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Campanha eleitoral começa neste domingo em todo o país

Candidatos à Presidência e ao governo de Goiás cumprem agenda política

“Estamos na frente porque fazemos política sem agressão”, diz Paulo de Jesus sobre resultado positivo de Marconi em pesquisa

Conforme pesquisa, tucano aparece com 37,1% das intenções de voto, contra 26,3% do líder político Iris Rezende

CBF pede à Fifa punição de Zuñiga por falta em Neymar

Durante o jogo entre Brasil e Colômbia, na sexta-feira (4), Neymar levou uma joelhada na região lombar e quebrou uma vértebra

Candidatos ao Governo de Goiás rezam juntos em missa da Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade

Além dos candidatos ao governo e dos cem mil fiéis, diversos políticos participaram da solenidade. Vilmar Rocha, por exemplo, disse ter rezado pela campanha que começa neste domingo

Candidatos à Presidência devem gastar mais de R$ 900 milhões em campanhas

Dilma Rousseff, declarou que o limite de gastos de sua campanha será R$ 298 milhões

Nem Iris, nem Gomide. Paulo Garcia ficará fora do processo eleitoral para focar na gestão de Goiânia

[caption id="attachment_9131" align="alignleft" width="620"]Paulo Garcia não fará campanha nem para Iris, nem para Gomide. O foco agora é na gestão | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Paulo Garcia não fará campanha nem para Iris, nem para Gomide. O foco agora é na gestão | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Marcado por escândalos e manchetes ruins, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), tem vivido sob constante pressão. E ninguém nega isso, seja petista ou não. Em virtude disso, a informação que se tem é que Paulo tem trabalhado muito para melhorar sua imagem e a de seu partido na capital goiana — uma vez que o PT tem candidato ao governo. Aliás, essa é uma das explicações para os burburinhos negativos em torno dos petistas. Um ex-vereador petista de Goiânia, ligado à tendência partidária do prefeito, diz: “Existem forças ocultas tentando minar a gestão do Paulo em Goiânia para atingir a candidatura de Antônio Gomide.” Esse petista diz acreditar que até o fim do ano, a cidade estará recuperada das más manchetes, o que fortalecerá o partido como um todo. O prefeito está sobrecarregado. A gestão da cidade o tem consumido muito. Assim, independentemente de suas preferências eleitorais — visto que, mesmo petista, Paulo é ligado à figura do ex-prefeito e candidato peemedebista ao governo, Iris Rezende —, o fato é que Paulo está completamente voltado para reverter o quadro de crise que se estabeleceu em Goiânia e colocar a cidade de volta no caminho do desenvolvimento. Assim, nenhuma campanha deverá ter seu completo apoio.

Catalão, a cidade onde imperava a lei do mais forte e mais armado

Jornalista relata o sanguinolento jogo de poder que durante mais de um século envolveu, entre outras, as famílias Paranhos, Ayres, Cunha e Sampaio, causando muitas mortes [caption id="attachment_9197" align="alignleft" width="300"]Escritor Ivan Sant’Anna narra a história de violência na cidade goiana Escritor Ivan Sant’Anna narra a história de violência na cidade goiana[/caption] Se você, leitor goiano, é apreciador de nossa história, não deixe de ler o livro do jornalista Ivan Sant’Anna, “Herança de Sangue – Um Faroeste Brasileiro” (Companhia das Letras – 2012). Foi uma proveitosa recomendação que me fez o desembargador Ney Moura Teles. É uma história precisa, ainda que resumida, da formação social e econômica do município sulino-goiano de Catalão, história abrangente de dois séculos. Vai dos primórdios, quando em 1722 o filho do Anhanguera esteve na região, até 1936, quando o linchamento de um prisioneiro da cadeia local funcionou como uma catarse coletiva, colocando a cidade e o município na modernidade civilizatória. Catalão era, até então, como o autor evidencia no título de seu livro, um faroeste, regido pela lei das armas. Na passagem para as minas do Rio Vermelho, Bartolomeu Bueno deixou na região um feitor e escravos encarregados de plantio e colheita de mantimentos necessários para a viagem de volta ao litoral. A fertilidade das terras das margens do Paranaíba o teria movido a tomar a providência. Um espanhol da Catalunha, um religioso talvez (seria ele Frei Antônio, um capelão de Bartolomeu Bueno?), teria alguns anos depois, na corrida do ouro, se assentado nas margens do Rio e ali constituído uma fazenda. Daí o nome de Catalão com que ficou conhecido o lugarejo, nome que persistiu com o passar do tempo. Não há certeza, contudo, sobre o nome próprio do espanhol pioneiro. Ivan Sant’Anna não o identifica. Nem o fazem os historiadores goianos, do padre Luís Antônio Silva e Souza ao padre Luiz Palacin Rodriguez. Ponto obrigatório de passagem para as minas goianas e mato-grossenses, cercado de terras férteis, foi Catalão durante o período áureo um entreposto próspero. Mesmo com a profunda recessão que afetou o centro-oeste brasileiro, com o esgotamento das minas de ouro no fim do século XVIII, Catalão manteve sua economia além da subsistência, enviando gado em pé ou charque para Minas e São Paulo. Sobreviveu assim ao século XIX, até a vinda da Estrada de Ferro, no início da Primeira Guerra Mundial. E experimentou outro ciclo de desenvolvimento, este mais sustentável, que persiste até hoje, pelo século XX afora. O livro de Sant’Anna relata todo o sanguinolento jogo de poder catalano, que durante mais de um século envolveu entre outras as famílias Paranhos, Ayres, Cunha e Sampaio, causou muitas mortes e carimbou Catalão como uma localidade onde a lei era a do mais forte e do mais armado. A par disso, “Herança de Sangue” faz revelações surpreendentes. A mais espantosa diz respeito ao conhecido escritor Bernardo Guimarães (1825-1884). É sabido que o romancista, cuja obra mais conhecida, talvez por ter sido encenada como uma das lacrimosas telenovelas da Globo, é “A Escrava Isaura”, viveu em Catalão. De fato, ele ali morou por dois períodos, de 1852 a 1855 e de 1861 a 1864. Em ambos, exerceu a função de juiz. Em 1864, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde adquiriu fama como escritor, jornalista e professor. Casou-se com Tereza Maria Gomes em 1867, com quem teve oito filhos. Tereza, mulher culta, chegou a acabar um livro que Bernardo, ao morrer, deixou incompleto. A sóbria imagem do escritor, cuja foto, na formalidade das gravatas, encontramos nas enciclopédias, nada tem a ver com o Bernardo Guimarães de Catalão. Menos ainda a imagem de patrono da Cadeira número 5 da Academia Brasileira de Letras. Do Bernardo Guimarães catalano só restaram traços, nas poesias pornográficas e impublicáveis, feitas pelo escritor, mesmo residindo no Rio de Janeiro ou em Ouro Preto. O Bernardo Guimarães que a cidade goiana conheceu era um boêmio inveterado, amador de pescarias e acampamentos de beira de rio. Em ambos os afazeres era um resistente cachaceiro, seresteiro amante de uma viola e dançador de catira. Pouco trabalhava, embora levasse talento a qualquer coisa que fizesse, fosse um artigo para jornal (escrevia às vezes para o jornal “Atualidade”, do Rio de Janeiro), uma sentença ou um simples despacho. Desleixando-se cada vez mais, vivia em um casarão em mau estado, desmobiliado. Por isso, dormia no chão, forrado com o que houvesse à mão: palhas ou papéis. Poucas vezes tomava banho e jamais aparava cabelo e barba, sempre desgrenhados. Suas roupas eram sujas e amarfanhadas. Com ele dormia a amásia, a mulata Jequitirana, que no dizer de Sant’Anna era “feia, caolha, que mascava fumo o tempo todo”. Imagino que o leitor, como eu, jamais teria, não lesse o livro, essa imagem, a real, ainda que temporária, do famoso escritor. Salvou-o Couto Magalhães, presidente de Goiás, que seu amigo, não suportava vê-lo desgastar-se naquela devassidão, e em conluio com o chefe político catalano Antônio Paranhos, conseguiu levá-lo para o Rio de Janeiro em 1864, e segurá-lo por lá, em condições de vida mais higiênicas, saudáveis e condignas. Foi a vivência em Catalão que gerou dois romances, ao menos, de Bernardo Guimarães: “A Voz do Pajé”, de 1860 e “O Índio Afonso”, de 1872, este inspirado num facínora famoso de Catalão. “A Escrava Isaura”, de 1875, pode ter sido o terceiro.

Winchester 44, a “justiça” da cidade
Esclareço agora, lendo o livro de Sant’Anna, algo que me intrigava na meninice: porque chamavam em Goiás a carabina Winchester calibre 44 de “justiça de Catalão”. Essa carabina foi uma das armas que conquistaram o oeste norte-americano, ao lado do revólver Colt 45. Arma inovadora, foi exportada dos EUA para o mundo todo, principalmente na passagem do século XIX para o século XX, e era abundante em todas as cidades, povoados ou fazendas de Goiás, principalmente em Catalão, onde teve muita serventia, como substituta expedita de júris e juízes. A ocupação de espaços vazios e a geração de riquezas no setor primário pelos pioneiros, seja na lavra de minerais, no plantio de roças, na criação de animais ou na demarcação de terras, bem como a participação na criação e desenvolvimento de cidades deram-se, em qualquer lugar do mundo, em meio a lutas e combates. Imperou, seja no faroeste americano, no Nordeste brasileiro ou em nosso Centro-Oeste, o poder do mais forte, constantemente desafiado por outro forte. É essa luta, que foi muito acesa no microcosmo catalano, que Sant’Anna relata em seu livro. Ali não faltam xerifes nem bandidos. Aparecem também caubóis e suas namoradas, embora os mocinhos sejam poucos. É uma história real de faroeste, sem tirar nem pôr. Em meio a episódios ora edificantes, ora deprimentes, mas quase sempre sangrentos, de disputas individuais ou familiares, com descrições de comportamentos regidos pelos códigos não escritos de machismo e valentia, Sant’Anna vai registrando a história de Catalão. O faz também descrevendo os personagens: os chefes políticos, os comerciantes, os componentes da incipiente organização pública ou religiosa, inteiramente subjugados pelos chefes locais, os coronéis. Ou os jagunços, a soldo desses chefes ou operadores autônomos, em geral salteadores de estrada. O livro foca nos quatro acontecimentos mais rumorosos da história da cidade e do município, conhecidos como os Quatro Fogos. Como Primeiro Fogo ficou conhecido um tiroteio entre as famílias Ayres e Paranhos, ocorrido em dezembro de 1892, entre os entrincheirados nas casas das duas famílias, praticamente uma em frente à outra. Cinco anos depois, outro combate a tiros estremeceria a cidade, em dezembro de 1897. Era o Segundo Fogo, opondo os Paranhos aos Ayres e Andrade. Morreria na ocasião o patriarca, ex-senador Antônio Paranhos, e vários outros valentes notórios da cidade, na própria batalha ou na sequência de vinganças. O Terceiro Fogo, ocorrido em fevereiro de 1916, não foi entre famílias, mas entre habitantes da cidade e ferroviários que construíam a Estrada de Ferro que adentrava Goiás. O assassinato de uma prostituta popular na cidade, por um foguista desordeiro e bom de tiro, quando trabalhadores aproveitavam uma folga em Catalão, foi o estopim. Como os estradeiros eram na maioria “peões de trecho”, turbulentos que só andavam armados, cultores de uma solidariedade baseada na valentia, não aceitariam passivamente a prisão de um dos seus. Além disso eram muitos, quase uma centena. Policiais e cidadãos, avalentoados também, resolveram tocaiar o trem que conduzia os ferroviários de volta ao acampamento, o que resultou num terrível tiroteio e muitas mortes. O Quarto Fogo viria em setembro de 1924, com a morte do chefe político “coronel” Salomão de Paiva por membros da família Sampaio, gerando outros assassinatos em seguida, como sempre acontecia nas guerras entre famílias. A história de Catalão daria um bom “western” de John Ford.

É preciso entender Goiás

O trabalho do marketing é essencial para dar visibilidade estética e assim tornar o produto, no caso, o político, mais palatável. No entanto, não consegue tirar, modificar e colocar uma nova personalidade política

A satisfação brasileira com a Copa ajuda Dilma a reagrupar as bases que se dispersavam

O novo Datafolha aumenta a chance de um segundo turno, mas Aécio Neves deve perder bases aliadas do Planalto, como a militância do PTB

Ataques podem ser a fronteira da derrota

PMDB ensaia início de fase agressiva para tentar agradar o eleitor, mas esse é um jogo de altíssimo risco

Rede sociais, a campanha de guerrilhas

Se antes as campanhas eram duramente disputadas nas ruas, agora há uma guerra via internet, mas o boca a boca ainda é importante Afonso Lopes artigo_jose maria e silva.qxd O brasileiro é um dos povos mais conectados via internet do mundo. Especial­men­te quando o assunto é rede social. Aí, o país bate recordes atrás de recordes. E é claro que o mundo político, e mais ainda as campanhas eleitorais, não perde a oportunidade de usar esse gigantesco veículo de comunicação, principalmente nas redes mais conhecidas, como Facebook e Twitter, duas manias nacionais ao lado do Instagram e whatsapp. É uma campanha sem muitas regras, em que muitas vezes vale tudo, desde a manipulação de fotos e textos, até desabafos de populares que jamais existiram. Sem falar os fakes (personagens falsos criados a partir de alguma pessoa real) ou perfis reais e robôs cibernéticos que servem para dinamizar alguma mensagem. Acreditar nisso tudo é simplesmente uma bobagem sem tamanho, uma idiotice simplesmente, mas também existem coisas boas. Basta saber peneirar as pedras sem valor e colher o que realmente é precioso.

Mensagens
Os políticos vêm usando cada vez mais a internet. Boa parte deles mantém perfis nas principais redes sociais e interagem com os demais usuários. Além disso, há também sites oficiais em que as mensagens e avisos são postados. Um mundo imenso de informações está hoje na internet. Se isso é bom, há o lado profundamente negativo. Graças ao anonimato oferecido pela rede mundial aliado a total falta de ética de alguns setores políticos, a situação degringolou geral. Este ano, mais do que em qualquer outra eleição, latrinas de rodoviária abandonada vão cheirar bem em comparação com o que se pode esperar das redes sociais. Intrigas, mentiras, acusações infundadas e tantas outras artimanhas desprezíveis serão postadas 24 horas por dia. Sabe-se lá até que ponto esse conjunto tão negativo influenciará algum eleitor. Barulho é certo que produzirá, mas nem sempre trovões são os sons que antecedem as tempestades. É aí que entra a velha campanha do boca a boca, levada pela mi­litância e entusiastas. Nor­mal­mente, nas redes sociais, personagens públicas, como jornalistas e artistas, conseguem boa repercussão. As pessoas comuns, alheias ao meio, mesmo quando bem intencionadas, no máximo atingem um círculo bastante restrito de amigos reais ou virtuais. Nas ruas, no tête-à-tête, é diferente. Não há anonimato e, mais do que isso, revela-se inteiramente as paixões e preferências dentro do mesmo núcleo.
Obama
As campanhas eleitorais via internet ganharam notoriedade a partir da primeira eleição do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Mas, ao contrário do senso dominante, as campanhas americanas não têm quase nenhuma relação com o formato brasileiro. Por lá, não existem, por exemplo, os programas eleitorais em rede de rádio e TV. No máximo, os candidatos podem comprar anúncios caríssimos, e se anunciarem em meio a sabonetes, carros, casas e pacotes de salgadinhos. Aqui, não apenas tem TV pra todo mundo como também a internet. Outro ponto que carrega um certo equívoco na pioneira campanha de Obama via internet é sobre o conteúdo. No início, quando explodiu e virou febre entre seus eleitores, o objetivo era apenas o de arrecadar dólares para pagar as despesas de campanha. Por aqui, ninguém arrecada um único centavo via internet. Ao contrário, as grandes campanhas gastam uma grana preta com a manutenção de um exército de “militantes virtuais”. De qualquer forma, e para quem não conta com uma boa estrutura de campanha, a internet vai ser muito válida. Can­didaturas pequenas podem conquistar algumas posições através das redes sociais. Para os “grandalhões”, vai começar uma guerra sem ética e praticamente sem limites, em que xingar a mãe do adversário soará quase como um elogio. Caberá ao eleitor separar o que é informação do que é lixo de campanha. E lugar de lixo é na lixeira mais próxima.

União do Solidariedade é uma ilusão criada por Armando Vergílio

[caption id="attachment_9113" align="alignleft" width="300"]Armando Vergílio: ainda tentando persuadir o partido a ficar com o PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Armando Vergílio: ainda tentando persuadir o partido a ficar com o PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] “Não nos procuraram. Apenas informaram sobre a aliança.” É o que diz uma liderança do Solidariedade no interior sobre a aliança com o PMDB, que levou o partido a ocupar a vice na chapa majoritária encabeçada por Iris Rezende. Esse membro do partido, que não está só em suas indagações, informou que o presidente da sigla em Goiás, Armando Vergílio, ainda está tentando convencer o partido sobre a aliança com o PMDB. A situação é tal, que lideranças e membros com cargos políticos, principalmente vereadores, querem apoiar outros candidatos. O nome de Antônio Roberto Gomide, governadoriável do PT, foi citado por alguns. Eles dizem que podem seguir o que o partido decidir, mas não irão entrar na campanha e pedir votos para Iris. Uma atitude bastante semelhante à de alguns membros do DEM de Ronaldo Caiado, que já afirmaram que apoiarão Marconi Perillo à reeleição. Fora isso, membros da base aliada informam que Armando está pegando pesado com os candidatos a deputado estadual para apoiar a candidatura de seu filho, Lucas Vergílio, que disputará vaga na Câmara Federal. Carlos Antônio, candidato de Anápolis, por exemplo, parece ser um que está resistente em apoiar a candidatura de Lucas. Acontece que o anapolino irá coordenar a campanha de Armando em Anápolis. E assim vai a chapa — chamada colorida, devido às tantas bandeiras diversas que agregou — PMDB-SDD-DEM, entre outras. Onde isso vai dar, só outubro dirá.

Os conselhos populares são mais importantes para o Planalto do que o controle da mídia

[caption id="attachment_9181" align="alignleft" width="300"]Votar decreto de deputados depende de Renan Calheiros | Foto: Moreira Mariz Votar decreto de deputados depende de Renan Calheiros | Foto: Moreira Mariz[/caption] É mais fácil para a presidente Dilma Rousseff continuar engavetar o projeto de controle social da mídia do que dispensar a criação dos conselhos populares destinados a participar de decisões em todos os níveis de gestão pública, inclusive a diplomacia e as Forças Armadas. A escala de prioridade estratégica entre as duas questões foi sinalizada pelo Planalto durante a semana. A opção deve agora ser consolidada com a recuperação de posições da candidata Dilma na mais nova pesquisa do Datafolha. A presidente tende a se sentir mais forte para a opção, que inclui apoio de Lula e da cabeça do PT. A verdadeira prioridade está subjacente na inclinação a favor dos conselhos: a reeleição da presidente. A criação do controle da mídia é um tema menos palatável do que os conselhos populares na campanha eleitoral a iniciar-se agora de fato. Começa que o controle da mídia não é um tema simpático, divide a base aliada do governo e exige o convencimento geral quanto à oportunidade de desenvolvimento e implantação de um sistema complexo de intervenção na comunicação privada. Enquanto os conselhos serão um tema a ser badalado pelo PT na campanha como uma fórmula charmosa de ampliação dos poderes do povo organizado – e a organização de movimentos sociais é a especialidade histórica do PT. Mesmo que o partido perca a eleição presidencial dentro de três meses, os conselhos populares poderão assegurar a manutenção de poder de fato pelo PT num sistema que já está definido em decreto baixado por Dilma no qual o Congresso não pode intervir para modificar o esquema – nem para evitar que os conselhos assumam função legislativa. O que o Congresso pode é aprovar um decreto legislativo que anule o outro decreto. Pode, mas não consegue. Ainda na quarta-fei­ra, o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB), não conseguiu votar o novo decreto legislativo. Faltou quórum. O momento não é favorável a votações parlamentares por causa da Copa do Mundo e da campanha eleitoral dos congressistas. Além disso, é preciso saber se o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), concorda com o decreto dos deputados preconizado pelo colega Alves. De quebra, há uma trama de bastidores que envolve a questão. Durante a semana, voltou a falar-se que o secretário-geral da Presi­dência, Gilberto Carvalho, seria removido para a campanha da reeleição. É preciso saber se Lula concorda com a remoção de seu homem no Planalto. Além disso, Carvalho dispensaria o poder que pode adquirir via conselhos a partir de sua posição como coordenador de movimentos sociais desde o PT até o Planalto? Pode ser que alguém manipulador do noticiário esteja de olho na posição. Outra coisa. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, quer se afastar da posição o mais cedo possível com o trâmite de seu pedido de aposentadoria. A pressa pode ser boa para o Planalto, que cuidaria logo de sua substituição, que depende de aprovação do Senado ao novo nome. Aquelas duas questões es­tratégicas, os conselhos populares e o controle da mídia são temas para recursos ao Supremo, onde não custa nada ao Planalto ampliar a sua bancada de amigos no tribunal para o que der e vier.

Dois anos sem Valério Luiz. Manifestação leva cerca de 300 pessoas às ruas de Goiânia

Além de pessoas ligadas ao radialista, familiares e amigos de outras vítimas de homicídio também participaram do ato