Com 634 mil MEIs formalizados e 518 mil ativos, Goiás enfrenta desafio de sustentabilidade
25 maio 2026 às 15h57

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O número de microempreendedores individuais (MEIs) em Goiás segue em expansão, consolidando-se como uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo no estado. De acordo com o estudo “Perfil do MEI em Goiás – 2026”, realizado pelo Sebrae, já são mais de 634 mil formalizações, das quais 518 mil estão ativas. Esse contingente representa 54% dos pequenos negócios goianos.
Ao Jornal Opção, Polyanna Marques, analista que pertence a equipe de pesquisas do Sebrae Goiás, explicou, nesta segunda-feira, 25, que o levantamento traz dados sobre o perfil socioeconômico dos MEIs. “É um levantamento do perfil do MEI em Goiás. Quantos estão ativos, em quais setores atuam, onde estão concentrados e qual o perfil socioeconômico deles, como gênero, idade, tempo médio de vida”, detalhou.
A maior concentração de MEIs ativos está em Goiânia e na Região Metropolitana, seguida por Anápolis, Rio Verde e Valparaíso de Goiás. Segundo Polyanna, isso ocorre pela própria demografia populacional. “Onde há maior volume de habitantes, há também maior número de empresas, principalmente do setor de comércio e serviço. E isso se repete nos MEIs”, contou.
O setor de Serviços lidera com 55% dos empreendimentos, seguido por Comércio (25%), Indústria (10%), Construção (9%) e Agricultura (1%). Segundo Polyanna, entre as atividades mais comuns estão beleza (salões, barbearias, manicures, pedicures e massagistas), alimentação, comércio de vestuário, publicidade e transporte. “São atividades básicas que a sociedade demanda, e o MEI encontra aí um território vasto para exploração”, afirmou.
Perfil dos empreendedores
O estudo mostra predominância masculina. 56% dos registros são de homens, enquanto as mulheres representam 44%. “É uma característica da própria sociedade. Em qualquer tipo de empresa, o percentual de homens à frente dos negócios é um pouco maior que o de mulheres. Isso não é específico do MEI”, apontou.
O tempo médio de vida de um MEI no estado é de 3,2 anos, mas a taxa de mortalidade chega a 59% em cinco anos. Para a analista, isso reflete dificuldades como acesso a crédito e expansão dos negócios. “Na pesquisa que fizemos no ano passado, 47% dos microempreendedores disseram que a principal dificuldade era obter crédito. A segunda era expandir o negócio para outros mercados”, destacou.
Vantagens da modalidade
Segundo a analista, a escolha pela modalidade MEI está relacionada à facilidade de abertura e ao custo reduzido. “A abertura é gratuita, e o imposto mensal é fixo, entre R$ 82,80 e R$ 88. A pessoa já sabe qual é o valor. Além disso, o MEI garante direitos previdenciários como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão”, explicou.
Polyanna apontou que essas vantagens tornam o MEI atrativo para quem está começando e ainda não domina a gestão empresarial. “Ele começa de forma mais simplificada para ir ampliando”, acrescentou.
Apoio do Sebrae
A especialista explicou que o Sebrae tem buscado apoiar os microempreendedores com capacitações específicas, consultorias, atendimento presencial e online. “É um público que a gente tem muito carinho para apoiar. Procuramos observar as dificuldades específicas desse grupo para oferecer soluções adequadas”, disse.
Segundo ela, entre as iniciativas está a “Quarta do Crédito”, realizada semanalmente. “Toda quarta-feira fazemos atendimento específico sobre acesso a crédito. Orientamos o empresário a entender se realmente precisa de crédito e como alcançar. Muitas vezes, ele só precisa reorganizar as finanças”, explicou.
Polyanna também destacou que, caso haja interesse por parte dos MEIs, os canais de atendimento disponíveis para informações ou suporte são o telefone 0800 570 0800 e o site do Sebrae Goiás.
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