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No final da semana passada, o governador reeleito Marconi Perillo (PSDB) anunciou um projeto que pretende realizar a fusão de secretarias do Estado, que passarão de 16 para 10. Por exemplo, agora as Secretarias de Indústria e Comércio; Ciência, Tecnologia e Inovação; Agricultura, Pecuária e Irrigação; e a Agência Goiana de Desenvolvimento Regional vão se unir e formar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico.
Historicamente, o tucano sempre assegurou a Anápolis o cargo principal da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), visto que a cidade ocupa o segundo lugar no ranking das maiores economias de Goiás e abriga o Distrito Agroindustrial (Daia) – o maior polo empresarial do Estado.
Mesmo com a fusão, o presidente da Federação das Indústrias de Goiás regional Anápolis, e empresário que atua no ramo de grãos, Wilson de Oliveira, acredita que o governador deverá contemplar o município de alguma forma. “A reforma administrativa proposta por Marconi pegou todos nós de surpresa. Mas as lideranças classistas e empresarias da cidade tentarão manter os espaços que a cidade sempre mereceu”, disse.
Ainda segundo Wilson, um dos possíveis nomes para assumir a nova pasta é o do deputado federal eleito Alexandre Baldy: “Ele é da nossa região e neste pleito obteve mais de 100 mil votos, o que o deixou forte e capaz de assumir qualquer cargo”.
No entanto, Wilson salientou que os anapolinos não irão “pressionar o governador” e apenas desejam que as demandas da cidade sejam atendidas pela nova secretaria. “Não vamos nos posicionar. Agora devemos esperar os anúncios dos novos secretários e os próximos capítulos dessa reforma”, afirmou.
Por sua vez, a presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acieg), Helenir Queiroz, disse ao Jornal Opção que aplaudiu de pé o anúncio da redução do número de secretarias e a exoneração de mais de 5 mil comissionados: “Essa é a expectativa do eleitor e do cidadão brasileiro. Os recursos retirados do Produto Interno Bruto (PIB) nacional são consumidos pela própria máquina da gestão pública. Espero que o Estado fique mais leve”.
Ainda para Helenir Queiroz, o que o governador está fazendo acontece diariamente nas empresas privadas. “Reformas e diminuição de cargos são comuns no mundo cooperativo. Isso serve para gerar produtividade e expandir os recursos”, defende.
A presidente da Acieg reconhece a importância da SIC e espera que o governador indique um “supernome”, talvez de Anápolis, para a nova pasta.
Após anos pregando campanhas eleitorais cada vez mais virulentas, PMDB goiano pode estar prestes a mudar a estratégia
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Ex-ministra Marta Suplicy: carta de demissão em que critica asperamente a política econômica de Dilma Rousseff | Antonio Cruz/ Agência Brasil[/caption]
Sempre na ausência da presidente Dilma, as manifestações críticas do secretário Gilberto Carvalho e da ex-ministra Marta Suplicy ganharam sequência na quinta-feira numa reunião de deputados do PT. O encontro a portas fechadas era para discutir uma candidatura à presidência da Câmara alternativa ao nome do desafeto e líder do PMDB, Eduardo Cunha, do Rio.
Mas a pauta mudou. O que aconteceu foi a manifestação em série de descontentamentos petistas em relação ao governo. O impulso de oposição dos deputados aproveitou a presença de três enviados do primeiro escalão do Planalto: Aloizio Mercadante (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais).
Na volta a Brasília, Dilma terá um quadro convincente de insatisfações no Congresso, agora reforçada pela volta de Marta Suplicy à sua cadeira no Senado por São Paulo, com mandato por mais quatro anos. A rebeldia da senadora como ministra e autonomia com que opera Gilberto Carvalho estimulam os parlamentares. A presidente não terá como retaliar Suplicy.
Não há dúvida que o impulso de revolta no partido de Lula e Dilma tem a ver com o momento político de negociação da presidente para alinhar seus novos quatro anos de mandato com a redistribuição de posições em troca de compromissos. O problema petista é que o movimento visível nessa ação é de negócios com partidos aliados, como o PMDB. O PT que espere.
Longe do Planalto, a percorrer a Ásia e Oceania, Dilma viveu uma semana atribulada em Brasília, onde até o PT teve surtos de oposição. Agora, de volta ao batente no palácio depois de participar do grupo G-20 na Austrália, a presidente poderá encarar mais de perto os impasses políticos que brotaram em sua ausência.
O que se ouviu na reunião foram pedidos por um ministério “mais qualificado” em representatividade. Entre os 39 chamados ministérios de Dilma, o PT detém 17 posições, mas quer mais. Pediram mais diálogo, ou seja, acesso a Dilma para as reivindicações de cada um.
A plateia vibrou com um discurso em que o deputado gaúcho Paulo Pimenta denuncia a decadência do PT e a atribui à falta de apoio do governo federal. “Como um partido que está há 12 anos no governo perde 19 deputados federais e só elege dois senadores?”, referiu-se às últimas eleições quando o país elegeu 27 senadores, mas o partido não concorreu a todas as vagas.
“Tínhamos 149 deputados estaduais no Brasil e elegemos 109”, continuou Pimenta. Houve perda de protagonismo do PT na formatação e execução de políticas públicas. No PT estamos muito mais expostos para defender o governo nas questões mais difíceis”, queixou-se Pimenta e reclamou de atenção maior a partidos aliados.
Alegou o deputado que “enquanto isso, representantes de partidos aliados que fizeram campanha para Aécio (Neves) e Marina (Silva) estão na ponta da execução de políticas do governo”. Mas Paulo Pimenta não mencionou nomes de aliados. “Somos governo, mas precisamos ter mais protagonismo”, concordou o deputado Jorge Bittar, do Rio.
Atendendo a convite da bancada de Goiás no Congresso Nacional, o prefeito João Gomes (PT) participou de reunião organizada pelos parlamentares para discutir questões relacionadas a emendas orçamentárias que devem ser encaminhadas para o próximo ano. Na pauta do encontro, realizado no plenário da Câmara dos Deputados, os recursos que os 17 deputados e três senadores que representam Goiás destinam todos os anos a entidades e iniciativas de caráter social. Os responsáveis por estas instituições estavam presentes para apresentar suas demandas. João Gomes manifestou aos deputados o reconhecimento pelo trabalho que realizam para garantir melhorias importantes nos municípios, entre eles Anápolis.
Desde a última quarta-feira, 12, a Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) realiza ações que pretendem contribuir para melhorar a segurança dos motoristas e pedestres no trânsito e para uma efetiva redução nos índices de acidentes. “Nossas ações são desenvolvidas com atenção especial a três aspectos - educação, humanização e infraestrutura – e as colocamos em prática levando em consideração as demandas da comunidade”, afirma o diretor da CMTT, Alex Araújo Martins. Ainda segundo o diretor, esse é um trabalho para execução durante vários meses. Neste primeiro momento acontecem intervenções somente nas faixas de pedestres dos locais onde são registrados maior fluxo de transeuntes, mas o planejamento de intervenções inclui a cidade em toda sua extensão. A tarefa seguinte é o rebaixamento das calçadas, nessas faixas revitalizadas, e ainda aplicar material que vai proporcionar uma iluminação diferenciada, o que vai garantir mais segurança durante as travessias. Alex Araújo explica que esse é um trabalho que será executado em conjunto com a Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano. No aspecto educativo, a equipe da CMTT desenvolve um trabalho permanente e contínuo de formação nas escolas, em empresas e nas ruas.
Lá fora, a presidente Dilma manteve a pose diante dos desafios que recebeu de dois companheiros do seu primeiro escalão no governo ao partir de Brasília rumo à reunião do grupo G-20. Agora, de volta ao trabalho no Planalto, poderá se sentir mais à vontade para enfrentar as críticas do secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e da ex-ministra Marta Suplicy. Ambos contaram com a viagem da chefe para lançar seus desafios pelas costas. No mesmo dia, Carvalho, considerado olhos e ouvidos de Lula no Planalto, ofereceu a entrevista sobre falhas da chefe na liderança governo. No outro dia, terça-feira, Marta Suplicy, mandou entregar no palácio o seu pedido de demissão no Ministério da Cultura. Dilma ainda não comentou as declarações de Carvalho, a quem costuma ignorar. Na verdade, ao assumir a vaga de Lula em 2011, a presidente manteve o secretário-geral distante de si o quanto foi possível precisamente por ser uma pessoa de Lula infiltrada no palácio para manter o ex-presidente informado sobre a intimidade palaciana. Encarregado da articulação com os movimentos sociais, Carvalho censurou o desinteresse de Dilma pelas demanda dos movimentos. “A reforma agrária e a questão indígena avançaram pouco”, criticou. Afirmou que falta diálogo com a sociedade mais ampla, numa frase um tanto imprecisa: “Deixou de fazer da maneira tão intensa como era feito no tempo do Lula, esse diálogo de chamar os atores antes de tomar decisão, de ouvir com cuidado e ouvir muitos diferentes para produzir sínteses que contemplassem interesses diversos.” O que mais chamou atenção foi o momento em que Carvalho se referiu à crise na economia e à dificuldade de Dilma em se entender com políticos: — Afastou-se dos principais atores na economia e na política. Apesar de tudo, o secretário disse que continuaria no governo se convidado a permanecer. “Preciso trabalhar, eu acumulei experiência”, justificou-se. “Se ela me convidar a ficar no governo, eu vou ficar”, arrematou, num gesto que se pode entender como desafio à demissão pela presidente. Carvalho confia na força junto a Lula. As incertezas da economia foram também o ponto principal da carta de demissão de Marta Suplicy no Ministério da Cultura, com este parágrafo antológico, digno da melhor oposição ao governo: “Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país. Isto é o que hoje o Brasil, ansiosamente, aguarda e espera.” Em entrevista sobre a carta, Dilma se mostrou compreensiva em Doha, capital de Qatar, a caminho da Austrália. “Ela não disse nada de errado”, sustentou. Afirmou que já conhecia o conteúdo da carta, que expressaria apenas a opinião da ex-ministra. Se tudo era natural e sabido assim, por que Suplicy mandou entregar a carta um dia depois da viagem da chefe? Ambos, Carvalho e Suplicy, possuem dificuldade no relacionamento com a presidente porque abertamente jogam a favor de Lula. No primeiro semestre, a então ministra patrocinou três jantares, em São Paulo, para engrossar o movimento pela candidatura do ex no lugar da reeleição de Dilma neste ano. Os dois mencionaram as dificuldades de Dilma lidar com a crise na economia que corrói a credibilidade do governo. Isso no momento em que Lula procura influenciar a escolha do ministro da Fazenda com alguma opção extraPT que traga confiança a uma nova política econômica. Mas a presidente não revela tendência a favor de uma nova linha econômica. O bom desempenho do novo governo Dilma é importante à criação de ambiente favorável ao retorno de Lula ao Planalto dentro de quatro anos. Novas trombadas da presidente, entre tanta corrupção, não ajudam a permanência do PT no poder. Inclusive porque a denúncia do petrolão ganhou fôlego para deixar os escândalos em cartaz até a sucessão presidencial em 2018.
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Vice-presidente: missão de levar a violação da LRF ao Congresso | José Cruz/ Agência Brasil[/caption]
Ao sair de Brasília na tarde de segunda-feira rumo à Austrália com escalas no caminho, a presidente Dilma deixou para a equipe a tarefa de repassar ao Congresso a consumação da violação da Lei de Responsabilidade Fiscal: a aprovação da emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias com a redução da meta do superávit primário para 2014.
Na terça-feira, o palácio enviou o projeto da emenda ao Congresso, onde se notou que faltou ao Planalto pedir urgência na tramitação da peça. Alegou-se que, sem a urgência, não seria possível tocar o projeto com a velocidade adequada. Então, na ausência da chefe, o vice-presidente Michel Temer assinou o pedido de urgência na quarta-feira.
No dia seguinte, Temer pagou mico. Mandou outro ofício ao Congresso cancelando aquele da véspera. Enfim, percebeu-se que a urgência não fazia sentido. Se os congressistas aceitam o pedido, a urgência apenas tranca a pauta, não permite que outros projetos sejam votados antes. Além disso, a oposição ameaçou ir ao Supremo Tribunal Federal se a urgência passasse.
Agora, os governistas esperam votar o projeto na Comissão Mista do Orçamento no meio desta semana. Em seguida, viria votação final no plenário do Congresso uma semana depois. Então, os senadores e deputados teriam um mês para votar propriamente o orçamento do próximo ano antes do recesso parlamentar em 22 de dezembro.
Nem em 1998, quando derrotou o PMDB pela primeira vez e sucedeu a um adversário político, Marconi havia promovido uma reforma tão profunda. Por que ele fez isso agora?
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Empresários são levados detidos por agentes da Polícia Federal | Reprodução/G1[/caption]
A nova etapa de repressão da Operação Lava Jato desencadeada na sexta-feira pela Polícia Federal dedicou atenção especial aos corruptores, as grandes empresas que pagam propina para ter a Petrobrás em sua carteira de clientes e financiam campanhas eleitorais para serem simpáticas aos políticos.
Com 86 mandatos de prisão foram presos 17 presidentes e altos executivos das principais empreiteiras do país. Elas possuem R$ 59 bilhões em contratos com a Petrobrás. Outro ex-diretor foi para as grades, Renato Duque, que dirigiu Serviços, sempre foi mencionado, mas apenas agora trancafiado, no Rio. Depois levado para Curitiba, como todos.
A permanência do petrolão em cartaz até a próxima campanha presidencial, em 2018, está mais do que garantida. A dimensão do petrolão conhecida até então já era o suficiente para consolidar a longa vida do escândalo e sua repercussão. Vieram, durante a semana outros reforços, além da sétima rodada da Lava Jato.
Entre as novidades, soube-se de duas investigações em instituições federais nos Estados Unidos. A auditoria do Departamento de Justiça e da SEC, principal agência reguladora do mercado de capitais. Eles querem saber se empresas e pessoas do país participaram dos negócios do petrolão.
Na Holanda, o Ministério Público anunciou que a empresa SBM Offshore pagará a multa de 240 milhões de dólares pelas propinas que ofereceu no fornecimento de instalações petrolíferas, como plataformas, à Petrobrás e empresas de Angola e Guiné Equatorial.
A exportação do petrolão multiplica a desconfiança dos mercados doméstico e estrangeiros não apenas em relação à Petrobrás. Atinge o PT que nomeia dirigentes e controla os negócios da estatal desde o tempo de Lula, que deseja voltar a ser presidente. Compromete a imagem internacional de Lula e presidente Dilma.
Agora, quando se pensa na repercussão política de tudo isso nas eleições de 2018, imagine-se o que as novas prisões não renderão em delações premiadas de criminosos. Além do que as antigas prisões já estão rendendo. Pense-se nos políticos que serão processados.
Com toda essa dimensão que o petrolão já assumiu, não é possível interromper o andar da carruagem da apuração de algo perto do qual o mensalão foi fichinha. Carruagem com as rédeas entregues ao aplicado juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba, onde estão os presos.
Na volta, agora, ao expediente no Planalto, a presidente Dilma terá de encarar o roubo de dinheiro público na Petrobrás, que a Polícia Federal avaliava, antes da semana passada, em R$ 10 bilhões desde que se instalou o petrolão.
Neste século, a ação do homem causará mudanças climáticas que vão deixar imensas áreas inúteis à sobrevivência. A partir de então, conflitos armados serão permanentes, alerta pesquisador alemão
“É o maior escândalo da história do TCU”, anunciou o presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, no ambiente aberto e livre de uma entrevista coletiva no meio da semana, a partir da avaliação do rombo de R$ 3 bilhões em apuração apenas no superfaturamento de investimentos recentes apurado em processo de auditoria no TCU. O tribunal possui 127 anos, fundado ainda no Império, em janeiro de 1883. O gaúcho Nardes, 62 anos, assumiu um lugar de ministro na casa em 2005, quando renunciou ao mandato de deputado pelo PP no governo Lula. Mas não se suspeita de sua avaliação sobre os anteriores 118 anos do TCU. Os números já eram suficientemente fortes e os rastros de políticos também. A certeza de que houve roubo com a participação de políticos inverteu um processo, veio a certeza de que os acusados serão investigados até o fim. Veja-se Nardes. Ele sempre foi governista, desde que, na ditadura, filiou-se à Arena, em 1970, para se candidatar a vereador em Santo Ângelo. Na cadeira de presidente do tribunal, possui compromisso com a apuração. Sendo um político governista por vocação desde a ditadura militar, Nardes assumiu, em sua declaração sobre o maior escândalo da história do tribunal, a responsabilidade como presidente da casa em tocar severamente a apuração do petrolão. Pelo menos com o seu voto pessoal, que, a maioria governista do TCU poderá derrubar. A evidência despertou o interesse do PT, que deseja indicar o candidato à vaga que se abre na terça-feira, quando o ministro José Jorge se aposenta ao completar 70 anos. Os petistas até fizeram a conta: Lula e Dilma indicaram, juntos, sete ministros com origem política nos aliados. Agora seria a vez de um petista entre os nove ministros do TCU – hoje, apenas dois são técnicos. Os petistas gostariam de colocar na vaga a secretária de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, antiga senadora por Santa Catarina, que enfrentou a oposição em defesa de mensaleiros. Tem preciosa experiência e combatividade na área. Os aliados peemedebistas também estão de olho na vaga para se valorizarem a participação no governo recém-reeleito de Dilma. Pensam no senador Vital do Rêgo, derrotado no mês passado na disputa pelo governo da Paraíba. Seria um prêmio a Vitalzinho pela defesa do governo que faz como presidente da CPI Mista da Petrobrás. Levaria a experiência ao TCU.
Comenta-se que Fernando Collor era usuário de cocaína — seu irmão Pedro Collor disse, numa entrevista à revista “Veja”: “Ele era consumidor contumaz de cocaína” —, mas nenhuma publicação (ou adversário político) apresentou provas de que isto seja fato. Rosane Malta pontua na página 104 do livro “Tudo o Que Vi e Vivi” (Leya, 222 páginas): “Da adolescência de Fernando eu não sei, mas, na época da Presidência, quando saíram os boatos dizendo que ele usava drogas, eu cheguei a perguntar para ele se era verdade. A resposta foi a seguinte: ‘Você já me viu usando?’ Eu realmente nunca vi nada, mas sei que ele mudava de humor com facilidade. Além disso, os olhos dele ficavam muito vermelhos. Ele costumava chegar em casa nervoso, com os olhos avermelhados”. Fernando Collor e Rosane Malta ficaram casados 22 anos.
Empresário pode querer potencializar os votos que teve em Goiânia para governador, mas há dúvida se a disputa pela Prefeitura seria producente
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Deputado Freire Júnior: “O governador deve anunciar alguma coisa” | Foto: Diretoria de Comunicação[/caption]
O Partido Verde (PV), presidido pelo deputado estadual Marcelo Lelis, deve ocupar algumas funções no governo de Marcelo Miranda, de acordo com o deputado Freire Júnior, que não teve sucesso na disputa por uma vaga de deputado federal. Disse não saber que tipo de participação, porque, segundo ele, os entendimentos nesse sentido devem ser mantidos pelo presidente regional da legenda.
Freire Júnior, que é economista e tem bom trânsito em Brasília, pode ser aproveitado na equipe do novo governador. No entanto, disse que não foi contatado por Marcelo Miranda com esse intuito. “Ao seu tempo e a seu modo o governador eleito deve anunciar alguma coisa”, observou laconicamente.
O projeto do PV e dele enquanto liderança política, segundo afirmou, é de colaborar para efetivar as mudanças pregadas durante a campanha eleitoral. “Os projetos políticos pessoais ficarão para outro momento, se for o caso; nosso foco agora é contribuir com o governo da mudança e da transformação que nós pregamos.”
Na sua avaliação, a era do Siqueira Campos, que foi continuada pelo governador Sandoval Cardoso, é uma página virada na história das relações institucionais, “tanto do Executivo com os demais poderes (Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas e a própria mídia) quanto com os demais segmentos organizados a sociedade.”
Freire Júnior acredita que o modelo de gestão implantado pelo siqueirismo está exaurido, “chegou ao fundo do poço”. O parlamentar sustenta que o governo estadual, nos últimos quatro anos, não conseguiu fazer um único investimento com recursos próprios e vai terminar a gestão e um período “tão melancólico”, o que vai exigir, segundo ele, mudanças profundas e não apenas superficiais.
A deputada estadual Luana Ribeiro (PR) apresentou recentemente projeto de lei que inclui na grade curricular das escolas públicas estaduais a disciplina de conhecimento e estudo dos autores tocantinenses. O objetivo é oportunizar que estudantes das redes estadual, municipal e fundamental conheçam os escritores nativos. Além disso, a intenção é proporcionar a valorização da cultura tocantinense. “A literatura tocantinense é muito relevante para a história cultural e regional do Estado”, afirma a parlamentar. “Conhecê-la é o primeiro passo para amá-la, respeitá-la e preservá-la”, defende Luana Ribeiro.

