Imprensa
Pouco afeito ao debate de ideias, o “Pop” ainda não percebeu a profunda conexão entre forma e conteúdo. Nas reformas gráficas, tanto do jornal quanto do site — que não virou portal, ao contrário do que deveria ser —, seus criadores preocupam-se com a forma, com um suposto embelezamento, com vistas a criar facilidades para os leitores, mas não mexem no conteúdo. O conteúdo do “Pop” é o mesmo, não mudou nada. Há outro problema, no caso do jornal goiano, aparentemente insolúvel. Por enquanto, o site está “aberto”, mas, depois, devem voltar a fechá-lo. Jornais regionais só se tornam conhecidos no país se forem abertos. Como alguém de São Paulo vai assinar o jornal se não consegue acessá-lo? O acesso de parte significativa do conteúdo, e de maneira permanente, pode tornar o jornal conhecido. Jornalistas de outros Estados ligam com frequência para a redação do Jornal Opção para discutir alguma notícia e colher informações. A maioria não conhece o “Pop”. Pode-se abrir tudo? “Folha de S. Paulo”, “Estadão” e “O Globo” não abrem tudo — os dois primeiros chegam a impedir que os textos sejam copiados pelos leitores —, mas abrem uma parte significativa para não-assinantes. Sobretudo, mantêm portais inteiramente abertos à consulta dos leitores. O “Pop” não tem um portal, e sim um site que, de tão franciscano, fica aquém do jornal impresso, e libera pouco material. “Síntese” sobre o “novo” site do “Pop”: mais do mesmo.
“Uma Longa Viagem” (Planeta, 267 páginas, tradução de Solange Pinheiro), do escocês Eric Lomax, é um livro de memórias muito bem escrito (“The Railway Man” é o título em inglês). O início, em que fala de sua paixão por trens de ferro, é uma delícia. O filme de Jonathan Teplitzky não se preocupa com toda a história, mas captura bem a participação de Lomax na Segunda Guerra Mundial.
Capturado pelos japoneses, Lomax é torturadíssimo. Mas sobreviveu — com traumas — e viveu 93 anos (morreu em 2012). Ele e um de seus principais carrascos se reconciliaram mais tarde. No filme, o ator Colin Firth interpreta à perfeição o complexo, traumatizado e civilizado Lomax. Disseram que o filme é “açucarado”. Não é. Retrata o que de fato aconteceu.
No livro “A Segunda Guerra Mundial”, o historiador inglês Antony Beevor relata que japoneses chegaram a comer americanos.
O “Pop” publicou que Lucas Calil “é” o deputado mais jovem da Assembleia Legislativa. Errou. O mais novo é Diego Sorgatto. Depois, ao se referir a Diego, escreveu “Sargatto”. O Laboratório Biocrima é, segundo o “Pop”, “Biocroma”.
Os jornais de Goiás continuam publicando reportagens nas quais não aparecem os nomes de empresas e indivíduos envolvidos em atividade ilegais. Não se sabe se as empresas de comunicação estão protegendo possíveis aliados financeiros ou se os repórteres estão com preguiça de fazer checagens.
O jornalista e sociólogo Renato Dias lança, em março, o livro “Pequenas Histórias – Cuba, Hoje — Uma Revolução Envelhecida ou a Reinvenção do Socialismo?” [2015]. A obra traz entrevistas exclusivas com o escritor cubano Leonardo Padura, autor de “O Homem que Amava os Cachorros”, e com a blogueira dissidente Yoani Sánchez. Em edição de luxo, o repórter apresenta reportagens exclusivas sobre o País. Mais: avalia o impacto das reformas econômicas executadas pelo primeiro-irmão Raúl Castro, o surto de empreendedorismo em andamento, além de produzir análises sobre o reatamento das relações com os EUA. Plural, mas com um viés de esquerda, a obra, de 2015, inclui ainda entrevistas especiais com personalidades e intelectuais.
“Ano Zero — Uma História de 1945” (472 páginas, tradução de Paulo Geiger), de Ian Buruma, é uma das apostas da Companhia das Letras para o ano em que se comemoram os 70 anos do fim do conflito. Confira um sinopse da editora: “Por toda a Ásia e Europa Continental, governos caíram e novos regimes tomaram o poder. A escala da transformação é difícil de conceber. Ao mesmo tempo, na esteira de perdas irreparáveis, a euforia liberada foi indescritível, os festejos sem precedentes. Os anos de pós-guerra deram origem ao Estado do Bem-Estar na Europa, à ONU, à descolonização, à União Europeia. ‘Ano Zero’ é um trabalho centrado em um drama humano de proporções épicas, capaz de abranger os dilemas da Ásia e da Europa com igual erudição”.
A lista contém obras literárias de qualidade. Mas esquece "Um Defeito de Cor", talvez o romance brasileiro mais importante publicado no século 21
Memórias do neurologista, um dos mais importantes divulgadores da ciência, com sua prosa de escritor consumado, saem em abril
O militar dos Estados Unidos era leitor de Noam Chomsky e Ralph Waldo Emerson e não apreciava a retórica dos políticos
O jornalista Wandell Seixas, uma pessoa pacífica e um profissional sério e competente, foi agredido fisicamente por um homem de prenome Coriolano
Jorge Roberto Tarquini garante que é autor do livro “O Doce Veneno do Escorpião”, mas STJ avalia que a autora é Raquel “Bruna Surfistinha” Pacheco, ex-garota de programa
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Presidente Dilma Rousseff e Lula: governos do PT pagaram mais de 350 mil reais a jornais inexistentes[/caption]
Na edição desta segunda-feira (12/2), o jornal Folha de S. Paulo confirma denúncias publicadas pelo próprio diário em 2012. Um relatório feito pela Presidência em 2013 confirmou os indícios de que o governo federal pagou anúncios a jornais que não existem no ABC paulista.
De acordo com o relatório de auditoria da Secretaria de Controle Interno da Presidência apresentado à Folha, entre 2008 e 2012 (durante os governos do ex-presidente Lula e da atual mandatária petista, Dilma Rousseff), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência pagou R$ 364,6 mil a cinco jornais do Grupo Laujar de Comunicação S/A, de São Bernardo do Campo.
Os auditores concluíram que os jornais "resumemse a quatro páginas cada um", com notícias repetidas, cujas "informações e imagens" são "cópias de reportagens de sites de notícias sem atribuição [de] créditos", aspectos que seriam "indícios de fraude".
Segundo a Folha, no endereço da sede do grupo, os fiscais encontraram um "sobrado residencial". Os vizinhos do suposto parque gráfico desconheciam a existência de atividades no local, afirma o texto.
"Os auditores também visitaram 35 bancas de jornal e contataram outras 21. A única que conhecia um dos títulos investigados, o "Jornal do ABC Paulista", do qual havia recebido dois exemplares para venda naquele dia, fora indicada pelo dono da Laujar", expõe o jornal.
O relatório conclui que "os periódicos entregues como prova à Secom foram forjados". A declaração em cartório sobre a tiragem dos jornais, diz o texto, "é falsa".
Em 2012, a Folha teria divulgado que a Secom gastara, desde 2011, R$ 135,6 mil para anunciar nesses jornais. Em 2014, revelou que, entre 2004 e 2012, estatais federais pagaram R$ 1,3 milhão à empresa. A reportagem, que descrevia os jornais com as mesmas características apontadas no relatório, mostrava que eles não eram vendidos nem tinham registros conhecidos.
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