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Dora Kramer anuncia que não vai mais escrever coluna no Estadão

A jornalista Dora Kramer anunciou, no Facebook, que não vai mais assinar sua coluna política no jornal “O Estado de S. Paulo”. A íntegra de seu post: “Aos leitores, amigos e afins: não há razão para maiores preocupações, inquietações e muito menos especulações a respeito de minha licença temporária. Não vou discutir o assunto, apenas dar uma satisfação a título de retribuição à atenção que sempre recebi. Depois de 41 anos de carreira e 20 de coluna (a serem completados em agosto próximo) a vida avisou que era hora de suspender os trabalhos a fim de que o prosseguir seja mais produtivo que a permanência. Com a confiança de que o capital acumulado faz com que o melhor esteja por vir. Abraço a todos e até a volta. Dora”. Dora Kramer não deu informações detalhadas sobre o motivo da saída. (Foto do site Comunique-se)

Lista dos brasileiros que têm conta na Suíça e são investigados pela Receita Federal

[Lírio Albino Parisotto: sem irregularidade] Uma lista com o nome de 106 mil pessoas que têm contas no banco HSBC na Suíça vazou recentemente. Segundo reportagem da revista “Época” — “A lista dos milhões” —, “os 8.667 brasileiros” citados “na lista tinham depósitos de cerca de 7 bilhões de dólares em 2006 e 2007”. A revista conseguiu o nome de 342 correntistas brasileiras que têm contas na unidade suíça do HSBC. A Receita Federal está investigando 15 deles. São os citados no caso SwissLeaks. Detalhe: a maioria dos mencionados nega que tenha contas na Suíça. A fonte das informações da Receita Federal, no Brasil, é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O texto de “Época” é assinado por Thiago Bronzatto, com reportagem de Filipe Coutinho e Flávia Tavares. A lista dos 15 investigados 1 — Arnaldo José Cavalcanti Marques — Pecuarista. O Coaf frisa que teria enviado “recursos a um suspeito com o tráfico de drogas”. Sua versão: admite ter conta no HSBC do Uruguai, mas não na Suíça. Garante que não fez transação com pessoas envolvidas com drogas. 2 — Conceição Aparecida Paciulli Abrahão — Dona de casa. Polícia Federal sugere envolvimento em crimes contra a Lei de Licitações. Sua versão: O marido não quis responder à indagações da “Época”. 3 — Dario Messer — Doleiro. A Polícia Federal o investigou por meio da Operação Sexta-Feira 13. Denunciado por formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A CPI dos Bingos o apontou como “operador do PT”. Sua versão: o advogado Moacyr Dutra frisa que seu cliente não tem conta na Suíça e que o dinheiro movimentado por ele é de origem legal. 4 — Elie Hamoui — Empresário do ramo alimentício. Mandou 11 mil reais para a conta bancária de uma pessoa investigada pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro. Sua versão: garante que não tem contas na Suíça e sublinha que não se pessoas que fizeram alguma transação com ele é investigada pela PF. 5 — Generoso Martins das Neves — Empresário. Administrador da empresa de ônibus Braso Lisboa. Numa conjunta com parentes, tinha 3,3 milhões de dólares na Suíça, entre 2006 e 2007. Sua versão: não tem conta no HSBC. 6 — Jacks Rabinovich — Empresário. Tem participações nos grupos Vicunha e Fibra. O Coaf aponta que fez “uma operação de seguros atípica”. Não apresentou sua versão À “Época”. 7 — Jacob Barata — Empresário. Dirigente do grupo Guanabara. Rei do Transporte do Rio de Janeiro. O Coaf aponta que é citado em relatórios da Polícia Federal e na Justiça do Rio de Janeiro por suposta lavagem de dinheiro. Sua versão: alega que não tem conta na Suíça e que não foi notificado nem pela PF nem pela Justiça. Garante que não tem pendência junto à Receita Federal e tampouco teria sido investigado pelo Coaf. 8 — Jean Marc Schwartzenberg — Consultor de mídia e responsável por venda de vídeos da agências de notícias France Press. Seu nome aparece no Coaf e teria conta na Suíça. Sua versão: Ele sustenta que não remeteu dinheiro ao HSBC da Suíça. 9 — José Roberto Cury — Engenheiro, fundador da Tricury Construções e Participações. O Coaf enviou informações sobre movimentação bancária que tem a ver com conta no exterior. Sua versão: diz que nada sabe sobre as investigações SwissLeaks.   10 — Lirio Albino Parisotto — Empresário, diretor-presidente da Videolar, investidor da Eternit e da Usiminas. A área de Inteligência da Receita Federal o mencionou como tendo contas na Suíça. Sua versão: admite ter conta na Suíça, mas que o saldo “é declarado e compatível com sua receita”. Constavam 45,8 milhões na sua conta suíça. 11 — Luiz Carlos Nalin Reis — Arquiteto, ex-secretário de Planejamento do Acre O Coaf garante que fez “uma operação de seguros atípica”.  Sua versão: não atendeu a revista “Época”. 12 — Mário Manela — Empresário. Investigado pela Polícia Federal por evasão de divisas, com apoio de doleiros. Estaria envolvido em “irregularidades praticadas pelas empresas Barenboim e MBrasil Empreendimentos”. Sua versão: sustenta que não teve nem tem conta na Suíça. 13 — Renato Plass — Administrador. O Coaf diz que seu nome é mencionado como tendo relações com uma empresa que cometeu crimes fiscais e teria usado “laranjas”. Suas movimentações financeiras são investigadas. Sua versão: não atendeu aos repórteres da revista “Época”. 14 — Ricardo Steinbruch — Diretor-presidente da CSN e do Grupo Vicunha. O Coaf sugere que “fez operações de grande valor, mas ‘em tese’, compatíveis com sua situação financeira”. Sua versão: “A família Steinbruch declara que todos os ativos no exterior pertencentes a essa família têm finalidade lícitas e estão de acordo com a lei. Quanto às menções a pessoas de sobrenome Steinbruch constantes de dados que foram roubados do banco HSBC e manipulados, reiteramos que não correspondem à verdade e, por sua origem criminosa, não merecem comentários”. 15 — Samuel Chadrycki — Empresário e advogado. O Coaf informou que “as comunicações sobre ele são relacionadas a seguros, e os valores movimentados são, ‘em tese’, compatíveis com sua capacidade financeira”. Sua versão: a “Época” não conseguiu contato com o empresário.

Prêmio Nobel da Paz é denunciado por assédio sexual e renuncia a cargo na ONU

E há a suspeita-se que Rajendra Pachauri tenha inflado dados sobre o aquecimento global

Jornalista Malu Gaspar escreve O Capital no Século 21 no Brasil segundo São Eike Batista

Livro prova, com riqueza de detalhes, que, mesmo antes de produzir já vendia ações no mercado financeiro, Eike Batista, criador do Grupo X, havia se tornado o sétimo maior bilionário do mundo

Philip Roth foi namorado da mulher do presidente John Kennedy, a elegante Jackie Kennedy

Jackie Kennedy: a ex-primeira-dama conquistou Philip Roth e o deixou atrapalhad

Philip Roth está escrevendo (ensaios) e diz que “Enquanto Agonizo” é o grande romance de Faulkner

O autor de “O Complexo de Portnoy” elogia Hemingway, frisa que “Absalão, Absalão!” é um romance poderoso e fala das grandes frases de Dostoiévski e Joyce

Doutor pela Sorbonne mostra como a imprensa apoiou a ditadura e criou imagem positiva para militares

9093662Doutor em sociologia pela Sorbonne, o gaúcho Juremir Machado da Silva é um intelectual que escreve muito e bem. Já publicou livros sobre Getúlio Vargas e João Goulart, sempre polêmico e acrescentando ideias que vale a pena serem examinadas, para além da bibliografia. Seu livro “1964 — Golpe Midiático-Civil-Militar” (Sulina, 159 páginas), apesar da discurseira típica de acadêmicos, é muito bom. O autor mostra, de maneira documentada, como a imprensa contribuiu para o golpe de 1964. Não só isso. Ajudou a formular a tese, que contribuiu para convencer as classes médias e as massas a aceitarem a queda do presidente João “Jango” Goulart, de que o perigo comunista era evidente. Não era. Não havia perigo comunista. De fato, parte da esquerda não tinha um projeto democrático — e também planejava implantar uma ditadura —, mas não tinha força política para se tornar hegemônica. Jango não era comunista, no máximo era nacionalista. A imprensa patropi, quando a ditadura estava em seus estertores, começou a reconstruir sua história. O “Estadão”, por exemplo, passou a lembrar que havia sido censurado e que colocava receitas de bolo nos espaços censurados. Mas não menciona que apoiou a ditadura com entusiasmo. Octávio Frias Oliveira e seus jornais apoiaram os governos militares, notadamente os mais duros, mas depois a “Folha de S. Paulo” passou a recordar, de maneira mais acentuada, que havia apoiado a campanha das Diretas Já. Apoiou mesmo — assim como deu sua contribuição para fortalecer a ditadura. O jornal dirigido por Otavio Frias Filho precisa “aceitar” as duas partes de sua história. Juremir Machado aponta, de maneira sólida e enfática, como a imprensa ajudou a bancar a ditadura e a construir uma imagem modernizadora para os governos militares. Depois, quando caiu, a ditadura passou a ser só “dos” militares — daí o uso de “ditadura militar”, quando é mais apropriado, com sugere o historiador Daniel Aarão Reis Filho, escrever ditadura civil-militar. Os militares não deram à luz sozinhos à ditadura que perdurou de 1964 a 1985. Civis, como donos de jornais, políticos e empresários, também devem ser considerados pais da Geni que, além de fardas, usava ternos bem cortados.

Silvia Pilz é vítima do politicamente correto, que bane a crítica, não necessariamente o preconceito

Preconceito não acabará por ser banido das páginas dos jornais. No Brasil, a burrice merece estátua e a inteligência, o cemitério

Não dá para esconder imagens de jornalistas sendo decapitados pelo terrorismo do Estado Islâmico

[caption id="attachment_29591" align="alignleft" width="620"]Piloto jordaniano queimado por terroristas do Estado Islâmico Piloto jordaniano queimado por terroristas do Estado Islâmico[/caption] A jornalista Dorrit Harazim, secundando outros autores, escreveu, em “O Globo”, artigo no qual condena a divulgação das imagens de jornalistas (e quaisquer outras pessoas) sendo decapitados (ou, no caso piloto jordaniano, queimado) pelos terroristas do Estado Islâmico. Seu argumento: a divulgação é tudo aquilo que os líderes do Estado Islâmico querem. Ao assustar indivíduos de todo o mundo, sugerindo que é incontrolável e que os estadistas das grandes potências devem subordinar-se às suas propostas, o Estado Islâmico planeja provar que tem poder e não hesita. Para expor o que quer, conta com a anuência da mídia internacional, que exibe as imagens das mortes parcial ou integralmente. Se o Estado Islâmico quer isto mesmo, que as cenas sejam exibidas em todos os países, então é mais inteligente não divulgá-las? Não divulgá-las muda o quê mesmo? Não muda nada. Se os grandes jornais e redes de televisão deixarem de mostrá-las — com o objetivo de não chocar e de não contribuir para fortalecer os terroristas —, o Estado Islâmico não deixará de cometer os crimes. Porque conta com um fenômeno que mesmo jornalistas ainda não conseguem dimensionar de maneira precisa — a internet. “Retirar” as imagens das grandes redes e publicações não significa que não serão mostradas, vistas e comentadas, por milhões de pessoas, inclusive jornalistas. Cabe a cada publicação e rede de televisão mostrar as cenas ou não. Eu, por exemplo, não aprecio vê-las. Mas defendo a divulgação integral e quem não quiser ver, por um motivo ou não, que não veja. As cenas brutais, uma volta à barbárie, colocam o mundo, cada vez mais, contra os terroristas e, erradamente, contra os árabes em geral. Exibi-las, por sinal, reforça a ideia de que uma intervenção transnacional — e não apenas norte-americana — é vital no Iraque e outros países.

Jornalista Julio Maria publica biografia de Elis Regina, a maior cantora brasileira

Nada Será Como Antes” (Master Books, 424 páginas), do jornalista Julio Maria, do “Estadão”, é a biografia da maior cantora (popular) brasileira. Trata-se de um livro autorizado pela família — o que não quer dizer edulcorado ou hagiográfico. “Furacão Elis”, de Regina Echevarria, não agradou aos familiares. O livro chega às livrarias no dia 17 deste mês. Para matar a curiosidade dos leitores, publico a sinopse fornecida pela editora no site da Livraria Cultura: “O livro ‘Elis Regina — Nada Será Como Antes’ narra a vida de Elis desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. “Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos. A ideia de escrever a biografia surgiu por meio de um convite da editora ao autor. No começo, o perfil do livro era uma homenagem, mas conforme o autor foi descobrindo mais histórias e avançando nas entrevistas, viu que havia muito mais o que contar. Pessoas importantes que até então nunca haviam se pronunciado — como dezenas de músicos que tocaram com ela. “Depois de dois anos em campo — durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente —, o autor começou a colocar a história no papel. ‘Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo. E confesso que, se pudesse, estaria neste momento colocando mais histórias’, conta. “‘Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em janeiro 19 de janeiro de 1982, eu tinha 9 anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos — repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino’, diz o autor.”

Leitor diz que jornal O Hoje erra e troca paralisações por “paralizações”/RETRANCA: Guerra do “Z” com o “S”

O leitor Sérgio Murillo pergunta: “Li no jornal ‘O Hoje’, na edição de quarta-feira, 25, o título ‘Paralizações já prejudicam setor produtivo goiano’. O certo seria paralisações? O jornal precisa paralisar, de vez, o uso de ‘paralizações’?” O “Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa” explica, na página 2129: “Paralisação — Ação ou efeito de paralisar(se)”. Com “s”, é claro. O “Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa”, de Antônio Geraldo da Cunha, amplia o entendimento (página 580): “Paralisar — Entorpecer, tornar inerte”. A palavra “paralysar” (com “y” e com “s”) teria surgido em 1844. É uma “adaptação do francês paralyser”. Já “paralisação” surge no século 20. Paralisia deriva de “parelisia”, do século 14. A derivação é do latim “paralísis”, que “saiu” do grego “parálysis”. Portanto, o leitor está certo, e o jornal, errado. “O Hoje” deve escrever, a partir de agora, “paralisações”.

Estadão demite editor que é diretor do Sindicato dos Jornalistas de SP e provoca crise

Do ponto de vista corporativista do sindicalismo, o “Estadão” cometeu uma heresia na semana passada: demitiu um jornalista, Alessandro Giannini, editor assistente de internacional, que integra a diretoria do Conselho de Diretores do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Teoricamente, o “Estadão” não poderia afastá-lo — porque diretores de sindicatos têm estabilidade no emprego — e agora terá de enfrentar o sindicato e a Justiça Trabalhista, que certamente cobrará a reintegração do profissional. O “Estadão” está demitindo, mas não em massa. São demissões pontuais. Segundo o Portal dos Jornalistas, as demissões seguem a “tendência que vem se consolidando em alguns veículos de comunicação de evitar cortes em escala, a fim de, entre outras razões, não ter que negociar compensações com o sindicato”.

Fotografia do juiz que foi flagrado usando roupas íntimas de Luma Oliveira, ex-mulher de Eike Batista

Recebi a fotografia acima e, como humor não faz mal a ninguém, divulgo-a. Para deixar o espírito mais leve e descontraído. Divertida, não é, leitor, a criatividade dos brasileiros? Um juiz "confiscou" um Porsche e um piano do ex-empresário bilionário Eike Batista. Aí alguém, esperto e rápido, criou o "quadro" acima.

O Popular retira nome de Luiz Fernando Rocha Lima como diretor editorial

Exibindo IMG-20150226-WA0003.jpg Na edição de domingo, 22, de "O Popular" constava o nome de Luiz Fernando Rocha Lima como diretor editorial, logo abaixo do nome do diretor superintendente, Tasso Câmara. Na edição de segunda-feira, 23, o nome do executivo desapareceu do espaço que sinalizava que dirigia a redação do jornal, acima da editora-chefe, Cileide Alves. A partir de agora, Cileide Alves responde diretamente ao vice-presidente do Grupo Jaime Câmara, Maurício Duarte, o principal executivo da empresa, abaixo apenas do presidente do Conselho de Administração, Jaime Câmara Júnior, e do presidente, Cristiano Roriz Câmara. Embora tenha perdido o comando da redação, Luiz Fernando Rocha Lima, o Nandão, permanece no GJC, como diretor. Ele, que cumprirá "missões especiais", pertence ao grupo de Júnior Câmara, mas não ao de Cristiano Câmara. A velha geração está definitivamente fora do comando executivo dos empreendimentos. Ronaldo Borges Ferrante é apontado como o último dos moicanos.

Dilma Rousseff pode sofrer impeachment. Financial Times lista dez motivos

[caption id="attachment_27139" align="aligncenter" width="620"]Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR[/caption]

  1. Política: "Para um presidente brasileiro ser cassado, ele deve fazer algo flagrantemente errado. Mas muitos fazem isso e sobrevivem", começa o autor [Jonathan Wheatley]. Para ele, entretanto, o que realmente conta é a perda de apoio no Congresso.
  2. Petrobras: Com todos os escândalos envolvendo a estatal, o pessimismo do mercado diante do governo apenas aumenta e pressiona ainda mais a presidente. Ele destaca que, se em algum momento o Congresso decidir fazer algo para um impeachment, "a Petrobras forneceria o pecado flagrante". "Dilma foi presidente do conselho de administração, quando a maior parte da suposta corrupção aconteceu", ponderou.
  3. Confiança do consumidor: "Os consumidores estão extremamente saturados", diz o jornal, ao mencionar um estudo da FGV que aponta a queda no índice de confiança do consumidor para o menor nível desde 2005.
  4. Inflação: A publicação reitera que há 20 anos a inflação no Brasil já foi de cerca de 3000% ao ano. "Muitos são jovens demais para lembrar, mas outros não", diz o texto, complementando que "alguns temem que o governo abandone a meta de inflação", que está em 4,5% ao ano.
  5. Desemprego: Segundo o Financial, a perda de 26 mil empregos em janeiro, além da recente greve de caminhoneiros pelo país, apontam que "o desemprego é um grande desafio de popularidade para Dilma".
  6. Confiança do investidor: O texto diz também que o governo está sendo forçado a vender cada vez mais títulos de contratos de dívida de curta duração, por conta da preocupação dos investidores com a capacidade do governo em cumprir metas orçamentárias.
  7. Orçamento: O FT menciona o primeiro déficit orçamentário primário em mais de uma década em 2014, "efetivamente levando o país de volta aos dias sombrios antes de começar a implementar pelo menos uma aparência de disciplina fiscal".
  8. Economia: Os investidores esperavam que a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda iria mudar, diz. "Mas a tarefa parece cada vez mais difícil". "Levy tem aparecido como uma figura solitária", completa.
  9. Água: A seca na região Sudeste também é apontada como um motivo para o impeachment de Dilma: "a sensação de aproximação do apocalipse no Brasil é sublinhada por uma escassez de água que atinge a cidade de São Paulo", diz.
  10. Eletricidade: O FT cita a derrota do PSDB para o PT em 2002, dizendo que, "na última vez em que um governo foi derrubado (embora nas urnas, e não por impeachment), a principal causa foi o racionamento de energia elétrica".
Texto extraído do site Portal Imprensa. Link: http://www.portalimprensa.com.br/noticias/brasil/70964/financial+times+lista+10+motivos+para+acreditar+que+dilma+pode+sofrer+impeachment]