Empresa investigada por fraude em apartamentos de luxo em Goiânia diz que investidores estavam “cientes dos riscos”
21 maio 2026 às 11h16

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A CFMAIS Incorporadora, investigada em casos de suposta fraude envolvendo o Residencial Skygarden Marista, em Goiânia, divulgou, nesta quarta-feira, 20, uma nota oficial ao Jornal Opção afirmando que os investidores estavam “cientes dos riscos”. Segundo a empresa, a incorporadora reafirma seu compromisso com a transparência e a boa-fé na condução de seus empreendimentos. O advogado das primeiras vítimas identificadas, Marco André F. Resende, afirma que já existem 15 casos de supostas vítimas.
Segundo a incorporadora, o empreendimento foi concluído em 2023 e está habitado e plenamente operacional. A empresa sustenta que os participantes mencionados nas controvérsias não adquiriram apartamentos, mas realizaram investimentos por meio de Sociedade em Conta de Participação (SCP), estrutura jurídica distinta da compra de unidades imobiliárias.
A defesa ressalta que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) já analisou aspectos da estrutura negocial adotada, sem identificar irregularidades na constituição da SCP. A CFMAIS afirma que todos os investidores aderiram voluntariamente ao modelo, por meio de contratos formais e com acompanhamento jurídico próprio, cientes dos riscos e da possibilidade de operações financeiras para viabilizar a obra.
A empresa também aponta que existem cerca de 60 prestações de contas mensais e registros de comunicação que demonstrariam o conhecimento dos investidores sobre a natureza jurídica dos aportes. Em alguns desses documentos, os próprios participantes teriam reconhecido não possuir apartamentos vinculados ao empreendimento, mas apenas direito a valores decorrentes da participação nos resultados.
Na execução da obra, a incorporadora afirma que dificuldades econômicas e a inadimplência de parte minoritária dos sócios levaram à contratação de uma operação financeira para garantir a conclusão do projeto. Essa medida, segundo a defesa, foi aprovada em assembleia pelos próprios investidores, reforçando a natureza societária da relação.
A CFMAIS sustenta que todas as decisões seguiram contratos, deliberações e a legislação vigente, com o objetivo de assegurar a entrega do residencial e proteger os interesses coletivos. A empresa repudia interpretações que tentem atribuir caráter criminal a divergências societárias e contratuais, classificando-as como questões de natureza cível e empresarial.
Por fim, a incorporadora reafirma confiança nas instituições e no Poder Judiciário, declarando-se à disposição para apresentar toda a documentação financeira e societária pertinente ao Skygarden Marista. A defesa enfatiza que sua atuação sempre foi pautada pela ética, transparência e seriedade.
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