PMDB e PT de Goiás permanecem casados, mas já estão dormindo em quartos separados

Paulo Garcia, Iris Rezende e Ronaldo Caiado: a cúpula do PT  não é a favor de “triângulo amoroso”, ainda que só político | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Paulo Garcia, Iris Rezende e Ronaldo Caiado: a cúpula do PT não é a favor de “triângulo amoroso”, ainda que só político | Fotos: Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

O PMDB e o PT de Goiás permanecem casados, mas dormindo em quartos separados. Divórcio à vista — possivelmente já em 2016, depois da terapia de casal em 2015 —, resta saber se será amigável ou litigioso.

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, e Iris Rezende, decano do PMDB — tutores do casal —, não querem a separação. Mas o casal não quer ficar mais junto — nem por conveniência.

Comenta-se, e não apenas nos bastidores, que um dos parceiros já está de caso com outro — o DEM do deputado federal Ronaldo Caiado. Resta ao PT, que se julga traído, reatar com um antigo parceiro, o PC do B de Isaura Lemos, sempre à espreita. O dote comunista não é lá essas coisas. Porém, na política como na música, antes mal acompanhado do que só.

A verdade é que a sucessão de Paulo Garcia começou mais cedo e isto não é positivo para sua gestão, pois quase todos — dos adversários, como o PSDB, aos quase-aliados, como o PMDB, vão ressaltar seus problemas. Noutras palavras, o petista-chefe estará sob ataque, e cada vez mais frequente, de praticamente todas as correntes políticas.

Os peemedebistas querem ficar com o bônus da aliança, os cargos, portanto o poder, deixando o ônus, a gestão mal avaliada, para o PT, quer dizer, para Paulo Garcia. Este, na mira de todos, terá dificuldade para lançar um candidato competitivo a prefeito de Goiânia. Se o PT quiser ter alguma chance em 2016 precisa desvincular-se do prefeito. Se isto é impossível para o petismo, não o é para o peemedebismo.

Moral da história: o PMDB quer continuar casado com o PT — pelos cargos-filhos —, mas levando vida de solteiro. O PT “olha” para o DEM e para o PMDB e percebe o “chifre” crescendo, o seu, e não está nada satisfeito. Portanto, antes mesmo de 2016, a terapia de casal irá para o espaço e não será surpresa se o divórcio sair mais cedo do que se imagina… apesar de o peemedebismo ter uma paixão visceral por cargos.

A novela, mexicana, terá capítulos mais apimentados…

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