O Parque Lago das Rosas, em Goiânia, passará por um processo de requalificação ambiental que prevê a retirada de árvores com risco de queda e o plantio de 112 novos exemplares de grande porte. A intervenção será realizada pela Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), que afirma ter iniciado o planejamento meses antes do início das obras.

Segundo a presidente da Amma, Zilma Percussor Campos Peixoto, as árvores retiradas serão substituídas por mudas com altura entre 2,5 e 3 metros. A intenção, segundo ela, é evitar que os espaços fiquem vazios por longos períodos e acelerar a recomposição da vegetação no parque.

“Todos os lugares que nós tirarmos um exemplar dentro do Lago das Rosas será substituído por um exemplar de 3 metros de altura. Há meses que a gente vem solicitando mudas deste tamanho, fazendo aquisição de mudas de porte, para não chegar lá e plantar uma mudinha qualquer que você não sabe nem se ela vai prosperar”, afirmou ao Jornal Opção.

A presidente afirmou que a Amma mudou a lógica utilizada anteriormente nas compensações ambientais, quando eram recebidas mudas menores, de aproximadamente 60 centímetros. Agora, a prioridade é utilizar árvores já desenvolvidas, com ciclo de vida mais avançado. “Mesmo que a gente receba menos exemplares, vai ser muito melhor porque eu vou colocar árvores já com ciclo de vida de 3 anos”, disse.

Entre as espécies previstas para o plantio estão exemplares de paineira, também conhecida como barriguda. Segundo Zilma, apesar de algumas espécies exigirem mais tempo para atingir estágio avançado de sombra, o porte das mudas reduzirá o impacto visual causado pela retirada das árvores condenadas. “Então ela já vai ocupar o espaço vazio deixado por aquele exemplar que foi extirpado e já vai compor ali a natureza, não vai dar essa sensação de que foi retirada e que não teve um compromisso de plantar”, afirmou.

A Amma informou que a retirada dos exemplares ocorrerá por etapas, acompanhando a execução das obras no parque. A substituição será feita logo após cada remoção. “O nosso compromisso é recolocar 48 árvores nos seus lugares, nos mesmos lugares. Eu não vou chegar lá e cortar 48 árvores que eu não preciso. Eu vou cortar por ciclo, por trechos”, declarou.

Além da reposição das árvores retiradas, o parque também receberá novos plantios em outras áreas, além da compensação ambiental exigida no parecer técnico da Amma. Segundo a agência, o manejo arbóreo previsto para o Lago das Rosas não envolve apenas supressões, mas também a ampliação planejada da arborização do espaço durante a execução das obras.

De acordo com a Amma, esses novos plantios já estavam previstos nos estudos técnicos elaborados para o manejo do parque. A equipe identificou áreas vazias aptas a receber novos exemplares, o que permitiu ampliar o número de árvores previstas para o local. “Quando chegar em setembro, outubro, que é o tempo das águas, nós vamos plantar 100 exemplares. Porque nessa nossa vistoria nós não olhamos só o que a gente tinha que tirar. Nós olhamos a quantidade de espaços vazios que poderiam recepcionar novos exemplares”, concluiu.

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