Pouco afeito ao debate de ideias, o “Pop” ainda não percebeu a profunda cone­xão entre forma e conteúdo. Nas reformas gráficas, tanto do jornal quanto do site — que não virou portal, ao contrário do que deveria ser —, seus criadores preocupam-se com a forma, com um suposto embelezamento, com vistas a criar facilidades para os leitores, mas não mexem no conteúdo.

O conteúdo do “Pop” é o mesmo, não mudou nada. Há outro problema, no caso do jornal goiano, aparentemente insolúvel. Por enquanto, o site está “aberto”, mas, de­pois, devem voltar a fechá-lo. Jornais regionais só se tornam conhecidos no país se forem abertos. Como alguém de São Paulo vai assinar o jornal se não consegue aces­sá-lo? O acesso de parte significativa do conteúdo, e de maneira permanente, pode tornar o jornal conhecido. Jornalistas de outros Estados ligam com frequência para a redação do Jornal Opção para discutir alguma notícia e colher informações. A maioria não conhece o “Pop”.

Pode-se abrir tudo? “Fo­lha de S. Paulo”, “Es­tadão” e “O Globo” não abrem tudo — os dois pri­meiros chegam a im­pedir que os textos sejam copiados pelos leitores —, mas a­brem uma parte significativa pa­ra não-assinantes. Sobretudo, man­têm portais inteiramente abertos à consulta dos leitores. O “Pop” não tem um portal, e sim um site que, de tão francis­ca­no, fica aquém do jornal impresso, e libera pouco material.

“Síntese” sobre o “novo” site do “Pop”: mais do mes­mo.