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Aliados de Vanderlan Cardoso não aguentam ciumeira de Lúcia Vânia e Marcos Abrão

Conversas colhidas nos bastidores da campanha do candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB, Vanderlan Cardoso, dão conta de crises de ciúme frequentes entre os grupos políticos. Ressalve-se que o empresário, sempre desprendido, não reclama e se mantém discreto. Mas os coordenadores de sua campanha, os de linha de frente, reclamam que a senadora Lúcia Vânia, comandante-em-chefe do PSB, não se apresenta, com frequência, para assumir o comando da campanha em Goiânia. Fica distante, alegando que está fazendo campanha para seus candidatos do interior. “Ela parece que mora em Cristalina”, critica um socialista. Os vanderlanistas acrescentam que o deputado federal Marcos Abrão, enciumado não se sabe por quê, também não assume um comportamento mais de linha de frente no apoio a Vanderlan Cardoso. O parlamentar estaria emburrado, com frequência, sugerindo que é “boicotado” pela turma do candidato. “Ciúme de homem é uma desgraça”, resume um aliado do empresário. O que Vanderlan Cardoso pede, quando pede, é paz entre as várias correntes que o apoiam. O candidato não quer saber de briga com Lúcia Vânia e Marcos Abrão, pois aprecia os dois e precisa deles em termos políticos.

Novo código de ética da advocacia

Entrou em vigor na quinta-feira, 1º de setembro, o novo Código de Ética e Disciplina da Advocacia, norma que regulamenta as condutas da categoria no exercício da profissão. O texto foi aprovado em 2015 e começaria a valer em maio deste ano, mas a data foi adiada para que seccionais pudessem analisar e resolver dúvidas sobre o conteúdo. Uma novidade do código é a regulamentação da advocacia pro bono. O texto considera dever do advogado “desaconselhar lides temerárias”, prega que “não há causa criminal indigna de defesa” e diz que “o sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvam defesa própria”. Segundo o ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, que estava à frente da OAB quando o texto foi elaborado, O incentivo à conciliação passa a ser princípio ético do advogado.

São Francisco “desce” em Goiânia e “esvazia” marketing eleitoral dos candidatos a prefeito

São Francisco é o “padroeiro” da campanha eleitoral deste ano em Goiânia. Não há dinheiro e, por isso, as campanhas estão amorfas, murchas. Falta vida. Falta o esplendor das campanhas anteriores. Tudo é devidamente contado e contabilizado, não há fartura e sobras. Dada a falta de dinheiro, o marketing eleitoral está na UTI, em estado grave, com suspeita de infarto e tromboembolia. Dos marqueteiros antigos, que participavam de todas as campanhas, só Renato Monteiro, um artífice de muitos méritos, está no comando de uma campanha, a de Adriana Accorsi. O que poucos percebem, ao notarem apenas a sisudez e uma certa rigidez física da petista, é que o marqueteiro está pondo conteúdo sólido na sua campanha. Ela discute a cidade a sério (inclusive segurança pública), como poucos estão fazendo. Ela e Francisco Júnior, do PSD. O candidato do PMDB, Iris Rezende, aposta suas fichas em Jorcelino Braga, que, a rigor, nunca foi um marqueteiro de Goiânia. Era mais um empresário da área do marketing, com a criação ficando por conta de seu ex-sócio, Alberto Araújo. Este, por sinal, está na campanha de Vanderlan Cardoso, mas também nunca foi da linha de frente das campanhas da capital. Carlos Maranhão é experimentado, mas não é um marqueteiro puro. É mais um político — ainda que não dispute mandatos — que entende de marketing. Hamilton Carneiro, Marcus Vinicius Queiroz (craque com experiência no Brasil e na Colômbia) e Léo Pereira, entre outros, estão fora do processo.

O problema é que faltam clínicos gerais

As autoridades brasileiras se acostumaram a dizer que o Brasil tem o maior sistema universal de atendimento público de saúde. Mas a qualidade do serviço prestado é um desastre total

Thiago Peixoto diz que Brasil precisa examinar com rigor e conhecimento Novo Regime Fiscal

[caption id="attachment_73921" align="aligncenter" width="620"]Thiago Peixoto discursa durante comissão | Foto: reprodução Thiago Peixoto discursa durante comissão | Foto: reprodução[/caption] Economista por formação, estudioso dos fundamentos da economia — leitor infatigável dos autores mais qualificados (lidos quase sempre em inglês) —, o deputado federal Thiago Peixoto, do PSD, faz uma defesa técnica e, ao mesmo tempo, política do Novo Regime Fiscal. O parlamentar goiano frisa que cada setor da economia tem suas necessidades específicas. Mas que as despesas devem ser pensadas como um todo integrado. Os gastos precisam ser dimensionados e feitos com “mais qualidade”. Thiago Peixoto apela para que a Câmara dos Deputados analise com extremo cuidado, mais técnica do que politicamente, o alcance da Proposta de Emenda à Constituição 241-A — que trata do Novo Regime Fiscal. O parlamentar sublinha os diferentes setores que se manifestam contra a proposta precisam, antes, conhecê-la com precisão. Sobretudo, deve ter informações objetivas e amplas sobre seu alcance e necessidade. “É claro que cada área tem sua importância, mas precisamos enxergar o todo e não é só um setor que necessita de investimentos, de recursos. Precisamos dar mais qualidade aos gastos públicos”, disse Thiago Peixoto, ao participar da audiência pública na Comissão Especial que examina o Novo Regime Fiscal.  

Manoel Xavier começa a criar um Detran que prima pela excelência dos serviços

Técnico discreto e nada dado a pirotecnias, Manoel Xavier é chamado de o Midas que deu certo. No Sebrae, fez um trabalho extraordinário, elogiado por empresários de vários portes — do pequeno, ao médio e ao grande. Em seguida, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, o deslocou para a direção do Detran-GO, com o objetivo de corrigir problemas que eram vistos por diretores anteriores como insanáveis. Em pouco tempo, com competência e disciplina, Manoel Xavier está transformando a autarquia em referência nacional. Seu trabalho tem ganhado elogios no plano nacional. O presidente do Detran-GO sublinha que é seminal acabar com o “paradigma” de que serviço público é lento, ineficaz e não tem correção no Brasil. Ele prova que é possível mudar, e está mudando. “Vamos perseguir a meta de transformar o Detran-GO em referência nacional na prestação de serviços, em conceitos de rapidez, presteza e qualidade de resposta ao usuário. Está mais do que na hora de quebrar paradigmas para atender um cidadão mais exigente e com menos tempo”, afirma.

Francisco Júnior mostra que conhece os problemas de Goiânia e sabe como resolvê-los

[caption id="attachment_73774" align="aligncenter" width="620"]Francisco Jr. na feira da Rua do Lazer | Foto: Rafael Batista Francisco Jr. na feira da Rua do Lazer | Foto: Rafael Batista[/caption] Fica-se com a impressão de que os eleitores ainda não estão examinando os debates com a devida atenção. Os números das pesquisas indicam que ainda não estão influenciando a sucessão. Os melhores debatedores, Adriana Accorsi e Francisco Júnior — que estão apresentando propostas objetivas para requalificar Goiânia —, do PT e do PSD, não aparecem bem qualificados nas pesquisas. Iris Rezende, por sinal, afirma que não vai participar dos debates e lidera as pesquisas de intenção de voto. Estaria seguindo um conselho de Jorcelino Braga, seu marqueteiro e aliado político. No segundo debate articulado pela Rádio Interativa, o candidato do PSD a prefeito da capital, Francisco Júnior, destacou-se pelo preparo, segurança e o modo de apresentar suas propostas e soluções para a cidade. Além de mostrar que conhece bem a capital, deixa evidente que não se trata de um robô — ao estilo do postulante do PR, que debate como se estivesse atirando num criminoso. Francisco Júnior disse sobre o setor de saúde: “Nós precisamos primeiro, a curto, médio e longo prazo, ter planejamento na área. A primeira coisa: usar todos os esforços para nós resolvermos essa situação (das filas). Vamos contratar médicos. Nós vamos resolver primeiro a demanda das consultas de especialidades e o problema das cirurgias”.

Delegado Waldir e Francisco Júnior polemizam em debate da Rádio Interativa

O candidato do PSD a prefeito de Goiânia, Francisco Júnior, apertou o candidato do PR, Delegado Waldir Soares. Ele perguntou sobre a verticalização de Goiânia e o delegado-deputado não quis ou não soube responder adequadamente. Optou por atacar os candidatos. “E o senhor foi secretário de Planejamento do candidato Iris Rezende, que tem fugido aos debates aqui de forma sistemática, acho que não quer se explicar. Aconteceu durante esse período da gestão dele, uma verticalização, uma troca. Inclusive uma troca de áreas do município. O município recebeu através de moedas podres e até através de lotes”, afirmou o candidato do PR.” Iris Rezende deixou de fato bombas para o sucesso, e nisto Delegado Waldir Soares está certo. É preciso mesmo desmitificar o peemedebista como gestor eficiente e preocupado com a cidade. A especulação imobiliária livre para reinar na capital é um problema gerado, em larga medida, pelo candidato do PMDB quando era prefeito da capital. Porém, como o Delegado Waldir não explicitou de maneira ampla o seu raciocínio, Francisco Júnior acrescentou que, desde que feita com critérios, a verticalização é positiva. “A verticalização economiza para a cidade. Quando eu construo de forma sustentável, respeitando a permeabilidade, respeitando a própria legislação, ela economiza infraestrutura. A cidade mais compacta, o urbanismo moderno defende bastante. O que a gente critica é você pegar o cidadão mais humilde e jogá-lo pra longe.” Sentindo-se pressionado, o Delegado Waldir partiu para o ataque e foi rebatido por Francisco Júnior, sempre sereno. “É muito complicado decorar alguns conceitos e se sentir especialista na área. Administrar uma cidade, delegado Waldir, é coisa séria. E precisamos ter conhecimento e conteúdo. Eu lamento que o senhor tenha partido para uma agressão pessoal, naquele momento. Eu já administrei bilhões em dinheiro público e não tenho um processo contra mim. E se tem uma coisa que eu valorizo é a minha dignidade.” Mas numa coisa Delegado Waldir Soares está certo e Francisco Júnior não soube fazer a crítica de Iris Rezende: a verticalização excessiva, sem critério, está provocando problemas inclusive no lençol freático. Edifícios altíssimos, em determinados setores, acabam por gerar tumultos nas ruas, pois não há espaço para tantos carros.

Esquecer pauta do PT e adotar pauta da sociedade são saídas realistas para recuperar o país

Discutir Dilma Rousseff e “retorno” de Lula da Silva em 2018 pode dar sobrevida ao PT. Mas o país deve debater soluções pragmáticas para estancar crise e retomar o crescimento da economia

Economia brasileira demanda reformas concretas. Temer conseguirá fazê-las?

Consolidado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), pacote de mudanças nos gastos públicos precisa acontecer para que Brasil retome o fôlego

Desafios da saúde em Goiânia entram na pauta das urnas

Candidatos a prefeito na capital precisam lidar com realidade que apresenta queda no número de médicos e vagas de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

O Popular não entendeu que a “morte” do jornalismo factual é um fato

O jornalismo não morreu, está sendo reinventado e, mesmo na internet, vão sobreviver os jornais que combinarem cobertura factual precisa e análise rigorosa do que está acontecendo

“Salto alto” derrubou Iris uma vez

Clima de “já-ganhamos” na campanha do PMDB leva comandados do ex-prefeito a “montar” secretariado, do mesmo jeito que aconteceu na campanha ao governo em 1998

Augusto de Campos lança edição revista e ampliada de traduções da poesia de Emily Dickinson

O poeta concreto, além das traduções esmeradas, publica um ensaio de qualidade sobre a poeta americana

Agora, Temer tem de mostrar serviço

Presidente de fato — e de direito, é bom reforçar —, o peemedebista deverá fazer o que se espera dele: acertar a governabilidade que Dilma tinha perdido