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Silvio Santos foi mais famoso e menos poderoso do que Chatô e Roberto Marinho

Quais as principais semelhanças e diferenças entre os três principais tycoons da imprensa brasileira — Assis Chateaubriand (1892-1968), Roberto Marinho (1904-2003) e Silvio Santos (1930-2024)?

A semelhança principal é óbvia: todos ganharam muito dinheiro e se tornaram figuras poderosas da República.

1

Chatô: o achacador que fundou o Masp

Churchill com Nehemias Gueiros e Moniz Aragão e Assis Chateaubriand | Foto: Reprodução

Assis Chateaubriand, o Chatô, construiu um império de comunicação no século 20. Ele fundou jornais (foi dono do “Correio Braziliense”, do “Estado de Minas”, da “Folha de Goiaz”, entre tantos outros), rádios e a TV Tupi, a pioneira. Ajudou a derrubar governos e a colocar políticos no poder. Chegou a ser senador e embaixador do Brasil em Londres. Relacionou-se com a rainha Elizabeth e com Winston Churchill. Parecia se divertir com suas “artes”.

Uma de suas criações é o Museu de Arte Moderno (Masp), com quadros de pintores de vários países. Comprou quadros importantes, como um de Van Gogh, e chegou a extorquir empresários para financiar o mais importante museu do Brasil.

Chatô foi crucial para melhorar as comunicações no país. Por isso, como sugere Fernando Morais, no livro “Chatô — O Rei do Brasil”, é preciso matizá-lo bem. Extorquiu empresários e pressionou políticos. Porém, ao mesmo tempo, construiu um império de comunicação, dando empregos e gerando desenvolvimento. Avaliado pela média, e não pelos extremos, foi, de fato, um grande homem. Mais admirável como figura pública do que como indivíduo, no dia a dia.

O historiador Sérgio Buarque de Holanda trabalhou para Chatô em “O Jornal”, pelo qual entrevistou, na década de 1920, o escritor alemão Thomas Mann, que era filho de uma brasileira, Júlia Silva. O empresário, que também era jornalista, era um grande empreendedor.

2

Roberto Marinho: mestre titereiro

Adolpho Bloch e Roberto Marinho: dois magnatas das comunicações | Foto: Reprodução

Se Chatô apreciava aparecer, dada sua vaidade extrema, Roberto Marinho, pelo contrário, trafegada nos bastidores, nas sombras e poros do poder.

Quando o pai morreu, Roberto Marinho assumiu um jornal sem muita importância e, graças a uma devoção total ao trabalho, transformou “O Globo” num grande veículo de comunicação. Tornou-se um executivo eficiente. Um de seus segredos era gostar de trabalhar com jornalistas que escreviam bem e pensavam — como Evandro Carlos de Andrade. José Asmar disse ter ouvido dele a seguinte frase: “Muitos escrevem, mas poucos pensam”. Os dois trabalharam juntos, no Rio de Janeiro,

Mestre titereiro, Roberto Marinho operava nos bastidores da política, com rara habilidade e finura (presidentes-generais, Tancredo Neves, José Sarney e Fernando Collor o ouviam com atenção). Decidia sem aparecer. Participou de várias articulações políticas, inclusive dos ataques a políticos, como Getúlio Vargas e João Goulart. Defendeu, com ardor, o golpe civil-militar de 1964 e a ditadura dos generais irmanados com os civis, como ele.

Depois de “O Globo”, criou a TV Globo, que, contratando profissionais competentes e dedicados, como Walter Clark e Boni, transformou na melhor do país. Com um raro padrão de excelência.

Assim como o hard Chatô, o soft Roberto Marinho amava o poder. A diferença entre os dois era de tom. O poder do poderoso chefão do Grupo Globo era fato, existia, mas nem sempre era visível. Todos sabiam: o “doutor” Roberto mandava.

3

Silvio Santos: mestre do kitsch se tornou famoso

Silvio Santos: um dos maiores comunicadores da história do país | Foto: Reprodução

Silvio Santos parece uma espécie de patinho feio no clube ao qual pertencem Chatô e Roberto Marinho.

Seu Silvio, como era chamado, queria ser rico e famoso. Chegou ao topo, pois era um empreendedor atilado. Era popularíssimo. Não queria mandar nos políticos. Queria, isto sim, que os políticos não atrapalhassem seus negócios. Por isso, cultivava-os com o máximo de devoção. Na ditadura, para agradar os militares, criou “A Semana do Presidente”.

Silvio Santos era rico, mas, ainda assim, era um homem do povão, ou melhor, cultivado pelos pobres e pelas classes médias. Era o retrato mais fiel do kitsch na televisão patropi. Mas viu e venceu.

Quando tentou ser poderoso na política, como candidato a presidente da República, os políticos deram-lhe uma rasteira.

Durante anos, Silvio Santos mesmerizou os telespectadores. Mas, aos poucos, com a modernização do país e das comunicações globais, foi morrendo vivo, por assim dizer. O SBT continuou forte, mas Seu Silvio foi perdendo contato com o país. Tanto que é mais louvado por coisas de um passado mais distante do por cousas de um passado mais recente.

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