Imprensa
Terraplanismo, células de fetos mortos na garrafa de Pepsi, nazismo de esquerda, cigarro faz bem, Igreja perdeu espaço para Teoria da Evolução. Em meio a tanta afirmação descabida, listamos sites que dão o devido valor ao conhecimento científico
No programa "Analistas de Poltrona", do site Poder360, Maria Rosa brinca que, ao contrário do que muitos pensam, não seria Olavo de Carvalho o mentor da gestão
"Brasil Real Oficial" é feita por Breno Costa, que resolveu passar um pente fino no Diário Oficial da União (DOU) e enumerar medidas que a imprensa deixou passar batido
Com dívida de R$ 674 milhões, a livraria, que pediu recuperação judicial, tenta sobreviver no mercado
Sugestões para ajudar a ficar atento ao que acontece no cenário internacional
Vale a pena acompanhar o País sob a visão de "gringos"
O diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, relata que o profissional afiançou que vai continuar escrevendo artigos
Presidente eleito proibiu três profissionais do site "The Intercept Brasil" de verem os seus tuítes
O mestre em teoria literária soma-se a Fábio Altman, Maurício Lima e Policarpo Júnior, sob a direção de André Petry
Professor de Columbia diz que há uma tendência entre os intelectuais à filotirania da qual poucos escapam. Raymond Aron não se submeteu ao fascismo e ao comunismo
O Amós Oz que vai ficar, na história da literatura e dos homens, é mesmo o escritor. O militante passa — com as circunstâncias que o geraram
A Academia Sueca que concede o Nobel de Literatura cometeu pelo menos dois erros nos últimos anos: não deu o prêmio a dois grandes escritores — Philip Roth, americano, e Amós Oz, israelense. Roth morreu em maio, aos 85 anos. Amós Oz morreu na sexta-feira, 28, aos 79 anos. Sua filha Fania Oz-Salsberger disse no Twitter: “Meu amado pai acabou de morrer de câncer após um rápido declínio. Ele estava dormindo tranquilo e cercado por pessoas que amava”.
Amós Oz é um grande escritor, mas, nos últimos anos, ficou mais conhecido como militante político. Pacifista, advogava um Estado israelense — o que desagradava a direita de Israel — e um Estado palestino. Na sua opinião, a existência de dois Estados poderia garantir a paz entre os dois povos. Era respeitado, admirado, mas não era ouvido pelo establishment de Israel.
Os que se interessam pelo militante e intelectual certamente vão ler (ou já leram) “Como Curar um Fanático: Israel e Palestina — Entre o Certo e o Certo” (Companhia das Letras, 104 páginas, tradução de Paulo Geiger) e “Mais de uma Luz — Fanatismo, Fé e Convivência no Século XXI” (Companhia das Letras, 136 páginas, tradução de Paulo Geiger). Tratam-se de ensaios polêmicos e moderados. Moderação, por sinal, é o que falta na relação conflituosa e, quase sempre, insensata entre israelenses e palestinos. Os livros são curtos, mas perspicazes. Quase miniguias para a paz, que, espera-se, um dia nascerá no Oriente Médio.
Mas “Como Curar um Fanático” e “Mais de uma Luz” não são o que Amós Oz escreveu de melhor. O que vai ficar mesmo deste grande escritor é sua literatura — que não ignora a história, mas a recria por meio de sua imaginação poderosa. Vale a leitura de “Rimas da Vida e da Morte”, “Meu Michel”, “A Caixa Preta”, “Conhecer uma Mulher”, “Pantera no Porão”, “O Mesmo Mar”, “Entre Amigos”, “O Monte do Mau Conselho”, “Uma Certa Paz”, “Cenas da Vida na Aldeia” e “De Amor e Trevas” (narrativa autobiográfica).
O Amós Oz que vai ficar, na história da literatura e dos homens, é mesmo o escritor. O militante passa — com as circunstâncias que o geraram.
O jornalista e o presidente eleito alinham-se com o pensamento da direita política e são críticos da esquerda
O único que poderia salvar a Manchete era Roberto Marinho. “Esperei quatro horas: ‘Dr. Roberto, eu preciso de ajuda’. ‘Adolpho, há dez anos eu estou esperando você retornar o meu telefonema. Passar bem’”
Entre os demitidos estão César Rezende, experiente comentaristas esportivo, e Karla Alves, chefe de reportagem
Agregador e equilibrado, secretário de Comunicação do governo Caiado é talhado para criar novo modelo de relacionamento entre o setor público e a mídia

