Entre Ferraris e Lamborghinis: o que revela a ostentação sobre rodas em Goiânia?
22 junho 2026 às 19h04

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A cidade de Goiânia presenciou, neste domingo, 21, um desfile de carros de luxo que percorreu o Setor Marista e terminou na base do Grupo de Radiopatrulha Aérea. O evento organizado pelo Exotic Experience Brasil exibiu modelos como Porsche 718 Cayman GT4 RS, Chevrolet Corvette C8, Porsche 911, Mercedes-AMG SL, Jaguar F-Type e o Chevrolet Camaro.
Os preços variavam entre R$ 350 mil e R$ 2 milhões. A cena chamou atenção de quem passava e gerou comentários nas redes sociais, em veículos de comunicação e páginas de fofoca. A corretora que filmou a cena ironizou ao registrar o momento dizendo que muitos ainda insistem em chamar Goiânia de roça.
É importante reconhecer que não são todos os ricos da cidade que se dedicam a ostentar bens materiais. Há muitos que valorizam o esporte, a arte e a cultura e que realmente se empenham em fazer de Goiânia um modelo de prosperidade e desenvolvimento humano.
Existem empresários e famílias que financiam projetos sociais que apoiam atletas e que investem em espaços culturais. Essas iniciativas demonstram que a riqueza pode ser canalizada para transformar vidas e fortalecer a identidade coletiva.
O que se critica não é a criação de riqueza nem a liberdade de desfrutar dela, mas a pequenez da alma de quem se empolga em mostrar o que tem e pouco se dedica a construir algo que valha a pena. Não se trata de uma ode à obrigação de fazer, mas de uma reflexão sobre a baixa cultura que se instala quando o poder aquisitivo é usado apenas para alimentar vaidades.
A cidade precisa de mais entusiasmo em construir legados e menos energia desperdiçada em espetáculos vazios. A ostentação sem sentido é um retrato de uma mentalidade que não dialoga com as necessidades reais de uma sociedade que anseia, ou ao menos devia ansiar, por educação, esporte e cultura.
Goiânia merece ser lembrada pela construção de conhecimento, incentivo à arte, pela força do esporte e pela solidariedade que transforma. O ronco dos motores pode impressionar por alguns minutos, mas é o som da educação, cultura e da filantropia que ecoa por gerações e impacta realmente a vida das pessoas.
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