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Alexandrino ainda não atendeu a imprensa e aguarda resultado da análise do órgão para falar com jornalistas
No dia em que a torcida do Ceará aplaude jogador do Flamengo, pela primeira vez um árbitro interrompe um jogo no Brasil por causa de gritos homofóbicos

Sou cria da geral do Estádio Serra Dourada e das arquibancadas do Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OAB). Um amigo pagava meu ingresso para assistir aos jogos do Goiás no Campeonato Brasileiro, no final dos anos 1980 e início dos anos 1990 – mal sabia ele que a doutrinação não surtiria efeito, pois eu já era um vilanovense doente (sempre digo que há aí um pleonasmo, uma redundância).
Formei-me torcedor homenageando jogadores, árbitros, bandeirinhas e torcedores rivais com toda sorte de palavrão dicionarizado ou não. Entre o vasto repertório, o xingamento preferido era, é claro, o “viado” (assim mesmo, com ‘i’). Em um ambiente toxicamente masculinizado, nada mais ofensivo que imputar a outrem a desonrosa alcunha. Invariavelmente, o coro “Ei, juiz, VTNC!” se repetia algumas vezes.
Rádio a pilha
Não me lembro de que, naquele tempo, havia algum debate ou discussão sobre o comportamento dos torcedores. Tudo isso fazia parte do ecossistema dos estádios – como o amendoim, o rádio a pilha, os banheiros emporcalhados e o placar do Serra Dourada que nunca funcionava.
Hoje, as coisas mudaram. Há muito mimimi nos estádios e fora deles – ainda bem. Os tempos são outros, o mundo evolui. O que era normalizado passou a ser contestado. Cada vez mais pessoas estão se cansando da incivilidade. É para frente que se anda.
Há algum tempo a Fifa tenta coibir atos de racismo e homofobia nos estádios mundo afora. Clubes e torcedores têm sido punidos. Ainda assim, muita gente ainda prefere se comportar como se estivesse nas arenas romanas.
Neste fim de semana, o mundo assistiu a um marco no futebol brasileiro. Durante o jogo contra o São Paulo, o árbitro Anderson Daronco parou a bola por causa de cantos homofóbicos por parte da torcida do Vasco, virou-se para o técnico Vanderlei Luxemburgo e disse: "Viado não pode!" O técnico pediu que seus torcedores cessassem com os gritos. O time pode ser punido.
Foi um ato simbólico. Pode ser o pontapé para novos tempos. Claro, não colocará um ponto final nas ofensas. Mas, devagarinho, as arquibancadas podem se tornar menos hostis. Quem sabe um dia cenas como a da torcida do Ceará aplaudindo o Arrascaeta, do Flamengo, sejam menos surpreendentes. E que ataques homofóbicos e racistas é que sejam a exceção.
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Competição, que chega à 27ª edição, passará em Porto Nacional e São Felix do Tocantins nos dias 28 e 29 de agosto

O Tocantins está pronto para receber o segundo maior rally do mundo e o maior das Américas, o Rally dos Sertões. O evento tem etapa marcada para chegar em Porto Nacional no dia 28 de agosto, quarta-feira, e em São Felix na quinta-feira, 29.
Cerca de duas mil pessoas que compõem a caravana do Rally dos Sertões fazem compras e usam serviços locais durante a prova, como hotéis, supermercados, bares e restaurantes; postos de gasolina, farmácia, lojas, serviços de manutenção de veículos e muito mais. O evento também divulga as cidades, roteiros turísticos e as belezas naturais através da mídia.
“É um prazer saber que o Tocantins foi um dos Estados selecionados para receber o Sertões. Agradecemos a toda a equipe do rally pela oportunidade de levar os pequenos negócios tocantinenses para o centro dessa aventura e mostrar a eles que é possível, com turismo e grandes eventos, aquecer nossa economia. Teremos a chance de mandar para o Brasil e para o mundo um recado: no Tocantins temos belezas naturais, tradição e um povo acolhedor”, ressaltou o superintendente do Sebrae Tocantins, Moisés Gomes. O Sebrae Tocantins capacitou os pequenos negócios dos dois municípios e, desde o dia 19 de agosto já foram ministradas Oficina e Consultoria de boas práticas no serviço da alimentação, Palestra de Atendimento ao Cliente e Palestra de gestão financeira e Oficina de vitrinismo.
A programação divulgada pela organização do rally estima que a competição em 2019 cruzará mais de 1.000 km de estradas, entre Porto Nacional e São Félix, com chegada prevista para 1º de setembro em Aquiraz, no Ceará, passando por 40 cidades em sete Estados. O trajeto total será de 4.744 km.
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