“Daniel Vilela é a expressão da renovação política em Goiás”, diz ex-senador Mauro Miranda

O emedebista afirma que Ronaldo Caiado vai sentir, durante a campanha, a falta de um grupo forte como o do MDB

Montagem

O ex-senador Mauro Miranda não trocaria Michel de Montaigne nem mesmo pela Presidência da República. Tal a sua paixão pelo filósofo francês. No momento, ele está lendo o livro “Fogo e Fúria — Por Dentro da Casa Branca de Trump”, do jornalista Michael Wolff. “A crítica corrosiva ao presidente Donald Trump, um político mais hábil do que se imagina, prova a vitalidade da democracia americana.”

Abordado por um repórter do Jornal Opção, que lhe perguntou sobre o que estava fazendo, Mauro Miranda brincou: “Estou meio escondido, esperando acabar a Copa da Rússia”. Brincadeira à parte, o ex-senador do MDB não está nada escondido. Aos 77 anos, “com a cara e coragem”, afirma que está firme na articulação política da pré-campanha do deputado federal Daniel Vilela, pré-candidato a governador de Goiás pelo MDB. “Não serei uma figura central na campanha, o coordenador, mas vou participar com energia e vontade. Serei uma espécie de free lancer, vou conversar com as pessoas.”

Mauro Miranda afirma que Daniel Vilela e seu pai, Maguito Vilela, são seus amigos. “Daniel pertence ao MDB, meu partido. Ele é a expressão da renovação política em Goiás. Tenho a impressão de que o eleitor, desta vez, não vai querer repetir e, portanto, vai apostar no novo.”

O ex-senador frisa que Daniel Vilela “é um político amadurecido”. “Percebo que seu vínculo com a base emedebista é fortíssimo. Tanto que, num encontro recente, do qual participei, ele falou o nome de mais de 50 pessoas que estavam presentes. Isto prova que há um contato estreito com as bases partidárias. Seu discurso é firme e sólido, bem informado. Outra de suas virtudes é que tem garra, determinação. Observe-se que, no primeiro mandato, já chegou a presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Como se sabe, é uma comissão cobiçada e não é fácil ser presidente dela, ainda mais no primeiro mandato.”

A eleição de 2018 pode surpreender aqueles que já se consideram eleitos. “O eleitor pode mudar o voto rapidamente e ninguém definiu o voto inteiramente. Os eleitores estão aguardando e processando informações. Ronaldo Caiado, o pré-candidato do DEM a governador, aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Mas não tem o perfil do governador que a média da sociedade quer. Frise-se que mesmo fazendeiros ficaram contrariados com o senador na discussão do Funrural. Caiado tem um perfil mais para o Congresso do que para o Executivo, que, se exige firmeza, sobretudo na campanha, exige moderação e capacidade de agregação, quando se assume o governo. Este perfil é mais parecido com o de Daniel Vilela.”

Para ganhar uma eleição para governador, sugere Mauro Miranda, é preciso ter um grupo tão solido quanto unido. “Qual é o grupo de Ronaldo Caiado? Na verdade, não tem. Quer dizer, seu grupo é ele mesmo, o que não é suficiente para uma campanha para governador. Em 2014, Caiado foi eleito senador graças a um grupo forte e coeso, o do MDB. Agora, sem o emedebismo, está sozinho. Na campanha, não terá grupos para expandir sua mensagem nos 246 municípios de Goiás.”

Depois de falar de Ronaldo Caiado, Mauro Miranda afirma que sua filha, a advogada Anna Vitória, “é um encanto”. “Ela é séria, competente. Daria uma boa candidatura a governadora.”

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