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Presidente da Celg, Fernando “No final, o grupo que melhor representou solução para o Estado e para Companhia foi a Eletrobras, a parceria com a União”[/caption]
O montante de R$ 1,9 bilhão, referente ao empréstimo contraído junto à Caixa Econômica Federal, foi depositado na conta da Companhia Energética de Goiás (Celg) na quarta-feira, 17. O empréstimo foi uma das exigências do Estado de Goiás para dar continuidade à transferência de 51% das ações da Celg para a Eletrobras. Com o valor, a Companhia quitará as dívidas de ICMS com as prefeituras goianas e poderá investir em infraestrutura –– uma demanda da população, que sofre com as frequentes quedas de energia, e, principalmente, do setor industrial, que carece de segurança energética para crescer em Goiás. “Nós fizemos muito em todas as frentes, fizemos tudo que foi possível. Ao final, o grupo que melhor representava solução para o Estado e para Celg foi a Eletrobras, a parceria com a União. A lamentar, esse registro eu faço, a questão do controle de 50% a 50% era estampada na bandeira”, afirmou ao Jornal Opção Online o presidente da Celg, Fernando Navarrete. Segundo ele, “os governos [do PMDB], daquela época, que entregaram a concessão de Corumbá e venderam Cachoeira Dourada, feriram gravemente a Celg no viés da receita” e ainda pontuou: “Para estes que têm mandato e criticam a Celg eu só posso dizer que desconhecem a realidade e de forma oportunista criticam a solução”.
Dinheiro e santinhos são apreendidos
O Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Itumbiara prendeu na quinta-feira, 18, quatro pessoas no Aeroporto de Piracanjuba. No avião que conduziam, a Polícia Civil encontrou R$ 504 mil em dinheiro e cinco quilos de material gráfico do candidato ao governo de Tocantins, pelo PMDB, Marcelo Miranda. Todo o material foi apreendido. O candidato disse que desconhecia a informação e destacou que se algo errado ocorreu, alguém tem de se explicar. Segundo o delegado Ricardo Chueire, os envolvidos são Roberto Carlos Maya, 48, Lucas Marinho Araújo, 24, Douglas Marcelo Schimitt, 38, e Marco Antônio Jayme Roriz, 46. Eles foram autuados por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e crime contra a ordem financeira.Trabalho infantil registra queda de 12,35% no Brasil
O Brasil registrou queda de 12,3% no número de trabalhadores entre 5 e 17 anos de idade no período de 2012 a 2013. O dado, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), foi divulgado na quinta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Após 438 mil crianças e adolescentes deixarem de trabalhar, restam 3,1 milhões de trabalhadores infantis. A maioria das crianças e dos adolescentes era do sexo masculino. “Podemos associar a queda à questão da escolaridade, da manutenção das pessoas na escola”, disse a coordenadora do estudo, Maria Lucia Vieira. O Norte foi a região em que houve maior saída de crianças e adolescentes (de 9,6% para 8,2%), acompanhado do Sul (de 10,4% para 9,1%).Brasil estará no Oscar 2015
O longa brasileiro “Hoje eu quero voltar sozinho” foi o escolhido para representar o país na disputa pelo principal prêmio do cinema mundial, o Oscar 2015, na categoria de melhor filme em língua estrangeira. O filme de Daniel Ribeiro foi anunciado pela ministra da Cultura Marta Suplicy na quinta-feira, 18, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. A produção aborda a descoberta da sexualidade por um jovem cego, que acaba se apaixonando por um colega de classe, explorando com simplicidade, ao longo da trama, os conflitos típicos de sua idade. “Hoje eu quero voltar sozinho” já foi premiado em duas categorias no Festival de Berlim, em 2014. Primeiro como escolha da imprensa que cobre o evento e também pelo Teddy, dedicado a produções com a temática homossexual. A seleção final dos concorrentes na categoria será definida pela organização da Academia.VLT desapropria 187 imóveis
Já em fase de finalização, o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deve desapropriar 187 imóveis em Goiânia. A implantação ao longo do Eixo Anhanguera ainda prevê a ocupação provisória de quinze espaços para implantar terminais e canteiros de obras temporários. Do total, 97 imóveis residenciais serão desapropriados até o fim do ano. A maioria das casas e apartamentos estão localizadas no Jardim Novo Mundo. O governo ainda estuda os preços das áreas para homologação e publicidades, necessárias para execução do projeto. Segundo o presidente do Grupo Executivo do VLT, Ricardo Jayme, o momento é de pré-ordem do serviço. O objetivo é encontrar um preço justo para as desapropriações, que serão homologadas na Justiça e que darão espaço aos cinco terminais de integração dos trens. A empresa Mobilidade Anhanguera, responsável pela obra, estima assinar a ordem de serviço no início de 2015.Proposta orçamentária estadual para 2015 privilegia Segurança Pública
A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) definiu como maior ponto de investimento na proposta orçamentária de 2015 a Segurança Pública no Estado de Goiás. De acordo com o texto, 28,66% serão investidos na área, o que totaliza R$ 2,26 bilhões. Educação e saúde seguem na lista de prioridades, para o próximo ano, com 16,83% (R$ 4,07 bi) e 13,36% (R$ 2,09 bi), respectivamente. No orçamento também está descrito que as receitas de 2015 totalizam R$ 23,5 bilhões, apresentando um aumento de 5,95% em relação a 2014, quando o valor era de R$ 22,1 bilhões. “Basicamente, se leva em consideração o crescimento PIB, o esforço de arrecadação e a inflação. Também uma série histórica que o Estado vem ganhando números em sua receita nos últimos anos. Isso faz com que nossa economia fique mais pungente e resulte nesse aumento sucessivo de sua arrecadação”, diz o secretário provisório de Gestão e Planejamento, Otávio Alexandre. A receita tributária deve aumentar em 16,72%, o que representa um montante de R$ 16,5 bilhões, sendo que R$ 14,2 bilhões são referentes ao possível aumento na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). [caption id="attachment_15737" align="alignleft" width="620"]
Clique na imagem para ampliá-la[/caption]Alsueres Mariano, do PSB, e Sérgio Bravo, PROS, são os candidatos de Senador Canedo para deputado estadual. Mas assistem, impotentes, a uma autêntica invasão de uma legião estrangeira. Estão pedindo votos no município, com estruturas profissionais, Eliane Pinheiro (PMN), Simeyzon Silveira (PSC, apoiado por Vanderlan Cardoso), Felisberto Tavares (PT), Paulo Magalhães (Solidariedade, apoiado pelo prefeito Misael Oliveira) e Fabrício Paiva (PROS, apoiado por Júnior Friboi), entre outros. O principal prejudicado tende a ser Alsueres Mariano, o favorito da cidade. Aposta-se que será bem votado, mas a presença da legião estrangeira pode derrotá-lo.
Um jornal goianiense esbaldou-se com a informação de que Marina Silva não quer aliança política com o governador Marconi Perillo (PSDB). A história não é bem assim. Primeiro, a candidata a presidente da República pelo PSB não é nenhuma Simão Bacamarte para rejeitar apoio — que, vale dizer, não lhe foi oferecido. Segundo, Vanderlan Cardoso passou-lhe uma informação falsa. O candidato do PSB a governador de Goiás ligou para a cúpula em São Paulo, disse que parte do partido estava bandeando para o lado do governador Marconi Perillo e passou uma contrainformação: estaria “colado” em Iris Rezende, praticamente empatado, e que, se Marina Silva aparecesse em Goiás, ele poderia ganhar a eleição. Diante do quadro, Marina disse que não autorizava ninguém a falar em seu nome. Na verdade, Marina Silva foi ludibriada por Vanderlan Cardoso. Primeiro, o Marimar, que apoia Marconi e Marina, é uma criação do PPS de Roberto Freire (leia-se, em Goiás, Marcos Abrão e Darlan Braz) e do PHS de Eduardo Machado, aliados viscerais do PSB desde o início. Segundo, o grupo “do” PSB que apoia Marconi Perillo saiu há algum tempo do partido. Terceiro, Vanderlan ainda está bem atrás de Iris Rezende, o segundo colocado nas pesquisas. Um grupo do PSB (supostamente bancado por Jorcelino Braga) espalhou tantos boatos sobre seu crescimento nas pesquisas internas — que nunca são divulgadas — e em trackings que muito provavelmente Vanderlan passou a acreditar em alguns.
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Lino Hernández Trigueros: o advogado protegeu a esquerda, mas, quando esta chegou ao poder, começou a persegui-lo, chegando a prendê-lo[/caption]
Uma das personalidades mais marcantes que encontrei em minhas andanças quando parlamentar chamava-se (ou chama-se, pois creio que ainda vive) Lino Hernández Trigueros, da Nicarágua. Antes de apresentá-lo, conto em que circunstâncias o conheci. O ditador nicaraguense Anastasio Somoza havia sido derrubado em 1979 por uma vasta frente de partidos, organizações e guerrilhas, onde estavam representados de todos os credos políticos do país. Não tardou, porém, que uma dessas organizações, a Frente Sandinista, assumisse o governo e afastasse as demais.
Os sandinistas eram radicais de esquerda, sustentados por Cuba, marxistas convictos que nutriam verdadeiro ódio pelos Estados Unidos. Uma de suas primeiras ações foi mandar executar Somoza, que havia se homiziado no Paraguai. Para tanto contrataram um grupo guerrilheiro, chefiado por Gorriarán Merlo, conhecido terrorista argentino que operava na América Latina. A operação, muito bem planejada com auxílio da KGB soviética, foi (do ponto de vista dos terroristas) um sucesso, e o ex-ditador foi abatido a tiros de fuzil e disparos de bazuca numa pacata rua de Assunção, em 1980.
Os sandinistas, apossando-se do poder, e “nomeando” um dos seus como presidente (o mais tarde tristemente famoso Daniel Ortega), seguiram de imediato a velha cartilha marxista: estatizaram bancos e indústrias, promoveram uma reforma agrária radical, censuraram a imprensa, encarceraram sem processo os discordantes.
A reação logo surgiu, com o apoio dos conservadores nicaraguenses, de uma tribo indígena (os altivos Misquitos que não aceitavam ver suas terras confiscadas) e dos EUA. E surgiu sob a forma de um grupo guerrilheiro que ficou conhecido como “Os Contras”. O agravamento do conflito armado e a piora da situação econômica foram levando os sandinistas a um beco sem saída.
O desabastecimento era a face mais visível da crise, que o governo tentou controlar pela força, seguindo os conselhos de Fidel Castro. O exército chegou a ter 120 mil homens, quase o tamanho do Exército brasileiro, embora a população fosse apenas de 3 milhões. Os prisioneiros políticos passavam de 4 mil, um enorme exagero.
A pressão externa e interna fez com que Tomás Borge, o radical e prepotente ministro do Interior, tivesse uma ideia que julgou brilhante: os sandinistas convocariam eleições, que, com a força do governo, venceriam facilmente, “reelegendo” Daniel Ortega. Assim legitimados, conseguiriam ajuda externa, liquidariam os “Contra” e seguiriam a vida, aboletados no poder.
Foi quando, designado pelo Senado como observador daquelas eleições, fui, por duas vezes, ao país. Os observadores internacionais haviam sido convidados pelos sandinistas, certíssimos de que venceriam as eleições. Na minha primeira viagem à Nicarágua, três meses antes das eleições, em 1989, entrevistei 24 autoridades, entre as principais do país, incluindo a candidata de oposição, Violeta Chamorro, o presidente da Suprema Corte Eleitoral, Mariano Fiallos Oyangurén, o ministro do Interior, Tomás Borge, o arcebispo de Manágua, Miguel Obando y Bravo, e Lino Hernández, que agora posso apresentar ao leitor.
Lino Hernández era advogado e presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Nicarágua desde meados dos anos 1970. Tive longa conversa com ele, em seu acanhado escritório no centro de Manágua.
De saída, Lino transmitia uma impressão de humildade, ressaltada por suas roupas modestas e pelo local de trabalho. Mas impressionava pela maneira sóbria e segura com que falava, pelo encarar sem pestanejar o interlocutor, por narrar sem exageros os fatos presenciados ou vividos. Transmitia, sem preocupar em fazê-lo, uma sensação de altivez e confiança que se mostra presente nas figuras sem dissimulação, que falam sem pretensão de agradar ou desagradar o interlocutor, e apenas transmitem, fiel e seriamente, suas impressões ou testemunhos. Seu espanhol perfeito, sem erros de sintaxe, ajudava na boa impressão, que sua história de lutas ia consolidando ao longo de sua fala. Dedicara-se aos Direitos Humanos desde sua formatura em Direito, o que transformara sua profissão, de saída, em sacerdócio. Noventa por cento de seus clientes não tinham como pagá-lo, e ele não tinha como cobrar.
Em pouco tempo, Lino fundou a Comissão de Direitos Humanos, a que passou a se dedicar em tempo integral. Ela sobrevivia de doações oriundas de uns poucos nicaraguenses prósperos ou de entidades internacionais. Ainda vivia a Nicarágua sob a ditadura de Somoza, o que significava violações, prisões sem o devido processo legal, espancamentos e mesmo mortes. Por outro lado, significava dificuldade na obtenção de recursos para a Comissão, e liberdade de seu trabalho.
Mais de uma vez, Lino Hernández, acusado de comunismo, foi preso pela polícia de Somoza e fez companhia nas prisões aos que defendia. Algumas vezes mesmo — relatou com evidente desconforto — essas prisões eram acompanhadas de castigos físicos. Foi quando passou a ser conhecido no exterior, o que lhe valeu certa proteção, embora ela nem sempre fosse respeitada pelos esbirros de Somoza. Foi quando, também, conheceu e prestou assistência àqueles que viriam a serem os chefes do futuro governo sandinista. Assistiu, escondeu e ajudou a saírem do país muitos jovens que seriam no futuro altas autoridades e até ministros do governo. Salvou-lhes a vida, em resumo.
Foi então que caiu Somoza e Lino respirou aliviado. Poderia agora exercer sua profissão de advogado. O alívio durou pouco. Durou até os sandinistas se apossarem do poder. Logo começaram as prisões dos integrantes do governo Somoza, principalmente dos amigos do ditador e de elementos de sua antiga polícia, sem o devido processo, o que ocasionava muitas injustiças. Recomeçaram também os maus tratos e espancamentos de presos, e com o surgimento dos “Contras” a prisão de camponeses e pequenos sitiantes acusados sem provas de apoiá-los. Não raro, os presos eram mulheres, que sofriam violações dos carcereiros.
Recomeçaram também os assassinatos políticos. Lino retomou, agora redobrados, seus trabalhos de Direitos Humanos. Protegeu muitos policiais que havia conhecido e por cujas mãos havia passado quando preso e agredido na ditadura Somoza. Insistiu, junto aos sandinistas, para que agissem dentro da lei, formando processos, evitando violações, propiciando julgamentos justos, em vez de longas prisões, às vezes por anos, sem sequer uma denúncia escrita. Não lograva êxito, e com o avanço dos “Contras”, as prisões aumentavam. Eram agora três ou quatro vezes maiores que no tempo de Somoza.
As sevícias eram orientadas por experimentados e sádicos policiais cubanos, e Lino se desdobrava.
Suprema (trágica) ironia: Lino agora era tratado, pelos sandinistas que havia protegido de Somoza, alguns dos quais lhe deviam a vida, como “agente dos EUA” ou “lacaio do imperialismo”. Não tardou que voltasse a ser preso, e a sofrer os mesmos maus tratos que experimentara sob Somoza.
Quando o entrevistei em Manágua, havia deixado a prisão poucos dias antes. Fora preso quando dava assistência a manifestantes em um protesto de rua, que estavam sendo ferozmente espancados e presos pela polícia sandinista.
Contou-me que vivia um momento de grande agrura financeira, pois o governo impedia que recebesse doações externas.
Na minha volta à Nicarágua para as eleições, cuidei de levar a ele uma contribuição. Pelo menos era um alívio momentâneo. Era admirável ver como ele, altruísta, diante de tanta barbárie, injustiça e ingratidão, seguia sereno em seu verdadeiro sacerdócio e em sua inabalável fé na humanidade. Mantivemos contato durante algum tempo, via do embaixador brasileiro Sergio Queiroz Duarte, que ainda permaneceu por um período em Manágua.
Só com a vitória de Violeta Chamorro sobre Daniel Ortega (vitória essa que é assunto para outra história), encontrou a Nicarágua alguma democracia, e Lino teve alívio em sua luta pelos Direitos Humanos. Espero que hoje esteja entregue em paz à sua profissão de advogado.
Em Formosa, há uma guerra acirrada para deputado federal. O prefeito Itamar Barreto, do PSD, apoia três candidatos: Giuseppe Vecci (o preferido, do PSDB), Thiago Peixoto (PSD) e Sandes Júnior (PP). José Mário Schreiner e Célio Silveira também colocaram o pé em Formosa. Levemente, mas puseram.
O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, havia melhorado, mas voltou a piorar. O município, está provado, é “maior” do que o integrante do PSD. Tormin dificilmente conseguirá ser reeleito. Talvez tenha chegado a hora de apostar em Marcelo Melo, do PMDB, um político moderno, de ideias arejadas. De Nova Gama, a deputada estadual Sônia Chaves (PSDB) conta com o apoio do prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, e apoia Giuseppe Vecci para deputado federal.
Dois peemedebistas disseram ao Jornal Opção que Iris Rezende não está dando a mínima bola para possíveis denúncias do empresário Carlos Cachoeira. Iris teria confidenciado a um dos peemedebistas que não há nenhuma fotografia sua com Carlos Cachoeira ou com Cláudio Abreu e que ele estaria “blefando”. Iris está “pagando” para ver. Teria frisado também que expulsou Vieira, ex-Delta, aos berros do Paço Municipal. O peemedebista vai continuar citando o nome de Cachoeira. Carlos Cachoeira, se não for contido por seu advogado, que está nos processos, vai pôr a boca no trombone.
Um peemedebista esteve no comitê do candidato do PMDB a governador ficou impressionado. “Iris Rezende sequer tem uma agenda diária. A desorganização é geral.” Mas ressalvou: “Pelo menos, pela primeira vez na vida, Iris Rezende está tirando dinheiro do próprio bolso para pôr na sua campanha”. O peemedebista frisa que Iris, desta vez, guardou dinheiro para a reta final. O decano do partido teria 5 milhões para os últimos dias de campanha. “Não é muito, mas, pelo menos, é alguma coisa.”
Inimigo visceral de Cristóvão Tormin, Célio Silveira (PSDB) é fortíssimo candidato a deputado federal, sobretudo depois da desistência de Marcelo Melo (PMDB). Ele é visto como “o” candidato do Entorno do Distrito Federal. Célio Silveira faz dobradinha com a ex-prefeita de Valparaíso Lêda Borges, candidata a deputada estadual.
É fácil perceber quem está atrás nas pesquisas ou sob forte ameaça: é só observar quem promove ataques [gallery type="slideshow" ids="15717,15718,15719"] Cada campanha eleitoral é uma história completa, com preâmbulo, início, meio, epílogo e fim. Campanhas não são, portanto, episódios de uma série interminável, que se arrastam por décadas sem conclusão alguma. Não. Todas as campanhas eleitorais se isolam completamente, mudando as narrativas, algumas vezes alterando também os personagens, e invariavelmente focando sempre o mesmo tema: a disputa pelo poder político-administrativo. Ao se observar e comparar algumas campanhas, tem-se a tendência fácil de concluir pela semelhança e, assim, pela continuidade. Há alguns fatos este ano que evidenciam esse comportamento. A campanha de Vanderlan Cardoso (PSB), por exemplo, nasceu baseada na campanha de 2010, como se fosse uma continuidade. Talvez por isso esteja, neste momento, surpreendendo de forma tão negativa em relação aos índices de intenção de voto, bem menores do que a votação da eleição anterior, segundo todos os grandes institutos. Há coisa de um ano, falava-se que Antônio Gomide (PT), popular prefeito na problemática cidade de Anápolis, seria uma espécie de Marconi Perillo de 1998. Naquele ano, como se sabe, o jovem Marconi, novo na grande seara dos caciques da oposição ao PMDB, foi lançado candidato e se transformou aos poucos numa febre de consumo eleitoral absolutamente irresistível, derrubando por terra um dos maiores mitos políticos de toda a história de Goiás, o até então imbatível Iris Rezende. Gomide, para muitos, e talvez também para ele, seria o próprio Marconi/98 re-escrito, como se a eleição daquele ano ainda estivesse com algumas páginas em branco. Mas se cada eleição é uma eleição, que se encerra completamente sem restar uma só letra a ser acrescentada na próxima disputa, algumas ações se repetem. Afinal, o objeto do desejo é sempre o mesmo: a vitória. O enredo, em determinadas situações, quase não se altera. Neste caso estão as estratégias. Para cada momento, há uma lista de “obrigações” a serem cumpridas. Antes de colocar o bloco na rua atrás dos votos, por exemplo, é necessário ganhar completamente o público interno. Quando não se agrada totalmente em “casa”, haverá sempre, e naturalmente, uma razoável dose de desconfiança também nas “casas” vizinhas. Esse não é um problema definitivo, que previamente condene ao fracasso eleitoral, mas é uma dificuldade que sempre deve ser levada em conta. Especialmente nas campanhas atuais, em que se depende demais dos tempos de rádio e TV, além de uma excelente cobertura nas chapas de candidatos a deputado estadual e deputado federal. Também é praxe estabelecer estratégias, sejam elas isoladas dentro do próprio grupamento seja no âmbito do segmento em que se situa a candidatura. Em 1994, as oposições se lançaram com dois fortíssimos nomes ao governo do Estado, Lúcia Vânia e Ronaldo Caiado. Absolutamente divorciados enquanto objetivo comum, se devoraram pelas bordas, enquanto Maguito Vilela, do governista PMDB, se fartou no centro da mesa e do prato eleitoral. No final, nem união no 2º turno ocorreu de fato entre os oposicionistas. Nem houve clima para se discutir essa junção de interesses. Outro ponto que sempre é observado nas campanhas eleitorais é quanto ao formato. Disputas equilibradas tendem a resvalar na troca intensa de ataques, tanto no campo político como no, infelizmente, pessoal. Ao contrário, se um candidato se sobressai e assume uma boa vantagem sobre os demais concorrentes, criando assim uma real e perceptível perspectiva de vitória, a tendência é que ele evite ataques aos adversários para não criar nenhuma marola que possa vir a remexer as águas do lago eleitoral. O oposto é corriqueiro: candidatos que vislumbram o precipício da derrota eminente tendem a se tornar mais agressivos. É como se jogassem pedras no lago para, quem sabe, provocar alguma onda em que possam surfar. Esses aspectos das campanhas não mudam quase nunca. É fácil, portanto, saber quem lidera a corrida eleitoral e quem está com prévio gosto de possível derrota na boca. Basta observar o comportamento das campanhas. Atualmente, a campanha de Iris, Gomide e Vanderlan iniciaram uma série de ataques contra a campanha do governador Marconi. Se as marolas que estão sendo provocadas por eles vão formar algum tipo de onda ou não, não há como saber. É certo que quem ataca geralmente tem muita dificuldade para crescer. Ao contrário, o agressor geralmente diminui as próprias chances. Mas é certo também que quem é atacado pode cair ou pelo menos parar de subir. Saber atuar bem para controlar as marolas criadas pelas pedras atiradas no lago eleitoral é fundamental. Se a campanha de Marconi vai conseguiu se defender na medida exata sem aumentar a marola do ataque, se fará sabido dentro de mais algumas semanas. Poucas semanas, pouquíssimas. Em tese, o principal argumento de ataque de Iris é fraquíssimo. Escalar o caso Cachoeira como artilheiro do seu time na esperança de virar o jogo eleitoral, obedecidas as proporções, seria o mesmo que escrever os nomes dos jogadores da seleção de 1970 nas camisetas do time escalado por Felipão na Copa de 2014 na esperança de ganhar da Alemanha, no Mineirão. O que Iris e os demais opositores precisam é de algum fato realmente novo e deveras impactante, que forme uma onda instantânea. Pedras no lago remexem as águas eleitorais em forma de marolas, mas não abalam as margens. A oposição precisa de um tsunami.
O prefeito de Novo Gama, Everaldo Vidal, do PPL, produziu uma verdadeira salada partidária. Ele apoia Narciso Carvalho (PPL) e Cláudio Meirelles para deputado estadual, Eurípedes Júnior (PROS) para deputado federal e Antônio Gomide (PT) para governador.
Presidente da Celg atribui crise da empresa ao governo Alcides Rodrigues e diz que acordo com Eletrobras foi a forma mais eficaz de retomar crescimento
A prefeita de Valparaíso, Lucimar Nascimento (PT), lançou três candidatos a deputado estadual. Quer eleger pelo menos, mas, sobretudo, planeja derrotar Lêda Borges. O motivo: a disputa pela prefeita em 2016. Lucimar Nascimento é candidata à reeleição e deve enfrentar exatamente Lêda Borges. Portanto, se esta for eleita deputada, fica mais forte. Se for derrotada, perde energia e prestígio político local e estadual.
Candidato a deputado estadual, Adolfo Lopes, de Valparaíso, é um dos principais esteios das candidaturas de Iris Rezende, para o governo, e Iris Araújo, para deputada federal, no Entorno do Distrito Federal. Adolfo Lopes tira votos de Lêda Borges, que, apesar de certo desgaste, ainda é forte em Valparaíso.
O prefeito de Cristalina, Luiz Carlos Attié (PSD), apoia Giuseppe Vecci, do PSDB, e Thiago Peixoto, do PSD, para deputado federal. Para deputado estadual, Luiz Carlos Attié, que faz uma gestão considerada bisonha até pelos aliados, apoia Diego Sorgatto, de Luziânia. Sorgatto também tem o apoio do prefeito Cristóvão Tormin.

