Dois anos sem Valério Luiz. Manifestação leva cerca de 300 pessoas às ruas de Goiânia

Além de pessoas ligadas ao radialista, familiares e amigos de outras vítimas de homicídio também participaram do ato

Reprodução Facebook

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Há exatos dois anos o radialista e cronista esportivo Valério Luiz era brutalmente assassinado ao sair da Rádio 820, onde trabalhava. Para lembrar a data, cerca de 300 pessoas foram às ruas da capital na manhã deste sábado (5/7). Com concentração na Praça Cívica, o ato também teve como objetivo mostrar à população que os assassinos do radialista permanecem impunes.

Trajados com uma camisa branca pintada com o rosto de Valério, os manifestantes caminharam pelas ruas do centro de Goiânia. O evento contou com a colaboração do Instituto Valério Luiz, associação criada para defender a liberdade de imprensa e de expressão, bem como fiscalizar a punição dos culpados do assassinato de Valério e de outros crimes cometidos em Goiás.

Além de pessoas ligadas ao radialista, familiares e amigos de outras vítimas de homicídio participaram da manifestação, como é o caso dos parentes do advogado David Sebba, assassinado também no dia 5 de julho de 2012 por policiais militares, conforme investigações da Polícia Civil. Também compareceram ao evento familiares de Michelle Muniz do Carmo, filha do deputado Luiz do Carmo, assassinada em 2012, e da assessora parlamentar Ana Maria Duarte, morta a tiros em março deste ano por um motoqueiro no Setor Bela Vista.

O caso

Valério Luiz foi executado a tiros aos 49 anos quando saía da então “Rádio Jornal 820 AM”, no Setor Serrinha, em Goiânia. O cronista era filho do também comentarista esportivo Manoel de Oliveira, o Mané de Oliveira. As investigações apontaram que o jornalista foi morto pelas duras críticas dirigidas a diretoria do Atlético Clube Goianiense (ACG) no Jornal de Debates, na “Rádio Jornal”, e no programa Mais Esporte, da “PUC TV”.

Ex-presidente do time, o cartorário Maurício Sampaio é acusado de ser o mandante do crime e responde em liberdade. Em junho de 2013, o juiz Antônio Fernandes de Oliveira concedeu habeas corpus aos quatro acusados de envolvimento na morte do radialista: o cabo da Polícia Militar Ademá Figueredo, o sargento Djalma da Silva, o motorista Urbano de Carvalho Malta e o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier, conhecido como Marquinhos.

Foragido

Na última semana, Marquinhos teve o nome incluído na lista vermelha de foragidos da Organização Internacional de Polícias (Interpol). Em março deste ano, o réu fugiu para a Europa com toda a família e mora atualmente em Portugal, alegando estar com medo de ser morto.

Em entrevista ao Jornal Opção Online na tarde deste sábado, o advogado Valério Luiz Filho, filho do cronista, falou sobre uma campanha que familiares e amigos pensam em criar para facilitar as buscas pelo açougueiro. Com o auxílio das redes sociais, eles irão atrás de pessoas conhecidas que residem em Portugal no intuito de espalhar fotos de Marquinhos em terras lusitanas.

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