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Júnior Friboi vai apostar em candidato a prefeito com chance de derrotar Iris Rezende

Júnior Friboi reabriu conversações sobre política em Goiânia. O empresário deve apoiar um candidato que tenha condições de derrotar Iris Rezende — o principal responsável por seu expurgo do PMDB. Friboi ainda não definiu o nome que vai apoiar. Mas pode ser Giuseppe Vecci, do PSDB, Vanderlan Cardoso, do PSB, ou Waldir Soares, do PR. O empresário parece ser adepto da tese de que vingança é um prato que se come frio.

CartaCapital mexe na ligação de FHC e filho com a Braskem-Odebrecht mas ignora conexão de Lula

O recado da revista de Mino Carta é tolstoiano: todas as famílias têm problemas — inclusive as de Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso

Jaques Wagner condena machismo da IstoÉ mas ignora machismo de Lula da Silva

[caption id="attachment_63221" align="aligncenter" width="620"]Lula da Silva e Jaques Wagner: políticos do PT inventaram o “machismo do bem” e o “machismo do mal” | Fotos: Lula Marques / Agência PT Lula da Silva e Jaques Wagner: políticos do PT inventaram o “machismo do bem” e o “machismo do mal” | Fotos: Lula Marques / Agência PT[/caption] Nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França, a imprensa vasculha a fundo a vida privada de políticos, empresários e artistas (nem jornalistas, que se protegem, escapam). A linguagem pode ser até respeitosa, mas os fatos são mostrados sem contemplação. Na primeira campanha de Barack Obama, que disputava a possibilidade de ser candidato à Presidência dos Estados Unidos com Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, a pancadaria, inclusive em termos de intimidade, era intensa. A equipe de Obama vazava para a imprensa novas histórias sexuais do ex-presidente Bill Clinton. Monica Lewinsky era apenas uma de suas muitas conquistas. Algumas das histórias podem ser conferidas no excelente “Virada no Jogo — Como Obama Chegou à Casa Branca” (Intrínseca, 462 páginas, tradução de Clóvis Marques), dos jornalistas John Heilemann e Mark Halperin. Na semana passada, a revista “IstoÉ” publicou uma reportagem de capa, com o título de “As explosões nervosas da presidente”, na qual diz que Dilma Rousseff grita e xinga pessoas e joga objetos no chão. Estaria histérica. Seria possível inventar uma história dessa? Seria. Mas a revista, aqui e ali, cita nomes. Na iminência de um impeachment, que a deixará marcada na história do país como uma presidente que, embora aparentemente honesta, terá caído por equívocos administrativos e desgastes provocados por corrupção de aliados, é possível que esteja mesmo nervosa e agitada. Talvez se julgue incompreendida e, sobretudo, não possa dizer que a corrupção não é sua, em termos pessoais, e sim do grupo que a bancou duas vezes para presidente. Ela paga o preço por ter aliados pouco católicos. Há, é evidente, o que se pode chamar de corrupção moral. O gestor não partilha da bandalheira, mas, para obter apoio, pode fazer vistas grossas. Nenhum presidente da República é ingênuo e todos recebem informações privilegiadas sobre o que ocorre às claras e nos porões do governo. Portanto, se não há corrupção financeira pessoal — e tudo indica que não há —, há, ao menos, corrupção moral. O “ministro” Jaques Wagner, chamado de “Passivo” pela Odebrecht — na propalada lista da propina —, disse que a “IstoÉ” se comportou de maneira machista. Pode ser que haja algum machismo mesmo. Porque, quando um homem grita e bate na mesa, quase todos aceitam como uma coisa normal ou natural. É visto como “macho” e “poderoso”. A mulher logo é apodada de “histérica” e “descontrolada”. O que se espera de uma mulher “insatisfeita” com algum fato é que seja uma lady, uma dama silente. Porém, quando o ex-presidente Lula da Silva disse que era preciso convocar as mulheres de “grelo duro” — sugerindo que o clitóris é um pênis — para defendê-lo das acusações das oposições, sobretudo das críticas publicadas na imprensa, não se ouviu a voz de Jaques Wagner apontando uma espécie de machismo visceral. Aquilo que diz o “machão” que é nosso aliado, por menos politicamente correto que seja, deve ser perdoado. A esquerda parece ter inventado o “machismo do bem”, o dela, e o “machismo do mal”, o de seus críticos. A ginástica de algumas feministas, notadamente professoras universitárias, para justificar o machismo de Lula da Silva — na opinião do petista-chefe, as feministas do PT têm grelo duro, quer dizer, são “quase homens” —, beira o cretinismo político. Intelectuais, quando se tornam tarefeiros ideológicos, são tudo — menos intelectuais. Intelectuais podem apoiar Lula, não há problema algum, mas não precisam concordar com tudo o que diz. Afinal, Lula da Silva não é Stálin — os acadêmicos não correm risco algum de morrer ou de ser exilados em Garanhuns, Cuba ou Venezuela se discordarem do guia genial dos petistas.

Panama Papers pode sugerir reavaliação da sonegação como reação do indivíduo contra o Estado gastador?

[caption id="attachment_63219" align="aligncenter" width="620"]Vladimir Putin (político), Mario Vargas Llosa (escritor), Lionel Messi (jogador) e Roberto Carlos (cantor): offshores em paraísos fiscais Vladimir Putin (político), Mario Vargas Llosa (escritor), Lionel Messi (jogador) e Roberto Carlos (cantor): offshores em paraísos fiscais[/caption] O jornal alemão “Südedeutsche Zeitung” recebeu documentos sobre as operações de um escritório panamenho, o Mossack Fonseca, especializado em abrir offshores, e decidiu compartilhá-los com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. Há parcerias em vários países. No Brasil, estão credenciados repórteres de “O Estado de S. Paulo”, UOL e Rede TV. Maior do que o WikiLeaks e ainda não inteiramente dimensionado, o Panama Papers — Papéis do Panamá — é apontado como o grande escândalo do século 21. Na lista dos que, com o apoio do Mossack Fonseca, abriram offshores estão Vladimir Putin, o poderoso chefão da Rússia; o primeiro-ministro da Inglaterra, David Cameron, e o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Descoberto, o primeiro-ministro da Islândia renunciou. Também foram listados o cantor Roberto Carlos; o jogador Messi, do Barcelona; o escritor Mario Vargas Llosa, Nobel de Literatura, e, entre muitos outros, o conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas de São Paulo. Por que as pessoas — empresários, políticos, esportistas e artistas — abrem offshores em paraísos fiscais, como Panamá, Ilhas Virgens Britânicas, Bahamas, Seychelles e Samoa? Há vários motivos. No caso de narcotraficantes, lavam dinheiro “sujo” e, quando querem, podem recambiá-lo, “limpo”, para outros países, às vezes suas próprias bases, como a Colômbia. Há artistas e jogadores de futebol que planejam tornar seu dinheiro mais rentável. Há políticos que procuram esconder dinheiro que “ganharam” de maneira ilegal. No fim, todos querem ter controle sobre seus próprios recursos financeiros. A seguir exponho uma tese, mais uma hipótese, nada ortodoxa. O que é, de fato, a sonegação de impostos? De certo ponto de vista, é um modo de o mercado não repassar sua contribuição aos governos. A sonegação, portanto, é um crime. Não pagar impostos ou pagar menos impostos do que se deveria é uma atividade criminosa. Mas quem de fato faz da sonegação um crime: o governo ou a sociedade? O governo, é claro. Por quê? Porque os governos se tornaram a parte mais cara da sociedade, com vida própria, e precisam ser alimentados diariamente, pois seu apetite é insaciável. Porém, para “tomar” o dinheiro dos indivíduos, para se financiar, precisam criar leis que legitimem o ato de “expropriação”. Do ponto de vista estrito do governo — ou do Estado —, a sonegação é crime. Mas do ponto de visto estrito da sociedade — ou do mercado — deveria mesmo ser um crime? É possível que quem sonega, sobretudo o empresário estabelecido e legal (sem envolvimento com atividades ilegais, como o narcotráfico), o faz com o objetivo de aumentar o seu lucro mas também, quiçá sobretudo, de não repassar mais recursos para “engordar” a máquina pantagruélica do Estado. Pode-se sugerir que o combate à sonegação é, assim, uma forma de o Estado arrancar mais dinheiro do mercado-sociedade. Para tanto, precisa criar uma “moral” — quer dizer, transformar a sonegação em crime, portanto uma ação abominável — para justificar o ato de arrancar mais dinheiro do mercado-sociedade. O discurso do Estado, amparado por leis que formula por intermédio de seus representantes — parlamentares, executivos e técnicos —, é assimilado por todos, inclusive pelos sonegadores. Deste modo, todo sabem que, quando sonegam, cometem uma ilegalidade e, assim, um crime. Mas, como sugerimos, trata-se de uma condenação moral, legitimada pelo legal e criada pelo Estado, que, para manter-se, precisa arrancar o máximo de recursos dos indivíduos. Quanto aos serviços prestados à sociedade, como paga pelos impostos, são lamentáveis — notadamente no campo da segurança pública, saúde e educação. Por trás da condenação das offshores, com a imprensa contribuindo para criar um “ar” de mistério, de coisa pavorosa, está a moral criada pelo Estado — cuja raiz é o seu dispendioso financiamento. Como notamos acima, o que se expõe aqui é mais uma hipótese do que uma tese e que pode e deve ser ampliada por economistas, sociólogos e advogados tributaristas. Estudos detidos, mais abertos à iniciativa da sociedade e seus agentes, como os empresários e pessoas que ganham muito dinheiro (artistas, jogadores de futebol, beisebol e basquete e jornalistas, como Galvão Bueno e William Bonner), certamente poderão reavaliar o que os governos tacham de sonegação.

New Yorker erra num ponto: lugar de Dilma Rousseff na história poderá ser pior do que o de Richard Nixon

[caption id="attachment_63217" align="aligncenter" width="620"]9876987 Dilma Rousseff e Richard Nixon: o segundo cometeu erros, mas é um estadista; a primeira não terá um lugar ao lado de Getúlio Vargas e JK[/caption] A “New Yorker”, mais prestigiosa revista de cultura dos Estados Unidos, comparou a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, com o ex-presidente americano Richard Nixon. Há mesmo “parentesco” político entre ambos? Só em parte. A despeito do que aconteceu, a história de Richard Nixon tem sido reavaliada. É possível sugerir que merece figurar entre os grandes presidentes americanos — e será muito difícil inserir Dilma Rousseff entre os principais presidentes brasileiros, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Se sofrer impeachment, e mesmo se escapar ao julgamento do Congresso, terá um lugar, é provável, ao lado de Fernando Collor, que foi impedido, em 1992. Seu lugar não será nem mesmo ao lado de Lula da Silva. Richard Nixon teve consciência geopolítica para retirar os Estados Unidos do atoleiro chamado Vietnã, quando não se acreditava que um presidente de direita — uma espécie de Donald Trump com cultura — pudesse fazer isso. Abriu conversações políticas e comerciais com a China, o que possibilitou que o país asiático se tornasse um pouco mais aberto. Tratava-se de um estadista. Mas há grandes políticos que, por vezes, pensam pequeno (é o caso de Lula, que é maior do que seu comportamento, em alguns casos, enuncia). Richard Nixon é um deles. O presidente estava envolvido, até a medula, com atividades ilegais, como o grampo na sede do Partido Democrata, no edifício Watergate. Os homens que entraram no escritório político dos democratas eram aloprados, mas não eram quaisquer aloprados — eram homens escolhidos por Richard Nixon, fora do esquema oficial (CIA e FBI), para espionar os democratas. Com o apoio de um diretor adjunto do FBI, Mark Felt, repórteres do “Washington Post”, notadamente Bob Woodward, publicaram centenas de reportagens sobre os malfeitos de Richard Nixon e seus aliados. O presidente, se não renunciasse, sofreria o impeachment. Sobretudo, era presidente, mas não administrava mais — havia um descompasso entre o governante e a nação, que é o mesmo que está ocorrendo no Brasil, com Dilma Rousseff. Sob pressão, com a imprensa denunciando-o diariamente, o líder do Partido Republicano renunciou. Ao contrário de Richard Nixon, a presidente Dilma Rousseff não operou pessoalmente os malfeitos de seu governo. Pegou uma estrutura montada, não participou diretamente dela, mas nada fez para desmontá-la. Tal estrutura garantiu três vitórias presidenciais para o PT — a primeira, em 2002, possivelmente não. Uma para Lula e duas para a petista. Mas, como o presidente americano, se não quiser sofrer o impeachment, terá de renunciar (ela frisa que não renuncia). Se continuar no governo, terá o Brasil contra e não conseguirá debelar a crise econômica, que, na raiz, é cada vez mais política. Para o país voltar aos eixos e se tornar um local de investimentos seguros, o próximo presidente, seja Michel Temer ou outro, precisará ter credibilidade — o que Dilma não tem mais.

Leitora de Updike e Philip Roth, Dilma Rousseff deveria escrever um livro sobre seus anos no poder

[caption id="attachment_63213" align="aligncenter" width="620"]Philip Roth e John Updike: escritores favoritos da petista Dilma Rousseff Philip Roth e John Updike: escritores favoritos da petista Dilma Rousseff[/caption] Numa de suas campanhas presidenciais, Dilma Rousseff esteve em Goiânia e concedeu entrevista à Rádio Terra. Convidado pelo deputado e radialista Sandes Júnior, fui dos jornalistas que a entrevistaram. A petista falou com tranquilidade, expôs suas ideias com o máximo de clareza e sem titubear. Quando a entrevista acabou, enquanto o pessoal da segurança preparava sua saída, ficamos (Alexandre Bittencourt e Olavo Noleto estavam juntos, salvo engano) conversando no estúdio. Sondei-a sobre o escritor americano Philip Roth, do qual dizia ser leitora. Não é conversa de assessoria para jornais e revistas: Dilma Rousseff sabe tudo sobre sua literatura. Disserta sobre “O Complexo de Portnoy”, “O Teatro de Sabbath” e “Complô Contra a América” com extrema facilidade, apresentando nuances — como se fosse crítica literária. Depois, perguntei sobre John Updike. Para minha surpresa, mais uma vez, Dilma Rousseff discorreu, sem tergiversar, com facilidade e rigor sobre a obra do escritor americano, notadamente a respeito de sua obra mais importante, a tetralogia Coelho. Em quatro romances, seguidos de um conto — ou novela, o que sugere mais um quinteto do que uma tetralogia —, o Balzac Americano, o homem que expôs e desnudou a classe média americana (que não é tão diferente da classe média brasileira, ao menos em termos de consumo), revela a história de uma família (do começo ao fim) e a entrada dos automóveis da Toyota, sobretudo o Corolla, nos Estados Unidos. É uma história literária dos Estados Unidos, nas últimas décadas do século 20. Pois Dilma Rousseff sabe a história de cor e salteado — o que indica uma boa leitora. Se deixar a Presidência da República, Dilma Rousseff deveria transformar os anos que passou no poder em motivo para literatura ou, pelo menos, para um diário cáustico do poder. A petista, uma mulher de rara decência pessoal, se cair, estará pagando o preço de alianças políticas criadas não por ela, e sim por seus aliados, como Lula da Silva. A questão chave é que, na política, inocência é paga com a queda, com o ostracismo.

A Destruição dos Judeus Europeus deve ser o principal lançamento do ano

46135454 A Editora Amarilys deve ser louvada pela coragem de publicar, em dois volumes, a edição completa de “A Destruição dos Judeus Europeus” (tradução de Carolina Barcellos, Laura Folgueira, Luís Protásio, Maurício Tamboni e Sonia Augusto), do notável historiador austríaco Raul Hilberg (1926-2007). O livro, de 1664 páginas, pela excelência, pioneirismo de sua documentação e seriedade da interpretação, é fonte dos principais livros sobre o Holocausto. Sua pesquisa, com dados confiáveis, até hoje é citada e respeitada pelos mais gabaritados historiadores da Segunda Guerra Mundial — como Ian Kershaw, Richard Overy, Max Hastings, Andrews Robert, Robert Gellately, Richard Evans, Antony Beevor, Saul Friedländer (especialistas no Holocausto), Martin Gilbert, Timothy Snyder. Pode-se dizer que até os números dos mortos nos campos de extermínio foi definido pelo estudo exemplar de Raul Hilberg. O livro, publicado em 1960, guarda o frescor, na exposição e análise do Holocausto, dos melhores livros da atualidade. Custa 340 reais (um pouco mais barato no site da editora) e, acredite, vale.

André Petry e Carlos Graieb no comando sugere que Veja aposta num jornalismo mais refinado e preciso

[caption id="attachment_63212" align="aligncenter" width="620"]André Petry e Carlos Graieb: uma nova “Veja”, aos poucos, mas mantendo a defesa da livre iniciativa André Petry e Carlos Graieb: uma nova “Veja”, aos poucos, mas mantendo a defesa da livre iniciativa[/caption] A “Veja” continuará uma publicação liberal, mas a qualidade das reportagens, a partir da remontagem ou rearticulação da equipe, tende a melhorá-la. O diretor de redação André Petry — jornalista-jornalista e não jornalista-ideólogo — é preocupado com a elegância (mas não pomposidade) do texto e com uma sistema rígido de apuração das informações. É provável que, daqui a alguns meses, a revista comece a publicar reportagens mais densas e bem escritas sobre o país. Não será uma mudança radical, pois o produto atual não é ruim, mas os leitores mais atentos perceberão que o texto será mais refinado e, daí, prazeroso. Uma das primeiras ações de André Petry foi sacar Carlos Graieb da “Veja” online, na qual era diretor de redação, para o cargo de redator-chefe da “Veja” impressa. Como o chefe da redação, Carlos Graieb é dono de um dos melhores textos da revista. Seu texto é literário e jornalístico. Não é, porém, literatura e jornalismo de segunda categoria. É literatura a serviço do bom jornalismo. Victor Civita Neto e Gian­car­lo Civita, que assumiram o controle da “Veja” (e da Editora Abril), depois da morte do pai, Roberto Civita, mostram que entendem de jornalismo. Ao indicar André Petry, que bancou Carlos Graieb, os empresários sugerem que entendem do riscado Os “antagonistas” Mario Sabino e Diogo Mainardi não gostam de André Petry, dada sua moderação posicionada, e por isso seu comando.

Marcelo Augusto vai apresentar programa na Rádio Voz FM 92,1

O político e radialista fala bem, tem uma voz firme e raciocina rapidamente

Apelidos dados pela Odebrecht a políticos que receberam dinheiro são irônicos mas lógicos

É conhecido o ditado de que há um fundo de verdade mesmo nas coisas falsas, como há um fundo de bondade mesmo nas coisas más. Indo além, podemos dizer que há um fundo de comédia mesmo nas coisas trágicas. Na tragédia da corrupção que se implantou no país, ocorrem por vezes lances cômicos, ou quase. Os executivos da Odebrecht, no seu esquema secreto de doações (legais, via caixa 2 ou simplesmente propinas), para dificultar a identidade dos destinatários do dinheiro, os apelidavam, como vimos nas planilhas apreendidas pela Polícia Federal. Apelidos, ali os há evidentes, dedutíveis e misteriosos (aliás, como os nomes das operações da própria PF). Vamos a alguns: renan calheiros   Atleta — É o apelido de Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas. Talvez por ser sua carreira política algo assemelhado a uma corrida de obstáculos. Hoje, por exemplo, o senador precisa vencer nove processos no Supremo Tribunal Federal para continuar sua trajetória política. Verdadeiro atletismo.   manoela   Avião — Assim aparece a deputada Manoela D’Ávila, do PCdoB do Rio Grande do Sul, nas listas da empreiteira. Não é difícil adivinhar por quê. O vulgo diz de uma bela mulher, de curvas generosas, caso da deputada, que é “um avião”.   Raul Jungmann   Bruto — É a alcunha do deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Talvez pela prepotência. Jungmann já chegou a trocar tapas com seguranças do Congresso, algo que sublinha bem o apelido.     Romero-Jucá-profeta   Cacique — É como surge o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Talvez por ter presidido a Funai. Talvez por ser um eterno líder de governo no Senado, seja qual for o governo. Caciques, como sabemos, são vitalícios.   Edvaldo Brito   Candomblé — Esse é fácil. É o apelido do ex-prefeito de Salvador Edvaldo Brito, defensor das religiões afro.     Eduardo Cunha   Caranguejo — É como aparece o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeiro. Ninguém ainda matou a charada. Só mesmo quem o batizou.     Daniel Almeida   Comuna — Trata-se do deputado Daniel Almeida, do PCdoB da Bahia. Fácil.     Humberto Costa   Drácula — É o senador Humberto Costa, do PT pernambucano. Esse apodo também é mistério, como o de Eduardo Cunha.     José Sarney   Escritor — É o apelido do ex-senador José Sarney, do PMDB do Maranhão. Fácil. Sarney pertence à Academia Brasileira de Letras, logo, presume-se que seja escritor. Ele, pelo menos, acha que é.   Adão Vilaverde Eva — Assim é conhecido na Odebrecht o deputado Adão Vilaverde, do PT gaúcho. Deve ser a clássica brincadeira com o machismo gaúcho, transmutando o Adão em Eva.     NACIONAL   Falso — Apelido do ex-governador Cid Gomes, do PPS cearense. Na Odebrecht (como em outros lugares) não devem tê-lo em alta conta.     Jorge Picciani   Grego — Assim aparece o deputado Jorge Picciani, do PMDB carioca. Mistério. Se ao menos o apelido fosse Italiano, seria mais lógico.     Plenário do Senado   Lindinho — É assim chamado nas listas do pixuleco o senador Lindberg Farias, do PT carioca. Jovem e vaidoso, deve vir daí o codinome. Ou das primeiras letras do nome.     Randolfe Rodrigues   Múmia — A Odebrecht assim apelidou o senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá. Jovem, não casa com o apelido, a menos que ele se refira às ideias marxistas que o senador parece admirar.   raimundo-colombo   Ovo — É o ex-governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, do PSD. Deve vir o apelido do mais famoso dos ovos, o de Cristóvão Colombo.     Jacques Wagner   Passivo — É como se conhece o ministro petista Jacques Wagner nos subterrâneos da Odebrecht. Talvez por sua proverbial indolência.     Nelson Pellegrino     Pelé — É o deputado Nelson Pellegrino, do PT da Bahia. Esse é fácil.     Roseana Sarney   Princesa — A ex-governadora maranhense Roseana Sarney. Ela acha que é.     Sérgio Cabral   Proximus — É como é chamado o ex-governador Sérgio Cabral, do PMDB carioca. Apelido também misterioso.     Jarbas Vasconcelos Filho   Viagra — É o codinome de Jarbas Vasconcelos Filho, do PMDB pernambucano. O apelido deve se referir ao pai, na casa dos 70 anos, mas com forte inclinação por belas jovens.     Jader Barbalho    Whisky — Assim é referido o senador do PMDB paraense Jader Barbalho, nas planilhas da Odebrecht. Também não é difícil imaginar as razões.    

Quando será devolvida a vergonha dos brasileiros? Com o PT, nunca

Não é preciso ser economista para sentir a gravidade da encapelada crise em que navegamos. Com exceção do setor primário, ou parte dele, beneficiado pela valorização do dólar, e que desenvolveu alta tecnologia e obteve produtividade excelente, mesmo do ponto de vista internacional, tudo o mais é sofrimento. Agricultores e pecuaristas sustentam a balança comercial brasileira há anos, embora sejam odiados pelas esquerdas, e por elas chamados de “latifundiários”. Não raro têm suas propriedades invadidas e depredadas pelos marginais do MST, sob o olhar conivente do governo federal, que os financia, e sob a atenção acovardada dos governadores, que os temem. A indústria está em franca queda, desde 2011, e dificilmente se recuperará num horizonte de dois ou três anos. O setor terciário não fica atrás, e vê cair suas vendas, mês após mês. Fábricas estão sendo fechadas, e com isso, uma longa cadeia sofre os efeitos, a partir da dispensa de operários, passando pelo impacto nos transportadores e distribuidores até às revendedoras finais. Recen­temente fechou-se, no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), a Cecrisa, primeira indústria ali instalada, em 1978. Depois de quase 40 anos de funcionamento ininterrupto, viu-se obrigada, pela crise, ao fechamento e à dispensa de duas centenas de empregados. Assim vem ocorrendo em todo o Brasil, lançando na angústia centenas de milhares de chefes de família, sem contar os jovens que chegando agora ao mercado de trabalho não encontram portas abertas, sentindo na garganta, a cada dia de frustração, um amargo de quem se vê sem um lugar no mundo e sem direito à esperança. Os que mantêm seus empregos também não estão tranquilos. As barbas dos vizinhos pegam fogo. Além disso, uma inflação persistente, e crescente, está a cada dia roubando uma parcela maior dos salários, que em tempo de crise ninguém pensa em aumentar. O Brasil é uma área presa num triângulo onde um lado é a incompetência, outro a ideologia e outro a corrupção, cada qual desviando uma parcela de recursos que fazem falta na saúde, na educação, na segurança e na infraestrutura, além de outros setores. O caos na saúde é tão visível, que chega ao escândalo, com epidemias de tantas gripes, que já pedem um dicionário. Com falta de vacinas. E com tal carência de leitos nos hospitais, atendimento médico nos ambulatórios e medicamentos nas farmácias populares que todos os dias o caos fornece às emissoras de televisão material para preencher com fartura seus noticiários. Na segurança, chegamos ao recorde mundial de 60 mil assassinatos por ano, à volta ao cangaço de um século atrás, na tomada de cidades interioranas para assalto a bancos, no tráfico intenso de drogas que uma polícia desprestigiada pela ideologia do governo federal não tem como enfrentar com sucesso, até porque os bandidos têm uma dose de proteção governamental que não existe em nenhum lugar civilizado. Aqui facínoras têm tantos “direitos humanos” que é difícil enumerá-los, direitos que sistematicamente são negados às suas vítimas. Isso é da ideologia: bandidos pertencem, no pensar torto dos esquerdistas do governo federal, às “classes oprimidas”. E os opressores, caro leitor, somos nós, que trabalhamos a cada dia, ganhamos salários inferiores aos de outras nações de nosso porte e pagamos mais impostos que quaisquer outros cidadãos do mundo. Poderíamos falar muito mais das mazelas dos que estão no governo. Mas basta, para encerrar, lembrar que neste mesmo momento, num quarto de hotel de Brasília, um ex-presidente, agindo como se presidente fosse, negocia nosso futuro com deputados que votarão o impedimento de sua afilhada presidente da República. Se o futuro que se vende é nosso, e a venda é em benefício deles, os que tomaram de assalto nosso Brasil, a moeda que compra também é nossa, são dinheiros e cargos públicos. Quando será devolvida nossa vergonha?

O povo já cassou, falta apenas a confirmação

Congresso Nacional poderá, ou não, confirmar a decisão majoritária da população brasileira. O governo não tem credibilidade para continuar

“Sou totalmente contra as mudanças na região do Jardim Botânico”

Roberth Lutiane jardim-botanico-operacao-foto-prefeitura-de-goiania Cresci na Alameda Botafogo e sou totalmente contrário à verticalização daquilo pouco que resta de área verde original na capital, na região do Jardim Botânico, como está sendo proposto na chamada Operação Urbana Consorciada (OUC). Um parque não depende de um conjunto de prédios para servir à população. Façam o simples. Vamos lá em um domingo e todos verão os moradores dali passeando tranquilamente pela região. Detalhe: temos ali uma faculdade, algumas empresas e residências. Pra que fazer prédio se se pode ter um grande parque que atenda mais gente do que essa vontade desenfreada de verticalizar as margens das poucas áreas verdes e puras da cidade? Você consegue vislumbrar como seria um luar, o nascer ou o pôr do sol sem aquele monte de prédios ao redor do Parque Flamboyant? Será que já pensaram nisso? A verticalização das margens das áreas verdes vai contra a sustentabilidade, que já é pouca em nossa cidade. O Setor Pedro Ludovico vai perder o restante do seu charme para o capital especulativo dos arranha-céus. Questio­no esse viés de pensamento extremamente financeiro e que vai matar literalmente a alma de um dos melhores bairros populares de Goiânia. Roberth Lutiane é vendedor.

“Marilena Chauí deveria abrir uma ‘portinha’ para sentir os efeitos da crise”

Marilena-Chaui_Universidade-Perfil Greice Guerra Em relação à nota “Marilena Chauí chama Aécio Neves de moleque e diz que tem iate de 250 milhões de dólares” (Jornal Opção Online), publicada na coluna “Imprensa”, tenho a dizer que acredito que os argumentos colocados por ela são fracos e não possuem muito fundamento. Ela está preocupada com o patrimônio do senador Aécio Neves (PSDB-MG), enquanto deveria estar assim pela situação econômica do País, que, independentemente de quem tomar o poder, demorará no mínimo 20 anos para se recuperar. Além disso, a filósofa deveria apresentar soluções que começassem a tirar o Brasil da recessão em que o mesmo se encontra. Deveria também observar o mercado e seus índices, que cada vez mais são assustadores e vergonhosos. Creio que Marilena está trabalhando no “varejo” e não no “atacado” — e lendo “poesia” também. É uma postura própria desses petistas que nunca produziram no País, nunca tocaram se­quer uma “banca de frutas” para sentir a dificuldade de se empreender e se manter no mercado. A maioria das leis no Brasil é elaborada por quem nunca produziu absolutamente nada, por quem nunca esteve em uma linha de produção. Por isso mesmo é que a maioria das leis é inexequível e acaba por destruir as empresas. Creio que essa senhora, ao invés de estar preocupada com patrimônio “alheio” e se ele existe ou não, deveria trabalhar. Não no governo, mas, sim, abrindo uma “portinha” para sentir na pele os efeitos econômicos de um governo populista, desarticulado e desgovernado. E ter de literalmente “rebolar” para lidar com tais efeitos para manter essa “portinha” aberta. Acredito que depois dessa “experiência” a professora Marilena Chauí mudaria muito seus conceitos e valores, e passaria a trabalhar mais no “atacado”. Greice Guerra é economista.

“O foro privilegiado é esperança de impunidade”

neder O advogado Alex Neder (foto) contesta o advento do foro privilegiado. Veja trecho de artigo que ele escreve: “O foro privilegiado é esperança de impunidade. O foro por prerrogativa de função ou foro privilegiado tem como essência a preservação e proteção do cargo público ou mandato eletivo, mas, na prática acaba por garantir aos políticos e às demais autoridades um privilégio que cria um desequilíbrio que 'blinda' o transgressor. A essência seria proteger o cargo para que seu ocupante, autoridade ou político, possa lutar com destemor em defesa do povo, do Estado e do País, denunciando crimes e criminosos, combatendo o poder econômico, os desmandos dos poderosos, impedindo que projetos ruins e perniciosos venham a ser aprovados em detrimento da sociedade brasileira com o escopo revanchista, e pior, com objetivo de fragilizar as instituições, ao invés de fortalecê-las. O objetivo do foro por prerrogativa de função é garantir aos seus detentores condições de combater a malversação do patrimônio público, combater a corrupção, fazendo prevalecer o império da lei e o primado da ética e respeito à coisa pública. Recentemente, o povo brasileiro assistiu, estupefato e indignado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscar santuário no cargo de ministro-chefe da Casa Civil para escapar da Operação Lava Jato, tudo isso com o apoio da Presidência da República, fato que ecoou no Brasil e no mundo como um escândalo vergonhoso, que avilta a democracia e amesquinha a ordem jurídica e constitucional.”

Presidente da OAB-GO ainda não conseguiu implementar suas propostas

[caption id="attachment_62466" align="aligncenter" width="620"]| Foto: Divulgação OAB-GO Presidente Lúcio Flávio de Paiva Siqueira | Foto: Leoiran[/caption] Embora o Presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio de Paiva, tenha se empenhado nos 100 primeiros dias de gestão à frente da seccional, o mesmo ainda não conseguiu implantar suas principais bandeiras. Um exemplo disso é a proposta de democratizar a eleição para o quinto constitucional. Não obstante tenha se empenhado em tal proposta, o conselho achou melhor criar uma comissão para discutir o assunto. Ou seja, as chances da propositura naufragar aumentam muito. Outra proposta de campanha não implementada é a contratação de servidores por processo de seleção, todavia a tendência é que ele cumpra as principais proposta de campanha, pois, segundo a diretoria, tem enfrentado sérios problemas financeiros.

MEC anuncia curso de tecnólogo em Direito

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, no dia 30 de abril, a criação do curso Tecnólogo em Direito. A repercussão foi imediata e incomodou, inclusive, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que fala em mostrar a inconstitucionalidade da medida. O tecnólogo poderá atuar nas mesmas áreas de quem é graduado em Direito, inclusive o exercício da advocacia. Em miúdos, não será preciso esperar cinco longos anos para concluir a graduação em Direito. O candidato que escolher a via mais rápida pode terminar o curso em apenas dois anos. A carga horária é de 1,8 mil horas. A criação do curso já foi publicada no Diário Oficial. A partir de agora, as faculdades estão autorizadas a se preparar para oferecer o curso. Claro que com algumas mudanças, inclusive na estrutura física de laboratórios. Na grade curricular, o estudante vai cursar matérias como Direito Penal, Civil e o Constitucional. Também conta com a vantagem de, no dia a dia, poder responder por todas as atividades inerentes a um bacharel em Direito. Exceto a aprovação na Magistratura e Promotoria, que contam com legislação própria.