Vanderlan Cardoso e Jayme Rincón: os dois políticos, gestores na faixa dos 50 anos de idade, podem ser players tanto em 2016 quanto em 2018 | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção
Vanderlan Cardoso e Jayme Rincón: os dois políticos, gestores na faixa dos 50 anos de idade, podem ser players tanto em 2016 quanto em 2018 | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

O presidente do PSB de Goiás, o empresário Vanderlan Cardoso, disse recentemente para dois políticos, em ocasiões diferentes: “Não vou fazer política com ódio. Quero fazer política”. No momento, embora interessado em disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016, prefere organizar suas empresas, depois de 10 anos afastado do comando direto. Ele está prospectando negócios fora do País (China, Panamá, Angola), para escapar dos impostos escorchantes — no Brasil criou-se um capitalismo retardatário no qual empresários são os “escravos” do Estado —, e requalificando a produtividades de sua empresa. Ao mesmo tempo, articula politicamente, e em vários fronts.

Na semana passada, um repórter do Jornal Opção conversou longamente com aliados de Vanderlan Cardoso e do governador Marconi Perillo (PSDB). Os diálogos, admitiram os grupos, devem ser debitados na conta da especulação, ou melhor, na formatação de possíveis cenários. Uma das histórias, embora tenha causado estranheza, é registrada nas linhas a seguir como foi relatada.

Inicialmente, os marconistas e vanderlanistas, falando em locais separados e sem contato um grupo com o outro, disseram que o governador Marconi Perillo já definiu seu candidato a prefeito de Goiânia. Será o presidente da Agetop, Jayme Rincón. Por alguns motivos. Primeiro, devido à sua imagem de gestor qualificado. Em 2016, dada a debilidade do prefeito Paulo Garcia como administrador, o eleitor goianiense tende a escolher um postulante que seja sua contradição, quer dizer, um gestor eficiente e capaz de decisões rápidas e não protelatórias. É o perfil de Jayme Rincón. Segundo, o jovem tucano quer disputar. Terceiro, embora nunca tenha sido candidato, ele tem capacidade de articulação e é apaixonado por política. Quarto, e importante, tem a simpatia do tucano-chefe e de sua base política.

Porém, conversa vai, conversa vem, os dois grupos começaram a apresentar uma tese curiosa, a que provocou estranhamento. Dada a tradição de que candidato do governo do Estado não se elege em Goiânia, cidade apontada como oposicionista nata, o governador Marconi estaria com receio de gastar um “cartucho” tão importante quanto Jayme Rincón e estaria disposto a bancar um candidato com cara de oposição e, politicamente, independente em relação à polarização tradicional, ou seja, entre PSDB e PMDB.

Entretanto, como não há almoço de graça — há sempre alguém pagando —, Vanderlan Cardoso teria de oferecer algo em troca. O quê? Simples: passaria a integrar o quadro de aliados de Marconi Perillo e poderia apoiar Jayme Rincón para o governo de Goiás em 2018. A ideia pode até parecer aloprada, mas está sendo ventilada nos bastidores da política, aqueles que a imprensa às vezes não consegue antecipar por não dar ouvidos ao que, num primeiro momento, parece estranho e impraticável.