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Na quinta-feira (15), o papa Francisco defendeu que a liberdade de expressão é um direito fundamental, que não permite "insultos à fé dos outros"
Uma menina questionou o papa do motivo de Deus deixar coisas ruins acontecerem com crianças. Como resposta, Francisco disse: "Ela hoje fez a única pergunta que não tem resposta"
O resultado será divulgado no dia 26 deste mês
O governador Marconi Perillo e o prefeito de Trindade, Jânio Darrot, compareceram à celebração
O resultado do Enem de 2014 mostra que os jovens brasileiros vão mal em matemática e redação. O jornal “O Globo” ouviu dois estudantes que obtiveram nota máxima em redação. Carlos Eduardo Lopes Marciano, de 19 anos, diz que, acima de tudo, é um bom leitor. Aprecia, por exemplo, Jorge Amado, que, se não é um Machado de Assis ou um Guimarães Rosa, portanto pouco dado à inventividade literária, é uma espécie de sociólogo da vida brasileira, um discípulo literário, digamos, de Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Raymundo Faoro.
Quer dizer, um intérprete, quiçá indireto, da história e do cotidiano do País. “Sempre tive o dom de escrever. Escrevia poemas e outros textos e gostava de redação argumentativa”, sublinha. Ao tentar uma vaga na Universidade de São Paulo (USP), leu os nove livros indicados. Leu as obras, não resumos elaborados por professores ou encontrados na internet.
Maria Eduarda de Aquino Corrêa Ilha, de 18 anos, sugere que a paixão pelos livros contribuiu, de maneira decisiva, na elaboração de uma redação estruturada e convincente. O tema “publicidade infantil”, admitem os dois, por ter sido menos divulgado que “lei seca”, o tema de 2013, é mais “difícil”. Porém, a facilidade de lidar com as palavras e as ideias facilitou a escritura da redação.
“O Globo” ouviu professores do ensino médio, em busca de uma explicação para as notas baixas — de maneira surpreendente, o jornal praticamente ignorou a disciplina matemática — e colheu platitudes, ainda que objetivas. O mestre Bruno Rabin, do ensino médio, acredita que as notas baixas têm a ver com o tema da redação, que, por ser mais “árido”, exige uma formação cultural mais ampla. Ele sugere outra explicação: como a redação foi feita junto com as provas de linguagens e matemática, é provável que não tenha sido a prioridade de vários estudantes. “Os alunos provavelmente ficaram pressionados com o tempo, e isso influiu”, avalia.
O professor Filipe Couto, do ensino médio, atribui parte da responsabilidade a um possível rigor dos corretores das redações. Ora, o rigor é necessário e os corretores não podem ser apontados como “culpados” pelo fato de os estudantes não escreverem bem — muitos nada escreveram, daí a nota zero — ou de escreverem e argumentarem mal. Rafael Cunha, professor de redação, corrobora Filipe Couto: “Questiono se todos os corretores seriam capazes de tirar nota mil se fizessem a prova”. Destacar isto é passar ao largo do que realmente importa.
A “Folha de S. Paulo” buscou a opinião do professor Reynaldo Fernandes, da USP e ex-presidente do Inep — que organiza o Enem. Ele atribui o fato de muitas redações terem sido entregues em branco ao “peso maior das provas objetivas em algumas faculdades que usam o exame” (o texto entre aspas é do jornal, sintetizando o pensamento do mestre). “Tem instituições que não usam a nota da redação em seus vestibulares”, afirma Reynaldo Fernandes.
O ministro da Educação, Cid Gomes, entra de maneira apressada no debate. “Eu arriscaria uma tese: o tema de 2013 foi lei seca. Essa questão foi muito debatida, discutida. O tema da publicidade infantil [no ano passado] não teve um grande processo de discussão como o outro.”
O que se depreende do exposto acima? Que os dois estudantes que obtiveram nota máxima na redação têm mais razão do que os especialistas e o ministro da Educação. Eles disseram, sem firulas, que estudar (ler), e de maneira lógica e atenta, é fundamental.
Os especialistas, ao discutirem certas minúcias, deixaram de enfatizar que a educação precisa de reformas, que incentivem o estudo mais detido da própria língua — a falta de domínio da Língua Portuguesa (o populismo de especialistas como Marcos Bagno faz um mal enorme àqueles que precisam competir por vagas em boas universidades e, depois, no mercado de trabalho) talvez esteja na base dos textos caóticos, sem sentido e sem lógica, e não precisamente o domínio do tema — e, sim, de matemática. Não se chega a Estados Unidos, Japão, Alemanha com estudo deficiente de matemática. A China e a Coreia do Sul investem pesado no ensino de matemática, incentivando competições entre os estudantes.
A falta de qualidade da educação é geral. Porém, como há escolas, privadas — como o WR, do professor Rubão — e públicas, como as administradas pela Polícia Militar, para ficar com exemplos goianos, de qualidade inquestionável; é preciso verificar, com estudos específicos, sem desconsiderar o geral, o que de fato está acontecendo.
Há mestres, dados a manipular e distorcer a realidade por meio de ideologias, que consideram o WR, o Visão e o Olimpo como “amestradores” de estudantes para o vestibular ou, agora, para o Enem. É uma infantilidade pensar assim. Na verdade, o ensino dos colégios é de qualidade e seus alunos são, no geral, os melhores. Claro que, para lá, vão os mais qualificados, mas deve-se dizer, para além das ideologias ditas educacionais, que, de tais escolas, saem ainda mais qualificados, e não apenas para exames.
A disciplina do WR, ao contrário do que comumente se pensa, não cria robôs; pelo contrário, forma estudantes mais comprometidos com a aprendizagem. Nas escolas militares, como o Colégio Hugo de Carvalho Ramos, a disciplina atua em favor da aprendizagem. Educação não é festa — é transpiração, diria o poeta João Cabral de Melo Neto.
É evidente que não se deve discutir tão-somente nichos de qualidade. A educação do País como um todo precisa melhorar. O ministro Cid Gomes, embora muito combatido, talvez devido ao seu destempero verbal, fez um trabalho de qualidade na educação do Ceará, garante o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira.
Veremos se terá energia para dobrar o corporativismo — que sempre aposta no quanto pior, melhor — e consegue implantar mudanças graduais na área. Se começar a falar em mudanças profundas — ao estilo dos socialistas —, o leitor deve ficar desconfiado. Em geral, aqueles que falam em “mudanças profundas” ou “mudanças estruturais” não querem mudar nada. Nas escolas públicas, um bom começo é ter aulas todos os dias, sem greves, com professores qualificados e mais exigência, sem populismo e adulação, na avaliação dos estudantes e, também, do corpo docente.
Em nota, a organização não governamental Anistia Internacional considerou um “retrocesso “ a execução de Marco Archer
Por meio de nota, a presidente afirmou estar "consternada e indignada" com o fuzilamento de Marco Archer
Mesmo com o último pedido de clemência enviado pela presidente Dilma Rousseff (PT), governo indonésio executou Archer na tarde deste sábado (17/1)
Ocupação é a primeira em Goiás; movimento reivindica uma política habitacional definitiva que atenda as famílias
Detran informa como verificar se o veículo está regular; Procon dá dicas para quem ainda vai fechar contrato
Apesar dos pedidos da presidente Dilma Rousseff e da Anistia Internacional, condenados serão executados às 15h deste sábado, no horário de Brasília
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Vanderlan Cardoso e Jayme Rincón: os dois políticos, gestores na faixa dos 50 anos de idade, podem ser players tanto em 2016 quanto em 2018 | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O presidente do PSB de Goiás, o empresário Vanderlan Cardoso, disse recentemente para dois políticos, em ocasiões diferentes: “Não vou fazer política com ódio. Quero fazer política”. No momento, embora interessado em disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016, prefere organizar suas empresas, depois de 10 anos afastado do comando direto. Ele está prospectando negócios fora do País (China, Panamá, Angola), para escapar dos impostos escorchantes — no Brasil criou-se um capitalismo retardatário no qual empresários são os “escravos” do Estado —, e requalificando a produtividades de sua empresa. Ao mesmo tempo, articula politicamente, e em vários fronts.
Na semana passada, um repórter do Jornal Opção conversou longamente com aliados de Vanderlan Cardoso e do governador Marconi Perillo (PSDB). Os diálogos, admitiram os grupos, devem ser debitados na conta da especulação, ou melhor, na formatação de possíveis cenários. Uma das histórias, embora tenha causado estranheza, é registrada nas linhas a seguir como foi relatada.
Inicialmente, os marconistas e vanderlanistas, falando em locais separados e sem contato um grupo com o outro, disseram que o governador Marconi Perillo já definiu seu candidato a prefeito de Goiânia. Será o presidente da Agetop, Jayme Rincón. Por alguns motivos. Primeiro, devido à sua imagem de gestor qualificado. Em 2016, dada a debilidade do prefeito Paulo Garcia como administrador, o eleitor goianiense tende a escolher um postulante que seja sua contradição, quer dizer, um gestor eficiente e capaz de decisões rápidas e não protelatórias. É o perfil de Jayme Rincón. Segundo, o jovem tucano quer disputar. Terceiro, embora nunca tenha sido candidato, ele tem capacidade de articulação e é apaixonado por política. Quarto, e importante, tem a simpatia do tucano-chefe e de sua base política.
Porém, conversa vai, conversa vem, os dois grupos começaram a apresentar uma tese curiosa, a que provocou estranhamento. Dada a tradição de que candidato do governo do Estado não se elege em Goiânia, cidade apontada como oposicionista nata, o governador Marconi estaria com receio de gastar um “cartucho” tão importante quanto Jayme Rincón e estaria disposto a bancar um candidato com cara de oposição e, politicamente, independente em relação à polarização tradicional, ou seja, entre PSDB e PMDB.
Entretanto, como não há almoço de graça — há sempre alguém pagando —, Vanderlan Cardoso teria de oferecer algo em troca. O quê? Simples: passaria a integrar o quadro de aliados de Marconi Perillo e poderia apoiar Jayme Rincón para o governo de Goiás em 2018. A ideia pode até parecer aloprada, mas está sendo ventilada nos bastidores da política, aqueles que a imprensa às vezes não consegue antecipar por não dar ouvidos ao que, num primeiro momento, parece estranho e impraticável.
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Paulo Garcia, Iris Rezende e Ronaldo Caiado: a cúpula do PT não é a favor de “triângulo amoroso”, ainda que só político | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O PMDB e o PT de Goiás permanecem casados, mas dormindo em quartos separados. Divórcio à vista — possivelmente já em 2016, depois da terapia de casal em 2015 —, resta saber se será amigável ou litigioso.
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, e Iris Rezende, decano do PMDB — tutores do casal —, não querem a separação. Mas o casal não quer ficar mais junto — nem por conveniência.
Comenta-se, e não apenas nos bastidores, que um dos parceiros já está de caso com outro — o DEM do deputado federal Ronaldo Caiado. Resta ao PT, que se julga traído, reatar com um antigo parceiro, o PC do B de Isaura Lemos, sempre à espreita. O dote comunista não é lá essas coisas. Porém, na política como na música, antes mal acompanhado do que só.
A verdade é que a sucessão de Paulo Garcia começou mais cedo e isto não é positivo para sua gestão, pois quase todos — dos adversários, como o PSDB, aos quase-aliados, como o PMDB, vão ressaltar seus problemas. Noutras palavras, o petista-chefe estará sob ataque, e cada vez mais frequente, de praticamente todas as correntes políticas.
Os peemedebistas querem ficar com o bônus da aliança, os cargos, portanto o poder, deixando o ônus, a gestão mal avaliada, para o PT, quer dizer, para Paulo Garcia. Este, na mira de todos, terá dificuldade para lançar um candidato competitivo a prefeito de Goiânia. Se o PT quiser ter alguma chance em 2016 precisa desvincular-se do prefeito. Se isto é impossível para o petismo, não o é para o peemedebismo.
Moral da história: o PMDB quer continuar casado com o PT — pelos cargos-filhos —, mas levando vida de solteiro. O PT “olha” para o DEM e para o PMDB e percebe o “chifre” crescendo, o seu, e não está nada satisfeito. Portanto, antes mesmo de 2016, a terapia de casal irá para o espaço e não será surpresa se o divórcio sair mais cedo do que se imagina... apesar de o peemedebismo ter uma paixão visceral por cargos.
A novela, mexicana, terá capítulos mais apimentados...
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Petista disse que será candidato a prefeito de Rio Verde[/caption]
O deputado estadual Karlos Cabral não se reelegeu, mas seu mandato mostrou um político competente, capaz de críticas contundentes e, ao mesmo tempo, consistentes. Na sexta-feira, 16, o petista disse ao Jornal Opção que será candidato a prefeito de Rio Verde. “Em circunstâncias mais difíceis, eu disputei, por que deixaria de ser candidato em 2016, quando será mais fácil, dado o desgaste do prefeito Juraci Martins?” O parlamentar frisa que tem o apoio da vereadora Náudia Faedo e do empresário Flávio Faedo.
“Nós três somos do PT e estamos unidos”, frisa. “E vamos ganhar as eleições.” Ele frisa que não está apoiando e não vai apoiar a candidatura de Paulo do Vale, do PMDB.

