Agregador e equilibrado, secretário de Comunicação do governo Caiado é talhado para criar novo modelo de relacionamento entre o setor público e a mídia

Vassil Oliveira: vasta cultura a serviço da comunicação pública

O jornalista Vassil Oliveira será o secretário de Comunicação do governo de Ronaldo Caiado (DEM). A escolha tem a ver com o fato de que trabalhou na campanha, como assessor de Imprensa do presidente do DEM, e que tem ampla experiência na área. Foi editor-chefe do “Jornal da Segunda” e da “Tribuna do Planalto” (jornal que substituiu o primeiro), editor de Política de “O Popular” e colaborou com o Diário da Manhã e com o Jornal Opção. Ele foi assessor de Imprensa de Alcides Rodrigues, quando este foi governador Goiás, entre 2006 e 2010.

Como repórter, editor e assessor de Imprensa, Vassil Oliveira sempre se pautou pela moderação e pelo caráter diplomático em suas relações. A frase “sempre um gentleman” o define à perfeição. O poeta e crítico Salomão Sousa, um de seus melhores amigos, o admira pela cultura e pela lhaneza. É agregador, fala de maneira calma e jamais eleva a voz. Como no caso de Manuel Bandeira, diagnosticado pelo crítico Davi Arrigucci, Jr., trata-se de uma “humildade vigilante”.

Mas há outro Vassil Oliveira, o que comprova que é múltiplo e não unidimensional. Há o Vassil Oliveira prosador e poeta, além de autor de ensaios sobre política que chegaram ao formato livro. O jornalista Iúri Rincon Godinho costuma sublinhar que é um dos jornalistas que mais compreendem a diversidade e contradições da política em Goiás.

Há o Vassil Oliveira homem de vasta cultura. É difícil não dizê-lo “amigo dos livros”. Não há uma livraria em Goiânia que não frequente e não compre livros. Sua preferência é por literatura (romances, contos, poesia), mas adquire livros em várias áreas (política, história, biografias, crítica literária). Conhece como poucos a literatura universal e a brasileira.

Vassil Oliveira aprecia cafés, nos e fora dos shoppings. Porque nos cafés reúne-se com seus amigos, com os quais pode conversar sobre literatura, política e a vida.

Novos tempos para a comunicação

A vida de um secretário de Comunicação nem sempre é fácil. Porque, cada vez mais, escasseiam os recursos financeiros para os meios de comunicação — o Estado paternalista está perdendo forças — mas as demandas continuam altas. A rigor, se anunciar menos, o governo terá menos controle sobre jornais, portais, blogs e emissoras de rádio e televisão. O que, certamente, será positivo para a mídia, que se tornará mais livre. Os tempos modernos — os novos leitores — cobram isto: imprensa mais autônoma e posicionada.

A imprensa e o governo precisam de uma nova maneira de relacionamento. A Imprensa deve dizer o que está errado, mas não para conseguir verbas. Já o governo não deve tentar calar a Imprensa com recursos financeiros. Urge um novo relacionamento, mais republicano e justo. Parcerias não devem ser vistas como meios para justificar cumplicidade.

A comunicação pública do governo Caiado terá um redesenho. Dada sua diplomacia e confiança de Ronaldo Caiado, Vassil Oliveira é o profissional talhado para estabelecer um relacionamento democrático e respeitoso com a mídia.