Em cerimônia de posse, Marconi se emociona e destaca foco na modernização em sua próxima gestão

Em entrevista coletiva, tucano sustentou que será prioridade do governo manter o dinamismo e o crescimento da economia

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E foi em duas cerimônias de cerca de 3 horas, com bandas, orquestra, e a presença massiva de grandes figuras políticas não só de Goiás, mas do Brasil – como o presidente do DEM, o senador pelo Rio Grande do Norte José Agripino — que o governador Marconi Perillo (PSDB) tomou posse pela quarta vez, e de acordo com ele, a última.

Os dois eventos de posse realizados na manhã e tarde desta quinta-feira, primeiro dia de 2015, foram marcados por discursos em que o tucano frisou o foco na infraestrutura, agricultura e comércio no Estado, sem deixar de lado questões sociais.

Marconi ainda frisou que pretende colocar Goiás em um patamar de visibilidade nacional. Em entrevista coletiva já na segunda cerimônia, na Praça Cívica, quando citado possibilidade de tentar a presidência da República, o governador disse: “Eu não estou pensando nessas coisas. As dificuldades que iremos enfrentar aqui no Brasil serão tão grandes que todas as nossas energias terão que ser convergidas no sentido de fazermos uma boa governança.”

O governador chegou à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) acompanhado de sua esposa, Valéria Perillo – a quem, durante o discurso, chamou de “amor da minha vida” – e suas duas filhas, Ana Luísa e Isabela. Foi o presidente da Assembleia Legislativa, que possivelmente será reeleito ao cargo por mais dois anos, que conduziu a cerimônia, e ainda transferiu a faixa de governador na Praça Cívica.

Em entrevista coletiva, antes da primeira solenidade na Assembleia, o tucano sustentou que será prioridade do governo manter o dinamismo e o crescimento da economia, com o intuito de elevar o PIB e gerar mais empregos. “Vamos dar ênfase na continuidade das grandes obras na área de infraestrutura, para deixar Goiás em um patamar muito elevado em termos de infraestrutura e logística”, afirmou.

Marconi ainda citou o Vaptu Vupt e os hospitais, geridos pelas Organizações Sociais (OSs), dizendo que será prioridade aprofundar mudanças para oferecer serviços de melhor qualidade para o povo. “Faremos com que os cidadãos se sintam cada vez melhor representados e atendidos pelo governo.”

Ao mesmo tempo que em seu discurso apontava para mudanças, Marconi estava saudoso, relembrando de quando foi governador pela primeira vez. “Em 1999 estava o governador, aos 35 anos — na época, o mais novo do País — sendo empossado pela primeira vez. E se ainda estou aqui, no meu quarto mandato, é porque as sementes que plantei, deram frutos”, e disse mais à frente. “Novos desafios chegam sempre. Em 1999, o PIB goiano era 17,4 bilhões. Agora é 144,2 bilhões”, afirmou, arrancando aplausos dos presentes. “O Brasil está à beira de uma recessão, e nossos índices estão acima da média.”

O governador frisou questões do agronegócio, indústria, comércio e tecnologias, apontando que essas áreas possibilitam o crescimento do Estado. “E quero dizer que esse é um governo da solidariedade no presente. Iremos crescer, mas sempre ajudando e protegendo as famílias que sofrem com a desigualdade social”, pontuou, citando em seguida Mandela, e falando de ações do Estado que visam a inclusão, como a bolsa da OVG.

Foto: Leoiran

Foto: Leoiran

Maguito pede por governo republicano

Diversas figuras políticas importantes estavam no local prestigiando o governador. Entre elas, o prefeito de Aparecida de Goiânia, o peemedebista Maguito Vilela (PMDB), que se sentou à mesa junto com o tucano.

Nas eleições deste ano, o prefeito permaneceu ao lado do seu partido na disputa pelo governo do Estado — que foi entre Marconi e Iris Rezende (PMDB), no segundo turno. Na cerimônia de posse do governador, Maguito disse ao Jornal Opção Online que espera uma postura republicana de Marconi nesse quatro mandato. “Esperamos também que ele continue investindo em infraestrutura, e dê tranquilidade ao povo goiano”, pontuou.

Presença do presidente do DEM

O presidente nacional do DEM, o senador José Agripino (RN), foi um dos políticos que compareceu a posse do governador Marconi Perillo. Questionado sobre a aproximação do DEM com a oposição no Estado, quando o senador Ronaldo Caiado (DEM) estava na chapa do PMDB nas últimas eleições, o democrata respondeu: “A política tem caminhos que a localidade determina”, pontuou.

Conforme José Agripino, o que importa é a junção da oposição contra o “inimigo em comum”. “Temos que fazer uma oposição firme contra o governo do PT; esse governo de enganação”, pontuou. De acordo com eles, as divergências locais devem ser levadas de forma sábia.

O democrata ainda elogiou o governador, e disse que fez questão de comparecer à posse do tucano, da mesma forma que não irá faltar na posse do seu co-partidário, Ronaldo Caiado. “São pessoas de grande capacidade e que tenho muito respeito”, afirmou.

Destaque para a cultura

Posse do Governador - Foto. Lailson Damasio (8)

Governador junto com um dos integrantes da banda Luar / Foto: Lailson Damasio

Na segunda cerimônia de posse, na Praça Cívica, onde Hélio de Sousa colocou a faixa de governador em Marconi Perillo, o tucano deu destaque a questões culturais. “Investimento na área da Cultura é uma obrigação constitucional que eu procuro sempre cumprir”, disse.

No local, antes do discurso, policiais militares desfilaram (Graer, cavalaria, batalhão de choque, entre outros) enquanto a banda do Corpo de Bombeiros tocava. Em seguida, a banda Luar, da Vila São José Bento Cottolengo, cantaram e tocaram algumas músicas. Neste momento, o governador se aproximou, conversou com os integrantes da banda, e recebeu uma camiseta do grupo. Um dos integrantes discursou, elogiando o governador.

Em seu discurso na segunda cerimônia de posse, o gestor estadual citou as escolas Centro de Educação em Artes (CEP) Basileu França e Gustav Ritter, falando da importância da cultura para a população. O governador falou das danças, frisando as aulas Ballet ministradas na escola, dizendo que a instituição realiza um trabalho importante na área.

O tucano falou ainda da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás (OSJG), que se apresentou no local. “Acho que o ápice desses meninos, que tem entre 12 e 21 anos, foi a apresentação que fizeram em Barcelona. Infelizmente, não puder comparecer, mas nos próximos quatro anos haverão outras várias oportunidades”, comentou.

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