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Cenário que se desenha para o 2º turno é de “quase todos contra Iris”

Vanderlan Cardoso deve seguir as previsões e aglomerar a maioria dos apoios partidários, formando uma forte frente política que pode fazer a diferença na votação definitiva do dia 30 de outubro

“Ainda bem que, aos poucos, o Brasil está acordando”

Wagner Fraga Sobre a entrevista “Brasil levará ao menos 50 anos para se livrar da massificação que o PT criou na educação universitária” [Jornal Opção, 2151]: O PT, por onde passou estragou tudo o que tocou, institucionalizou a corrupção, aparelhou o Estado na tentativa de transformar a nação, de forma homeopática, numa nação socialista. Usou o dinheiro do contribuinte brasileiro para resolver problemas e sustentar ditaduras aliadas. Ainda bem que, aos poucos, o Brasil está acordando. Email: né[email protected]

“Não estudei na época petista e sempre fiz trabalho em grupo”

Artemisia Moreira da Rocha Opinião extremamente seletiva, partindo de um antropólogo. Na entrevista “Brasil levará ao menos 50 anos para se livrar da massificação que o PT criou na educação universitária” [Jornal Opção, 2151] ele fala dos 400 anos de colonização e dos 13 do PT. Não conta o intervalo? Quando fala em corrupção, restringe ao PT, fazendo questão de esquecer da corrupção nos governos PSDB. Não estudei na época petista e sempre fiz trabalho em grupo. Não é uma invenção petista. Como antropólogo, deveria mencionar que a corrupção é inerente aqueles que detêm o Poder. Não mencionou Banestado, Furnas... Email: [email protected]

“Cada brasileiro com um pingo de discernimento precisa se pronunciar até vencermos essa catástrofe”

Donizete O professor Wilson Ferreira Cunha fala, na entrevista “Brasil levará ao menos 50 anos para se livrar da massificação que o PT criou na educação universitária” [Jornal Opção, 2151], sobre cinquenta anos. Serão cinquenta anos, mas com uma ressalva. Levaremos cinquenta anos, se todo brasileiro de bom senso falar, falar muito, escrever muito, digitar muito. Caso contrário, essa catástrofe de ideologia ainda poderá prevalecer e poderemos nunca sair disso. Portanto, é necessário que cada brasileiro com um pingo de discernimento fale, escreva e digite incessantemente até vencermos essa catástrofe. Email: [email protected]

“Governo quer dar ainda mais poder ao aluno”

Antonio Alves “Ensino Médio está organizado para atender professores. Com MP, foco será os alunos” [Jornal Opção Online, 2150]. Quanta ingenuidade. O atual ensino médio não atende a ninguém e, com a reforma que o governo quer fazer, será pior para todos. O ensino atual é ruim, principalmente porque o governo pressiona as escolas para maquiar a realidade do Ensino no Brasil. O aluno tem o poder de ir à escola e ficar em sala de aula sem estudar. Agora o governo quer dar ainda mais poder ao aluno. O aluno aproveita da situação porque sabe que o governo quer se livrar dele o mais rápido possível e os professores são pressionados noite e dia para aprová-lo a qualquer custo, mesmo sem aprendizagem. Todas as escolas possuem um regimento que o aluno nunca cumpre: é proibido usar o celular em sala de aula, mas o aluno tem direito de entrar na escola com o celular. Ora, se não é para usar, porque levar para a sala de aula? Por acaso alguém leva enxada ou cortador de grama para a sala de aula? Email: [email protected]

“Se tivesse um lugar com segurança e qualidade para os jogadores irem, eles com certeza prefeririam”

Fernando Quirino Sobre a matéria “Moradores procuram MP para retirar jogadores de Pokémon GO do Setor Sul” [Jornal Opção Online, 2151]: Quem for lá fiscalizar os jogadores podia aproveitar para instalar lixeiras, revitalizar a via, bloquear a entrada e saída de carros de todos (inclusive dos moradores?), fazer uma jardinagem porque a poeira vem do abandono. Fora outras melhorias, como melhor iluminação e policiamento. Podiam começar por aí, porque se tivesse outro lugar para os jogadores irem, com segurança e qualidade, com certeza as pessoas prefeririam. Email: [email protected]

“Moradores só querem tirar as pokéstops e não impedir alguém de ir e vir”

Raquel Ramalho O problema relatado pelos moradores na matéria “Moradores procuram MP para retirar jogadores de Pokémon GO do Setor Sul” [Jornal Opção Online, 2151] não é um problema do Brasil, mas questão de bom senso. Multidões atraem problemas, e ali é uma área residencial, não há rua que separe a conversa até altas horas das casas. Não há lixeiro (não cabe um caminhão naquelas ruazinhas). As casas são grudadas na área verde e qualquer som atrapalha os moradores. Não há um pingo de bom senso, lixo para todos os lados, gritarias, carros estacionados nas áreas verdes. Os moradores só querem tirar as pokéstops, não querem impedir ninguém de ir e vir. Na Austrália, houve um caso parecido e os moradores conseguiram tirar as pokéstops. Email: [email protected]

Crimes de Itumbiara têm a ver mais com “acaso” do que com “descontrole” da violência em Goiás

Assassinatos do ex-deputado federal José Gomes da Rocha e do cabo Vanilson Pereira, da Polícia Militar, além do fato de o vice-governador José Eliton ter sido baleado, sugerem tragédias não diferentes das mortes de John Kennedy e Olof Palme

Biografia de Roberto Civita discute se Iris Rezende “comprou” reportagens na revista “Veja”

Um jornalista disse que ofereceram 250 mil dólares para a revista da Editora Abril publicar reportagem garantindo que o peemedebista era o “ministro das boas notícias”. Duas matérias de fato sugeriram que o goiano era um gestor de qualidade

Biografia diz que Mino Carta foi demitido e que Veja não contraiu empréstimo de 50 milhões de dólares

Livro sobre Roberto Civita, o criador das revistas “Quatro Rodas”, “Veja” e “Exame” e dono da Editora Abril, garante que o dono da revista “CartaCapital” não se demitiu e que a CEF não emprestou dinheiro ao grupo

Uma campanha anticampanha

Será que essa nova forma de jogar a política no rádio e na televisão é melhor do que o que se tinha antes? [caption id="attachment_76616" align="alignright" width="620"]Na campanha em Goiânia, os candidatos Djalma Araújo e Flávio Sofiati mal conseguiram dizer uma ou duas frases Na campanha em Goiânia, os candidatos Djalma Araújo e Flávio Sofiati mal conseguiram dizer uma ou duas frases[/caption] As mudanças introduzidas na legislação eleitoral que entraram em vigor este ano certamente vão ter que ser revistas. Obedecidas as proporções, simplesmente não houve campanha eleitoral, mas algo parecidíssimo com as eleições da época da ditadura militar, especialmente em relação aos vereadores. Eles mal tiveram tempo de dizer o nome e o número. Posicionamento político zero. Na época da ditadura, os programas se resumiam a apresentação de uma foto 3 por 4 e a breve leitura de um currículo. A situação foi um pouco melhor para os candidatos a prefeito, embora o tempo de exposição também tenha encurtado bastante. Em Goiânia, por exemplo, os dois candidatos com tempo menor, Djalma Araújo e Flávio Sofiati, conseguiam dizer uma ou duas frases. Será que essa forma de jogar a política no rádio e na TV é melhor do que o que se tinha antes? Do ponto de vista da pirotecnia eletrônica, sim, é bem melhor do jeito que está. Em relação às discussões sobre os temas da cidade e posicionamentos políticos, não, a fórmula nova não acrescenta nada. Além de tudo, há uma excessiva judicialização dos programas eleitorais. O resultado é que os programas per­deram o conteúdo crítico. Nin­guém quis correr o risco de ir um pouco além e perder um ou dois programas por direito de resposta. Ficou, então, um joguinho de egos espetaculares, todo mundo muito bonzinho. A realidade das ruas, da opinião que se tem no meio do povo, tornou-se virtual em meio a promessas de nirvanas futuros. Dessa forma, e pelo que se viu na TV e no rádio, qualquer candidato que se eleger vai dar no mesmo: cidades bacanas, trânsito perfeito, segurança total. OK, essa é a intenção de todos eles mesmo, mas onde está o ponto crítico? Tipo: se vamos “construir” essa cidade dos sonhos, por que até hoje isso não foi feito? O que faltou? Essas perguntas exigem respostas que carregam um importante teor político, e serve como substância essencial para o amadurecimento político não apenas dos candidatos como também, e principalmente, da população em geral. Passar por uma campanha inteira e não aproveitar um só instante para a discussão política dos problemas enfrentados no dia a dia é desperdício total. Se faltou debates políticos no palanque eletrônico, o mesmo aconteceu nas ruas. De uma maneira geral, a população se comportou friamente, sem nem tentar questionar mais, cobrar alguma coisa. Não no sentido das benesses de chapéu alheio, mas de posições administrativas e políticas. Qual a diferença entre os candidatos? Praticamente, nenhuma. Então, o ato de votar deixa de ser a tomada de uma posição política do eleitor para simplesmente representar o resultado de um jogo de sedução. Mas será que não é exatamente isso o que a população quer, ficar longe da política? Talvez, não. É maior a possibilidade de toda ojeriza que o cidadão comum sente pelos políticos não tenha correspondência com a política em si. Ou seja, as pessoas não gostam, obviamente, de políticos que deslizam pelos vãos da ética pública e se misturam aos subterrâneos dos negócios escusos. A boa prática política tem, sim, imensa aprovação. O que acontece é que está cada vez mais difícil separar os políticos por aquilo que eles realmente são. Então, bons e ruins acabam sendo atirados num cesto só. A única forma de mudar essa realidade de mensalões, petrolões, trensalões e etc. e tal é discutir política. Mas discutir do ponto de vista do cidadão, e não necessariamente a partir dos pontos de interesses pessoais dos políticos, neste caso tanto faz se pertencente ao grupo dos bons ou dos ruins. Pra ficar apenas em um exemplo, falou-se um tantão sobre OS na saúde municipal. Todo mundo repetindo o mantra: contra as OS. Tá, mas contra por quê, exatamente? A explicação mais rasa possível, e unânime, é que saúde pública é obrigação do Estado, neste caso, na esfera municipal. Mas não é essa a obrigação, não. Do ponto de vista do interesse coletivo, o que a população quer é posto de saúde que funcione bem. Se é gerida por um funcionário público ou privado, pouco importa para quem necessita de atendimento. O que a pessoa quer é um posto de atendimento com profissionais em número suficiente, e equipamentos em bom estado de funcionamento. Aliás, a saúde foi uma das vedetes dos programas eleitorais deste ano em todo o Brasil. Se tudo o que foi prometido for realmente realizado, em quatro anos nós teremos cidades de dar inveja aos países de Primeiro Mundo. Hospitais para isso, hospitais para aquilo, e na imaginação coletiva tudo funcionando como os velhos mecanismos de perfeitos relógios suíços. Ah, e tocados por… políticos. Sim, por eles, os odiados. Mas a OS é uma porta escancarada para a corrupção, dizem seus detratores. Será mesmo? Quer dizer que onde não tem a gestão de OS há uma ilha de excelência contra a roubalheira? Quem quiser ouvir a resposta, basta se abrir para as ruas. Elas gritam. Por fim, e em boa hora, cortou-se o cordão umbilical que ligava as eleições de candidatos aos interesses dos caixas das empresas. Isso é bom? Não, é excelente. O problema é que não se avançou politicamente nesse formato. Sem o dinheiro das empresas e seus interesses, as eleições vão ficar cada vez mais seletivas. O bom candidato será aquele que tiver não uma boa postura política e vivência partidária, mas o que se apresentar com disposição para torrar grana do próprio bolso. Ou seja, a se manter as coisas da forma como se fez este ano, só candidatos ricos e amigo dos ricos vão ter oportunidade de disputar eleições, com raras excessões. A eleição, com a regra deste ano exatamente como está, vai se transformar num vestibular financeiro: quem tiver grana alta, passa. Assim, a campanha eleitoral perderá sua essência.

Pesquisas viraram “chutômetro”?

Pesquisas têm embasamento científico, mas nunca as margens de erro admitidas pelos institutos em Goiás foram tão altas

Tribunal garante direito de tirar selfie na cabine de votação

Um tribunal de recursos federal dos Estados Unidos derrubou uma lei do Estado de New Hampshire que proíbe eleitores de fazer selfies com seus votos na cabine de votação. A lei previa uma multa de mil dólares para os infratores. Ao aprovarem a lei em 2014, os legisladores e o governo do Estado defenderam a justificativa de que ela era necessária para coibir fraudes e corrupção nas eleições. Ele se propunha a evitar, por exemplo, compras de votos (em que um selfie com o voto serviria de comprovação), intimidação ou coerção de eleitores a votar em determinados candidatos e qualquer tipo de suborno. Pelos mesmos fundamentos, a prática também é proibida no Brasil, apesar de ter sido desobedecida nas eleições presidenciais de 2014, quando vários eleitores compartilharam suas votações nas redes sociais. No caso de New Hampshire, havia uma lei mais antiga que dizia: “Nenhum eleitor deve permitir que seu voto seja visto por qualquer pessoa, com a intenção de lhe mostrar como votou”. Uma emenda, aprovada em 2014, adicionou à proibição “produzir imagem digital ou fotografia da cédula com os votos e distribuir ou compartilhar a imagem pela mídia social ou qualquer outro meio”. Na decisão do tribunal de recursos, o painel de três juízes esclareceu que a compra de votos, intimidação ou coerção de eleitores já são proibidos por leis federais e, portanto, a ideia de que essas infrações possam ser facilitadas por selfies é fruto da imaginação das autoridades do Estado, visto que não há registro de qualquer caso. Trocar o direito das pessoas de se expressarem por uma suposição não é correto, disseram os juízes. Para eles, a lei é inconstitucional, exatamente por suprimir das pessoas o direito à liberdade de expressão, garantido pelo Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. “A lei que proíbe selfies na cabine de votação restringe os direitos de todos os eleitores, não apenas daqueles motivados para fotografar seus votos por razões ilegais”, afirma a decisão. As autoridades estaduais, por sua vez, argumentam que precisam dessa lei, porque New Hampshire não tem uma lei que criminaliza essas práticas. Em agosto de 2015, um tribunal federal decidiu, em primeiro grau, que a proibição de selfies na cabine de votação era inconstitucional. No entanto, o juiz não emitiu uma ordem judicial exigindo o cumprimento da decisão. Assim, as autoridades estaduais determinaram que executar a proibição de selfies nas eleições era uma medida necessária, que justificava o uso do dinheiro do contribuinte para fazê-lo, e levaram o processo para o tribunal de recursos, onde foram vencidos mais uma vez. Não há uma lei federal nos EUA que proíba selfies do eleitor com seu voto. Muitos Estados americanos têm leis próprias, com classificações diferentes do “delito” e penas diferentes — em Wisconsin, a pena é de prisão, mas nunca foi aplicada.

Roberto Civita pode ter sido vítima de erro médico no Hospital Sírio-Libanês?

[caption id="attachment_76604" align="aligncenter" width="620"]Roberto Kalil e Julio César Saucedo: médicos garantem que houve fatalidade, e não erro médico, na morte de Roberto Civita Roberto Kalil e Julio César Saucedo: médicos garantem que houve fatalidade, e não erro médico, na morte de Roberto Civita[/caption] Em 2013, levando uma vida agitada e sedentária, Roberto Civita, seu corpo, começa a “falhar”. Havia fumado cachimbo por mais de 50 anos, sem tragar. Na biografia “Roberto Civita: O Dono da Banca — A Vida e as Ideias do Editor da Veja e da Abril” (Companhia das Letras, 534 páginas), o jornalista Carlos Maranhão relata que, “em 1994, com diagnóstico de obstrução na artéria coronária, ele se submeteu a uma angioplastia na Cleveland Clinic”. Em 2010, a mulher de Roberto Civita, Maria Antonia Magalhães Civita, conversou com o cardiologista Roberto Kalil Filho, do Hospital Sírio-Libanês, e expôs a situação física do marido. Em seguida, no seu sítio, a perna esquerda do empresário começou a inchar. “Ele tivera um embolia pulmonar”, constatou Kalil, possivelmente em decorrência de voos longos entre China, Europa e Brasil. Passou a tomar anticoagulantes. Depois, em 2011, “sofreu uma nova trombose venosa na perna”. Em 2012, depois de uma pneumonia, Kalil descobriu “uma obstrução de 90% na principal artéria do coração, a artéria descendente inferior, como consequência de uma alta taxa de LDL, o chamado mau colesterol”. O médico Pedro Leme fez um bem-sucedido cateterismo. O urologista Miguel Srougi descobriu um problema na próstata e Roberto Civita foi operado nos Estados Unidos. Ainda em 2012, Kalil descobriu um aneurisma da aorta abdominal. Quando Roberto Civita estava internado, o ex-presidente Lula da Silva o visitou. O publisher da “Veja” admitiu para o petista-chefe que a capa na qual um de seus filhos é apresentado como “O Ronaldinho de Lula” foi excessiva e, por isso, a reportagem não deveria ter sido publicada. “Deixei sair porque não veto matérias.” Com o aumento da dilatação da aorta abdominal, Roberto Civita volta a Nova York em busca de apoio médico. Ao voltar ao Brasil, procura Kalil, que sugeriu a colocação de um stent e o nome do médico paraguaio Julio César Saucedo Mariño. O especialista “foi escolhido para colocar a prótese via endovascular, a endoprótese. Ou seja, através da virilha”. Maria Antonia, sempre atenta à saúde do marido, perguntou a Julio Saucedo: “Doutor, qual é o risco de fatalidade?” O médico respondeu: “Dois por cento”. Para a mulher, mostrando tranquilidade, Roberto Civita disse: “Vivi bem, comi bem, viajei bem e para mim o trabalho sempre foi uma diversão. Acha que quero ficar velho sem poder fazer o que gosto?” Feita a cirurgia, de repente, Kalil gritou: “Segurem o elevador!” Roberto Civita foi levado novamente para o centro cirúrgico, às pressas. “A distância era um andar, mas achei que ele não chegaria vivo”, afirma o médico. “A hemoglobina estava caindo, em um sinal de sangramento. Ocorrera a pior hipótese: o rompimento da aorta”, assinala Carlos Maranhão. “Era uma aorta muito doente”, diz Kalil. “No movimento de pressão para colocar a prótese, a aorta não resistiu.” Carlos Maranhão conta que “a hemorragia foi muito grande. Roberto” tomou “vinte livros de sangue”. “Sua imunidade caiu a níveis críticos. Haveria na sequência perda de irrigação sanguínea nos rins, no estômago, no intestino e nas pernas. Nas semanas posteriores, os dedos das mãos e dos pés começariam a gangrenar. Ele seria submetido a mais duas cirurgias para a retirada das partes dos órgãos que haviam morrido. Antibióticos poderosos, em altas doses, lesariam seu nervo auditivo. O fato de ser alérgico a antibióticos contribuiu para o agravamento do quadro clínico. Àquela altura, caso se recuperasse, ficaria em cadeira de rodas.” Em 26 de maio de 2013, Roberto Civita morreu. Giancarlo Civita e Victor Civita Neto, filhos do empresário, “afirmam que não tiveram como saber se houve erro médico. Maria Antonia não atribuiu a morte do marido a qualquer falha no diagnóstico ou nas cirurgias”. “Não houve erro, houve a fatalidade, dentro do risco do procedimento, conhecido pela família e pelo paciente, devidamente explicado e reexplicado”, sustenta Kalil. “A palavra é essa, fatalidade”, corrobora Julio Saucedo.

O médium João de Deus “atendeu” Roberto Civita dentro do Hospital Sírio-Libanês

[caption id="attachment_76606" align="alignleft" width="282"]livro João de Deus “atendeu” Roberto Civita, no Hospital Sírio-Libanês, e ganhou uma capa da revista “Veja”[/caption] Leitores da “Veja” foram pegos de surpresa com a capa da edição nº 2485, de 6 de julho de 2016: “Exclusivo — A luta de João de Deus contra o câncer”. O subtítulo acrescenta: “‘Veja’ acompanhou durante seis meses como o médium mais famoso do Brasil enfrentou um tipo agressivo de tumor no estômago”. De feição laica, a revista trata com ironia médiuns e profetas. No entanto, as dez páginas tratam João de Deus praticamente como o “papa do espiritismo”. A reportagem de Adriana Dias Lopes é respeitosa, como deve ser mesmo, mas o enfoque não parece ser o da “Veja”. É muito a favor, quando seu lema parece ser “somos do contra”. Na verdade, há uma explicação para contenção da revista, quase sempre “enfant terrible”. A biografia “Roberto Civita: O Dono da Banca — A Vida e as Ideias do Editor da Veja e da Abril” (Companhia das Letras, 534 páginas), de Carlos Maranhão, revela que, quando o criador das revistas “Veja” e “E­xame” estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em estado grave [leia texto nesta edição], sua família convocou o médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus. João de Deus é um espécie de guru espiritual de Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do cardiologista Roberto Kalil, do Sírio-Libanês. “Na segunda-feira, 22 de maio [de 2013], quando o médium chegou ao hospital, Roberta lhe falou” de um “pressentimento” sobre o pai, Roberto Civita. O médium disse que Roberta, “seus irmãos [Giancarlo e Victor Civita] e Maria Antonia [mulher de Roberto Civita] deveriam ir a Abadiânia. Recomendou que se vestissem de branco. Titti [Victor] não aceitou o convite. Lá, na quarta-feira, João de Deus levou Roberta para sua sala, onde ficaria sozinha, com uma instrução: ‘Pense muito, pense no seu pai’. Ela fechou os olhos, concentrou-se e nesse momento, segundo afirmaria, teve a visão do pai em Nova York. Ficaria lá até sábado, quando voltou a São Paulo, chorando durante toda a viagem. João de Deus também regressou ao hospital e convocou a família para se reunir no apartamento às oito da noite do domingo, 26 de maio de 2013. Uma hora e quarenta minutos depois, ao fim de 140 dias de internação, Roberto Civita morreu”.

Motociclista receberá R$ 200 mil por acidente causado por buraco

O município de Joinville, em Santa Catarina, terá de pagar indenização de R$ 200 mil a um motociclista vítima de acidente causado por defeito em via pública. A decisão é da 2ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deu provimento a recurso do motorista e majorou a indenização, antes fixada em R$ 42 mil. O caso foi o seguinte: o homem teria perdido o equilíbrio quando sua motocicleta atingiu pedras e um buraco sem sinalização de advertência em uma rua do município. A moto derrapou e colidiu com um muro, o que causou lesões na coluna e provocou a paralisia dos membros inferiores. Em 1º grau, o município foi condenado ao pagamento de danos morais (R$ 42 mil), prejuízos com a moto (R$ 1,3 mil) e pensão mensal vitalícia (R$ 389,85). O TJ-SC manteve integralmente a sentença, mas, inconformada com o valor, que considerou “irrisório” diante das consequências sofridas (paraplegia, impotência sexual, perda de controle sobre a urina, incapacidade reprodutiva, entre outras), a vítima recorreu ao STJ, que majorou a quantia para R$ 200 mil.

Marconi disse a Roberto Marinho que pensava implantar cinturão verde em torno de Goiânia

A biografia “Roberto Civita: O Dono da Banca — A Vida e as Ideias do Editor da Veja e da Abril” (Companhia das Letras, 534 páginas), de Carlos Maranhão, menciona o governador de Goiás, Marconi Perillo, na página 268. Roberto Civita convidou Marconi Perillo para almoçar, na Editora Abril. O tucano-chefe “revelou que pensava em implantar um cinturão verde em torno” de Goiânia, capital do Estado de Goiás. Com suas maneiras incisivas, o empresário sugeriu: “Você irá fazer o seguinte. Ao sair daqui, pegue seu avião e não vá para Goiânia. Desça em Brasília e mande o motorista levá-lo direto à embaixada dos Estados Unidos. Procure o embaixador e diga que você quer saber tudo sobre o cinturão verde de Washington”. O editor-empresário só convidava para almoços políticos, empresários, economistas, publicitários, jornalistas que tinham alguma contribuição para melhorar o país.  

Vítima de atentado, vice-governador José Eliton tem alta do Hugol

Diretor do hospital afirma que político cumpriu todos os "requisitos e critérios esperados para um pós-operatório"

O recado que sairá das urnas

Significado da eleição neste domingo vai além da escolha dos representantes na esfera municipal em todo o País