Flávio Bolsonaro diz que pediu aos EUA combate ao PCC e que evitem novas tarifas contra empresas brasileiras
22 junho 2026 às 17h33

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O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira, 22, que pediu ao governo dos Estados Unidos a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi feita durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, acompanhado pelo Jornal Opção.
Segundo o parlamentar, as facções exercem controle territorial em diversas regiões do país e deveriam ser enquadradas como grupos terroristas pelas autoridades norte-americanas.
“Eu fui aos Estados Unidos pedir, sim, que facções como o PCC e o Comando Vermelho fossem tratadas como grupos terroristas, que é o que elas são”, declarou.
Além da pauta relacionada à segurança pública, Flávio afirmou ter levado ao governo norte-americano uma preocupação do setor produtivo brasileiro: a possibilidade de novas tarifas sobre produtos nacionais. De acordo com ele, o pedido foi para que não houvesse aumento da carga tributária sobre empresas brasileiras.
“Pedi também que não houvesse a tarifação das empresas brasileiras, que já são as mais taxadas do mundo”, afirmou.
O senador disse ainda que uma eventual mudança de governo no Brasil poderá abrir espaço para uma nova relação diplomática e comercial com os Estados Unidos.
“A partir de janeiro do ano que vem, o Brasil terá um presidente de direita que vai sentar à mesa e negociar de igual para igual com os Estados Unidos”, declarou.
Ao comparar o relacionamento entre os dois países com o cenário argentino, Flávio citou a abertura comercial promovida pelos norte-americanos em relação ao governo de Javier Milei.
“Olha a diferença de tratamento que os Estados Unidos dão ao Brasil em relação ao que fazem com a Argentina. Diversas tarifas estão sendo abertas em função de uma relação respeitosa entre as nações”, afirmou.
Insegurança jurídica e ambiente de negócios
Durante o discurso, o pré-candidato também direcionou críticas ao ambiente econômico brasileiro. Segundo ele, investidores e empresários estrangeiros demonstram preocupação com a insegurança jurídica e com a instabilidade regulatória do país.
Flávio relatou que esteve recentemente em países como Israel, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, França e Estados Unidos e afirmou ter ouvido avaliações semelhantes sobre o cenário brasileiro.
“O que eu mais ouvi nessa rodada internacional é que todos estão esperando uma mudança de rumo para o Brasil”, disse.
Na avaliação do senador, a falta de previsibilidade afasta investimentos e dificulta a expansão da atividade econômica.
“Hoje existe um ambiente hostil de negócios no nosso país”, afirmou.
Ele acrescentou que a insegurança jurídica foi uma das principais reclamações apresentadas por empresários e investidores estrangeiros.
“Poucos temas foram tão citados quanto a insegurança jurídica”, concluiu.
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