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Policial é mantida refém em rebelião em presídio de Bela Vista

A rebelião começou por volta das 14h30 após agentes plantonistas frustrarem uma tentativa de fuga coletiva na unidade

Ônibus saem de circulação às 20h desta sexta e voltam a operar na manhã de sábado

Segundo nota, a medida está sendo adotada por causa de ameaça à segurança dos motoristas e passageiros por integrantes do Sindcoletivo

Os últimos 46 sonhos de uma vida quase efêmera

Nem mesmo os ponteiros do relógio, avançando sempre em direção ao fim, impediram que Stephen Sutton realizasse os seus desejos e ajudasse outros jovens com câncer. Ele arrecadou cerca de R$12 milhões para a caridade

Conselho da UFG decide pela adesão integral ao Sisu

Depois da realização do vestibular para o segundo semestre deste ano, a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), passará a ser adotado integralmente na seleção para o primeiro semestre de 2015

Manifestações

Nos idos de junho, participei de uma grande e pacífica manifestação no centro de Goiânia. Fui mais por interesse sociológico, confesso, do que por engajamento. É que para os meus padrões de militância, herdados do século passado,  a pauta era tão vaga e diversa que eu não sabia ao certo em quê me engajar. No ato não havia uma liderança, mas várias, tão difusas quanto desarticuladas. Exemplo disso foi a literal cisão do movimento em plena Praça Cívica, quando um carro de som conduziu seus seguidores em direção ao Paço Municipal, ao passo que outro tomou o rumo da Praça Universitária, seguido por mim e por algumas centenas de nostálgicos. Fora da arena das manifestações, para onde voltei depois de tão desalentadora dispersão, o clima era de confusão e perplexidade. Para os simpatizantes dos governos do PT, eram incompreensíveis as revoltas populares de junho, após tantas estatísticas revelarem a melhoria da qualidade de vida dos mais pobres. Já para os detratores de Lula e Dilma, os idos de junho antecipavam um anseio de mudança que teria seu ápice na eleição presidencial de 2014. Passado quase um ano e resguardadas as legítimas marcações de posição na arena de disputas, o mais provável é que ambos os lados estejam errados. Ao que tudo indica, foi exatamente a melhoria da qualidade de vida da população mais pobre que elevou seu nível de exigência em relação à qualidade dos serviços públicos a ela oferecidos. Há uma parcela de brasileiros que recentemente conquistou o acesso ao consumo e ao crédito, e que vem sendo cada vez mais assistida por programas sociais de acesso à moradia e à educação superior. Essa parcela, chamada de "nova classe média" à falta de melhor nome, passa a não mais se ver compelida a aceitar passivamente o desmantelamento e a indigência de serviços públicos essenciais -- como o sistema de transportes, por exemplo. Por outro lado, o anseio de mudança dessa "nova classe média" não se reflete, até agora, em vontade de votar na oposição. Esse parece ser um anseio da classe média tradicional, que embora tenha apoiado as manifestações, em maior ou menor grau,  desde junho passado, não vem conseguindo dirigi-las, nem na forma nem no conteúdo. Mais à esquerda, o Movimento Passe Livre e seus congêneres ficaram para trás, perdendo espaço para a primitiva violência dos black blocs. Entidades tradicionais de trabalhadores e estudantes, como Cut e UNE, cujas bandeiras sempre foram relativamente próximas das dos novos manifestantes, ou foram alijadas do processo ou se mantiveram cativas de suas agendas invisíveis. Mais à direita, a agenda negativa de enfraquecimento do governo, que teve seu auge no julgamento do mensalão do PT e na prisão dos condenados, não logrou conquistar os corações das massas em marcha. Assim é que as manifestações derivadas dos idos de junho seguem isoladas de todas as correntes do espectro político, sem conseguir engendrar, até aqui, uma força minimamente apta à articulação e à negociação. Logo na origem, essas manifestações descredenciaram os partidos políticos – por si mesmos já tão descredenciados – como instrumentos de mediação de suas reivindicações. A corriqueira e desmedida repressão policial, em vez de atingir o efeito esperado pela predominante porção imbecilizada do Estado, produziu efeito contrário. Cada vez mais gente saiu às ruas para pedir passe livre, hostilizar os partidos ou maldizer a copa do mundo, para nada disso ou seu contrário. Em meio a palavras sem ordem e brados sem foco, apenas um bordão extraía o coro daquelas vozes tão dissonantes: “sem violência”. Paradoxalmente, quanto mais se distancia aquele conturbado junho de 2013, tanto mais a violência deslegitima as manifestações proliferadas a partir dele. A violência legítima – ou legitimada por importantes setores da sociedade – já foi utilizada por não poucos movimentos sociais no Brasil e mundo afora. Não é outra a origem da presidente da república e do senador tucano Aloysio Nunes ferreira (para citarmos personas políticas hoje em campos opostos), que não a luta armada contra a ditadura civil-militar de 1964-1985. Mas a violência como instrumento político (vide black blocs), com tantos outros à mão mesmo em nossa frágil democracia, é repulsiva a diferentes setores da sociedade, dos mais conservadores aos mais progressistas. Não menos repugnante é a violência gratuita, ou mesmo aquela em reação, ou em antecipação, à usual truculência da polícia em manifestações. Esse expediente, aliás, tem sido bem mais frequente do que a ação dos midiáticos black blocs. Um mau exemplo são os recentes quebra-quebras de ônibus em Goiânia, nas manifestações contra o deplorável transporte coletivo da cidade. Esse tipo de violência, que vai ganhando ares de efeito colateral de qualquer manifestação legítima, é resultado direto do ódio à política deflagrado nos idos de junho. Infelizmente, o que se vê de lá para cá em manifestações de todo gênero é o desprezo da política como único instrumento civilizado de mediação de conflitos sociais. Por piores que sejam a política e seus atores – e não custa lembrar que o Brasil está melhor do que já esteve neste quesito --, não há outro modo de lidar com os problemas coletivos. Fora a política, alguém já disse, é a guerra. Sem se submeter ao necessário e complicado jogo de forças da política, as manifestações perigam terminar, cada vez mais, em confusão e barbárie. E perigam terminar, de uma vez e por muito tempo, o vacilante pacto entre sociedade e civilização.

STF julga regra que limita investigação do MP nas eleições na próxima semana

A Resolução 23.396/2013, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi aprovada pelo plenário da corte em dezembro do ano passado

Presidente do TSE defende limite de gastos na campanha eleitoral

A adoção da regra está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF)

Problema da violência é “gravíssimo”, diz Marconi Perillo

O governador ressaltou que neste ano foram incorporados à área da Segurança em Goiás 3.800 novos policiais, agentes e escrivães

“Trabalho para que o DEM fique dentro da base”, defende Helio de Sousa

Deputado estadual pondera, entretanto, que a decisão será tomada em convenção partidária [caption id="attachment_4237" align="alignright" width="300"]Deputado estadual Helio de Sousa | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Deputado estadual Helio de Sousa | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Para o deputado Helio de Sousa (DEM), o caminho natural de composição do partido para ter espaço numa chapa majoritária é com a base governista. De acordo com o democrata, essa posição se deve ao fato de a legenda ter estado sempre ao lado das gestões marconistas e por isso também fazer parte do chamado tempo novo. “Minha posição é definida. Trabalho para que o DEM fique dentro da base, é esse o caminho natural”, disse ao Jornal Opção Online, pontuando que até uma candidatura solo de Caiado, como cogitada pelo presidente do PSDB, Paulo de Jesus, em conversa com a reportagem, foge da normalidade esperada pela maioria dos democratas. Presidente da sigla em Goiás, o deputado federal Ronando Caiado colou-se como pré-candidato ao Senado, mas tem evitado sinalizar qualquer definição partidária antes das convenções. O democrata mudou o rumo da pré-candidatura depois de ver seu plano de candidatar-se ao governo de Goiás cair por terra com a ida de Marina Silva para o PSB. “O que temos conversado dentro do DEM e com o próprio Caiado é que valerá a decisão da convenção”, pondera Helio de Sousa. Questionado sobre a aventada possibilidade de Ronaldo Caiado vir a compor com a oposição, visto que já houve certa aproximação com o PMDB por meio de conversa com Iris Rezende, o parlamentar disse desconhecer essa ou qualquer outra conversa. Caiado desconversa sobre o diálogo com o líder peemedebista. “Foi conversa política, não teve nada de muito importante”, diz.

Disputa "pedreira"
Ronaldo Caiado marcou presença na última quinta-feira (15/5) em evento do Solidariedade que reuniu os postulantes ao governo de Goiás Júnior Friboi (PMDB), Antônio Gomide (PT) e Armando Vergílio (SDD). Ao discursar o democrata reforçou que a convenção do DEM trará a decisão a ser acatada por ele, tendo admitido que a disputa pelo Senado neste ano será uma “pedreira”. Um voo solo, como começa a ser aventado, tornaria ainda mais difícil a perspectiva de assumir uma cadeira no Senado.

Ex-prefeito de Trindade Ricardo Fortunato é acionado por contratação irregular de advogado

MPGO apontou que acordos firmados para a prestação de serviços ocorreram sem licitação e com valores altos. Montantes pagos a apenas um defensor superaram o de um escritório

Prefeitura de Goiânia será acionada judicialmente contra venda de áreas públicas

Nove vereadores da oposição se posicionam contra o texto aprovado na última terça-feira (13). Paço Municipal pretende usar recursos para sanar crise financeira

Economia cai em março e tem alta de 0,29% no primeiro trimestre

A atividade econômica no país apresentou retração de 0,11%, em março, na comparação com fevereiro. É o que indica o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje (16). Apesar do resultado no primeiro trimestre do ano, a economia brasileira acumula expansão de 0,29%, na comparação com os últimos três meses de 2013. Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, foi registrado crescimento de 1,56%, de acordo com os dados sem ajustes já que são períodos iguais na comparação. Em março deste ano, contra igual mês de 2013, houve queda de 0,09%. Em 12 meses encerrados em março, a expansão ficou em 2,46%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

Vila Cultural Cora Coralina: o mais novo e mais esquecido espaço cultura de Goiânia

O belo espaço cultural permanece deixado de lado no subsolo do Centro da capital. Com a gestão recentemente transferida da Goiás Turismo para Secult espera-se que a secretaria consiga impulsionar exposições e visitação no local. Na sala principal permanece a exposição "Goiânia 80 anos", do aniversário da cidade

Clima de tensão no Terminal Praça A e tentativa de incêndio a ônibus do Eixão

Avenida Anhanguera teve o tráfego interrompido e alguns manifestantes tentaram forçar entrada em lojas dos camelódromos da região

Ministro Teori Zavascki vai relatar processo de André Vargas no Supremo

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai relatar parte da investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, na qual o deputado federal André Vargas (sem partido-PR) é citado. Na terça-feira, a investigação foi enviada ao Supremo, por determinação do juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, pelo fato de Vargas ter foro privilegiado. Por ser parlamentar, cabe ao STF apurar a relação entre Vargas e o doleiro Alberto Youssef, preso pela PF. O processo foi distribuído hoje (16) para Zavascki, que também é relator de uma reclamação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa contra decisão do juiz federal Sergio Moro, que determinou sua prisão. André Vargas não é investigado na Operação Lava Jato, no entanto, a suspeita de envolvimento entre o parlamentar e o doleiro foi descoberta durante as investigações. Com autorização da Justiça, a Polícia Federal quebrou o sigilo de 270 mensagens de texto trocadas entre Vargas e Youssef e descobriu a relação próxima entre eles. A primeira conversa monitorada pela PF foi no dia 19 de setembro de 2013 e a última, no dia 12 de março. Inicialmente, a PF teve dificuldade para concluir que o interlocutor André Vargas se tratava do deputado. As mensagens foram enviadas de celulares da marca Black Berry, aparelhos considerados mais seguros, devido à grande capacidade de ocultar a identidade dos usuários. Com a quebra do sigilo telefônico, a PF descobriu que o número de identificação fornecido pela Black Berry era o mesmo do aparelho do deputado. Os agentes da PF chegaram aos contatos do deputado por meio de vários cartões de visita de Vargas que foram apreendidos na GFD Investimentos, uma das empresas de Youssef. A relação entre os dois tornou-se conhecida por meio de uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril. De acordo com o jornal, Vargas usou um avião do doleiro para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagens de texto no início de janeiro. Em outras mensagens, Vargas e o doleiro discutiram assuntos relacionados a contratos com o Ministério da Saúde, por meio do Laboratório Labogen. Deflagrada no dia 17 de março, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, desarticulou uma organização que tinha como objetivo a lavagem de dinheiro em seis estados e no Distrito Federal. De acordo com as informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os acusados movimentaram mais de R$ 10 bilhões.