A redução dos gastos públicos será uma das principais bandeiras de uma eventual candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência da República. Durante participação no evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira, 22, em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o Brasil precisa de um “choque” fiscal e prometeu promover cortes mais profundos do que os realizados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O Brasil precisa de um choque contra a gastança do Lula e do PT”, declarou ao apresentar suas propostas para a economia diante de empresários e representantes do setor produtivo.

Segundo Zema, o elevado nível de despesas do governo contribui para a manutenção dos juros em patamares elevados e dificulta a expansão dos investimentos privados. Para enfrentar o problema, ele defendeu uma agenda de reformas estruturais.

“Nós vamos precisar de um choque nessa questão da gastança. Rever a Previdência é necessário. Uma reforma administrativa, uma reforma previdenciária e também uma revisão dos programas sociais”, afirmou.

Promessa de ajuste fiscal

Ao longo do discurso, o pré-candidato argumentou que a queda dos gastos públicos teria efeito direto sobre a confiança do mercado e sobre a taxa de juros da economia.

“E na hora que essa gastança cair, o mercado vai precificar os juros lá embaixo. Já teve o teto de gastos lá atrás que provou isso”, disse.

Em seguida, afirmou que pretende adotar uma política fiscal mais rígida do que a atual.

“O meu corte vai ser muito maior ainda. Juros menores significam menos custo para o setor privado, mais investimentos, muitos projetos que hoje não ficam de pé passando a ser viáveis e uma economia mais produtiva”, declarou.

Previdência e programas sociais

Entre as medidas defendidas por Zema estão uma nova revisão das regras previdenciárias, mudanças na estrutura administrativa do Estado e alterações em programas sociais.

Durante o evento, ele também afirmou que benefícios governamentais deveriam ser reavaliados para pessoas que recusam oportunidades formais de emprego. Segundo o ex-governador, a medida ajudaria a ampliar a participação no mercado de trabalho e reduzir despesas públicas.

As declarações foram feitas durante encontro promovido pela CNI com pré-candidatos à Presidência da República. O evento reúne lideranças políticas para discutir propostas voltadas à competitividade da indústria, ao crescimento econômico e ao ambiente de negócios no país.

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