Euler de França Belém
Euler de França Belém

Philip Roth foi namorado da mulher do presidente John Kennedy, a elegante Jackie Kennedy

Jackie Kennedy: a ex-primeira-dama conquistou Philip Roth e o deixou atrapalhado 

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“Roth Libertado — O Escritor e Seus Livros” (Companhia das Letras, 479 páginas, tradução de Carlos Afonso Malferrari), de Claudia Roth Pierpont, não é um livro de fofocas. A prioridade é o exame detido e perceptivo da literatura de Philip Roth, possivelmente o maior escritor americano vivo e um par de Saul Bellow e John Updike. Porém, como trata também do homem, até para entender a obras, que estão entremeadas — apesar da imaginação poderosa do autor de “O Teatro de Sabbah”, sua vida e a dos que conviveram com ele se tornaram, aqui e ali, alta literatura —, a jornalista da “New Yorker” relata seus relacionamentos com mulheres, de preferência, bonitas e inteligentes. Jacqueline Kennedy foi uma de suas namoradas mais célebres, logo depois da morte do presidente John Kennedy.

Relato de Claudia Roth Pierpont

“No final de 1964, Roth [então com 31 anos] teve um breve flerte com Jackie Kennedy. Os dois se conheceram numa festa, na qual ficaram conversando por um longo tempo (‘ela era muito inteligente’), mas ele se sentiu intimidado demais — além de carecer de um guarda-roupa apropriado, acrescenta — para manter vivo o relacionamento.

“Convidado para acompanhá-la a um segundo jantar, viu-se obrigado a sair para comprar um terno novo e um par de sapatos pretos. (‘Eu estava uma pilha de nervos. Sou canhoto e nesses jantares eles servem pela direita. E se eu derrubasse alguma coisa em cima dela?’)

“Ao levá-la para casa depois do jantar, numa longa limusine preta, com um agente do Serviço Secreto no banco da frente — e ele que tinha pensado em chamar um táxi na rua! —, lembra-se de ter pensado: ‘Será que devo beijá-la? Sei tudo sobre Lee Harvey Oswald, será que deveria beijá-la? E a crise dos mísseis em Cuba, será que devo beijá-la?’

“Lembra-se também de quando ela perguntou, ao chegarem a seu prédio na Quinta Avenida: ‘Quer subir? Ah, é óbvio que quer’ — o único indício de que ela sabia exatamente quem era, diz Roth.

“Dentro do apartamento, explicou que seus filhos estavam dormindo, o que o deixou ainda mais perturbado: ‘Você quer dizer aquele garotinho que bate continência desse jeito e a menininha que chama seu pônei de Macaroni?’.

“Quando finalmente a beijou, foi como beijar um cartaz. O relacionamento não foi muito além disso, confessa — só se viram em mais duas ou três ocasiões. ‘Mas eu adoraria que ela tivesse sido a mulher implicada no processo de divórcio movido por Maggie.”

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