Com a aproximação da temporada de férias no Rio Araguaia, a Superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Goiás intensifica as ações de fiscalização e conscientização para garantir o uso regular das praias formadas ao longo do período de estiagem. O principal objetivo é evitar ocupações irregulares e assegurar que estruturas montadas por turistas ou comerciantes sejam devidamente autorizadas e desmontadas ao fim da temporada.

Em entrevista ao Jornal Opção, a superintendente da SPU em Goiás, Rosana Cardoso, explicou que os rios federais e suas faixas temporariamente expostas pertencem à União e, por isso, qualquer utilização dessas áreas depende de autorização prévia do órgão. “Nosso trabalho é justamente promover uma ocupação organizada, preservando o patrimônio natural, evitando a degradação ambiental e fortalecendo o turismo e a economia dos municípios”, afirmou.

Rosana é superintendente da SPU em Goiás | Foto: Arquivo Pessoal

Segundo ela, a emissão da autorização é simples e pode ser solicitada por qualquer cidadão por meio do portal eletrônico da SPU, seja para instalação de acampamentos, bares, eventos religiosos ou atividades esportivas. “Não exigimos projetos complexos. Um croqui simples da área e o preenchimento do requerimento já permitem a análise do pedido”, explicou.

Rosana destacou que o foco da atuação da SPU não é punir os frequentadores, mas garantir que as ocupações ocorram dentro das normas e que as áreas sejam devolvidas à natureza após o período de uso.

“A gente não está aqui para arrecadar ou sair multando as pessoas. O que queremos é que elas façam o pedido de autorização e utilizem o espaço de forma consciente, desmontando as estruturas e recolhendo todo o lixo ao final da temporada”, disse.

A superintendente ressaltou que, caso sejam encontrados barracos, instalações ou outros materiais deixados nas praias após o encerramento da temporada, esses itens poderão ser removidos pelas autoridades competentes para evitar impactos ambientais e ocupações permanentes em áreas públicas.

Ela lembra que as praias do Araguaia são espaços de uso coletivo e que nenhuma estrutura pode permanecer instalada indefinidamente. “A ideia é justamente preservar o patrimônio público e garantir que essas áreas continuem disponíveis para todos, sem degradação ambiental.”

Nos últimos dois anos, a SPU realizou ações educativas junto aos municípios banhados pelo Araguaia para divulgar as regras de ocupação e incentivar práticas sustentáveis. Entre as iniciativas estão campanhas de coleta de resíduos recicláveis e programas de educação ambiental voltados aos turistas.

“O Araguaia não pertence apenas aos goianos. É um patrimônio que atravessa diferentes estados e precisa ser preservado para as próximas gerações. Nosso maior foco é conscientizar para que as pessoas utilizem o rio de forma responsável e deixem o ambiente da mesma maneira que encontraram”, afirmou Rosana.

Aruanã concentra maior preocupação

De acordo com a superintendente, o município de Aruanã continua sendo o principal desafio operacional da temporada devido ao elevado fluxo de visitantes. A expectativa é que mais de um milhão de pessoas passem pela cidade durante o período de férias.

Para minimizar riscos, a SPU participa de um grupo integrado com forças de segurança e órgãos públicos que planeja medidas para organizar o trânsito, controlar o acesso às praias e reduzir acidentes, especialmente no fim do dia, quando ocorre a saída simultânea de grande número de turistas.

“O objetivo é ordenar o fluxo de pessoas e veículos e garantir uma temporada mais segura para moradores e visitantes”, concluiu.

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