Marconi diz que Goiás dá sinais de que saiu da crise ao gerar 12 mil empregos em 2017

Governador aponta que a indústria goiana cresceu 2,4% em janeiro e o saldo total dos empregos foi positivo em mais de 12 mil vagas nos dois primeiros meses deste ano

O governador Marconi Perillo (PSDB) comentou nesta quinta-feira (16/3) com secretários e assessores que está se confirmando que o país está saindo da crise e que Goiás é um grande responsável por isso. O comentário foi feito após se constatar o crescimento da indústria goiana e dos empregos no Estado.

Em janeiro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria goiana registrou uma expansão de 2,4%. Já em fevereiro, o Estado criou quase 7 mil empregos com carteira assinada, conforme levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Na soma do primeiro bimestre de 2017, foram 12.202 novos empregos, o que deixa Goiás no 6º lugar no ranking nacional de geração de emprego.

“Em meio à crise nacional, Goiás vive uma situação econômica mais equilibrada que a de estados como Rio de Janeiro – com a saúde em caos e servidores e aposentados sem receber – e Rio Grande do Sul, com atrasos do funcionalismo. Não por sorte, mas por visão administrativa somada a ações duras, mas necessárias”, afirmou Marconi.

Empregos

O destaque em fevereiro ficou com o setor de serviços, com 3.118 vagas criadas. Em segundo lugar ficou a agropecuária, com 2.763 vagas, seguido da indústria de transformação (1.057). O setor de extração mineral e a administração pública ficaram estáveis, enquanto a construção civil teve saldo negativo de 336 postos de trabalho.

O setor de serviços chegou a 5.916 empregos de saldo no bimestre. A agropecuária teve 4.282 vagas de saldo e a indústria de transformação, 2.612. O único setor que teve saldo negativo no período foi a construção civil, que apesar de ter 7.458 admissões em janeiro e fevereiro, fechou o bimestre com – 150 empregados formais. Já os setores extrativos minerais e a administração pública permaneceram praticamente estáveis.

Os números são particularmente significativos quando comparados aos primeiros meses do ano passado. No primeiro semestre de 2016, quando Goiás foi o Estado que mais gerou empregos no Brasil, o saldo positivo foi de 16.614 postos de trabalho formais. Portanto, em apenas dois meses de 2017, o saldo de vagas já corresponde a 73% do que ocorreu no primeiro semestre do ano passado.

De acordo com a superintendente do Instituto Mauro Borges (IMB), Lilian Prado, no grupo dos municípios com mais de 30 mil habitantes, os maiores geradores de emprego, em fevereiro, foram Goiânia (578), Rio Verde (577), Catalão (480), Aparecida de Goiânia (467) e Goiatuba (407). “Esses municípios ilustram muito bem os setores que mais geraram emprego me Goiás: serviços, agropecuária e indústria de transformação”, explicou.

Nacional

Goiás obteve o melhor desempenho do Centro-Oeste em fevereiro e, em âmbito nacional, ficou atrás somente dos estados do Sudoeste. A variação de 0,57% positiva de Goiás ficou bem acima da média nacional, que foi de 0,09%.

Segundo o Caged, 14 unidades da federação tiveram saldo positivo na geração de emprego, em fevereiro, e 13 unidades apresentaram saldo negativo. Foi a primeira vez em 22 meses que o Brasil voltou a criar vagas com carteira assinada, com 35.612 postos de trabalho formais de saldo.

Retomada

Os dados do Caged reforçam a tendência de retomada da economia goiana, impulsionada pela política fiscal, segurança jurídica e manutenção de investimentos pelo Governo do Estado, além dos resultados das missões comerciais lideradas pelo governador Marconi Perillo no exterior.

Conforme divulgado na quarta-feira (15) pelo IBGE, a produção industrial de Goiás registrou o segundo maior crescimento do País em janeiro, no comparativo com dezembro de 2016. O índice apontou uma expansão de 2,4% na indústria goiana, enquanto a média nacional registrou queda de 0,1%, na comparação com o mesmo período. A maior alta foi registrada no Espírito Santo (4,1%).

A taxa de produção industrial de Goiás também subiu no comparativo entre janeiro de 2017 com o mesmo mês de 2016. Nesse caso, o salto foi de 8,5%. De acordo com a pesquisa do IBGE, os setores que impulsionaram o crescimento foram os de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (91%) e de produtos alimentícios (9,1%). (Informações do Gabinete de Imprensa do Governador de Goiás)

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