Notícias
Ministro defendeu ainda que com definição do impeachment de Dilma Rousseff, investimentos no país devem ser destravados
Para deputado, Vanderlan ainda estaria desconfortável em defender políticas estaduais, já que “está chegando agora” nos projetos do governo
Vanderlan e seu vice, Thiago Albernaz, participaram neste sábado de encontro com a juventude do PSB e PSDB
Jovem havia acabado de ser atropelado por um caminhão no interior de El Salvador quando foi entrevistado; ele acabou morrendo antes de ser socorrido
Filarmônica de Goiás promete um domingo divertido para a família e amigos
PSC Jovem Goiás articula realização de um seminário da direita conservadora em Goiás com a presença do deputado para o final de agosto
Anúncio do corte foi feito no Dia do Estudante e acabou cancelando o resultado final dos editais de iniciação científica e tecnológica da instituição
Para juiz, valor definido é compatível com o prejuízo gerado pela ausência do advogado
A convite de lideranças políticas e empresariais do Oeste Baiano, Marconi fez em Barreiras a palestra "Alternativas para a Superação da Crise Brasileira"
Atual prefeito pode estar mal avaliado, mas é fato que fez mais que seu antecessor. Se população avaliar Iris pelo que ele fez à frente da Prefeitura entre 2004 e 2010, escolherá outro candidato para votar
Depois uma década de investigação, Israel prova que entidades filantrópicas e até a ONU foram roubadas pelo grupo terrorista
Após o golpe, receia-se que a Turquia estará condenada a entrar em um colapso programado
[caption id="attachment_72741" align="alignright" width="620"]
Presidente Recep Tayyip Erdogan: o homem que pode conflagrar a Europa[/caption]
A União Europeia (UE), desde 23 de junho passado envolta com o Brexit da Grã-Bretanha, vê-se subitamente confrontada com outro problema de proporções ainda maiores. Os acontecimentos na Turquia na noite de sexta-feira, 15 de julho passado, ocupam, desde então, as manchetes dos jornais.
A Turquia está sendo foco de preocupações mundiais. Há indícios de que esta preocupação não se abrandará em curto tempo. As repercussões atigem a UE em cheio. Há mais de uma década o presidente Recep Tayyip Erdogan é uma das figuras políticas mais controvertidas do cenário político internacional.
Muito antes do golpe de 15 de julho a Turquia já deixara de ser um país democrático. Para alguns o golpe veio inesperado; para outros, vinha-se anunciando há mais tempo e há até os que afirmam que o golpe provavelmente teve a conivência do presidente Recep Tayyip Erdogan. Talvez, num futuro qualquer, saberemos a verdade.
Para Erdogan o golpe veio em hora oportuna, pois propiciou-lhe oportunidades há muito sonhadas e as quais, sem o levante frustrado, nunca pôde por em prática. A Turquia encontra-se em estado de emergência e está sendo governado por decreto, via “canetaço”, medida usual em regimes de partido único, militares ou ditatoriais que no Ocidente pertenciam ao passado. Em uma de suas primeiras aparições após o golpe Erdogan declarou: “O golpe é um presente do céu”.
O presente celestial serviu a Erdogan como instrumento de vingança. Começou a caça às bruxas. Em apenas 48 horas, cerca de 15 mil pessoas, entre militares, funcionários públicos, professores, jornalistas, radialistas e profissionais liberais foram destituídos de seus empregos.
A medida deu margem a uma pergunta preocupante: como foi possível despedir 15 mil pessoas, de diversas entidades públicas e particulares, em tão curto tempo? A suspeição de que as listas já se encontravam prontas, engavetadas, à espera da hora oportuna é, para muitos, indício de que alguns membros da cúpula do governo devem ter tido noção dos planos golpistas.
Passadas quatro semanas, segundo o semanário britânico “The Economist”, o número de destituídos já aumentara para cerca de 60 mil pessoas das quais 26 mil encontram-se em prisão. Três mil juízes, dezenas de advogados e promotores foram destituídos de suas funções. Muitos tiveram seus bens particulares confiscados. Mais de 40 jornalistas encontram-se presos, 45 jornais e 16 canais de TV foram forçados a encerrar suas atividades.
Quinze mil professores, do ensino elementar até ao ensino superior, perderam seus empregos. Passaportes de 50 mil profissionais foram cancelados entre outros os de dezenas de cientistas turcos que trabalham em ou com institutos europeus e americanos. Com tal expurgo pergunta-se como poderá funcionar o serviço público, o magistério, a justiça, a polícia e o próprio exército? Receia-se que a Turquia estará condenada a entrar em colapso. Um colapso programado.
O expurgo atingiu também a liderança militar onde 50% dos generais foram afastados de seus cargos dos quais cerca de cem encontram-se presos. Entre outras o governo turco assumiu o controle de fábricas e estaleiros do exército. As Forças Armadas sempre foram um baluarte do laicismo e herdeiros do fundador da atual Turquia, Kemal Atatürk. No entanto, a paixão e o fervor islâmico de Erdogan sempre causou suspeita aos militares turcos.
Após a 2ª Guerra Mundial não houve, em nenhum país desenvolvido, e a Turquia até aqui foi um país desenvolvido, com posição singular dentro do mundo islâmico, um expurgo de tais proporções. As medidas lembram a era de Stálin na União Soviética e a Alemanha de Hitler, nos dez anos antes e durante o III Reich.
Há mais de 15 anos a Turquia tenta tornar-se membro da União Europeia e Erdogan nunca deixou de perder oportunidade em demonstrar sua brusquidão contra Bruxelas e contra a OTAN, organização da qual a própria Turquia faz parte. O presidente Erdogan até acusa a Europa e os Estados Unidos de terem participado do golpe e se posicionado ao lado dos golpistas.
Caso esta situação continuar a Turquia não terá chances de participar do “Clube de Cristãos”, denominação usada por Erdogan para a UE. O conceito de democracia da atual liderança turca, a supressão da liberdade de expressão, a instituição da planejada pena de morte e outros fatores são incompatíveis com os valores éticos, sociais e morais de uma sociedade ocidental.
A Turquia é uma nação dividida entre seguidores e opositores de Erdogan. Entre os dois blocos encontra-se o movimento separatista curdo, representado pelo partido PKK, lá proibido. Após o golpe Erdogan declarou: “A Turquia não será dividida”. Uma mensagem direta aos curdos que há muito reinvidicam a independência, movimento que, com as premissas atuais, poderá terminar em banho de sangue.
Turquia, no conceito geoestratégico ocidental, é um país imprescindível à Europa apesar de apenas 5% de seu território, aquém do Bósforo, pertencerem ao continente europeu; os demais 95%, além do Bósforo, para alguns, fazem parte da Ásia; para outros, pertencem ao Oriente Próximo.
A Turquia filiou-se à OTAN em 1952, três anos antes da Alemanha e 30 anos antes da Espanha, que só em 1982 aderiu ao Pacto do Atlântico Norte. Com um contingente de 411 mil soldados, a Turquia dispõe do segundo maior exército dentro da OTAN, superado apenas pelos EUA com um contingente de 1,3 milhão de soldados. Na base aérea de Incirlik, no sul da Turquia, os EUA mantêm o maior depósito de arsenal atômico da OTAN.
Por outro lado, a Turquia precisa da Europa. A economia turca depende da UE que participa com 75% dos investimentos estrangeiros naquele país. Seis mil e 300 empresas na Turquia são, em parte ou em seu todo, de capital alemão. Entre 2003 e 2013 a Turquia teve excelente fase de crescimento. O PIB per capita cresceu de 4.500 para 11.000 dólares e a inflação caiu de 25,3% para 6,5%. Este desenvolvimento contribuíu em muito para a ascenção e o prestígio de Recep Tayyip Erdogan. Na situação insegura atual, investidores mostram-se cautelosos em novos investimentos. Com regime ditatorial a Turquia terá muito a perder.
A trajetória política de Recep Tayyip Erdogan revelou-nos um personagem com insaciável fome de poder comparado a muitos que ilustram tanto a História antiga como a Moderna. As biografias destes homens têm um elo comum. Com poucas excessões sofrem da síndrome do medo e costumam ver inimigos atrás de cada porta. Quando não os encontram, criam-nos.
Erdogan não demorou em encontrar um inimigo responsável pelo golpe: Fethullah Gülen, intelectual turco que há 15 anos vive nos EUA, de onde controla uma rede mundial de organizações caritativas, escolas, universidades, jornais, empresas midiáticas, etc. Gülen, inspirador do movimento Hizmet, foi um ex-aliado de Erdogan, que o apoiou até 2013. Há pouco Erdogan confessou: “... foi um de meus maiores erros”.
Críticos de Erdogan, que não são poucos, sustentam que culpar Fethullah Gülen por envolvimento no golpe é mera quimera. O movimento Gülen está mais para Mahatma Ghandi do que para Napoleão Bonaparte. Seu movimento não tem ingredientes militaristas. Seu lema “construam escolas em vez de mesquitas” é ilustrativo e deveria apaziguar o estado de espírito de qualquer político sedento de poder. Gülen criticou severamente Erdogan por levar a Turquia “cada vez mais ao autoritarismo e afastar-se da democracia”. No que diz respeito ao golpe, Gülen declara: ... critiquei reiteradas vezes o golpe e refuto não ter tido qualquer conhecimento nem participação”.
Erdogan, que tem pouco de ideólogo mas muito de populista, procura sustentar-se no poder com perfídia e boa dose de instinto maquiavélico. “Temos um plano e vamos concretizá-lo”, é a mensagem por ele divulgada em um de seus recentes depoimentos sem explicar no que consiste o plano. Para quem acompanha sua trajetória há mais tempo o plano é claro: Erdogan quer um governo forte no qual todo o poder se concentra em suas mãos à lá Luís XIV, “o Estado sou eu”! O Parlamento será mero atributo.
No auge da onda de refugiados a UE estabeleceu um acordo com o governo da Turquia. Os refugiados chegados à Grécia (ou em uma das ilhas gregas) foram e estão sendo reencaminhados à Turquia. A UE comprometeu-se a ajudar a Turquia com uma verba de 6 bilhões de euros para alojamento, alimentação e assistência médica. Em contrapartida a Turquia pleiteou isenção de visto em passaporte de cidadãos turcos em viagem para a UE.
Após o malogrado golpe e as medidas internas tomadas por Erdogan, as relações entre Ancara e Bruxelas encontram-se em escala de frialdade beirando o grau zero. Por enquanto não há consenso entre os países da UE com respeito a filiação da Turquia. Alguns pedem a interrupção dos diálogos; outros opinam pelo seguimento.
Erdogan ameaça anular o acordo caso a UE não cumprir a promessa da isenção de visto até outubro próximo. Na situação interna atual da Turquia, torna-se difícil para UE abdicar do visto e o relacionamento entre Bruxelas e Ancara tende a piorar. Caso o acordo fracasse, a onda migratória recrudescerá, a Grécia teria uma catástrofe insolúvel e a Europa uma tragédia e um pesadelo a mais.
O golpe de 15 de julho continua envolto em mistérios. Sobre muitos detalhes paira densa neblina. Recep Tayyip Erdogan, o homem que os golpistas queriam tirar do poder, acabou saindo mais fortalecido e não são poucos os analistas que veem o malogro do golpe como positivo. Em caso de êxito a Turquia estaria envolta numa guerra civil entre sunitas, alevitas e curdos; o país esfacelar-se-ia e teríamos mais um Afeganistão e mais uma Síria. Um cenário dantesco! Enqunto isso Erdogan polariza e critica em especial a Alemanha.
Mas quem é que diz que o golpe fracassou? O golpe está em pleno andamento. Mudaram apenas os lados com futuro incerto...
A 10ª câmara de Direito Privado do TJ-SP manteve decisão que determinou, em ação de rescisão contratual, que duas construtoras se abstenham de inscrever o nome dos autores no cadastro dos órgãos de proteção ao crédito, e suspendam a exigibilidade das parcelas vencidas e vincendas. De acordo com os autos, os autores ajuizaram ação a fim de rescindir o contrato firmado para a aquisição de imóvel e obter restituição do preço pago até então. O juízo de primeira instância concedeu antecipação da tutela para suspender a cobrança das parcelas. Em análise de recurso, o relator, desembargador J.B. Paula Lima, observou que, estando demonstrado o desejo dos autores de rescindir o contrato, “não há que falar em continuidade do pagamento das prestações.”
[caption id="attachment_72736" align="alignright" width="620"]
Montagem[/caption]
Na guerra, como na política (guerra sem armas, ou melhor, as armas são as palavras e as ideias), é preciso definir o adversário com o máximo de clareza para que o combate seja de fato eficaz. No momento, há ruídos, de certa intensidade na base política do governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Frise-se, desde já, que as partes em confronto não desafiam diretamente a autoridade e a liderança do tucano-chefe. Mas é preciso ter olhos para as árvores, os integrantes individuais da base aliada, e para a floresta, a aliança heterogênea, de centro-esquerda, sem excluir membros mais próximos da direita. O jornalismo que só percebe as árvores não compreende a variegada realidade da floresta. Aquele que só percebe a floresta perde a capacidade de entendimento do que é individual.
Na semana passada, as colunas de notas foram úteis para disseminar a fofoca política, priorizando as árvores e esquecendo a floresta. Quem leu os jornais e sites ficou com impressão que o problema principal da base aliada é o fato de o PSD do ex-deputado federal Vilmar Rocha e do deputado federal Thiago Peixoto — um dos mais promissores políticos goianos, porque tem conteúdo e é homem de projetos — ter se desgarrado e ter lançado candidato a prefeito de Goiânia, o deputado estadual Francisco Júnior. Uma pessoa oriunda de São Paulo ou do Nordeste, convidada a visitar Goiás e examinar o quadro político, certamente perguntaria sobre as pesquisas de intenção de voto. Ao saber que Francisco Júnior aparece com menos de 5%, em todas as pesquisas, diria: “Não tem peso político-eleitoral e, portanto, é carta fora do baralho”. Ao menos no momento, estaria certa. Se as pesquisas estiverem corretas, o postulante do pessedismo não é nenhuma ameaça, nem mesmo para Vanderlan Cardoso, o candidato do PSB e apontado como, mesmo recalcitrante, “o candidato da base governista”. Por governismo entenda-se o governo do Estado e os integrantes da base aliada.
Porém, se estivesse apoiando Vanderlan Cardoso, atendendo aos rogos da base aliada, Francisco Júnior estaria acrescentando o quê? O deputado é um político que conhece Goiânia como poucos, pois, além de ter sido secretário da primeira gestão de Iris Rezende, entre 2005 e 2008, é um estudioso de seus problemas e, por isso, sabe como encaminhar algumas soluções. Mas convém lembrar que, em 2012, aceitou ser vice de Jovair Arantes, então o candidato da base governista a prefeito, e não foi decisivo. Pode-se sugerir que cada eleição é singular, portanto o quadro de agora seria diferente. Pode ser. O fato, porém, é que Francisco Júnior, Thiago Peixoto e Vilmar Rocha são árvores e cabe agora, rapidamente, verificar a floresta.
Embora cada eleição tenha sua face, um jogo que é só seu, é possível dizer que as facções políticas estão armando seus jogos, a partir da preliminar — a disputa das prefeituras —, para estabelecer táticas e estratégias para o jogo principal, a disputa do governo do Estado, de duas vagas para senador e das 17 vagas para deputado federal, em 2018. Se as árvores isoladas são os rebeldes do PSD — os rebeldes do PR (como Magda Mofatto) e do PSB não são apontados —, a floresta é, de fato, a disputa de 2018.
Os políticos, mesmo quando não racionalizam com apuro, costumam ter um instinto poderoso, que alguns chamam de feeling, potencializado nos dias atuais pelas pesquisas. Pois, em 2018, não se terá Marconi Perillo no páreo, como candidato a governador, e a base aliada terá completado 20 anos de poder ininterrupto. Não há dúvida: é muito tempo. Quem nasceu em 1998, quando Marconi ganhou sua primeira eleição para o governo, terá 20 anos em 2018. É uma geração. Com percepção aguçada, Marconi sabe que precisa rearticular sua base política, ampliando-a — inclusive aproximando-se de setores do PMDB —, mas há os que não têm a mesma percepção. Por isso não percebem que, na falta de um candidato natural — todos apreciam José Eliton, mas sabem que, eleitoralmente, é uma incógnita —, muitos vão se apresentar e, com certa sutileza, vão questionar o nome (ou nomes) apontado(s). Os rebeldes de 2016, e muito menos os do PSD, querem o poder em 2018. Por isso vão buscar inclusive composições heterodoxas. Aos que aconselham o tucano-chefe a promover um expurgo convém lembrar que Iris Rezende perdeu o poder quando passou a raciocinar e agir a partir de picuinhas palacianas, inclusive, talvez sobretudo, promovidas por parentes.
A Apple Brasil foi condenada por negar assistência técnica a uma consumidora que adquiriu um aparelho iPhone 5s no exterior. Além de ressarcir o valor desembolsado pelo celular (R$ 1,6 mil), a empresa deverá pagar R$ 1 mil por danos morais. A decisão é da 2ª turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul. A autora relata que adquiriu um iPhone 5s, que parou de funcionar depois de sete meses de uso. Ao procurar duas empresas autorizadas da Apple, elas sequer receberam o produto.


