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Lula da Silva, ex-presidente: a sua situação é cada vez mais complicada | Lula Marques/ Agência PT[/caption]
Dois fatos deixam o ex-presidente Lula ainda mais envolvido nos escândalos de corrupção dos governos petistas.
O primeiro deles está na revista “Época” da semana passada: o filho mais novo de Lula, Luís Cláudio, em depoimento prestado à Polícia Federal no último dia 4, saiu-se muito mal: não conseguiu explicar de maneira razoável e crível as razões do pagamento de 2,5 milhões de reais que recebeu da empresa Marcondes & Mautoni, investigada na Operação Zelotes, por lobby na obtenção de vantagens fiscais, ao que tudo indica fraudulentas, para montadoras de veículos.
Outro está na “Folha de S. Paulo” do dia 16 deste mês: em delação premiada, o empresário paulista Salim Schain conta intrincada e milionária história de avanço no dinheiro público envolvendo Lula da Silva, seu amigão José Carlos Bumlai (a única pessoa credenciada a entrar no Palácio do Planalto sem bater na porta, quando Lula era presidente) e o notório Delúbio Soares.
O banco Schain, em 2004, após encontro entre Schain, Delúbio e Bumlai, fez ao último um empréstimo de R$ 12 milhões, na verdade destinado ao PT. O empréstimo — anormal em volume para pessoa física — não só chamou a atenção do Banco Central, como não foi pago. Surgiu então a negociação: Schain conseguiria, via Bumlai-Lula, um contrato com a Petrobrás para operar o navio-sonda Vitória 10.000 (contrato de 1,6 bilhão), e perdoaria a dívida PT-Bumlai.
Ao que tudo indica, todas as promessas foram cumpridas, pois Schain conseguiu o contrato (com todas as evidências de superfaturamento) e a dívida, já multiplicada pelas multas, juros, custas e correções não foi paga. E nem investigaram ainda o primogênito Lulinha.
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Joaquim Levy é o Supriano da realidade econômica do Brasil sob o Lulopetismo | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil[/caption]
Tenho grande simpatia por Joaquim Levy. É um homem sério em um meio de gatunos e velhacos, tentando trabalhar por um fim maior. Vendo sua labuta inglória, não posso deixar de pensar no conto “A Enxada”, de Bernardo Élis.
Como o personagem Supriano, de Bernardo Élis, Joaquim Levy está empenhado em cumprir corretamente a obrigação que assumiu.
Supriano deve plantar uma roça de arroz, como pagamento de uma dívida, para o capitão Elpídio, ignorante, truculento e poderoso patrão. Mas ele não tem uma enxada, e o patrão não lhe fornece uma. Como então plantar? Também não a consegue com ninguém da sua circunstância, e o final do conto é trágico.
Joaquim Levy tem por tarefa o arranjo de uma economia em frangalhos, mas não conta com o apoio de sua truculenta e atabalhoada patroa, Dilma Rousseff, autora da devastação. Seu apoio também que não seria de grande valia, nessas alturas. Também não consegue ferramentas com o partido que lhe deve suporte, o PT, ou qualquer outro da base aliada. Congresso e governo lhe são hostis.
A Supriano resta a tarefa impossível de plantar uma roça com as mãos. A Joaquim Levy a de colocar nos trilhos uma economia devastada pela incompetência petista sem leis que lhe permitam sequer equilibrar um orçamento. E tem contra si ainda um governo que não cessa a gastança.
Supriano enlouquecido é abatido pelo fuzil de um soldado pau-mandado. Joaquim Levy está sendo ceifado por um Lula ansioso por preencher sua vaga com o amigo Henrique Meireles.
Governo petista não é lugar para gente séria, que pensa no país, numa economia sadia, num serviço republicano e honesto. Saia desse ambiente que nada tem a ver consigo, Joaquim Levy!
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