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Aliados veem no senador democrata a possibilidade de vitória da oposição e MDB enfrenta divisão entre caiadistas e vilelistas
Um deles pode sair com o cabelo igual ao do último dos moicanos
Velhacos políticos como José Sarney, Lula da Silva, Romero Jucá, Renan Calheiros, Valdemar da Costa Neto, entre muitos outros, continuarão dando as cartas
É provável que o presidente do PSD não dispute nenhum cargo em 2018
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Divulgação[/caption]
De um prefeito que já apoiou a reeleição do senador Wilder Morais: “É uma pena que Wilder esteja se tornando importante para Ronaldo Caiado [pré-candidato a governador pelo DEM] unicamente por emprestar seu avião, seu helicóptero para a pré-campanha do democrata e sua bela casa para reuniões. Ele virou um serviçal, até um office-boy de luxo de Caiado”.
Ao contrário dos dois principais adversários, governador tucano não vem de estirpe oligárquica nem “herdou” influência política do pai famoso que ocupou todos os cargos eletivos no Estado
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Governador José Eliton cumprimenta beneficiários de programas governamentais: experiência em dois mandatos como vice e em pastas importantes na máquina administrativa[/caption]
O eleitor busca renovação. É esse o mantra que ecoa na realidade política, pelo menos na opinião de certos analistas. Nesse sentido, muitos têm a perspectiva de que nomes novos, sem o clássico perfil de políticos profissionais, vão ter a preferência do eleitorado nas eleições de outubro, seja no pleito à Presidência da República, seja nos Estados.
Essa tese ganhou força nas eleições municipais de 2016, com a vitória do tucano João Doria para a Prefeitura de São Paulo. Doria, que nunca disputara eleição, saiu bem atrás no início da campanha e venceu, num inédito primeiro turno, o então prefeito Fernando Haddad (PT), que dispunha da máquina administrativa. Também a vitória de Emmanuel Macron, na França, meio que consagrou a tese da renovação.
O fato é que nome novo, só por ser novo, não garante vitória. Se não mostrar propostas factíveis que sinalizem soluções para os problemas das pessoas, o candidato que se apresente como renovação, só por ser novo na política, não terá maiores chances de sucesso.
No processo sucessório em Goiás, são três os candidatos que têm, em maior ou menor grau, estrutura partidária, possibilidades de angariar apoios e formar alianças, além de recursos financeiros, entre outros requisitos necessários, para tornar suas candidaturas competitivas de fato. São eles Daniel Vilela, do MDB, José Eliton, do PSDB, e Ronaldo Caiado, do DEM.
Esses três são detentores de cargos públicos eletivos — Daniel, deputado federal; Eliton, governador; e Caiado, senador —, o que de cara já lhes dá projeção natural na imprensa e nas entidades organizadas, o que ajuda muito. Sem essas vantagens “naturais”, digamos, vêm correndo por fora os professores Kátia Maria, do PT, e Weslei Garcia, do PSol.
Na análise a seguir, fechamos o foco nos três nomes competitivos, com a indagação: Quem efetivamente representa a renovação?
Caiado vem de oligarquia
Começando por Ronaldo Caiado, está claro que o senador nunca foi renovação nem quando tinha idade em que isso poderia ser levado em consideração. Aos 30 e poucos anos, Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR), que muitos classificam como das coisas mais reacionárias já criadas no Brasil. A UDR se caracteriza pela radicalização patronal rural conservadora, contrária à reforma agrária.
Caiado ter sido um dos próceres da UDR é até mais natural para quem descende de um ramo familiar oligárquico que comandou o Estado com mãos de ferro desde o século XIX e parte do século XX, primeiro como aliado do clã Bulhões e depois com força própria.
O hoje senador entrou na política justamente pela via UDR. Foi candidato à Presidência da República em 1989, quando obteve pífios 0,6% dos votos. Em 1994, já na condição de deputado federal, candidatou-se a governador de Goiás. Começou a campanha na liderança, mas nem ao menos passou ao segundo turno, negando-se então a apoiar Lúcia Vânia, o que possibilitou a vitória de Maguito Vilela.
De lá para cá, o líder ruralista se elegeu para vários mandatos de deputado federal e o atual, de senador. É legítima a ambição de Ronaldo Caiado ser candidato ao governo de Goiás, mas o eleitor goiano sabe que se o senador for eleito, é muito difícil que ele apresenta algo que se possa chamar minimamente de renovação, porque Caiado, definitivamente, não tem nada de novo.
Daniel é “herdeiro”
Daniel Vilela tem apenas 34 anos, mas um currículo político considerável. Exerceu mandatos de vereador por Goiânia, de deputado estadual e o atual, de deputado federal. É, inegavelmente, um dos políticos mais promissores de Goiás. Quer ser governador, com toda a legitimidade, mesmo porque seu partido tem estrutura em todo o Estado, embora a sigla não esteja fechada com ele — prefeitos de cidades importantes estão aliados a Ronaldo Caiado.
Mas, Daniel é renovação? A rigor a resposta é não, justamente pelo currículo. Não dá para considerar renovação alguém que já está no terceiro mandato eletivo. Além disso, à semelhança de Caiado, que descende de um ramo oligárquico, Daniel Vilela é um herdeiro político com todas as letras. É herdeiro de seu pai, Maguito Vilela, um egresso da Arena [Aliança Renovadora Nacional, o partido dos militares no período da ditadura], homem que exerceu todos os cargos eletivos em Goiás, desde vereador (em Jataí), a deputado estadual, deputado federal, governador e senador.
Daniel Vilela tem sim valor individual e méritos próprios na construção de seu carreira política. Isso é inegável. Mas quem em sã consciência irá dizer que ele não se aproveitou do espólio político que o pai lhe passou em vida. Não à toa, Maguito insiste em dizer que agora “é a vez do meu filho”. A frase denota uma “passagem de bastão”. E isso, convenhamos, não é renovação.
Eliton começou em 2010
Finalmente, José Eliton. Seria ele renovação? Sim, na comparação com seus dois principais adversários, não há dúvida. O tucano começou na política em 2010, estreando justamente como indicado do DEM para a vice de Marconi Perillo, no amplo arco de aliança formado naquela eleição. Eliton ombreou com a base aliada e o tucano-mor no enfrentamento às máquinas da Prefeitura de Goiânia, que estava com o PT de Paulo Garcia aliado a Iris Rezende (PMDB), do governo estadual, então nas mãos do pepista Alcides Rodrigues aliado a Vanderlan Cardoso (PR), e federal, que estava com o PT de Lula da Silva, também aliado a Iris.
Repetindo, José Eliton não tinha atuação partidária até então. Com a coligação de Marconi vencedora, o vice aprendeu fazendo. Na reeleição de Marconi, em 2014, Eliton foi novamente vice. Com a vitória da base aliada, o vice assumiu outras funções no governo, em secretarias importantes, como a de Desenvolvimento e a de Segurança Pública. Ele também comandou a Celg, promovendo uma recuperação financeira e administrativa da empresa.
Portanto, José Eliton não descende de nenhum ramo oligárquico, como é o caso do líder ruralista Ronaldo Caiado. E diferentemente do emedebista Daniel Vilela, Eliton não herdou espólio político da família, mesmo considerando que seu pai, Dr. Eltin, tenha sido prefeito de Posse nos idos da década de 1980.
A vocação política de José Eliton Júnior foi despertada ainda na juventude. Formou-se em Direito, tornando um dos grandes especialistas brasileiros em Direito Eleitoral. Fez parte da Comissão de Juristas do Senado Federal na elaboração do anteprojeto de reformulação do Código Eleitoral Brasileiro e escreveu o livro “Legislação Eleitoral - Eleições 2008”. Também foi tesoureiro do Instituto Goiano de Direito Eleitoral (IGDEL) e membro da Comissão de Direito Político e Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Goiás.
Se entre os três principais pré-candidato ao governo de Goiás em 2018 há alguém que ser classificado como renovação, certamente esse alguém é José Eliton de Figuerêdo Júnior.
É estranho que Ministério Público e Assembleia Legislativa não tenham se manifestado a respeito da denúncia
Articulada, a pré-candidata do PT a governadora aparece relativamente bem nas pesquisas
Retorno do tucano movimenta a política local — das hostes governistas até as oposições
Na segunda-feira, 11, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil assinaram um Acordo de Cooperação Técnica para implementação do projeto Salvando Vidas. A partir do acordo, os internos do regime aberto e egressos do sistema prisional e penitenciário terão mais uma oportunidade de reintegração social. Por meio de capacitação, formação e atuação, os reeducandos vão trabalhar no combate às queimadas no Tocantins. O projeto objetiva a criação, o treinamento, a estruturação e a operacionalização de Brigada de Incêndio composto por egressos do sistema penitenciário do Tocantins, pessoas privadas de liberdade que cumprem pena em regime aberto e cumpridores de medidas alternativas, com exceção do monitoramento eletrônico. A princípio, serão selecionados 50 participantes para a formação de brigadista. O subsecretário da Seciju, Geraldo Cabral, enfatizou a relevância social da medida. “O projeto vai oportunizar e facilitar a reinserção social dos reeducandos, possibilitando uma nova realidade, outros caminhos. É um projeto de muita grandeza social e, trabalhando juntos, vamos conseguir mudar essa realidade.” O subsecretário da Semarh, Rubens Brito, destacou que o trabalho desenvolvido pelo projeto é uma força-tarefa. “Que juntemos nossas armas para acabar com os focos de incêndio e de queimadas, aproveitando a mão de obra daqueles que precisam ser incluídos e precisam de incentivo para voltar à sociedade”, argumentou. Na assinatura do termo, foram apresentadas diversas ações em torno do combate às queimadas. A Secretaria de Estado da Comunicação Social desenvolverá campanha publicitária voltada para prevenção e conscientização da sociedade em geral. Já a Semarh também apresentou uma nova aquisição do governo do Tocantins, um Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) para auxiliar no combate e controle do período de queimadas, mais intenso entre os meses de agosto e outubro.
Os processos contra Marcelo Miranda (MDB) e Carlos Amastha (PSB) que estavam em instâncias superiores da Justiça Federal foram remetidos de volta para o Tocantins. Entre os inquéritos estão as investigações da Polícia Federal nas operações Reis do Gado, Pontes de Papel e Nosotros. A devolução se deu porque os políticos perderam o foro privilegiado. Segundo os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-governador não tem mais foro privilegiado porque teve o mandato de governador cassado pela Justiça Eleitoral, e no caso do ex-prefeito, o motivo foi a renúncia dele ao cargo de prefeito para concorrer às eleições ao governo. Na Operação Reis do Gado, o ministro Mauro Campbell mencionou que o Ministério Público Federal aponta a possível prática de lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias fraudulentas e manobras fiscais para dar aparência aos negócios ilícitos. O caso será remetido à 4ª Vara da Justiça Federal do Tocantins. Já no inquérito da Operação Pontes de Papel são investigados contratos de pontes que custaram mais de R$ 1 bilhão. A suspeita é de que houve superfaturamento. O STJ ainda decidiu sobre uma terceira ação penal que envolve Marcelo Miranda. Neste caso, o político responde por suposta prática dos crimes de dispensa ilegal de licitação e apropriação indevida de dinheiro público, entre os anos de 2003 e 2004. Os crimes teriam ocorrido a partir da contratação de uma organização para fazer a gestão da saúde no Estado. Quanto a Amastha, o inquérito da Polícia Federal trata da Operação Nosotros, na qual o ex-prefeito foi indiciado por corrupção ativa, passiva e associação criminosa num suposto esquema que teria como objetivo lucrar de forma ilegal com a implantação do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) de Palmas.
O prefeito de Ponte Alta do Bom Jesus, Yaporan Milhomem (PV), assinou, juntamente com o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Thiago Dourado, a ordem de serviço para o início das obras do matadouro e frigorífico do município, em solenidade na semana passada, na área onde será construído o complexo. Com capacidade para abater de 50 a 100 cabeças de gado por dia, o complexo atuará também no abate de caprinos e ovinos, e será referência para a região sudeste do Tocantins. O prefeito destacou a importância do futuro estabelecimento para o município. “Ponte Alta do Bom Jesus terá com a implementação desse complexo uma evolução muito grande em termos econômicos e sociais. População e produtores locais e da região serão fortalecidos com o projeto”, destacou Yaporan, ao frisar que a prefeitura atuou na doação e liberação do terreno onde será instalado o frigorifico. Segundo a diretora de políticas para pecuária do governo do Estado, Erica Jardim, não basta construir, colocar os equipamentos e passar para um gestor privado que dê conta de fazê-lo funcionar. Para tanto, se faz necessário que sejam seguidas as políticas públicas propostas pela secretaria da agricultura do Estado. “Precisa antes de tudo, que o gado seja bom. Com a previsão do número de abate de 50 cabeças/dia é necessário ter cerca de 20 mil matrizes de qualidade por ano, e touros (pela monta natural) ou inseminação artificial de boa qualidade”, explicou. O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária falou da estatística do abate de bovinos no Estado. “Para se ter uma ideia, o ano passado o Estado abateu 1 milhão e 24 mil cabeças de gado. Desse total 235 mil ficaram para ser consumidas aqui; mais de 700 mil foram para fora do Estado e do Brasil”, informou. Este é o primeiro de um total de oitos projetos destinados para o Tocantins. Os demais municípios a serem beneficiados são Ananás, Araguanã, Arapoema, Barrolândia, Campos Lindos, Novo Acordo e Wanderlândia. A previsão de conclusão da obra em Ponte Alta do Bom Jesus é de 300 dias, contados a partir da data de assinatura da ordem de serviço.
Vencedor do 1º turno da eleição suplementar, gestor interino do Estado não confirma candidatura ao governo no pleito ordinário de outubro, mas “até as pedras” sabem que ele irá disputar, a não ser que surja eventual problema com a Justiça
Prestes a disputar o segundo turno das eleições suplementares, o presidente da Assembleia Legislativa e atual governador interino do Estado do Tocantins concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Opção, oportunidade em que falou sobre seu modelo de gestão, municipalismo, alianças partidárias, estabilidade política e econômica, além da expressiva votação recebida do eleitorado tocantinense no primeiro turno do pleito suplementar.
Mauro Carlesse é paranaense de Terra Boa, e migrou para o Tocantins na primeira década do século XXI. Ocupou-se como empresário e agropecuarista no município de Gurupi. Iniciou sua carreira política ao se filiar ao Partido Verde (PV) em 2011, quando então já exercia a presidência do Sindicato Rural de Gurupi. Em outubro de 2014, já pelo PTB, foi eleito deputado estadual. Em julho de 2016, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado para assumir o cargo a partir de fevereiro de 2017.
Ao disputar a eleição suplementar o sr. surpreendeu, uma vez que ficou em primeiro lugar ao final do primeiro turno, angariando mais de 173 mil votos, derrotando figuras exponenciais da política tocantinense, como os senadores Vicentinho Alves e Kátia Abreu e o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha. A quais fatores o sr. atribui essa expressiva votação e como classifica essa importante vitória na sua vida pública?
A população entendeu a mensagem da estabilidade. Essa eleição suplementar é de transição e o eleitor sabe que não é o momento de mudar o governador. A mudança agora geraria prejuízos incalculáveis e o tocantinense entendeu que estamos levando o Estado para a um porto seguro.
Essa votação foi a vitória da esperança de que o Tocantins tem jeito e que nós representamos o novo e iremos promover as melhorias que o povo tanto espera.
No próximo dia 24 realizar-se-á segundo turno entre o sr. e o senador Vicentinho Alves. Qual é a sua expectativa?
A população já entendeu a mensagem e votou em nossa candidatura no primeiro turno, nos dando mais de 30% dos votos. Agora a corrente está aumentando com pessoas que também querem o bem do Tocantins. Continuo fazendo uma campanha com respeito aos adversários. Enquanto eles prometem e nos atacam eu faço as obras que o Estado precisa, gerando oportunidades de emprego e renda ao nosso povo.
Uma vez eleito para cumprir o mandato até 31 de dezembro deste ano, livre das amarras judiciais que impedem o governo interino de realizar várias ações, quais serão os seus maiores desafios? Que projetos pretende implantar à frente do governo estadual para que o seu legado fique registrado na história do Tocantins?
Neste governo de seis meses iremos garantir o funcionamento do Estado e continuar os projetos já iniciados. Com segurança jurídica e estabilidade iremos preparar o Tocantins para os projetos a longo prazo que garantirão uma vida melhor para todos nós tocantinenses.
As eleições ordinárias de outubro de 2018 são uma realidade da qual é impossível, para um agente político, esquecer ou não fazer planos. Se ganhar o segundo turno da suplementar, no cargo de governador o sr. se torna candidato natural à reeleição. E mesmo que não ganhe, teria um recall importante. O sr. será candidato em outubro?
Nossa preocupação agora é com a normalidade e estabilidade do Estado. Outubro é outra história. Até lá vamos trabalhar muito e aí iremos analisar o quadro, todavia, a população pode ter certeza que não abandonaremos nossos ideais de um Estado mais justo e com mais oportunidades para os pais de família, crianças e jovens, que tanto esperaram um governo sério e que respeita a todos, sem distinção.
Várias foram as filiações de deputados — Wanderlei Barbosa, Rocha Miranda, Toinho Andrade —, o que fez com que o PHS se tornasse a maior bancada na Assembleia Legislativa, o que também pode ser considerado um fenômeno. Também se filiaram ao partido diversas lideranças políticas regionais e locais. Há no Tocantins uma unanimidade em torno do seu nome?
Não acredito nem acho confortável uma situação de unanimidade, contudo, entendo que o nosso projeto está conquistando líderes importantes para o PHS, partido que está crescendo nacionalmente e também no Tocantins. Já temos uma bancada forte e o partido cresce a cada dia em todo o Estado, porque traz uma mensagem nova para a população. Já no governo, mesmo interinamente, estamos mostrando que viemos para fazer a diferença, com responsabilidade e, honrando compromissos, estamos colocando o Tocantins nos trilhos para a retomada do crescimento.
Após assumir interinamente o governo do Estado, uma liminar judicial impediu fazer pagamentos não urgentes. Isso dificultou a governabilidade?
As ações judiciais engessaram um pouco nossas ações. Ocorre que não ficamos parados e fomos buscar soluções para os problemas, respeitando, contudo, os limites impostos pela justiça. Com a habilidade de nossos técnicos estamos conseguindo realizar muita coisa em pouco tempo de governo. Negociamos débitos na saúde, educação, segurança pública e infraestrutura e estamos realizando obras e ações emergenciais de grande alcance para a população.
O seu governo apresentou resultados rápidos, como enxugamento dos gastos, pagamento dos servidores no início de cada mês, regularização do Plansaúde, além do pagamento das verbas atrasadas do Fundeb, como também o início do programa Opera Tocantins, na saúde. Esse modelo de gestão é uma característica pessoal ou isso se deu em razão do “mandato-tampão” ter um período muito curto?
Logo que assumi o governo fui visitar os hospitais regionais e vi de perto as dificuldades enfrentadas. Corredores cheios, pagamentos atrasados com médicos, anestesistas e outros profissionais, filas com quase 6 mil pessoas na espera por uma cirurgia. Era muito descaso e sofrimento e eu não poderia ficar alheio a isso. Então, determinei ao secretário de Saúde que nos apresentasse, imediatamente, uma resposta rápida à população e lançamos o Opera Tocantins. Ao meu ver, é o mais importante projeto já realizado na área da saúde aqui no Estado que, diga-se de passagem, é a prioridade número um de nosso governo.
Contudo, não deixamos de atuar em outras áreas essenciais da administração como a dos servidores públicos com direitos reprimidos há vários anos. Negociamos com os sindicatos e iniciamos o pagamento da data-base, além disso passamos a pagar os salários no início do mês e adotamos as seis horas diárias de trabalho para reduzir custos. Com outras medidas de contenção conseguimos reduzir os gastos da máquina estadual.
No seu histórico político, o sr. disputou uma eleição municipal em Gurupi em 2012, contudo, não obteve êxito. Quais foram os fatores que considera preponderantes para que sua vitória não ocorresse?
Sempre tive vontade de ajudar as pessoas e percebi que a única maneira era entrando na política. Gurupi buscava novidade e naquela época tudo caminhava para uma candidatura única. Então resolvi atender o convite de muitos amigos me candidatando. Grande parte da população entendeu a nossa mensagem e nos deu 42,78% dos votos válidos. Foi uma vitória para quem nunca havia disputado uma eleição.
Após esse percalço, logo depois de se filiar ao PTB em 2013, foi eleito deputado estadual com mais de 12 mil votos. Em julho de 2016 foi eleito presidente da Assembleia Legislativa, assumindo o cargo em fevereiro de 2017. Em razão dessa condição, já em maio de 2018, assumiu interinamente o posto de governador do Estado do Tocantins. Como o sr. avalia essa carreira meteórica na política?
Foi com um trabalho sério e visão de empresário que chegamos até aqui. A população nos elegeu deputado estadual e os parlamentares confiaram a mim a presidência da Casa Legislativa. Acredito que tive capacidade de articulação pois obtive 17 dos 24 votos dos colegas.
Busquei, desde o primeiro momento, a independência do Parlamento valorizando os deputados e discutindo exaustivamente cada projeto apresentado pelo governo do Estado, sempre pensando no melhor para o Tocantins. Implantamos a política municipalista na Assembleia e procuramos atender as demandas de nossos prefeitos. Discutimos e aprovamos financiamentos que distribuem recursos aos 139 municípios tocantinenses.
A ida para o governo do Tocantins foi em cumprimento a determinação constitucional devido a cassação do então governador. Desde o início, trabalho respeitando as leis e buscando a estabilidade do Estado em um momento difícil de transição.
Ainda no exercício do mandato parlamentar, o sr. apresentou, como projeto de destaque, aquele que proíbe transposição águas do Rio Tocantins para a bacia do Rio São Francisco. Qual foi a motivação principal para que empunhasse tal bandeira e qual a importância dessa proposição?
Jamais poderíamos permitir um projeto desses que, com toda certeza, destruiria uma de nossas maiores riquezas, o Rio Tocantins. Fizemos essa movimentação e a sociedade logo abraçou a causa da preservação e o projeto da transposição perdeu força. Tenho certeza que não vingará.
O candidato a vice-governador na chapa de Mauro Carlesse (PHS), deputado estadual Wanderlei Barbosa (PHS), conseguiu o apoio e a adesão de mais dois prefeitos à campanha da coligação Governo de Atitude: Weltman Veloso (PSD), de Tupiratins, e Cleoman Correia (PR), de Itacajá. Lideranças políticas de Rio Sono e Tocantínia também já haviam declaram apoio, assim como os prefeitos Ivan Paz (PRB), de Aguiarnópolis; Carlos Alberto Rodrigues da Silva (PP), de Carrasco Bonito; e Valber Saraiva (PSDC), de Ananás, todos da região do Bico do Papagaio. Durante reunião com as lideranças, Barbosa também enfatizou que a estabilidade é a única alternativa para crescimento do Estado. “Vamos todos juntos fazer um trabalho para que os tocantinenses continuem aprovando este governo que luta pela estabilidade do Estado”, comentou.
A medida que se aproxima o dia da eleição, os discursos vão se inflamando. O candidato Vicentinho Alves (PR), em reunião na terça-feira, 12, com lideranças da região Sul da capital, garantiu que colocará “ordem na casa” e fez críticas ao governo interino ao falar que Palácio Araguaia virou “balcão de negócios”. Vicentinho Alves trocou ideias sobre o projeto de governo da coligação com suplentes de vereadores votados da capital e outros líderes da região Sul de Palmas que, segundo o candidato a governador, estão preocupados com os destinos do Tocantins. “Deixei bem claro para eles que minha atuação como governador será para moralizar o Estado. Setenta por cento dos tocantinenses estão indignados com o que estão vendo no balcão de negócios do Palácio Araguaia. Quero ser eleito governador para botar ordem na casa, para colocar o Tocantins num patamar de grandeza no contexto brasileiro”, ressaltou o congressista. Segundo Vicentinho, sua atuação na busca por recursos para obras e serviços que beneficiam o Tocantins na área de infraestrutura, são latentes e inquestionáveis. O gestor citou ações para travessia de Formoso, melhoria do aeroporto de Araguaína e pela pavimentação da BR-242. Conforme declaração do candidato, ele foi responsável direto por trazer investimentos de mais de R$ 164,8 milhões ao Estado. No que concerne às obras de reforma a ampliação do Aeroporto de Araguaína, cujo valor é de R$ 47 milhões, R$ 5 milhões já foram empenhados e outros R$ 15 milhões estão garantidos no Orçamento de 2018. Folha Filho O maior cabo eleitoral de Carlos Amastha e seu líder no parlamento municipal – o presidente da Câmara, José do Lago Folha Filho (PSD) – anunciou na quarta-feira, 13, apoio ao candidato Vicentinho Alves (PR), após reunião com o coordenador da campanha, Eduardo Gomes (SD). A luta incessante pelo apoio de lideranças chegou à cidade de Colinas do Tocantins. O ex-prefeito de Colinas e um dos líderes estaduais do PT, José Santana, se engajou de vez na campanha do candidato da coligação A Vez dos Tocantinenses, Vicentinho Alves. “O PT não tem candidato, mas eu não me dou ao direito de me esquivar da responsabilidade de fortalecer a democracia votando e fazendo a crítica”, avisou Santana, que, no primeiro turno, havia apoiado a candidata da coligação Reconstruindo o Tocantins, Kátia Abreu (PDT). O ex-prefeito enfatizou que não embarco nessa do “novo” e da “mudança”. “A principal característica do novo é ser desconhecido. Não acredito no desconhecido, eu aposto na evolução”, afirma. Já para as eleições ordinárias de outubro, o petista disse que ainda não há nada definido. “Se formos capazes de produzir um programa e uma candidatura do meu campo, será um grande avanço; se não for possível, vou apoiar o que já conheço e que tem possibilidades de evoluir”, explica.


