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Projeto Brasil Central de Turismo visa levar empresas do Centro-Oeste para o Rio de Janeiro, para divulgar e valorizar o setor
A política de Goianésia é qualitativa. Oposição e situação se criticam, por vezes até se atacam com certa aspereza verbal, mas há um grau de civilidade raro noutros municípios. Tanto que PSDB e PMDB negociaram, durante alguns meses, a possibilidade de lançar um candidato a prefeito do PSDB, Robson Tavares, e um vice do PMDB, Mara Naves. Dadas as contradições típicas da política, o acordão, que seria um embrião para uma aliança maior, no Estado, não vigorou. O PSDB decidiu manter a candidatura do prefeito Jalles Fontoura, com Robson Tavares, do PSDB, na vice. O PMDB banca o deputado Renato de Castro — parente dos fundadores da cidade —, com o empresário Carlos Veículos, do DEM, na vice. São quatro políticos qualitativos e com condições técnicas de governar bem a cidade. Jalles enfrenta o desgaste de ser prefeito num tempo de crise estrutural. Os problemas nacionais “explodem” nos municípios, que são tanto o pulmão quanto o coração do país. Mas é um político experimentado e respeitado na cidade. Renato de Castro tem a virtude de ser o novo e o problema de não ter experiência em gestão. Comenta-se que, apesar de respeitado, seu vice teria atuado como agiota, o que, dizem, representa desgaste.
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Arquivo[/caption]
Há um consenso de que todos os candidatos a prefeito de Goiânia, inclusive Iris Rezende, vão detonar o deputado Waldir Delegado Soares, candidato do PR a prefeito.
A tese predominante é: uma vaga para o segundo turno está praticamente garantida — é de Iris Rezende, do PMDB. O que está em jogo é, portanto, a segunda vaga. Por isso as equipes de Vanderlan Cardoso, do PSB, de Francisco Júnior, do PSD, e de Adriana Accorsi, do PT, por mais que falem em fazer campanhas propositivas, vão trabalhar para arrancar o “escalpo” — eleitoral, claro — de Waldir Soares, o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto.
Acredita-se que, tornando-se alvo, Waldir Soares, perdendo as estribeiras, vai atacar de maneira desordenada, o que pode levá-lo a se tornar o Ciro Gomes de Goiânia.
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Iris Rezende e Marconi Perillo: sob a batuta de Michel Temer, quase passaram a andar juntos[/caption]
Iris Rezende confidenciou a dois aliados graúdos, um jovem e um histórico, que arrependeu-se de ter dado ouvidos a Iris Araújo — conhecida em Brasília como Maquiavel da culinária — e a Ronaldo Caiado, hoje seus guias políticos, e não ter aceitado o apoio do governador de Goiás, Marconi Perillo. Até o presidente Michel Temer queria a aliança.
Na conversa, entabulada no seu escritório, Iris Rezende admitiu que seus aliados subestimaram a capacidade de o governador Marconi Perillo rearticular-se e, rapidamente, montar outro jogo político. Ao colocar o PSDB e outros partidos de sua base política para apoiar Vanderlan Cardoso, candidato do PSB a prefeito de Goiânia, o tucano-chefe surpreendeu o irismo.
O irismo considerava Vanderlan Cardoso, que não tinha estrutura política adequada para um embate duro na capital, uma espécie de “frango de granja quase morto”. Com o apoio da base governista, o postulante do PSB se tornou um dos galos mais robustos da rinha política. Sem querer, por articular mal, o irismo fortaleceu o líder socialista.
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Giuseppe Vecci | Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Quem ouviu o deputado federal e economista Giuseppe Vecci (PSDB) criticar o PSD na semana passada ficou com a impressão — errada, por certo — de que o adversário a ser enfrentado, no dia 2 de outubro deste ano, é Francisco Júnior, deste partido, e não Iris Rezende, do PMDB, e Waldir Soares, do PR. Como outros políticos, escolheu o alvo errado.
O Doutor Óbvio manda dizer que, para ganhar a eleição para prefeito de Goiânia, o candidato bancado por Giuseppe Vecci, Vanderlan Cardoso, precisa “remover” Iris Rezende e Waldir Soares — e não Francisco Júnior. Este, ao menos até agora, parece que já foi “removido” pelos eleitores.
Um pedido de abertura de CPI para investigar a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Rio Verde está em fase de coleta de assinaturas na Câmara Municipal. É necessário um mínimo de sete assinaturas para se abrir a Comissão Parlamentar de Inquérito. Na sexta-feira, 12, a notícia que corria nos corredores do Legislativo da cidade é que oito vereadores já tinham se manifestado a favor do requerimento. A CPI, se for aberta, deverá investigar as gestões do ex-secretários Danilo Moraes e Lissauer Vieira (PSD), com base em denúncias de favorecimento no encaminhamento de verbas. Vereadores sugerem que o Ministério Público contribua com uma investigação a respeito dos recursos da comunicação.
Dificuldades enfrentadas por prefeitos exigem necessidade de buscar formatos de administração que usem bem os recursos disponíveis
Finalmente tornada ré, a presidente afastada provisoriamente vai sofrer o impeachment, imperativo para que o País retome a normalidade institucional
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Fabiano Parafusos e César Halum: o empresário desiste da disputa por não ter conseguido articular chapa competitiva | Foto: Facebook[/caption]
O candidato à Prefeitura de Palmas Fabiano Parafusos (PRB) desistiu da disputa argumentando que iniciou seu projeto de candidatura muito tarde, e, durante este curto período de 150 dias, não conseguiu viabilizar todas as questões necessárias ao desenvolvimento de uma campanha eleitoral séria, honesta e propositiva. "Por não conseguir viabilizar todos esses pontos, neste momento, quero anunciar a todos a minha decisão de adiar este projeto de candidatura a prefeito”, afirmou Fabiano em uma rede social. O empresário ressaltou em seguida que continuará “na luta por uma Palmas melhor, mais segura, com mais oportunidades para todos”.
Através de nota à imprensa, o presidente do PRB, deputado federal César Halum, elogiou Fabiano. “Não há dúvidas e muito menos falta-me convicção de que a melhor opção para Palmas seria Fabiano Parafusos como prefeito. Homem íntegro, trabalhador e extremante capaz de liderar e solucionar os problemas visíveis da nossa capital”, afirmou Halum.
Infelizmente, por dificuldades estruturais, fomos obrigados a adiar nosso projeto, entretanto, manifesto meu apoio, minha amizade e o meu respeito à sua decisão.”
O deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) também já havia desistido de disputar o pleito no dia designado para sua convenção partidária, entretanto, diante da decisão de Fabiano, o PRB iniciou tratativas com o parlamentar do Solidariedade. Todavia, a articulação não foi viabilizada visto que o nome dele foi rejeitado pelos aliados do PRB, o Rede Sustentabilidade e o Pros.
Por tais razões, sem alternativas ou projetos políticos próprios, tanto o PRB de Fabiano quanto o SD de Wanderlei fecharam apoio à candidata da coligação Frente Por Palmas, Cláudia Lelis (PV).
Também em razão da desistência de Fabiano Parafusos, o presidente metropolitano do Pros e candidato à reeleição para vereador, professor Júnior Geo, afirmou que apoiar a candidata a prefeita pela coligação Frente Por Palmas, Cláudia Lelis, foi a decisão mais adequada. Segundo ele, Pros, PRB e PMB fecharam apoio a Cláudia.
Sobre a decisão de Fabiano de desistir da disputa, Geo disse que isso são coisas da política e que o objetivo agora é ajudar Cláudia a caminhar para a Prefeitura de Palmas. Segundo o parlamentar, o objetivo é fortalecer Cláudia para que ocorra mudança. “Não tem como permanecer com a sociedade pagando impostos abusivos, enfrentando tantas dificuldades”, criticou o candidato.
Outro imbróglio é a situação jurídica da candidatura de Raul Filho (PR) ao Paço Municipal. O republicano se sustenta numa liminar concedida pelo STJ – que resguarda seus direitos políticos – até que a revisão criminal interposta junto ao TRF 1ª Região seja julgada.
O julgamento estava designado para o dia 10, mas a assessoria jurídica de Raul filho requereu e o relator retirou o processo da pauta de julgamento, designando a data da próxima sessão, no dia 24, para a discussão do mérito daquela demanda. Na petição os advogados de Raul pedem mais prazo devido à exiguidade de tempo para julgamento. Conforme a defesa do republicano, o resultado do julgamento poderá ocasionar irreparável prejuízo ao candidato.
A coligação, todavia, se articula nos bastidores. Em reunião entre os principais líderes da chapa Coragem Pra Fazer Diferente, ficou definido que, caso o ex-prefeito não possa ser candidato, os partidos da coligação — PR, PDT, PSD, PTN, DEM, PSC, PPL e PTdoB — vão indicar substitutos. O nome será definido, conforme o acordo, por pesquisa quantitativa e qualitativa. Dois nomes teriam preferência entre o grupo para substituir Raul, em caso de necessidade: os deputados federais Irajá Abreu (PSD) e Carlos Gaguim (PTN).
Entre políticos conhecidos que disputam a reeleição ou tentam voltar à Câmara Municipal, algumas novidades são apontadas com chances reais de se eleger
Por unanimidade, os desembargadores do Pleno do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO) julgaram inconstitucional uma lei municipal de Gurupi, promulgada em 2014, que permitia o repasse dos serviços funerários municipais a terceiros, sem que fosse feito qualquer procedimento licitatório. A decisão ocorreu durante julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 0017550-59.2015.827.0000 ajuizada pelo Ministério Público Estadual. Conforme a ação, a lei municipal nº 2.196, de 3 de julho de 2014, é inconstitucional por instituir permissão para a execução dos serviços funerários nos cemitérios do município de Gurupi sem necessidade de procedimento licitatório. Para o Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 1221/RJ, decidiu que os serviços funerários são serviços públicos de interesse local e, como tal, devem obedecer aos princípios firmados na Constituição Federal e Constituição Estadual, sempre através de licitação. Os desembargadores julgaram que os serviços funerários podem ser prestados diretamente pela administração municipal, ou por terceiros, mediante concessão ou permissão, sempre precedida de licitação, em obediência à Constituição Federal. Conforme o voto, o efeito da declaração de inconstitucionalidade é a retirada da lei desde sua promulgação. “Frise-se, nesse ponto, que o serviço funerário pode ser delegado a particular que se proponha a executá-lo, porém é imprescindível prévio procedimento de licitação, sob pena de inobservância dos princípios da Administração Pública. Assim sendo, a previsão legal que estabelece como regime de exploração dos serviços funerários no Município de Gurupi, a permissão, e, ainda, dispensa o procedimento licitatório, fere os dispositivos constitucionais acima ventilados, impondo-se sua extirpação do mundo jurídico”, anotou o relator no voto, Juiz Márcio Barcelos, em substituição ao desembargador Marco Villas Boas.
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Rodrigo Guerra e Marcelo Miranda em reunião no Palácio Araguaia[/caption]
O superintendente federal da Agricultura no Tocantins, Rodrigo Guerra, que assumiu o cargo no mês de julho, após a saída da senadora Kátia Abreu (PMDB) do Ministério da Agricultura, foi recebido pelo governador Marcelo Miranda (PMDB) na quarta-feira, 10, em seu gabinete no Palácio Araguaia. O superintendente debateu com o chefe do executivo os trabalhos a serem realizados e as parcerias para fortalecer o setor no Estado.
Marcelo Miranda desejou sucesso ao novo titular do órgão e assegurou que a Superintendência Federal da Agricultura tem, no governo do Estado, um aliado para trabalhar pelo desenvolvimento do setor. “Você tem, no governo, um parceiro. Vamos discutir parcerias para desenvolver ainda mais o agronegócio no Tocantins”, afirmou Miranda.
Rodrigo Guerra disse que essa foi a primeira reunião com o governador e serviu para estabelecer o diálogo entre o governo do Tocantins e a Superintendência Federal da Agricultura. “O Tocantins é o Estado eminentemente voltado para o agronegócio e viemos nos colocar à disposição para discutir parcerias e promover o setor”, enfatizou.
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Reunião de lançamento do complexo prisional Serra do Carmo[/caption]
O governador Marcelo Miranda (PMDB) assinou na segunda-feira, 8, ordem de serviço para início das obras do Complexo Penitenciário Serra do Carmo, no município de Aparecida do Rio Negro. Ele estava acompanhado do diretor-geral do Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça, Marco Antônio Severo Silva, e da secretária de Estado de Cidadania e Justiça, Gleidy Braga. Miranda já havia anunciado que agosto é o mês da segurança pública no Tocantins.
Na cerimônia o gestor se mostrou determinado a promover segurança pública no Tocantins e destacou que o Complexo Penitenciário Serra do Carmo é um projeto histórico de uma luta que se iniciou ainda em sua gestão em 2009. “A assinatura dessa ordem de serviço significa muito para o Estado e para o País no que diz respeito à segurança pública. Que o Serra do Carmo seja um espaço de ressocialização e cidadania. É uma obra que representa um importante investimento na segurança pública do Estado e no ser humano”, ressaltou.
A secretária da Cidadania e Justiça, Gleidy Braga, enfatizou que desde o início da gestão, sob orientação do próprio governador, está trabalhando para implantar melhorias no sistema penitenciário do Tocantins, com ações de reformas, ampliações, adequações e aquisições de equipamentos de última geração para as unidades prisionais. “A assinatura da ordem de serviço do Complexo Penitenciário Serra do Carmo é conclusão de um processo importante para o sistema carcerário do Estado. A construção desse complexo trará melhorias nas condições de atendimento aos presos, conforme preceitua a Lei de Execução Penal (LEP), assim como irá oferecer melhores condições de trabalhos a todos servidores que atuam hoje no sistema penitenciário.”
O investimento para a obra do Complexo Penitenciário Serra do Carmo é da ordem de R$ 23 milhões, sendo mais de R$ 22 milhões recursos repassados do Orçamento Geral da União (OGU), e R$ 230 mil a contrapartida do governo do Estado. A unidade será construída entre os municípios de Palmas e Aparecida do Rio Negro. O projeto prevê uma unidade prisional masculina e, posteriormente, uma feminina. Nesta primeira fase, será construída a unidade masculina em área de 7.559 metros quadrados, desapropriada pelo governo do Estado, com capacidade para 603 detentos.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), realizou treinamento a 17 servidores, entre pilotos e operadores de equipamentos especiais, visando contribuir com o trabalho da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros do Tocantins, no combate aos incêndios registrados no Estado. O treinamento, teórico e prático, teve a duração de dois dias e objetivou capacitar os tripulantes do helicóptero da SSP a utilizar o helibalde – equipamento tipo bolsão para captação de água – para conter os focos de calor e incêndios. O helibalde tem capacidade para captar 545 litros de água e foi adquirido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, devido ao grande número de incêndios ocorridos no Estado, todos os anos, principalmente nesta época de calor intenso. Nesse período de frequentes incêndios em diversas regiões do Estado, a equipe aérea da SSP está apta a contribuir com a redução dessas ocorrências, tanto com o transporte de equipes de técnicos, brigadistas, quanto no combate ao fogo com a utilização do helibalde, sem prejuízo as demais ações de apoio a operações policiais, que ocorrem de forma ininterrupta no Estado.


