Notícias

Encontramos 150553 resultados
Marconi começa a viabilizar recursos para 30 mil casas em Goiás

Em reunião com presidente da Caixa Econômica Federal nesta quinta (16), governador apresentou duas reivindicações do Estado

Marconi diz que Goiás dá sinais de que saiu da crise ao gerar 12 mil empregos em 2017

Governador aponta que a indústria goiana cresceu 2,4% em janeiro e o saldo total dos empregos foi positivo em mais de 12 mil vagas nos dois primeiros meses deste ano

STF reafirma prazo de 5 anos para empregado cobrar parcelas do FGTS não pagas

Antes da decisão, prazo para entrar com ação era de 30 anos; ministros entenderam que prazo deve ser igual ao dos demais direitos trabalhistas

Prefeitura divulga edital e inicia convocação de concursados da Educação

Foram chamados inicialmente 660 aprovados no concurso homologado no final do ano passado; prefeitura ainda divulgará cronograma para novas convocações

Vitti discute Reforma da Previdência em encontro com Michel Temer

Presidente da Alego participou nesta quinta-feira (16) de encontro do colegiado de chefes de legislativos estaduais

Cotado para assumir ministério, Jovair Arantes deve ficar na Câmara

Deputado federal avalia que, como terá que reassumir mandato em março de 2018 para disputar reeleição, haveria pouco tempo para desenvolver projetos em alguma pasta

Em nota, AGM define como irresponsáveis declarações de Caiado

Associação ressaltou que parceria de municípios com o governo estadual é um avanço e defendeu que senador deveria "fazer melhor uso de seu mandato"

Recursos destinados ao Cartão Reforma poderão ser maiores nos próximos anos

Presidida pelo deputado goiano Roberto Balestra, comissão mista aprovou relatório final da medida provisória que cria o programa em âmbito nacional

Roland Barthes e o caminho até à escrita do impossível

Barthes opera sob o primado da criação/invenção. É inclusive a ideia de um imperativo de “fabricação” o que provavelmente melhor justifica sua opção por Dante Alighieri. Pois é com o poeta inventor da Vita Nova que o curso começa [caption id="attachment_89544" align="aligncenter" width="620"] O francês Roland Barthes (1915-1980) foi um dos maiores estudiosos e teóricos da literatura do século XX[/caption] Tiago Ribeiro Nunes Especial para o Jornal Opção Ao longo dos anos de 1978-79 e de 1979-80, Roland Barthes trabalhava naquele que seria o seu último curso ministrado no Collège de France. Sob o título geral de A preparação do romance (São Paulo, Martins Fontes, 2005), reúnem-se duas partes de extensão desigual cujos subtítulos são, respectivamente, da vida à obra e a obra como vontade. Ao final do primeiro ano de trabalho, no resumo encaminhado para o anuário da instituição, ele escreve: “este ano começou uma interrogação, provavelmente de longa duração, sobre as condições (interiores) nas quais um escritor, hoje, pode conceber o empreendimento da preparação de um romance”. Em seguida acrescenta: “não se trata, absolutamente, de analisar de uma maneira histórica ou teórica o gênero ‘Romance’, nem mesmo de coletar informações sobre as técnicas que diferentes romancistas usaram, para preparar seus romances”. Mais adiante, arremata: “aliás, nem mesmo é seguro que se trate de ‘romance’: esse termo antigo foi escolhido por comodidade, para sugerir a ideia de uma ‘obra’ que, por um lado, tem vínculos com a literatura, e por outro, com a vida”. Em seu curso, Barthes opta por uma abordagem da composição literária que assume para si o risco inerente a toda escrita. Seu método sugere certa afinidade com aquele do torero, “[...] cuja ação inteira funda-se sobre a ínfima, mas trágica rachadura por onde se mostra o que há de inacabado [...] em nossa condição”. Afastando-se dos dados históricos e técnicos, ele acredita poder colocar as questões de escrita em termos renovados. Seu ponto de vista, não mais obrigado a ser aquele do erudito, estaria livre para ser o do próprio escritor: afinal, tal como ele propõe, “para saber o que pode ser o Romance, façamos como se devêssemos escrever um”. [caption id="attachment_89546" align="alignleft" width="233"] Dante Alighieri (1265-1321), autor de "A Divina Comédia" e "Vita Nova"[/caption] Barthes opera sob o primado da criação/invenção. É inclusive a ideia de um imperativo de “fabricação” o que provavelmente melhor justifica sua opção por Dante Alighieri. Pois é com o poeta inventor da Vita Nova que o curso começa. Para Barthes, conforme assinala Nathalie Léger no prefácio à edição brasileira, trata-se de voltar propositalmente àquele que, na tentativa de exprimir verdadeiramente “o poder do amor e a profundidade do luto” por Beatriz, compreendeu ser imperativo fazer de sua Vita Nova uma forma literária sem precedentes: novidade “(...) fundamentada no engendramento recíproco do poema, da narrativa e do comentário”. O exemplo do poeta florentino permite articular o advento da Vita Nova à “[...] descoberta de uma nova prática de escrita”. Todavia, essa nova prática de escrita à qual se liga uma vida nova não se oferece de modo gratuito nem aleatório. A ela não se pode chegar pela simples repetição de modelos reconhecidamente bem sucedidos. Uma nova escrita somente se produz à força: é preciso deitar a linguagem no leito de Procusto, distendê-la, amputá-la. Somente assim uma escrita em particular pode romper “[...] com as práticas intelectuais antecedentes” e se destacar “[...] da gestão do movimento passado”. Mas se o conceito é o vício inerente da língua, tal como Barthes demonstra, escrever é sempre uma luta travada contra a repetição. É exatamente por esse motivo que não convém ao texto romanesco repetir a estrutura formal daqueles outros textos que o precederam: o ineditismo de sua forma/substância performatiza aquele da existência marcada, de modo singular, por um acontecimento refratário à assimilação. Mas se cada obra literária realiza algo único e irrepetível, o que dizer daqueles autores cujas obras não fazem senão retornar, obsessivamente, às mesmas questões? O que dizer, por exemplo, de Georges Bataille, cujos escritos, notadamente diversos entre si, não cessavam de remeter a um número bem reduzido de motivos: o sexo, a morte e as experiências extremas? Soma-se a esse exemplo, o de Octavio Paz, que, no prólogo escrito em 1967 para a primeira reedição do seu O arco e a lira (São Paulo, Cosac Naify, 2013), admite: de uma a outra edição “as perguntas da minha adolescência retornavam; não nos mesmos termos mas no mesmo sentido e com uma urgência semelhante. Eram outras e eram as mesmas. Eu morava em Délhi e minha vida tinha mudado, mas não as minhas obsessões”. A contradição, todavia, é apenas aparente. O produto é irrepetível, não aquilo que o motiva. Entre repetição e invenção há talvez mais cumplicidade do que oposição: a invenção não é apenas a negação da repetição, mas uma espécie de segundo tempo no qual aquilo que retorna pode finalmente ser suprassumido. No momento da criação, algo inédito aflora à consciência e o eterno retorno daquilo que não-cessa-de-não-se-escrever se transfigura, ainda que momentaneamente, em inédita expressão. Primeiro repetir, e pela repetição experimentar os limites do idioma. Depois criar, arrancar a palavra de seu solo comum e já tão degradado, forçá-la para além do que lhe é habitual. Somente pela repetição se chega ao osso, àquilo que na experiência com a linguagem apresenta-se sempre como obstáculo intransponível; unicamente por meio da invenção se poderia fabricar uma passagem que levasse do impossível de escrever à escrita do impossível. Tiago Ribeiro Nunes é professor adjunto do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás – Regional Catalão.

Justiça condena Carlinhos Cachoeira e outras 15 pessoas por contrabando

Denúncia feita pelo MPF-GO derivou da investigação da Operação Monte Carlo e acusava grupo de depósito e exploração comercial de caça-níqueis

Hildo do Candango garante recursos para retomada de obras no Complexo Pérola

Reunião com o vice-governador José Eliton contribuiu para o avanço na meta de asfaltar toda o município nesta gestão

Marconi assina convênio com prefeitos para qualificar gastos públicos nos municípios

Governador quer ajudar municípios a elevar a eficiência e a efetividade das políticas públicas, para melhorar o desempenho das administrações

Presidente do Senado diz que Reforma da Previdência fará o Brasil crescer

Declaração foi dada depois da primeira reunião da bancada do PMDB no Senado com o presidente Michel Temer

Delegado Waldir declara apoio à pré-candidatura de Bolsonaro para presidente

Pelo Facebook, deputado contou que foi um dos quatro a votar em Jair nas eleições da Presidência da Câmara. "É minha aposta para tirar o país dessa lama de corrupção"

Aprovada lei que estabelece prazos para atendimentos na saúde pública de Goiânia

Projeto, de autoria do vereador Elias Vaz (PSB), passou em segunda votação no plenário da Câmara Municipal e segue para sanção do prefeito