Bastidores

É estranho que Ministério Público e Assembleia Legislativa não tenham se manifestado a respeito da denúncia

Articulada, a pré-candidata do PT a governadora aparece relativamente bem nas pesquisas

Retorno do tucano movimenta a política local — das hostes governistas até as oposições

O governo ampliou o espaço da educação na sua agenda. Depois da UEG em Rede e da abertura de vagas para Medicina em Itumbiara, vai sair do papel a Faculdade do Esporte — união entre a Eseffego e o Centro de Excelência. José Eliton tem sido chamado, sobretudo por professores, de “o governador da educação”.

Há uma romaria do país inteiro para conhecer o Credeq de Aparecida de Goiânia (onde são tratados pessoas com vício em drogas). Governadores e prefeitos mandam enviados em busca de informações sobre a eficácia do centro de recuperação. Eles saem entusiasmados. O credeq funciona bem, segundo médicos e assistentes sociais, porque não apenas trata o paciente. O credeq contribui, de certa forma, para a recuperação global do indivíduo e sua reinserção na sociedade. O programa é de saúde e, ao mesmo tempo, é social.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED) está, entre os órgãos do governo, com o maior portfólio de obras para entregar na reta final do governo de Goiás. O titular da pasta, Leandro Ribeiro, está animadíssimo, sobretudo com os três Itegos.

A reunião de 50 coordenadores de campanha com o governador José Eliton e com o ex-governador Marconi Perillo mostrou que a base está animada. Marconi frisou que sua base política é um dos mais poderosos exércitos eleitorais do país. O tucano-chefe sublinhou que José Eliton “vai ser reeleito”.

O governador José Eliton e o ex-governador Marconi Perillo, ambos do PSDB, farão rush de entregas de obras e benefícios pelo interior de Goiás. Os dois, de tão afinados, são chamado de “músicos”, e até de “virtuoses”, pelos aliados.

O deputado federal Thiago Peixoto e o governador José Eliton são, como dizem os colunistas sociais, carne, unha e cutícula. Mais aliados, impossível. O PSD definiu, desde já, que vai apoiar a reeleição do tucano. Em julho, será feito apenas o anúncio oficial.

O governador Marconi Perillo prioriza as articulações para manter o PSD na base do governador José Eliton e do pré-candidato do PSDB a presidente da República, Geraldo Alckmin. Em Goiás, as conversas estão adiantadas, com o acordo praticamente selado.

De um deputado: “O governador José Eliton praticamente fechou aliança com o PRB. As conversas com João Campos estão adiantadíssimas. O parlamentar atrairá a ala evangélica”. “Não me surpreenderei se, chegando em agosto, Ronaldo Caiado [pré-candidato do DEM a governador] perder a maioria das lideranças evangélicas e aparecer nos comícios apenas com dois ou três nanopartidos”, afirma o parlamentar.

O grupo do ex-governador Marconi Perillo aprecia enfrentar, para governador, Iris Rezende (MDB). Depois do prefeito de Goiânia, o segundo nome com quem mais gosta de terçar forças é o senador Ronaldo Caiado (DEM). Motivos: os dois são irritáveis, previsíveis e não aceitam conselhos dos marqueteiros para mudar o comportamento.

Os prefeitos que mantêm ligações políticas, ideológicas e, mesmo, afetivas com os principais dirigentes da base governista — como o ex-governador Marconi Perillo e o governador José Eliton — vão apoiar os candidatos a senador da base aliada. Os prefeitos avaliam que, se apoiarem Wilder Morais, estarão, na verdade, fortalecendo a candidatura de Ronaldo Caiado. Eles acrescentam que Wilder Morais tem poucas chances de ser reeleito.

Os prefeitos da base aliada que permanecem apoiando a reeleição do senador Wilder Morais, do DEM, em geral têm algum negócio no setor imobiliário com o empresário (nada irregular, falando nisso). Casos de Carlão da Fox, de Goianira, e Gil Tavares, de Nerópolis.

O deputado federal Rubens Otoni intensificou seus trabalhos no interior. Ele tem receio de que o desgaste do PT contribua para reduzir sua votação e até mesmo para derrotá-lo. A base política de Rubens Otoni é Anápolis, mas o deputado tem votos espalhados por vários municípios de Goiás. Talvez seja o único nome do petismo conhecido em todo o Estado. É provável que seja maior do que o PT no Estado. “Rubens Otoni vai ser eleito e com uma votação expressiva”, afirma um petista. “Além de municipalista, como sabem os prefeitos, é um político que tem ideias modernas e arejadas.”