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Início de privatização da CEF vai irritar os esquerdistas do governo | Foto: Divulgação[/caption]
A ideia da presidente Dilma em abrir o capital da Caixa Econômica Federal em 2016 é uma aposta otimista no futuro, com a economia estável daqui a menos de dois anos, nas mãos conservadoras dos novos ministros da Fazenda e do Planejamento, Joaquim Levy e Nelson Barbosa. Ambos, responsáveis pela desejada adesão de capitalistas à compra de ações da CEF na bolsa.
Se a economia estiver bem, a dificuldade que restará será política, com resistência à venda de ações no PT e outras organizações de esquerda que já começam a mobilizar-se para barrar tentações capitalistas que pressentem no novo comando da economia. A venda de ações da Caixa no mercado tem a ver com privatização, ainda que parcial. Seria a quebra de um dogma.
Sim, o Banco do Brasil tem ações à venda na bolsa, como a Petrobrás, mas isso vem de antes da era PT no poder central. Há cinco anos, a esquerda não chiou quando, no governo Lula, a mesma Caixa pagou R$ 739,2 milhões para incorporar uma fatia do Banco PanAmericano, do apresentador Silvio Santos. Não chiou porque se tratava de estatização.
Má estatização. O banco estava quebrado, mas a Caixa percebeu apenas ao assumir o controle de 49% das ações preferenciais da empresa, que representava a posse de 35,54% do capital do banco, cujo foco estava no varejo de cartões de crédito, mais empréstimos pessoais e consignados.
Para salvar a cara da Caixa e do banco e sanear o novo patrimônio estatal veio o socorro com R$ 4,3 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito, entidade privada com a participação da CEF e outros bancos. O seu objetivo é garantir a estabilidade do sistema bancário. E o PT combatia o Proer de FHC, programa de recuperação de bancos.
O mercado não esquece o mau negócio do governo Lula com a compra do PanAmericano. Outro problema é o prazo curto em que Dilma deseja levar a Caixa à bolsa, depois das atribulações que se esperam neste novo ano. A cotação das ações, principalmente das estatais não poderia oscilar como hoje, inclusive por efeito dos escândalos que se sucedem no governo.
Apesar da renovação do comando econômico, o mercado pode não se interessar por ações da Caixa lançadas no próximo ano. A absorção do lançamento por investidores pode não dar certo por falta de credibilidade, nem tanto nos novos ministros, que conhecem a área bancária. Mais por desconfiança quanto à liderança da presidente nas empreitadas econômicas.
A privatização da CEF não combina com os planos da frente de esquerda que se esboça para atuar nas ruas, no governo e no Congresso contra o capitalismo. Quatro partidos discutem o projeto: PT, PCdoB, PSol e PSTU. Pelo menos duas centrais sindicais estão interessadas no caso, a CUT e Intersindical (PSTU).
Entre os movimentos sociais, a resistência de esquerda agrada ao MST e ao MTST (sem teto). Há ainda a Via Campesina e Levante Popular da Juventude, que se apresentou nas manifestações de rua de junho de 2013. Outro movimento jovem é o Consulta Popular. Todos estiveram na nova posse de Dilma com suas bandeiras. Entre elas, a reforma política.
A governabilidade da presidente em seu novo mandato poderá entrar em risco com as manifestações previstas pela nova frente. Mesmo porque a atuação do movimento implica evitar desvios conservadores da própria Dilma, a quem apoia na defesa de uma constituinte exclusiva para a reforma política.
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Pacote de arrocho de Dilma tira direitos dos trabalhadores brasileiros[/caption]
A posição das centrais sindicais nas manifestações sobre a nova posse da presidente Dilma passou pela reunião que tiveram no Planalto, no começo da semana, com representantes de quatro ministérios, mais a coordenação do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Planalto para conhecer o arrocho trabalhista com que o governo espera economizar R$ 18 bilhões anuais.
As centrais não tiveram a oportunidade de discutir as mudanças no seguro desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio doença. Mesmo porque as alterações em seguida entraram em vigência como medida provisória. As propostas sindicais com alterações do pacote ficaram para a tramitação da medida no Congresso e as manifestações de rua planejadas.
Mas não houve nada que assustasse as centrais. As mudanças afetam os beneficiários apenas daqui em diante, sem efeito retroativo. O seguro desemprego deixa de ser pago a quem já trabalhou por seis meses. Agora serão necessários 18 meses de carência. O abono salarial passa a ser pago a quem trabalhou pelo menos seis meses – e não mais um mês.
No caso da pensão por morte, o segurado terá de contribuir para a Previdência por dois anos de contribuição — e não mais um mês. A exceção é a morte em acidente de trabalho ou por doença relacionada à sua profissão. O auxílio doença será pago pelo empregador durante um mês. Depois a despesa se torna da Previdência – hoje ela assume o pagamento depois de 15 dias de afastamento.
Irmãs continuam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e respiram com a ajuda de aparelhos. Cirurgia será realizada nesta sábado (3/1)
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Fotos: Arquivo pessoal[/caption]
As gêmeas siamesas que nasceram no mês passado no Hospital Materno Infantil (HMI) serão separadas neste sábado (3/1). A informação foi confirmada pela unidade de saúde. Segundo o cirurgião pediátrico Zacharias Calil, houve uma piora no quadro clínico das siamesas, que apresentam falência cardiorespiratória devido à má formação destes órgãos. Por conta disso, a equipe médica decidiu pela realização da cirurgia de separação em caráter de urgência.
De acordo com o HMI, a cirurgia vai começar as 7 horas da manhã e não há previsão de duração para o procedimento, que envolverá ao todo 12 profissionais, entre cirurgiões pediátricos, médicos intensivistas, anestesistas, cardiologista, nefropediatra e enfermeiros.
Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (2/1), o estado de saúde das irmãs é gravíssimo. Elas continuam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e respiram com a ajuda de aparelhos.
As meninas são filhas de Jeiel dos Santos, de 25 anos, e Iara Pereira Dourado, de 24. O casal é da Bahia e veio para Goiás em busca do tratamento. “Estamos na casa da minha irmã. Viemos somente por causa de minhas filhas”, explicou o pai.
As crianças nasceram no dia 10 de dezembro, com 37 semanas, e são unidas pelo tórax e abdômen, compartilhando o fígado. A.B. possui 2,3 kg e 45 cm, e A.G. está com 1,5 kg e 36 cm.
Em 1999, foi realizada no HMI a primeira cirurgia de separação de gêmeos siameses da região Centro-Oeste. O fato ganhou repercussão nacional e, desde então, outros 27 casos vindos de vários estados brasileiros foram acompanhados pela equipe médica da unidade, sendo que destes, 10 chegaram a ser operados.
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