Euler de França Belém
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Anderson e Belfort: é hipócrita manter atletas ‘velhos’ no octógono, mas não aceitar o mínimo de doping

Anderson Silva e Vitor Belfort: atletas mais velhos, para enfrentar garotos, precisam de alguma substância química para não serem massacrados

Anderson Silva e Vitor Belfort: atletas mais velhos, para enfrentar garotos, precisam de alguma substância química para não serem massacrados

Dana White e Joe Silva: os experimentados dirigentes do UFC sabem que, cedo ou tarde, certo tipo de doping será legalizado

Dana White e Joe Silva: os experimentados dirigentes do UFC sabem que, cedo ou tarde, certo tipo de doping será legalizado

Os músculos de George Saint-Pierre, o fabuloso lutador canadense de MMA, de uma elasticidade ímpar, são produtos apenas de exercícios em academia? São “naturais”? É possível, pois se trata de um atleta dedicado. Mas também podem ter a contribuição de alguma substância que, embora seja útil para manter a agilidade e a energia — uma garantia de juventude mais longa —, é proibida pelas organizações esportivas. Não digo a maioria, porque não tenho elementos que sustentem a opinião, mas parte talvez significativa dos atletas, e não apenas lutadores, se dopa. Por isso, admitindo aquilo que é realidade, as federações esportivas precisam, aos poucos pelo menos, repensar a questão do doping. Se mesmo atletas jovens “anabolizam” seus músculos, imagine os mais velhos, como Vitor Belfort e Anderson Silva. Por isso é preciso liberar o uso de substâncias químicas, de maneira controlada, para não prejudicar ou prejudicar menos a saúde, aos atletas de ponta — sobretudo aos de carreira mais longeva.

Um homem de 40 anos não tem vigor para enfrentar outro de 20 se não tomar alguma coisa que o torne “menos” velho e mais resistente. Um atleta de 39 anos, como Anderson Silva, para derrotar adversários mais jovens, e com mais gana de vencer, tem de usar sua experiência, para fazer o outro entrar no seu jogo, no seu esquema de lutar, e, ao mesmo tempo, precisa fortalecer o corpo com alguma substância química. “Limpos”, cansam-se rapidamente e têm menos força física para suportar e dar golpes.

Federações esportivas que acolhem atletas mais velhos, mas proíbem certas substâncias — as que geram o chamado doping —, são de uma hipocrisia à toda prova. Se continuarem permitindo que atletas com mais de 35 entrem no octógono, mas inteiramente “limpos”, o que se vai assistir, daqui pra frente, não são lutas, e sim massacres e, mesmo, humilhações.

Se continuar a hipocrisia anti-doping, é preciso trocar o nome de MMA (mistura de artes marciais) para MMAMV (mistura de artes marciais para massacrar velhinhos). Dana White e Joe Silva, os experimentados dirigentes do UFC, sabem disso, mas temem enfrentar a rigidez hipócrita e puritana dos americanos. No futuro, quem sabe, o doping, deixando de ser doping, será legalizado, oficializado.

(Por que “velhinhos”, como Anderson Silva e Vitor Belfort, continuam a se apresentar no octógono? Primeiro, porque querem ganhar mais dinheiro e organizar suas vidas. Ganham com as lutas e com os contratos publicitários. Segundo, porque, ao contrário de alguns jovens promissores, rendem mais dinheiro para o UFC. O pague-pra-ver de um garoto não chega perto do das lutas de Anderson Silva. Observe-se que Dana White está convocando outros “velhinhos” para lutar…)

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Marcondes Oliveira

Se não pode mais lutar que se aposente. E outra, como esses caras podem estar usando algo para se recuperar de fortes dores e não saber a composição desses medicamentos? O que fazem então os médicos de cada lutador top? Já que cada um tem o seu médico.

deivison

Mais se os caras mais velhos qua atraem dinheiro para o ufc, se ufc depender dos novinhos vai a falência o galera paga pra ver os caras das antigas meu irmã…