Como laudos técnicos definem quais árvores serão retiradas em Goiânia; entenda os critérios
22 maio 2026 às 19h25

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O manejo arbóreo realizado pela Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (Amma) segue protocolos técnicos específicos para avaliar as condições de cada árvore. A presidente da Amma, Zilma Percussor Campos Peixoto, explicou que os laudos elaborados pelos especialistas consideram diferentes critérios antes da emissão de qualquer parecer.
“Quando você vai como técnico, ele tem responsabilidade técnica. Ele pode ser responsabilizado por um laudo errado que emitir e segue todo um contexto para não esquecer de nada. Então ele vai fazer a vistoria e olha primeiro o sistema radicular. Tem cerca de 10 itens para ele avaliar: raiz exposta, podridão, presença de fungo e danos”, afirmou.
Segundo ela, a análise segue por diferentes partes da árvore. “Depois ele passa para o colo da árvore, olha se tem necrose, lesões mecânicas, apodrecimento. Em seguida vai para o tronco: verifica rachaduras, fissuras, cavidades, inclinação, fungos e cicatrização”, explicou.
A vistoria também considera as condições da copa e possíveis sinais de comprometimento fitossanitário. “Na copa, é analisada a densidade foliar, clorose, murchamento, seca de galhos e galhos mortos. Depois vem a avaliação fitopatológica, observando fungos, necrose e bacteriose”, detalhou.
Além da condição biológica da árvore, a Amma também avalia os riscos estruturais e os impactos para a população. “Depois é feita a avaliação de estrutura e risco, observando inclinação, risco iminente de queda, fragilidade estrutural, desequilíbrio e histórico de quedas de galhos. Também se avalia circulação de veículos, residências, pedestres e equipamentos públicos. Só depois de tudo isso é que é emitida uma recomendação técnica, seja poda de limpeza, poda de condução, poda de redução ou substituição”, disse.
Zilma também destacou o uso de equipamentos específicos utilizados nas análises. Segundo ela, os técnicos utilizam penetrógrafos para identificar o estado interno do tronco.
“Eu tenho os penetrógrafos, que são equipamentos que atravessam a árvore para verificar se o interior dela está compacto ou oco. A gente usa equipamento. Agora, numa barriguda dessa que eu vou lá e coloco um equipamento de vários centímetros e ele não chega no solo, o que mais eu preciso ver? Mesmo assim os técnicos fazem o laudo ponto por ponto”, afirmou.
A presidente reforçou que os pareceres não são baseados em apenas um fator isolado, mas em um conjunto de elementos observados durante a vistoria. “Nós não olhamos um único critério. A gente olha uma soma de informações que nos dá segurança para afirmar que esse exemplar está em final de ciclo de vida. É uma soma de informações de toda análise in loco feita nesse exemplar”, concluiu.
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