomide (PT) e da candidata ao Senado Marina Sant'Anna (PT).  “Em Goiás, temos um grande candidato, Gomide possui experiência administrativa e sabe cuidar de quem mais precisa. É um grande aliado do governo federal”, disse a ministra. A comitiva petista participou de caminhada no Jardim Nova Esperança, região noroeste da capital. Depois seguiram para o interior e realizaram carreatas em Goianira, Inhumas e Itauçu. Para o candidato ao governo de Goiás a visita da ministra demonstra a atenção do governo federal com o Estado. “Desde o primeiro momento, estamos em sintonia com a presidenta Dilma, fazendo uma campanha propositiva, mostrando a realidade do Estado e apresentando o muito que já foi feito no Brasil e o que podemos fazer em Goiás”, pontuou Antônio Gomide. Ainda de acordo com Izabella Teixeira, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) avançou no que se refere à nova política ambiental do País. “Estamos negociando com todos. O código florestal é um exemplo disso, pois dá segurança jurídica ao agricultor e, por outro lado, assegura a recuperação ambiental. Aqueles que tiveram chance e não fizeram, o governo Dilma está fazendo. Nós não vivemos de problemas, mas sim de soluções. Essa é a proposta de estarmos aqui hoje, queremos contribuir, crescer, incluir e proteger”, afirmou. Nesta tarde o governadoriável cumpriu agenda em Aparecida de Goiânia, onde conversou com moradores e, em seguida, realizou a quarta carreata do dia. À noite o petista cumprirá agenda em Trindade. No domingo (31) o candidato fará caminhada em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.

Ebola: Guiné-Bissau abre campanha de limpeza em mercado da capital

O presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, lançou neste sábado (30/8) campanha nacional de limpeza e desinfecção, jogando duas pás de lixo em um depósito no mercado do Bandim, maior centro comercial de Bissau, capital do país. Vaz disse, na ocasião, que é um passo importante na luta contra o vírus do ebola, que já foi encontrado na Guiné-Conacri e no Senegal, países que fazem fronteira com a Guiné-Bissau. "É uma ótima iniciativa, e penso que, continuando assim, vamos atingir a higiene de que necessitamos", afirmou Vaz que, antes de declarar aberta a campanha, ouviu o Hino Nacionalguineense tocado pela banda do Exército. O presidente disse ainda que está na hora de os guineenses "meterem a mão na lama", expressão muito popular no país, que significa "trabalhar no duro" e foi usada por Vaz na campanha eleitoral, quando prometeu mudar a imagem do país. "O combate à pobreza começa precisamente aí, porque, caso contrário, a doença vai querer dar cabo da nossa gente", afirmou Vaz. Neste sábado, a Libéria anunciou a interdição do desembarque em seus quatro portos marítimos devido à epidemia de ebola que assola alguns países africanos. A autorização para livre circulação, normalmente concedida a marinheiros de embarcações comerciais que aportam na Libéria, foi cancelada e ninguém terá permissão para desembarcar, informou Matilda Parker, responsável pela administração portuária na Libéria, país mais afetado pela epidemia de ebola. Ela informou que todos os portos, incluindo o da capital, Monróvia, vão adotar a política de “tolerância zero” contra a epidemia, que já fez mais de 1.500 mortos desde o início do ano. Ao chegar hoje a Bruxelas para uma cúpula extraordinária da União Europeia, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que vai pedir aos parceiros do bloco uma maior coordenação para fazer frente à epidemia de ebola. A Espanha foi o primeiro país europeu a registrar casos mortais devido ao ebola – um missionário espanhol infetado com o vírus na Libéria foi levado para Madri, mas não resistiu à doença. Os países africanos mais afetados pela epidemia são Libéria, Guiné-Conacri, Serra Leoa e Nigéria. O primeiro caso no Senegal foi registrado ontem (29). De acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram contabilizados 3.069 casos da doença, com 1.552 mortes, em quatro países da África Ocidental. A febre hemorrágica é uma doença infecciosa grave, causada pelo vírus ebola e foi identificada pela primeira vez em 1976, na República Democrática do Congo (antigo Zaire), perto do Rio Ebola. A doença é transmitida por contato direto com o sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas. Ainda não existe tratamento, nem vacina certificada.

As promessas que eu faria pra ganhar seu coração

Prometo não apenas retirar as pedras do caminho, mas pavimentá-lo usando o canteiro de obras completas de Carlos Drummond de Andrade

Dostoiévski, um íntimo dos tormentos da alma

Se o estilo do grande escritor é essencialmente romântico pela glorificação dos sentimentos e dos instintos, pela desvalorização das ciências e da razão, debita-se ao criador de “O Idiota” e do “Grande Inquisidor” a qualificação de ser o mais sombrio dos escritores trágicos

Governador Marconi Perillo é o objeto de desejo de Marina Silva e Dilma Rousseff

bas6 O governador Marconi Perillo (PSDB) convocou integrantes de sua equipe e, mais vez, exigiu que deem adeus ao salto alto e que devem trabalhar, em tempo integral, para que seja eleito no primeiro turno. Daí a ação concentrada nas grandes cidades, como Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. A vitória no primeiro turno tende a ser decidida nas três cidades — por isso a busca maciça por novos aliados na região e, sobretudo, pela conquista de novos eleitores, seja entre os indecisos, seja entre os que apoiam outros candidatos mas, pensando no voto útil, podem trocar de nome. O tucano-chefe tem enviado um outro recado: existe a possibilidade de disputa no segundo turno. Mas, se isto ocorrer, quer ir para a etapa seguinte com uma frente ampla, que mantenha sua expectativa de poder. O ex-senador Mauro Miranda (PMDB) costuma dizer que, na política, é preciso ter votos e, também, sorte. Os “santos” da política parecem conspirar a favor de Marconi Perillo. A queda de Aécio Neves (PSDB), que, como a presidente Dilma Rousseff (PT), foi atropelado pelo furacão Marina Silva (PSB) — “Alemanha da Silva”, no dizer dos aliados —, poderia prejudicar o tucano-chefe. No entanto, não é isto que está ocorrendo. No caso de vencer no primeiro turno, Marconi ficará à cavalheiro para apoiar tanto Dilma Rousseff — por quem tem simpatia pessoal, notadamente porque a presidente tem se comportado de modo republicano em relação ao seu governo — quanto Marina Silva. A tendência é Marconi apoiar Dilma Rousseff, na hipótese de segundo turno com Marina Silva. Porém, como o PSDB deve subir no palanque do PSB, há alguma possibilidade de o tucano compor com a líder máxima da Rede Sustentabilidade. Na semana passada, ao moderar seu discurso, buscando atrair o capital financeiro — as bolsas, longe de cair, subiram — e o agronegócio, Marina Silva dava a entender que se considera praticamente eleita, mas não no primeiro turno. Por isso, seus aliados mais pragmáticos — ou “mais políticos” — começam a costurar novas alianças (para, em caso de vitória, garantir a governabilidade e enfrentar a “fúria” do PT). Eles admitem que a aproximação com o tucanato — que já cristianizou Aécio Neves, que fica para 2018 — é inevitável. As pontes são o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e José Serra — que vislumbram que a única possibilidade de arrancar os petistas do poder é articulando uma aliança com uma ex-petista. Marconi, líder emergente do PSDB, recebeu sinalizações de que Marina Silva quer “abrir” diálogo, especialmente depois que soube que o tucano é anti-Ro­naldo Caiado e que o candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, é carne, unha e quase cutícula com o deputado federal do DEM. Nos bastidores, o candidato do PSB estaria a­poiando Caiado para senador, cristianizando Aguimar Jesuíno, por quem não tem simpatia, exceto pro forma (antes do início da campanha, Vanderlan ofereceu a vaga de Jesuíno para Armando Vergílio, que preferiu compor com o PMDB).

Alexandre Baldy quer otimizar recursos para qualificação profissional

baldyVinculado ao setor industrial, devido sua passagem pela Se­cretaria de Indústria e Co­mércio, entre 2011 e 2013, Alexandre Baldy, candidato a deputado federal pelo PSDB, tem surpreendido pela capacidade de romper barreiras entre segmentos. Na semana passada, comandou reunião com produtores culturais para ouvir sugestões. Outro destaque é a paixão com que participa de debates sobre políticas de qualificação profissional, uma de suas principais bandeiras. Sobre formação profissional, vale lembrar que Baldy é ligado ao setor farmoquímico, ramo industrial que depende visceralmente do desenvolvimento científico e da alta qualificação de seus colaboradores. Por isso o jovem empresário é tão atento ao tema. Segundo ele, o governo federal melhorou parcialmente sua performance quanto ao ensino profissionalizante, mas ainda falta muito para se adequar à realidade do mercado de trabalho. No governo Lula, diz Baldy, o paradigma era o Plano Nacional de Qualificação, uma peça quase fictícia. “Um documento altamente ideológico e ufanista que, ao longo de 26 páginas, não faz qualquer menção, de fato, às necessidades e demandas regionais do país”, diz o ex-secretário. Para Baldy, dizer que qualificação profissional é fator de inclusão social é correto e bonito, mas não resolve se não houver encaminhamento prático. Com Dilma Rousseff, diz o tucano, houve pequeno avanço com o Pronatec, pois, pela primeira vez, o governo federal pelo menos cita que é preciso interiorizar a oferta de cursos profissionalizantes. Mas a boa intenção parece ter ficado apenas na teoria. Baldy pediu à sua assessoria que levantasse quais cursos gratuitos o Pronatec oferece em Goiás e ficou “assustado”. Nas maiores cidades goianas (Goiânia, Aparecida e Anápolis), o Pronatec apresenta em seu site apenas 66 vagas para cursos como o de agente de limpeza, trabalhador doméstico, vendedor, recepcionista e garçom. “Estamos falando de um universo de 2 milhões de pessoas e só disponibilizam essas 66 vagas”, critica Baldy, completando o diagnóstico: “Em Anápolis, temos um polo industrial diversificado e a demanda por profissionais qualificados é alta. Onde estão os cursos para atender essas necessidades?” Entre suas propostas para a área, Baldy afirma ser essencial que entidades representativas de empresários e trabalhadores participem da formulação das políticas de qualificação. Para definir o tamanho do investimento e também que tipos de cursos devem ser oferecidos em cada cidade ou região.  

Antônio Gomide diz que Iris Rezende não cresce e que tende a desidratar-se até 5 de outubro

bastidores.qxd O candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Go­mide, diz que comete um equívoco aquele analista que, a partir das pesquisas de intenção de votos, avalia que o quadro eleitoral está inteiramente definido. “O analista não pode tomar uma tendência como fato definido. A possibilidade de ‘surpresas’, quando o eleitor estiver mais bem informado sobre os candidatos, sempre existe.” Examinando o quadro eleitoral com atenção, Gomide diz que é possível concluir que o governador Marconi Perillo estabilizou-se em primeiro lugar e que o segundo colocado, Iris Rezende, “está estagnado”. “Iris não cresce e, assim, parece não ter chance de superar o candidato do PSDB. Portanto, acredito que, com um trabalho intenso e um contato permanente com os eleitores, tanto pessoalmente quanto pelo programa de televisão, podemos superar Iris e disputar o segundo turno com Marconi Perillo.” No plano nacional, Go­mide diz que o crescimento de Marina Silva é visível. “Porém, como ainda não foi contraditada, não se sabe o que o eleitorado vai dizer quando perceber que não é tão ‘pura’ quanto parece. É cedo para julgar seus números. Depois do encanto, uma espécie de mesmerização, às vezes vem o desencanto. Aposto que a presidente Dil­ma Rousseff, que tem muito o que mostrar, será reeleita. Quando passar a fase emocional, o eleitor certamente vai comparar o que Dilma fez com o que Marina pretende fazer e aí a diferença será gritante. Estão tentando ‘camuflar’ o radicalismo de Marina, tornando-a palatável aos banqueiros e ao agronegócio. Quando o eleitor que está descontente com ‘tudo’ perceber isto ficará desnorteado e poderá abandoná-la.” O que o eleitor realmente quer e está cobrando dos políticos? “Pensa-se que exclusivamente em saúde, educação e segurança pública. Mas o que eleitor quer mesmo é ter confiança nos políticos, quer que tenham credibilidade. O eleitor está muito descontente com os políticos, que prometem muito, fazem pouco e, depois das eleições, ainda desaparecem.”

Alsueres Mariano, vice-prefeito de Senador Canedo, é favorito para deputado estadual

bastidores.qxdO vice-prefeito de Senador Canedo, o médico Alsueres Mariano (PSB), é um dos mais fortes candidatos a deputado estadual da coligação de Vanderlan Cardoso (PSB).

Alsueres Mariano, além de uma presença ativa em Senador Canedo, tem o apoio decisivo de Vanderlan Cardoso e do prefeito Misael Oliveira (PDT).

“Aposto na vitória de Iris Rezende contra Marconi Perillo”, afirma Francisco Gedda

bas5Candidato à reeleição, o deputado estadual Francisco Gedda, presidente do PTN, não é panglossiano, mas é um otimista inveterado. Na sexta-feira, 29, ele disse ao Jornal Opção que sua coligação, que inclui PTN, PPL, PC do B, PRTB e Solidariedade, deve eleger pelo menos quatro deputados estaduais. “Cito alguns nomes fortes: Francisco Gedda, Isaura Lemos (PC do B), Carlos Antônio (Solidariedade), Charles Bento (PRTB), José Odilon (PTN), Marcelo Pezão e Djalma Araújo (SD)”.

“Bendita a hora que não fui para a coligação de Vanderlan Cardoso. Porque ela não tem voto”, frisa Gedda.

O deputado diz que seu braço direito na campanha tem sido o ex-deputado Sérgio Caiado. “Ele está organizando estrutura para mim em Americano do Brasil e Águas Lindas, assim como Alcides Rodrigues está me apoiando em Santa Helena. Acredito que, com o apoio do prefeito Humberto Machado e de vários secretários, saio de Jataí com pelo menos 10 mil votos. Devo ter 3 mil votos em Goiânia e 2 mil votos em Santa Helena. Com os votos de outras cidades — somando tudo devo obter 22 mil a 25 mil votos —, aposto que serei reeleito.”

Gedda diz que, apesar das pesquisas de intenção de voto, “sente um movimento sutil” da sociedade goiana, que estaria “muito silenciosa”. “Dificilmente Iris Rezende vai perder a eleição para o governador Marconi Perillo. As pessoas me dizem: ‘Marconi vai ganhar, mas eu não voto nele, não’. Há algo estranho no ar.” Se há, os institutos de pesquisas não estão percebendo.

O funcionalismo público, acredita Gedda, “está priorizando Vanderlan Cardoso, do PSB, e Antônio Gomide, do PT”.

Sobre Ronaldo Caiado, Gedda diz que está praticamente eleito. “Há um sentimento generalizado de que é o candidato mais consistente, mais corajoso e que vai brilhar no Senado.”

Ex-reitor da UFG Edward Madureira planeja ser o segundo mais votado do PT para deputado federal

bas4Analistas avaliam que o PT pode eleger um, dois ou até três deputados federais em Goiás no pleito deste ano. A aposta maior, porém, é que o PT deve eleger no máximo dois parlamentares. Uma vaga, concordam todos, é do deputado federal Rubens Otoni — o petista de maior prestígio em todo o Estado. A segunda está sendo disputada, com unhas e dentes, mas sem ataques, pelo ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira, pelo ex-subministro Olavo Noleto e pelo deputado Mauro Rubens. Ao Jornal Opção, Edward disse que está fazendo uma campanha modesta, com o apoio de professores e ex-alunos, “que estão empolgados”, destacando o que planeja fazer pela educação em Goiás e no país. “Sei que estão avaliando que o PT pode eleger três deputados. Porém, mesmo com uma estrutura ínfima, se comparada às outras estruturas, trabalho para ocupar a segunda vaga, logo atrás de Rubens Otoni. Isto sem desmerecer meus companheiros de jornada, que têm muito valor pessoal e político.”

Marina Silva deve ser principal eleitora de Rodrigo Rollemberg em Brasília

bastEm Brasília até as obras arquitetônicas criadas por Oscar Niemeyer “sabem” que José Roberto Arruda (PR) não será candidato a governador — se for e ganhar, diria Carlos Lacerda, não assumirá. Arruda insiste, afirma que será candidato, mas está apenas ganhando tempo para preparar outro nome, como o de sua mulher, Flávia Carolina Peres, ou o do senador Gim Argello (que está tentando arranjar um pretexto para não disputar com José Antônio Reguffe). O “postulante” do PR avalia que, se permanecer candidato até 15 de setembro, poderá cacifar outro candidato, ou seja, aposta que poderá transferir voto. Arruda avalia mal o eleitorado do DF. Este o apoia, porque o considera gestor competente, ao contrário do governador Agnelo Queiroz (PT). Mas sua mulher não tem experiência administrativa e Argello (PTB), em definitivo, não é o político que o brasiliense quer ver no governo. Dado o efeito Marina Silva, o próximo governador do DF tende a ser o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB. A imagem ética de Rodrigo Rollemberg e de José Antônio Reguffe, candidato a senador pelo PSB, e o apoio ostensivo de Marina Silva devem ser decisivos em Brasília. A imagem do senador está tão colada à de Marina Silva que os aliados, em tom de brincadeira mas falando sério, o chamam de Rodrigo Rollemberg “Silva”. Também em tom jocoso, chamam José Antônio de “Marino” Reguffe. Este e Marina são extremamente identificado. Ele é a Marina de calça.