“Estamos criando uma geração de imprestáveis”, diz Romeu Zema ao criticar programas sociais
22 junho 2026 às 16h28

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Em discurso a empresários durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, nesta segunda-feira, 22, o pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, defendeu reformas estruturais, cortes de gastos públicos e mudanças nas regras dos programas sociais. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que pretende levar para o Brasil a mesma política fiscal adotada em seu estado e voltou a fazer críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em cobertura especial do Jornal Opção, Zema afirmou que o país precisa de “três choques”: de moralidade, contra a gastança pública e contra a criminalidade.
“O que eu fiz em Minas é basicamente o que eu vou fazer no Brasil. São três pontos de que o Brasil precisa: um choque de moralidade, credibilidade e ética; um choque contra a gastança; e um choque contra a bandidagem”, declarou.
Ao abordar a situação fiscal do país, o pré-candidato defendeu uma nova reforma da Previdência, uma reforma administrativa e a revisão de programas sociais. Segundo ele, o crescimento dos gastos públicos compromete a capacidade de investimento e mantém os juros elevados.
“Nós vamos precisar de um choque nessa questão fiscal. É necessário rever a Previdência. Uma nova reforma é necessária, pois a expectativa de vida está subindo e os números não fecham. Precisamos de uma reforma administrativa, de uma reforma previdenciária e também de uma revisão dos programas sociais”, afirmou.
Zema também defendeu critérios mais rígidos para o acesso a benefícios assistenciais e criticou o que considera uma dependência crescente de programas governamentais.
“Para mim, quem teve duas ou três ofertas de emprego formal, negou e não quer fazer curso de capacitação, não está apto a receber auxílio de governo nenhum”, disse.
Durante a apresentação, o ex-governador atribuiu a recuperação das contas públicas de Minas Gerais às medidas de ajuste fiscal implementadas desde 2019. Segundo ele, o estado saiu de um déficit de R$ 11 bilhões em 2018 para um superávit de R$ 4 bilhões em 2024.
Zema também relembrou sua trajetória empresarial antes de ingressar na política. Ele contou que atuou por mais de três décadas no setor varejista e que sua candidatura ao governo mineiro, em 2018, foi motivada pela crise econômica enfrentada pelo país em 2015 e 2016.
“A economia do Brasil afundou quase 8%. Eu tive de reduzir o quadro da empresa em mais de 2.500 profissionais. Aquilo teve um custo emocional e psicológico gigantesco para mim”, relatou.
Ao falar sobre o cenário nacional, o pré-candidato afirmou que a redução das despesas públicas teria impacto direto na queda dos juros e no aumento dos investimentos privados.
“Na hora em que essa gastança cair, o mercado vai precificar os juros lá embaixo. Juros menores significam mais investimentos, uma indústria mais competitiva e mais produtividade”, disse.
Na parte final do discurso, Zema também criticou propostas que, segundo ele, prometem soluções rápidas para problemas econômicos complexos. Como exemplo, citou o debate sobre o fim da escala 6×1.
“Enquanto isso, o pessoal aqui de Brasília vende a ideia de que uma canetada vai fazer o Brasil ficar rico ou vai fazer o trabalhador ganhar mais. Infelizmente, o brasileiro às vezes ainda acredita nesse tipo de coisa, como vemos agora na discussão da escala 6×1”, afirmou.
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