“Nunca encontrei o banqueiro bandido”, diz Zema ao criticar relações entre poder e influência em Brasília
22 junho 2026 às 15h44

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira, 22, que nunca recebeu uma “proposta indecorosa” durante sua trajetória política e fez críticas ao que chamou de “intocáveis” de Brasília. As declarações ocorreram durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Ao apresentar sua experiência à frente do governo mineiro, Zema disse que assumiu o cargo, em 2019, com o objetivo de combater a corrupção e afirmou que não houve escândalos durante sua gestão.
“Quando eu assumi o governo de Minas, minha principal meta era combater a corrupção. E acabou em Minas. Nunca recebi uma proposta indecorosa”, declarou.
Sem citar nomes, o governador também utilizou o exemplo de um banqueiro para reforçar o discurso de independência em relação a grupos econômicos influentes.
“Moro na mesma cidade do banqueiro bandido. Ele nasceu lá, foi criado, estudou, casou, teve filhos. É a residência dele. Nunca encontrei com ele. Ele nunca sequer me pediu uma audiência”, afirmou.
Na sequência, Zema comparou sua administração ao cenário político nacional e disse que seu governo não registrou casos de corrupção ou esquemas ilícitos.
“Nunca no meu governo, nos sete anos e meio, tivemos esquemas, corrupção, escândalos. O meu governo não foi um governo bom em gerar notícias como Brasília gera com tanta frequência”, disse.
Críticas aos “intocáveis”
O ex-governador também direcionou críticas a grupos que, segundo ele, exercem influência sobre o poder público sem serem responsabilizados. Embora não tenha mencionado nomes, afirmou que poucos pré-candidatos tratam do tema.
“E nenhum pré-candidato tem criticado tanto essa parte dos intocáveis quanto eu. Não tenho rabo preso com eles. Minha vida até hoje foi trabalhar, ralar e pagar impostos”, declarou.
Em outro momento do discurso, Zema sugeriu que existe uma cultura de proteção mútua entre integrantes da elite política nacional.
“Será que aqui em Brasília a postura é essa? Eu acho que não. É até o contrário. É um acobertando o outro”, afirmou.
O evento promovido pela CNI reúne os principais pré-candidatos à Presidência da República para apresentar propostas relacionadas à economia, indústria, competitividade e desenvolvimento do país.



